Sádico Capitão
7 Vozes de Consolo
Notas iniciais
Shane olhou ao redor. Os cadáveres já começavam a cheirar mal. Contorceu o nariz em uma careta e observou o corpo nu da garota que ofegava. Se aproximou dela, se abaixando e passando a encarar as feições do rosto dela. Os trovões ecoaram mais alto. Se levantou e encarou uma das “paredes”. Pegou uma das suas preciosas cenouras que estavam espalhadas pelo chão e a olhou. A cenoura estava tingida por um pouco de sangue. Sorriu vitorioso e caminhou até ficar mais perto de uma das paredes.
Iria deixar um presentinho para ele.
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Toushirou corria com o shunpo em direção a velha casa. Abriu a porta, praticamente a arrancando e começou a observar o local. Parou sua observação na garota nua, jogada no chão. Andou até ela, se abaixando e observando o corpo dela se distraindo, apesar do leve mal estar por vê-la machucada. Realmente, Karin parecia feita à mão… De repente, pestanejou. Aquela não era hora para ficar admirando o corpo dela! Jogou seu haori em cima da garota, a cobrindo. Se levantou e observou os cadáveres. Certamente aqueles eram os homens que tentaram estuprar Karin no distrito Zaraki 80.
Olhou os buracos no chão. No fundo deles, estavam depositados alguns pedaços de carne humana.
Se virou para uma das paredes, onde estava uma coisa que o fez apertar os punhos.
“Tome mais cuidado com as suas bonecas,Taichou”
No final da frase escrita com sangue estava desenhada uma pequena cenoura sorridente. Socou a parede, bem na cara da cenoura, fazendo com que algumas tabuas caíssem e as paredes desabassem. Suspirou possesso. Ninguém podia lhe dizer como tratar suas bonecas! Se virou e caminhou até Karin, com passos fortes e precisos. Enrolou-a no Haori e logo em seguida a pegou no colo, estilo noiva. Certamente, quem veria isso iria se surpreender. Mas isso pouco importava para Toushiro.
Naquele momento.
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Aos poucos ela foi saindo daquela escuridão. Se sentia tonta e sua mente estava embaralhada. Piscou acordando devagar e foi abrindo os olhos. O branco do lugar fez doer sua cabeça e gemeu fechando os olhos outra vez. O que tinha acontecido? Estava tonta e febril e cozinhava uma sopa para comer. Pensou mais um pouco, sentia que havia algo errado. Então lembrou. Um sorriso maldoso e os olhos negros.
Te encontramos, garotinha!
Arquejou arregalando os olhos. Estremecendo olhou em volta, atordoada. As paredes brancas a fizeram estranhar e também pela primeira vez percebeu que estava deitada numa cama macia. Baixou o olhar, notando que vestia um kimono branco e estava coberta por um lençol. Na verdade, ela estava deitada numa maca. De hospital pelo visto. Estremeceu lembrando e tentando entender. Onde estavam aqueles homens? Eles a arrastaram a força da cozinha, a jogaram para dentro de uma casa velha e… e… bateram nela. Depois de rasgarem suas roupas. Seus olhos arderam. Será que… Será que eles…
– Fique tranquila, eles não fizeram nada.
Encarou nervosa o dono da voz. Toushirou estava de braços cruzados, encostado na parede perto da sua cabeceira. Ele a olhava calmo e suspirando. Por isso que não o viu… Saindo de perto da parede ele se virou para maca, ficando mais perto dela. Engoliu em seco. Apertando sem querer o lençol que forrava o colchão. Porque ele a olhava desse jeito? Não era exatamente preocupação, era… outra coisa.
– Para uma boneca apenas, você me dá muito trabalho.
Apesar de tremula ofegou.
– Eu não sou uma boneca, Toushirou!
Ele curvou os lábios de modo sarcástico. Antes que notasse, Karin sentiu afastarem de leve sua franja e então uma mecha do seu cabelo, sendo puxada devagar. Olhou para ela e viu essa mecha sendo enrolada nos dedos dele. Não prendendo, apenas dando voltas lentas como se estivesse sentindo a textura dela. Engolindo em seco, o encarou. O sorrisinho dele estava mais aberto e o olhar convencido. Toushirou deu um leve puxão se inclinando, aproximando o rosto do dela.
– Claro que é. Você é minha bonequinha de porcelana.
Um calor subiu do seu pescoço, esquentando seu rosto. Toushirou parou de sorrir, mas continuou a encarando. Ele estava um pouco diferente de mais cedo, no entanto…
– Pa-para com is-isso. Eu não sou uma “coisa” e… e… vo-você me d-de-deixou sozinha! Doente e com fome.
Toushirou parou de mexer no seu cabelo, o ar divertido sumiu deixando o olhar sério. Ao se afastar ele suspirou.
– O que aconteceu depois de você ser levada àquele lugar?
Prendeu a respiração. Como ele perguntava isso? Não queria dizer, não queria lembrar. Seus olhos ficaram úmidos e umas lágrimas escorreram. Toushirou continuou indiferente, esperando que respondesse.
– E-eles me agarraram. Puxavam meu cabelo pa-para que eu gritasse. (engoliu em seco, lembrando) Não pa-paravam de rir. Então um deles, o que você esf-fa-faqueou me ba-bateu, rasgando minha roupa e me jogou no chão.
Chorou mais. Não aguentava lembrar daquilo. Era horrível.
– Rasgaram toda a minha roupa e quando tentei f-fugir, me jogaram numa coisa. Eu não sei, feri minha cabeça e não consegui mais levantar do chão. E-então…
– Continue.
Karin colocou as mãos no rosto.
– E-ele se jogou em cima de mim e não parou de m-me bater. (fungou angustiada) Doía tanto, achei que ia m-morrer.
Não aguentou mais contar. A sensação dos seus ossos quebrando e os gritos deles a assustavam demais. Então lembrou de uma coisa. Algo que pensou ter escutado. Tirou as mãos do rosto soluçando um pouco.
– Alguém disse alguma coisa.
Franziu o cenho tentando lembrar melhor, estava desmaiando na hora.
– Era estranho. Parecia… “Cresça e devore”.
Escutou um ruido. Levantou o olhar, passando a encará-lo.
– Hun, irei pagar a sua “hospitalização”. Sinceramente, você só da trabalho.
Ele se retirou do quarto, deixando-a sozinha.
Karin observou o quarto. Era um tanto pequeno, mas confortável. Uma coisa que lhe chamou atenção foi a janela panorâmica que estava posta paralelamente a cama que estava deitada. Suspirou amuada enquanto encarava a janela. Realmente Toushirou estava estranho. Primeiro brincava com seu cabelo e depois ficava sério. Ela não o compreendia. Será que ele era assim desde o começo ou algo o fez mudar? A pergunta pairava em sua mente. Mas sinceramente, faria alguma diferença ela saber? Talvez sim, talvez não. Se sentou mais confortavelmente na cama. Retirou o lençol de cima de si, passando a observar o kimono branco. Suspirou fechando os olhos. Lentamente, colocou um pé para fora da cama, sentindo uma certa dorzinha mas nada que a impedisse de firmar os dois pés no chão. Por fim, tentou ficar em pé, sem se segurar na cabeceira da cama. Caminhou até ficar de frente para a janela. Observou a paisagem do outro lado do vidro transparente. O céu estava ficando nublado, dando o prévio aviso que logo iria chover. Olhou para o patio enorme com algumas arvores e gramado decorando o local. O hospital ficava bem no meio do lugar. No fundo, viu uma “linha” branca, que deduziu ser um muro que recintava o local.
Suspirou se afastando da janela e passando a olhar a porta pela qual o rapaz saiu. Ele estava demorando demais. Deu uma espiada na janela. O patio estava vazio. Esta seria uma ótima chance para fugir, talvez a única. Respirou fundo enquanto apertava o tecido do kimono. Espiou novamente a porta, a adrenalina do que estava pensando fazia disparar seu pulso. Soltou o tecido e destravou os ferrolhos. Abriu a janela devagar, fazendo o vento frio entrar no quarto. Se arrepiou com isso, mas agarrou o beiral e se içou com dificuldade, sentando e depois passou uma perna pro outro lado. Ao passar a outra desequilibrou-se e caiu da janela. Soltou um gritinho. Encontrou o chão duro caindo de costas estralando-as. Quase tapou seu folego. Arquejou gemendo e se levantou devagar. Como o kimono chegava na altura dos tornozelos, levantou um pouco a barra e saiu andando devagar. Controlando em volta se não havia ninguém. Quando já havia atravessado a metade do pátio, correu até o muro. Ignorando a fraqueza e a fisgada no pé. Só esperava não cair de novo. Foram muitas quedas num dia só.
Entrou no gramado indo direto até uma arvore. De repente, ouviu vozes. Olhou para a direita e dois shinigamis andavam até ali. Se jogou num arbusto, as gavinhas machucando e se prendendo no seu cabelo. Apertou os lábios, segurando um gemido enquanto os shinigamis passavam.
Suspirou frustada e irritada. Aquele Chibi Hentai!!! (N/C:é como ela chama o Toushirou kkk). Se não fosse por ele ela não estaria ali. Alias, desde que o conheceu sua vida só piorou. Bom, “vida” foi antes, agora sua pós-vida estava sendo pior. Não deixaria isso continuar assim. Quando teve certeza que estava sozinha saiu do arbusto verificando em volta. Deserto. Ótimo. Correu até a arvore e olhou para cima. Os galhos eram altos, isso dificultaria as coisas pois ela não fazia isso a algum tempo. Puxou um pouco mais a barra do kimono e enrolou-a em um nó firme e apertado. Um estrondo soou no céu, fazendo-a tremer. Droga! Era este o momento de chover?!
Gotas começaram a banhar seu cabelo e kimono. Colocou uma mão de cada lado do tronco da arvore e um pé encostado na parte inferior. Impulsionou-se para cima, enquanto esticava um braço tentando agarrar um galho. Coisa que fez com sucesso. Com uma mão, agarrava o galho e com a outra tentava não cair. Fez um pouco mais de força no pé, esticando o outro braço e agarrando o galho. Os pés estavam balançando levemente, enquanto ela tentava se segurar firmemente no galho que aparentava ser frágil. Esticou a mão esquerda, tentando pegar outro galho um pouco mais a cima. Colocou um pé no tronco da arvore, se esticando mais. Foi quando um trovão soou mais alto ainda e sentiu uma forte fisgada no pé que estava no tronco. Droga!Tinha colocado aquele machucado. A mão direita estava escorregando lentamente a machucando. Fechou os olhos, rezando para não cair. Porem a dor no pé aumentou e ela acabou soltando o galho. Se preparou para o impacto que não veio. Um risinho a fez perceber o porque. Abriu os olhos, encarando as orbes esverdeadas. O sorriso sarcástico se alargava cada vez mais. Ela estava praticamente hipnotizada por aqueles olhos tão lindos.
– Cuidado bonequinha, assim você quebra e o divertimento acaba.
Karin acordou de seu transe perante aquela frase. Isso era irritante. Percebeu que Toushirou estava com uma mão um pouco abaixo de sua cabeça e a outra na dobra de suas pernas. Corou um pouco, porem se remexeu tentando sair de seus braços.
– M-me solta!
Se praguejou mentalmente por ter gaguejado. Ele alargou ainda mais o sorriso. Segurando-a com mais força contra si. Corou ainda mais, o calor tomando seu rosto.
– Não.
Prendeu o folego, a voz dele ficou mais rouca. Parando de sorrir, Toushirou a puxou mais enquanto se curvava para ela, aproximando, perigosamente, o rosto cada vez mais. Os olhos esverdeados encaravam fixamente os seus, porem, eles abaixavam parando em sua boca. Karin arfou. E-ele ia beijá-la?! Ma-mas Toushirou não gostava dela, ou será que gostava?
O calor que sentia aumentou e a chuva caiu mais forte. Enquanto o vento soprava, sentiu sua roupa encharcando e o folego dele pairando nos seus lábios. Já estava fechando os olhos, tonta pelo cheiro de menta (ficou mais forte com a chuva) quando seu nariz de repente irritou e rapidamente colocou a mão no rosto. Espirrando. O folego morno sumiu e deu uma espiada. Toushirou tinha afastado o rosto e parecia… Irritado? Seu nariz irritou mais e voltou a espirrar. Ouviu um quase riso e o olhou. Ele fazia uma expressão debochada.
– Resfriado.
– Atchim!
Não conseguiu controlar. Então o calor que sentia aumentou. Se sentia tão quente e tonta. Todo seu corpo entorpecia, ficando mais e mais pesado. Ouviu um suspiro, mas não conseguiu levantar os olhos. A mão que mantinha no rosto escorregava quando outro trovão estourou no céu, iluminando o local por uma fração de segundos.
– Realmente bonequinha, cuidar de você me dá muito trabalho.
Nesse instante, ela desmaiou.
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– Hum…
Karin sentia alguma coisa de macio embaixo de si. Uma pequena dor aguda no pé a fez abrir os olhos de uma vez. Os fechou de novo tentando se sentar naquilo que aparentava ser uma cama. A dor no pé era gritante e praticamente insuportável. Sentiu que sua roupa estava encharcada e seu corpo estava tremulo.
– Oh, você acordou.
A voz rouca se fez presente. Karin abriu os olhos outra vez e olhou ao redor, parando seu olhar na figura perto da porta do comodo. Ela se sentou na cama e ele se aproximou um pouco.
– Vá tomar banho e não ouse me interromper.
Jogou alguma coisa que Karin deduziu ser uma toalha e saiu do quarto. Ela observou ao redor e notou que estava no quarto dele. Se levantou com a tolha nas mãos tremulas e andou até a porta prestes a abri-la. Porem as forças de repente se esvaziaram e ela caiu sentada no chão. Respirava com dificuldade sentindo sua garganta arder e um estranho sintoma de enjoo. Sem contar do calor em sua volta. Estava com febre. Muita febre. Agarrou a porta, como meio de apoio para se levantar quando ouviu algo. Pareciam… vozes. Desistindo de se levantar, puxou a porta, abrindo mais um pouco. Pela fresta, uma luz suave entrava no quarto. Vinha do corredor, mas as vozes vinham da sala. Karin se arrastou um pouco, ignorando seu mal estar. Uma delas era o Toushirou e a outra era de uma garota. De repente, ela soltou um gritinho e riu.
– Calma, Shirou-chan!
Arregalou os olhos. Prendendo o folego. Era… era aquela vadia!(N/S:Ahhh,deixa eu aparecer nessa coisa e arrancar a cabeça dessa vadia louca!!!grr!)
Ela começou a tremer, sentindo uma ansiedade estranha. Toushirou não falava alto. Alias, quase não o ouvia, em compensação a garota começou a rir. Rir e soltar gritinhos (N/S:Essa garota tem problemas). De repente ouviu um baque.
– Que sede, Shirou-chan! Você não estava assim mais cedo.
– Quieta.
Depois disso uns rasgos de tecido soaram e a garota reclamava. Dizendo que era seu melhor kimono. Karin estremecia mais, a ansiedade apertando seu peito. A mão que agarrava a porta apertou a madeira. Ela não entendia. Porque isso estava acontecendo? M-mas mais cedo ele parecia dif-ferente. E-ele qu-quase a beijou.
Então os sons começaram. A garota gemia e mais alto. Chamando “Shirou-chan” a toda hora, isso lhe dava raiva. Essa… essa bitch! Toushirou devia estar cuidando dela! Se preocupando com sua febre e não… não… apagando o fogo dessa vadia! Eles não fizeram aquilo mais cedo?! Então o que essa garota, bitch dos infernos Estava fazendo aqui?! De repente, ela soltou um grito mais alto e ouviu outro baque. Suspirou se sentindo mais mal. Toushirou deve estar jogando a vadia em algum lugar da sala. Bem nos sofás. Ela não era burra, sabia muito bem. Ou estavam deitados, ou ela de… de… quatro, ou sabe lá como, em outra posição. Pelos gemidos loucos dela, a bitch estava adorando. Seus olhos arderam, ficando tão úmidos que não enxergava nada. Queria parar de ouvir, mas não conseguia se levantar.
Procurava se distrair com alguma coisa, mas não sabia o que. Um trovão soou no céu, iluminando o quarto escuro. De repente se lembrou de uma música que sua mãe cantava para ela. Principalmente quando estava doente ou o tempo estava feio.Tentou se lembrar da melodia, fechando os olhos e se concentrando.
Just be friends (Somente amigos)
Just be friends All we gotta do Just be friends (Só ser amigos.Tudo que temos que fazer.Só ser amigos.)
Its time to say goodbye Just be friends (é hora de dizer adeus.Só ser amigos.)
All we gotta do Just be friends (Tudo que temos que fazer. Só ser amigos.)
Just be friends (Só ser amigos)
Just be friends (Só ser amigos)
A voz de Karin saiu estranhamente melodiosa. Isso a fez sorrir um pouco.
Ukandan da Kinou no asa hayaku ni (Isso me veio a mente na manha passada)
Wareta GURASU Kaki atsumeru youna (Assim como um quebra cabeça onde eu encaixei todas as peças)
Kore wa ittai nandarou Kitta yubi karashitataru shizuku (Eu não sei o que fazer, agora vejo o que nos estamos nos tornando)
Bokura wa konna koto Shitakatta no kana (Isso é realmente aquilo que nós esperávamos?)
Mal ela sabia que os barulhos horrorosos haviam parado e que do outro lado da porta, uma pessoa ouvia com atenção.
Wakatteta yo Kokoro no okusoko de wa (Eu sabia disso do fundo do meu coração)
Motto mo tsurai Sentaku ga BESUTO (A escolha mais difícil deveria ser a melhor)
Sore wo kobamujiko ai to Kekkajika douchaku no kurikaeshi (E agora eu não posso ignorar os sentimentos que eu sentia antes.)
Boku wa itsu ni nareba Ieru no kana (Me pergunto porque eu nunca tentei lhe dizer isso no inicio)
Yuruyaka ni kuchite yuku Kono sekai de (Enquanto o nosso mundo esta caindo a nossa volta)
Agaku boku no yui itsu no katsuro Iro aseta kimi no (Estamos tentando seguir em frente, mas é o melhor que podemos fazer.)
Hohoemi kizande Sen wo nuita (Nossa felicidade sumindo, nossos sorrisos fugindo e a verdade dentro da mentira)
Aquela musica de alguma forma a acalmava. Já não sentia todos os efeitos da febre.
Koe wo karashite sakenda Hankyou zankyou (Agora tudo o que eu ouço são os nossos gritos).
Munashiku hibiku Hazusareta kusari no (O eco retumbando pela minha mente .No fima nada foi em vão)
Sono saki wa nani hitotsu (Nada é deixado, nada fica.E no fim dessa cadeia nos perdemos tempo)
Nokotteyashinai kedo Futari wo kasaneteta guuzen (O destino nos uniu apenas para lembrar que amor não dura?)
Suspirou enquanto escutava outro trovão ecoar.
Anten tansen Hakanaku chiji ni (Eu disse “então, é isso, a vida é assim”.)
Shosen konna mono sa Tsubuyaita (Então, sem voltar atrás, sem preocupações)
Kareta hoho ni tsutau Dare ka no namida (Você sabe que eu odeio te ver chorar)
All we gotta do Just be friends (Tudo o que devemos fazer é ser somente amigos)
Its time to say goodbye Just be friends (é hora de dizer adeus.Somente amigos)
All we gotta do Just be friends (Tudo o que devemos fazer é ser somente amigos)
Just be friends Just be friends (Somente amigos.Somente amigos)
Kizuitanda Kinou no naidan yoru ni (Ontem a noite,um momento calmo me fez perceber)
Ochita kaben Hiroi ageta toshite (Que não faria sentido pegar as petalas caidas no chão)
Mata saki modoru koto wa nai Sou te no hira no ue no chisai sana shi (Porque isso não ira florecer novamente, seu passado foi bonito, mas já acabou)
Bokura no jikan wa Tomatta mama (Nosso tempo parou a muito tempo atrás, vamos seguir em frente)
Sentiu o tecido do kimono ficar mais pesado e teve uma crise de tosse, porem não iria parar de cantar.
Omoi dasu yo Hajimete atta kisetsu wo (Se lembra que nosso primeiro verão valeu a pena?)
Kimi no yasashiku Hohoemu kao wo (Cada momento que passamos juntos te fez sorrir)
Ima wo kako ni oshiyatte Futari kizutsuku Kagiri kizutsuita (Brigas que não nos recordamos, nossas palavras eram cruéis, bancamos os bobos.)
Bokura no kokoro wa Toge darake da (Nosso fim começou na mente)
Omokuru shiku tsuzuku Kono kankei de (E os dias passavam lentamente por nós)
Kanashii hodo Kawaranai kokoro (Não a nada que possamos fazer por nós)
Aishiteru no ni Hanare gatai no ni (Eu sempre te amarei. Eu sempre pensarei em você)
Boku ga iwanakya (Mas eu tenho que te dizer agora)
Kokoro ni doshaburi no ame ga Bouzen shouzen (No fundo do meu coração está chovendo)
Shikai mo kemuru Kakugo shiteta hazu no (As nuvens estão me levando para longe de você)
Sono itami Soredemo tsurakareru kono karada (Estou decidida mas meu coração continua doendo, e parece que não vai parar)
Futari wo tsunaideta kizuna Hokorobi hodoke (A nossa ligação finalmente se partiu)
Nichijou ni kieteku Sayonara aishita hito (Adeus, meu amor, acabou.)
Kokomade da Mou furimukanaide (é hora de seguir em frente)
Aruki dasunda (E não olhar para trás)
Ichido dake, Ichido dake (Dessa vez, Dessa vez)
Negai ga kanau no naraba Nando demo (Se eu pudesse fazer um pedido para uma estrela cadente)
Umare kawatte Ano hi no kimi ni (E se tornasse realidade,eu continuaria com você)
Ai ni iku yo (Para sempre com você)
Karin respirou fundo, fechando os olhos e tentando lembrar o resto, mas não conseguia.
Pensou um pouco na letra da musica. Realmente... Ela e Toushirou não eram nem amigos!
Uma lagrima rolou pelo seu rosto pálido. Enquanto soluçava baixinho, triste, escutou duas vozes preocupadas. Uma suave, outra grossa.
– Não chore, menina!
Quase riu fechando os olhos. Agora escutava coisas. Se sentia tão cansada de tudo, mas principalmente da febre. Esse quarto parecia tão quente. Piscando devagar tentou ficar acordada, mas não conseguiu. Fechou os olhos caindo naquela escuridão outra vez.
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Ela se apoiou na porta, desmaiada. Antes que a mesma se fechasse uma mão a agarrou, logo empurrando levemente enquanto seu dono entrava no quarto. Toushirou se agachou perto dela empurrando a porta outra vez. O rosto estava rosado e arfava sem parar. Sentindo um algo estranho, como há anos não sentia, esticou o braço e pôs a palma na testa dela, banhada em suor.
Está muito alta.
Suspirando retirou a mão e envolveu o braço no corpo febril da garota, puxando pra ele até abraçá-la. Apertando-a de leve encostou o rosto na bochecha dela e fechou os olhos. Devagar um frio tomou o lugar ao redor deles, congelando o chão e uma parte da porta. Toushirou apertou os olhos, evitando o frio absoluto. A temperatura subiu um pouco e chegou ao nível que queria. O corpo que abraçava parou de queimar. A febre diminuía drasticamente. Era um choque térmico tremendo, mas a febre estava altissima. Frio era melhor que água gelada. Se Karin estivesse acordada teria soltado aquele gritinho. Sorriu com isso, abrindo os olhos. Ajeitando os braços envolta dela, um em suas costas e outro nas dobras dos joelhos, se levantou carregando-a em estilo noiva e caminhou até a cama. Agora só faltava uma coisa. Mordeu o lábio, Karin com certeza levaria um susto.
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