Notas iniciais
HoshinoForea: - Aparece misteriosamente- Ufa! a Terra é meio longe de marte…-se vira para o publico- Ohayoooo! Charlote-chan: (aparece com o shumpo ao lado da shino) - Yo! Até que enfim voltou mulher. HoshinoForea: -_- é… Voltei foi dificil tive que lutar contra alieniginas TT.TT eles sao fortes! Charlote-chan: Bom. Espero que tenha ganhado bem deles. Deu uma surra? HoshinoForea: Sim ...mas tive que liberar a Shikai… ;-; mas bem…-se vira para o publico-Desculpa a demora Charlote-chan: Acho que o pessoal perdoa. Eu até esqueci a tijolada. (se vira pra Shino) Paz. Tá bem? Vou me comportar. HoshinoForea: Own! Isso soou tao...tao…..tao...coisa de velha -leva tijolada- brincadeira! Soou Tao Kawaii! Charlote-chan: Kyah (pula no pescoço dela) eu te adoro (adoro em modo meigo) Sabe mina-san. Pra compensar a demora escrevemos algo… Como pode dizer shino? HoshinoForea:-boiando- ahn?Ah,sim...escrevemos algo...algo que voces vao adorar . Acho que todo mundo desejou isso no capitulo passado.Falando nisso,nos tivemos 10 comentarios no primeiro capitolo e 10 no segundo...AMO VOCES! -Manda beijos para todos- Charlote-chan: Eu também!!!!!! (grita no ouvido da shino) Ops, foi mal. (se vira pro pessoal) Espero que gostem HoshinoForea:-com uma veia saltando no topo da cabeça- …-sorri amarelo para o publico- Espero que gostem…-se vira para Charlote-chan- SUA MALDITA NÃO GRITE NO MEU OUVIDO! -sai correndo atrás da charlote-chan- Charlote-chan: (jogando os braços pro alto enquanto corre feito doida) Gomenasai, gomenasai, gomenasai!!!!! Charlote-chan and HoshinoForea: -correndo feito malucas em volta do palco- Leitores: -jogam pedras- ACABEM LOGO COM ESSA MERDA DE NOTAS INICIAIS! QUEREMOS LER O CAPITULO! Charlote-chan and HoshinoForea:HAI!-desaparecem no shunpo

O vento uivava fraco, soprando e levantando seus cabelos. Karin sentia uma dor pelo corpo todo, principalmente na cabeça que latejava demais. Aos poucos foi abrindo os olhos, saindo daquele torpor e viu a um palmo do nariz um chão duro e poeirento. Espirrou e tossiu um pouco antes de se levantar do chão. Piscando confusa, olhou ao redor para o lugar. Uma rua deserta e estreita, as casas de madeira com tabuas se soltando e as portas arrancadas. Engoliu dando uma meia volta. O vento soprando e levantando poeira. Que lugar é esse?

Então de repente se lembrou. O prédio abandonado. Os cinco babacas e a queda do quinto andar… Tudo ficou preto depois da enorme dor. Arregalou os olhos. Ela… Ela morreu!

Estremeceu de leve começando a andar e olhando ao redor. Um cara de kimono negro apareceu do nada perto dela, enquanto olhava a si mesma no chão, com uma perna torta e os olhos vazios. Debaixo da sua cabeça uma poça de sangue se espalhava. Nem tinha assimilado direito, muito menos a corrente quebrada no seu peito e o sujeito virou o cabo de uma espada pra ela. Tocando na sua testa e tudo ficou azul.

Engoliu em seco. Abraçando em si mesma. É, tinha morrido. E pelo visto apareceu num lugar esquisito. Só esperava que não arranjasse mais problemas. A sua situação no minimo já tava horrivel demais.

´xxXXXxx

Longe dali, um rapaz apareceu de repente num terreno abandonado. O prédio de cinco andares há muito tempo desocupado. Ele ignorou os carros de policia estacionados em frente ao portão enferrujado e a ambulância com os paramédicos. Muita gente andava por aqui, mas nenhuma o notou. Obvio, nenhum poderia. O rapaz foi andando até o caminho em frente do prédio. Uma coisa tinha chamado sua atenção. Ele parou e se apoiou num joelho. As abas do haori branco e um pouco manchado farfalhando no movimento.

Devagar se inclinou mais e teve certeza. Era uma saia azul pregueada. E pelos trapos no chão ela foi arrancada. Suspirou sentindo uma raiva crescer, enquanto apertava os dentes e pegava um pedaço do tecido. Levantou o olhar para o predio. Havia seis sinais de reiatsu no ultimo andar. Uma que ele conhecia. As outras quatro fracas demais. Mas havia uma pouco forte. E essa… ele faria questão de encontrar.

xxXXXxx

– AH!

Laitou pulou pra trás com a mão no peito. Sentado no beiral da sua janela, um rapaz de kimono negro e sobretudo branco encarava um pedaço de pano azul. O mais estranho era o cabelo do cara. Um branco puro e desalinhado.

– Quem é você maluco?!

– Errado.

O tom gelado o arrepiou, mas estufou o peito.

– Como é?

– A pergunta certa é: Porque estou aqui?

O cara esfregou o tecido nos dedos e depois fechou o punho, virando o rosto e o encarando. Laitou que já estava nervoso com a encrenca que se meteu sentiu um calafrio enregelante na espinha.

– Seus pais nunca te ensinaram a não mexer com as coisas dos outros, moleque?

O olho do cara tremeu de raiva e Laitou ficou mais nervoso.

– Do que você tá falando? Eu não vou...

De repente o sujeito sumiu e num borrão surgiu bem na sua frente. Laitou chiou de susto tropeçando pra trás. Vendo isso, o cara de kimono riu sarcástico.

– Vai desmontar moleque?

Laitou ofegava de olhos arregalados. Como ele fez isso? Há um segundo estava na janela e agora estava de pé o olhando com divertimento e raiva. O cara era um pouco mais baixo que ele, no entanto emanava uma aura quase assassina.

– Como.. como...?

O cara de kimono negro riu. Deu-lhe uma olhada mais atenta e viu que uma aba do sobretudo tinha respingos amarelados e ressecados. Pareciam... Eram... Sangue?

– Não te interessa. Agora onde estávamos? – fingiu pensar e então caminhou até ele – Ah. Porque você mexeu com meu brinquedo?

Laitou estava mais confuso e apavorado. Ele o encarava com uma raiva torcendo os punhos.

– Que, que brinquedo?

O cara quase riu mais sarcástico. Os olhos verdes brilhando de ira.

– Não se faça de idiota. Você e aqueles vermes brincaram com minha boneca e quebraram. Eu gostava tanto dela e você, cretino, a derrubou daquele prédio.

Arregalou os olhos. Chocado.

– Kurosaki?! Sua boneca é a esquisita da...

Um pé acertou forte e rápido seu estomago. Laitou sufocou o grito enquanto foi jogado contra parede. Suas costas bateram e caiu atordoado no chão. Antes que se levantasse, o pé novamente o chutou pelo braço e foi jogado outra vez batendo na cômoda do outro lado do quarto. Laitou gritou de agonia. Suas costas doíam e seu braço pendia mole, uma dor absurda e gritante lhe dizendo que os ossos partiram. Levantou a cabeça, encarando o rapaz que caminhava até ele, dando um meio sorriso, os olhos brilhando de ira. Agarrou o braço estremecendo. Suando apavorado enquanto se sentava.

– Calma, cara. Foi um aciden..

– Calado verme.

Laitou fechou a boca e um instante depois o cara de kimono sumiu. De repente, o ar deslocou em sua frente e agarraram a gola de sua camisa, o levantando a força. Chiando olhou o rapaz que parou de sorrir e devolvia o olhar cheio de raiva.

– Vou te ensinar a não mexer mais nas coisas dos outros.

E deu um soco na cara de Laitou que virou o rosto e cuspiu sangue na mão do Toushirou.

Laitou tentava atacar Toushirou porem ele nem dava tempo e dava socos e golpes complicados, em seu rosto e abdome. Nas pernas e no outro braço.

A esta altura o humano já tinha perdido bastante sangue e a raiva de Toushirou aumentava ao ponto dele não controlar mais sua força, sem se importar se iria matar sim ou não o cretino.

Toushirou agarrou Laitou pela gola da camisa, antes branca e agora manchada de sangue e o atirou contra uma mesa que se partiu ao meio fazendo barulho.

Nesse instante, Hitsugaya escutou barulhos vindos do andar de baixo e ali mesmo ficou. Parado e esperando. A porta foi aberta brutalmente e por ela passaram um homem e uma mulher que pareciam serem pais de Laitou.

– F-F-F- FILHO!!!

Gritou a mulher enquanto observava o quarto com os olhos arregalados.

– M-mas o que aconteceu aqui Laitou?!

O homem berrou enquanto chegava mais perto de Laitou.

– K-k-kiiimmon-no ….N-...n-negro...Fff-fez … i-is-so

Balbulciava Laitou, tentando acenar na direção de Toushirou, que tinha saltado pra longe quando seus pais se aproximaram e sentou na comoda. O sorrisinho de prazer que via no rosto dele o encheu de raiva.

– Fique queto, filho!

Laitou se calou enquanto olhava com ódio Toushirou que se divertia mais com seu sofrimento.

– Querida, chame a ambulância.

Informou o homem e saiu do quarto deixando a mulher recolhendo a bagunça.

– M-m-mãe...me ajude.

Pediu e sua mãe deu um tapa na cara dele.

– Fique queto! Iremos gastar dinheiro por sua culpa.

E continuou a tentar organizar as coisas ali.

Toushirou riu mais ainda. Quando sua mãe se afastou mais dele, o shinigami sumiu naquele borrão e apareceu perto do humano surrado. Se aproximou de Laitou e se curvou levemente, quase agachando perto dele. Adorando o sangue no seu rosto e os outros machucados, o sorriso malvado de Toushirou aumentou.

– Isso é apenas um pedaço da minha vingança… Moleque.

Agarrou-o pelos cabelos e erguendo um pouco a cabeça de Laitou, bateu com força na mesa e o humano desmaiou.

Sua mãe se assustou com o barulho porem nem ligou muito, continuando a recolher algumas coisas que tinham caído.

O som das sirenes fizeram Toushirou rir e sair dali.

XxXxX

Uma chuva torrencial começou .

Muitos dos que caminhavam pelas ruas de Karakura abriam guarda chuvas e outros em vez tentavam chegar o mais rápido possível ao seus aposentos ou lugar de trabalho.

Toushirou andava despreocupadamente. Sem se importar se vez ou outra alguem esbarrava nele.

Estava feliz por aquilo que tinha feito porem a sua raiva ainda não tinha desaparecido.

Atravessou a rua e deu de cara com uma loja de TVs .

–“Noticia de ultima hora. Cinco jovens foram encontrados gravemente feridos em suas casas. Parece que foram agredidos, porem as vizinhanças afirmam não terem visto ninguém entrar ou sair de dentro das residências.”

Informava o apresentador.

Um sorriso sádico se fez presente nos lábios de Toushirou que saiu dali andando normalmente.

XxXx

No céu nuvens trovejaram, fazendo Karin dar uma olhada e abraçar mais em si mesma. Estava perdida. Por onde andava, não encontrou uma pessoa sequer. Procurou se acalmar. Afinal, até agora nada de ruim aconteceu. Tinha começado a achar que era um imã de azar. Não sabia o porque, mas tinha essa sensação. Tinha haver com uma colina gramada, o céu escurecendo no crepúsculo e… alguém. Franziu a testa. Quanto mais pensava, mas borrada ficava a imagem da pessoa, exceto por uma coisa. O olhar… Frio, verde e sarcástico. Estremeceu engolindo seco e balançou a cabeça. Não, não precisava pensar nisso.

O que ela precisava era de um lugar quente pra dormir. Estava anoitecendo. E pelas casas abandonadas algo estranho aconteceu aqui. Puxou mais a blusa, chegando perto de uma janela. Ao se debruçar, dando uma espiada sentiu um arrepio. Tudo revirado. As cadeiras, as mesas… Até uns panos pendurados, servindo de cortina estavam rasgados. Engoliu em seco. Era melhor se afastar dali. Parecia que um bando de bandidos invadiram a casa (mesmo pobre) e destruíram tudo…

Nesse instante, enquanto recuava um passo sentiu sua pele arder. Virou o rosto assustada e num segundo o sangue fugiu do seu rosto. Dois homens. De kimonos esfarrapados e bandanas na cabeça olhavam pra ela sorrindo de um jeito arrepiando sua pele. Karin engoliu e saiu andando apressada. Tentando parecer calma, mas os passos atrás dela aumentavam seu nervoso, dando lugar para aquele medo.

Apertou o passo encarando o chão e dobrou uma esquina. Deu uma olhadinha pra trás e ofegou. Os dois caras sorriam maliciosos pra ela que então viu presas na faixa nas cinturas, umas facas e adagas. Virou o rosto e andou mais rápido. Meu Deus, por favor. Por favor. Seu coração já batia rápido, o pulso surdo nos ouvidos. Quando não aguentou mais, resolveu correr. E logo atrás dela ouviu os gritos e risadas. Ofegou apavorada. Viu uma entrada, um beco e disparou para lá.

Já estava chegando perto quando uma porta de casa foi arrombada. Deu pulo vendo mais três homens saírem dali. Um era baixo e todo musculoso. O outro era alto e cabeludo. Mas o terceiro, foi o que a estremeceu de medo. Era forte, bem maior que ela e a barba rala. Ele sorria deliciado do seu terror.

– Ei, menina… Aonde pensa que vai?

Karin entrou em pânico e entrou no beco sendo seguida pelos cinco. Seus olhos ardiam, estremecia demais. Eles uivavam e riam e os passos eram tão rápidos. Iam alcança-la. Estava tão apavorada que não viu a parede de madeira. Parou derrapando, ofegando e arregalando os olhos. Antes que pensasse em escalar uma mão agarrou seu braço puxando com força. Gritou esperneando.

– NÃO! ME SOLTA!

O cara riu e puxou mais. Bateu no peito seminu e o cheiro de suor a engolfou, junto com o bafo de alcool no seu rosto.

– Como é bonitinha… Não acham rapazes?

Os outros a rodearam e esse a soltou. Sentiu-se sendo empurrada e agarraram seus cabelos puxando e soltando. Os rostos deles se misturavam e tudo o que sentia era nojo e pavor.

– E cheirosa também.

– Ei, menina. Como você veio parar aqui?

– No Distrito de Zaraki nada é de graça.

Um a agarrou por trás abraçando e ela gritou mais esperneando. Eles riram e os trovões soaram, logo o vento soprava e pingos de chuva começaram a cair.

– Pra comer e onde dormir você tem que pagar…

O cara a apertou se curvando e sentiu o rosto dele se esfregando no seu cabelo. Arregalou os olhos entalada. Levantando a cabeça, encarou o cara de barba rala. Ele sorria arfando e olhando de cima abaixo pra ela, principalmente suas pernas. Karin estremeceu mais. Sacudindo-se em espasmos. Dando um passo, ele puxou a adaga da cintura. A lâmina brilhando nos raios que riscaram o céu.

– Shhhh, quietinha.

Ele se aproximou e encostou a ponta da adaga no pescoço dela, a obrigando levantar o queixo. Curvando a cabeça os olhos dele desceram enquanto abaixava a adaga, parando na gola da sua blusa. Karin empalideceu, arfando e muda.

– Não vai pagar tão rápido. Você tem que dar conta de nós cinco — olhou para os outros dois ao lado — Segurem os braços dela.

Karin gritou e duas mãos agarraram seus pulsos, puxando pros lados. Sentiu a lâmina descer e ouviu o som de rasgo. Sua blusa se abriu ao meio fazendo eles rirem. Quando sua mente virara um branco de terror, as mãos deles a agarrando e puxando sua blusa, rasgando-a mais o ar estremeceu. De repente, o corpo e o braço que a seguravam por trás sumiram e ouviu um baque e gritos de dor. As mãos deles também soltaram sua blusa e sem forças desabou sentada no chão. A chuva caiu mais forte e um trovão estourou. Quando os raios riscaram olhou desnorteada para frente, encarando um haori branco e kimono negro…

Os cinco caras se afastaram um pouco e o ar estremeceu mais forte. O som de metal caindo no chão se fez presente.

Karin olhou para onde o “chefe” dos bandidos estava e arregalou os olhos.

Caído no chão, um corte que ia desde o ombro direito até o estomago sangrava demais, o vermelho escorria como agua.

Ela olhou para a mão do individuo a sua frente e lá estava uma das adagas cheia do sangue do outro que gemia de dor .

– O que pensam que estão fazendo com a minha boneca?

Um dos homens arfou.

– N-n-nós não sabíamos que ela er---

– Calado!

Rugiu e deu um passo com a adaga posicionada de uma forma ameaçadora.

Um dos homens saiu correndo do local enquanto gritava.

Um riso se ouviu e Karin ergueu os olhos fitando os cabelos brancos que eram tao familiares para ela.

O homem ferido se levantou do chão com um pouco de dificuldade e encarou tremendo o capitão do decimo esquadrão que deu mais um passo ficando próximo dele.

– V-vamos embora Saroki-sama.

Pediu um homem para o “chefe”

Um corte se abriu no braço esquerdo de Saroki e a adaga ficou mais ensanguentada.

Saroki gemeu de dor .

– V-vamos embora…

Ordenou com certa dificuldade e saíram de lá correndo.

Karin escutou mais um trovão e tremeu. A chuva tinha ficado mais grossa e o ar mais frio a fazendo tremer.

Se ouviu uma risadinha e algo caindo no chão. Logo os olhos verdes encaravam a morena que involuntariamente corou.

“ Tão frágil…”

Pensou Toushirou enquanto observava a maneira que ela tremia.

Suspirou e se agachou ficando a altura da garota que fechou os olhos com força.

Karin sentiu algo pesado e quente sendo colocado em suas costas. Abriu os olhos e percebeu que estava vestindo o Haori.

Braços rodearam seu corpo e segundos depois estava sendo carregada no estilo noiva.

– M-mas o q--

– Fique queta.

Ordenou.

Tudo virou um borrão e ela fechou os olhos enquanto sentia as gotas gélidas caírem em sua face.

– Chegamos.

Ela abriu os olhos e observou a casa. Era linda mas simples. Era uma casa de dois andares, com a varanda de madeira e uma pequena escadaria. Ela era feita de madeira pintada em branco e o teto em barro pintado de preto.

Mal percebeu e estavam já dentro da casa em um hall pequeno e estreito dando para uma sala e virando a esquerda mais uma escadaria rente a parede. Simples por fora e por dentro.

Ele subiu a escadaria ainda com Karin em seus braços. Quando acabou os lances de escadas Karin percebeu portas que deveriam ser as dos quartos.

Ele parou em frente a uma que era uma das ultimas. Chutou a porta que se abriu revelando um quarto com uma cama, uma escrivania com alguns livros em cima, na parede um armário preto e uma janela que era virada de frente para a cama.

Sem aviso prévio o rapaz de cabelo branco a depositou na cama se alguma delicadeza. Jogando-a no colchão.

– Não lhe posso deixar nem alguns minutos sozinha e já se mete em confusão.

Karin se arrepiou com o tom que ele usara. Um tom gélido e debochado.

Ele saiu do quarto deixando ela sozinha em cima da cama. Não entendia nada. Não sabia direito nem quem era, apenas o nome. Karin Kurosaki.

Apesar disso o rapaz que a ajudou lhe era tao familiar e de algum modo ou de outro sentia que ele fez alguma coisa com ela.

O seu corpo ficou dormente e percebeu que tremia muito. De repente, ele reapareceu do lado dela fazendo ela se assustar. A pegou de novo porem desta vez como um saco de batatas. Se debateu um pouco, atravessada no ombro dele até que escutou o barulho de água caindo.

Olhou melhor onde estavam e percebeu que era um banheiro. Tinha uma pia com um espelho pequeno, uma privada, uma janela, um armário branco e uma banheira que estava a mais da metade cheia de água. O rapaz caminhou até a banheira e sem a avisar a jogou ali(N/Shino:Maldade…).

Engoliu um pouco de agua engasgando-se. Escutou uma risadinha e virou o seu rosto encontrando o dele, encarando-a risonho.

– Tome um banho, não quero ter um cadáver na minha cama.

Ela sentiu a raiva nadar nas suas veias e a vontade de socar aquele rosto que a encarava debochado agora. Ele saiu do banheiro a deixando ali com cara de idiota. Saiu da banheira e fechou a porta e tirou o haori o colocando em cima do armário. Retirou o resto das roupas as deixando no chão mesmo. Suspirou e entrou na banheira. Tremeu. A agua estava gelada! Bufou enraivecida. Olhou para as torneiras e virou aquela da agua quente. Depois de 5 minutos a água já estava morna. Se sentiu um pouco melhor sentindo a agua bater em suas pernas.

De repente a porta é aberta revelando o rapaz de kimono negro.

Karin assustada e envergonhada se sentou de uma vez na banheira e abraçou suas pernas, se encolhendo.

– Kya!

Gritou envergonhada.

Ele olhou para as roupas no chão e depois para Karin, fez isso umas 3 vezes e depois riu debochado.

– Calma garota, não me interesso por corpos de crianças. (N/Shino:Ui! Levou uma facada!)

Karin corou e ficou com mais raiva ainda enquanto bufava e abraçava com mais força as pernas.

– Posso saber a razão de você estar aqui?

Perguntou enquanto encarava seus joelhos não tendo coragem para encarar ele.

– Não sei se percebeu garota mas esta é a minha casa. Eu faço o que eu quiser nela.

Ele respondeu enquanto fechava a porta e se encostava nela cruzando os braços encarando debochado a garota.

– S-será que você poderia se virar por favor?

Pediu Karin enquanto corava.

– Hmmm e se eu respondesse “Não”?

Ele perguntou soando malicioso. Ela corou mais ainda e esticou um pouco a perna direita se curvando um pouco quase chegando a tocar as torneiras enquanto seus olhos procuravam alguma coisa.

O rapaz a encarou curioso e depois percebeu o que ela estava procurando. Se desencostou da porta e foi até o armário e o abriu retirando alguma coisa de la que logo em seguida foi jogado no rosto da garota que se assustou.

– Use ela

Karin olhou para aquilo que lhe foi jogado e percebeu que era aquilo que estava procurando.Uma esponja nova ainda no pacote. Aquela que tinha ali era claro que pertencia à ele e não seria muito higiênico usar aquela.

O rapaz voltou a sua posição de antes a encarando ainda.

Ela não tendo outra escolha se levantou ficando de costas para ele. Agradeceu mentalmente por seus cabelos serem longos o suficiente para tamparem suas partes intimas. Começou a se ensaboar enquanto tentava ignorar a presença dele ali.

Escutou o barulho da porta sendo aberta e depois fechada com força.

Se virou e percebeu que ele não estava mais ali. Suspirou agradecida e continuou a se ensaboar.

Do outro lado da porta Toushirou ofegou.

“ Que droga! Aquela garota me...me...me excitou demais!” Ele pensou enquanto olhava para baixo o pequeno volume que crescia enquanto ouvia os barulhos dela se banhando lá dentro.

Depois de Karin terminar de se ensaboar e de se enxugar. Percebeu que não tinha uma roupa para usar. Naquele mesmo momento, ele entrou no banheiro sem bater na porta (N/S: De novo! Seu pervertido ). Karin sentiu seu rosto pegar fogo e se virou ficando de costas para ele. Ouviu um suspiro .

– Aqui, use isto para dormir.

E ele colocou um kimono que era igual aquele que vestia porem branco em cima do armário. A porta se fechou e ela se virou encarando o kimono. O vestiu rapidamente e pegou suas antigas roupas e o haori dele e o dobrou perfeitamente. Colocou-o em cima do armário e saiu do banheiro.

O rapaz de cabelo branco estava encostado em uma das portas do quarto com os braços cruzados e os olhos fechados. Parecia um pouco cansado. Ele abriu os olhos e a encarou. Suspirou e se endireitou.

– Você irá dormir ali

E apontou para o quarto de antes e saiu andando descendo as escadas. Karin seguiu para o quarto e percebeu que os lençóis foram trocados pois os outros tinham se molhado por causa que suas roupas estavam molhadas na hora que ele a jogou no colchão. Pulou na cama e rapidamente se cobriu. Logo o sono se fez presente e acabou dormindo pensando no rapaz.

Notas finais
HoshinoForea: Bem minna,é so por hoje! COMENTEM! Jya nee! o-desaprece no shumpo- Charlote-chan: Gostamos sempre da opinião de vocês. Jya nee! (desaparece no shumpo)