Notas iniciais
POV de Jennifer Taylor.

Jennifer Elizabeth Morris, também conhecida, antes do seu divórcio de Craig, como Jennifer Taylor, nunca odiou Brian A. Kinney. Para ser sincera com ela mesma, Jennifer acreditou em diversos momentos ao longo do primeiro ano em que o homem arrogante e completamente seguro de si mesmo, esteve na vida de seu filho, que o odiava, ela queria odiá-lo por tudo o que havia acontecido com Justin naquele ano, mas ela nunca foi capaz de realmente fazê-lo. Ela simplesmente não conseguiu.



Brian Kinney...



Ela acreditou que odiava Brian Kinney quando descobriu que o homem de quase 30 anos, ironicamente os mesmo 12 anos mais novo do que ela, era por quem Justin estava apaixonado. Um homem adulto que havia tirado a virgindade e a inocência do seu filho adolescente de 17 anos. O seu filho, o seu menino, o seu bebê…



Brian Kinney…



O homem que apresentou seu filho ao sexo, aos bares e boates, ao álcool, às drogas e ela tinha absoluta certeza de jamais querer saber tudo mais que Justin conheceu, experimentou e vivenciou com Brian.



Brian Kinney…



O homem que apresentou seu filho a uma vida promíscua, diversa de todos os valores que ela e seu ex-marido haviam ensinado para o filho enquanto crescia na segurança de sua casa de alta classe média e clube do campo. Uma vida que ela classificava, no mínimo, como degradante.



Brian Kinney…



O homem que magoou vezes sem conta o seu filho. O homem que fez seu filho sofrer. E ela tinha certeza que não tinha conhecimento de todas as vezes que Justin teve seu coração ferido.



Ela queria odiá-lo. Era seu direito como mãe. Mas ela não podia. Ela jamais conseguiu.



A primeira vez que Jennifer tomou conhecimento da existência de Brian Kinney foi quando encontrou desenhos de homens nus e o nome de Brian escrito de todas as formas e diversas vezes no bloco de desenhos de Justin, numa clara constatação que seu filho estava apaixonado pela primeira vez em sua vida. Apaixonado por um homem.



Ela nunca havia sido uma mãe controladora. Ela jamais mexeu nas coisas de seus filhos sem o conhecimento deles, mas Justin estava agindo diferente nos últimos meses. Seu doce filho, tão ansioso em dividir tudo com ela estava distante. Ele não queria mais conversar, não queria contar como havia sido seu dia, o que havia feito e não mostrava mais para ela os seus desenhos. Justin havia mudado e isso a preocupava. Ela sabia que algo estava diferente com Justin.



Um dia, no início de setembro, após passar uma noite na casa de Daphne, ele chegou em casa extremamente feliz, cantando e dançando, sorrindo para tudo e para todos e nem havia brigado com Molly quando descobriu que ela havia mexido em suas coisas. O menino estava em êxtase. No dia seguinte, Justin havia chegado em casa tarde, com o carro de Daphne, depois de avisar que passaria a noite na casa dela, chorando muito e se trancando no quarto sem permitir que ninguém entrasse, apesar de todos os seus apelos e as ameaças de Craig de derrubar a porta. Por fim, Craig chegou à conclusão que Justin havia brigado com a namorada, que isso era drama de adolescente e que iria passar. Ela tentou acreditar em seu marido. Mas ela sabia que era mais que isso e que ela precisava saber, no momento oportuno, o que estava acontecendo.



Então, Justin voltou a sorrir, mas ainda estava diferente. Ele tinha um segredo, e não queria compartilhar com ela. Ela começou a temer que fosse algo mais sério do que uma simples namorada. Se Justin estivesse namorando, ele dividiria com ela, não se fecharia e a manteria distante ou até mesmo, conversaria com seu pai e certamente pediria para trazer a menina em sua casa. Isso era o que ela sabia que Justin faria.



Ele não estaria fechado como uma concha, trocando segredos e mais segredos com Daphne, passando muitas noites na casa da amiga. Craig pensava que finalmente os dois estavam namorando a sério, depois de todos os anos de amizade desde que os Taylor e os Chandlers haviam se conhecido quando seus filhos tinham três anos de idade e se tornaram inseparáveis a partir daí. Mas ela sabia que não era isso.



Não era Daphne, não era uma outra menina e Justin não tinha uma namorada. Ela começou a temer que Justin estivesse fazendo algo perigoso, que ele havia entrado para uma gangue de adolescentes, que estivesse bebendo ou usando drogas.



Era um medo que Jennifer havia desenvolvido ao ver coisas como essas acontecendo com os filhos de algumas de suas amigas. Ela descobriu que Justin estava fumando e temeu que o menino desenvolvesse outros vícios. Ela o fez prometer que jamais tocaria em bebidas ou drogas e que jamais aceitaria isso de outras pessoas. Ela prometeu que não contaria a Craig que Justin estava fumando se o menino cumprisse também a sua promessa. No entanto, Jennifer sentia que havia alguma coisa mais e começou a temer pela segurança e saúde de Justin. Então, ela fez algo que nunca pensou que faria, ela mexeu nas coisas do seu filho. Foi assim que ela descobriu a existência de Brian na vida de seu filho ao encontrar o caderno de esboços.



Então assim, ela descobriu. Ela achou a resposta para suas dúvidas. Justin não havia entrado para uma gangue, não estava bebendo e não estava usando drogas. Ele estava apaixonado pela primeira vez em sua vida. Apaixonado por um outro homem. Seu filho era gay. Era esse o segredo.



Jennifer sempre desconfiou que seu filho era gay. Há muito tempo, ela havia se confrontado com a possibilidade de que não haveria uma mulher na vida de Justin. Mesmo não tendo falado sobre isso com ninguém, ela sabia. Os planos que havia sonhado com Clarice Chandlers de ver seus filhos casados e felizes eram apenas isso. Sonhos que deveriam ser esquecidos. Ela jamais teria os netos que desejou um dia ter.



Ela sabia que Daphne sempre estaria na vida de Justin, mas ela seria somente sua amiga e quase uma irmã. Daphne sempre amaria Justin e seria amada por ele, mas nunca seria o amor da vida de seu filho.



Jennifer sabia, mas não queria admitir. Talvez, ao negar a realidade, ela pouparia Justin de ter que enfrentar Craig e todos os preconceitos que o homem tinha. Jennifer conhecia seu marido e ela sabia que chegaria o momento em que ele conheceria a verdade sobre Justin e magoaria profundamente o seu filho.



Ela esperava que esse momento esteja longe no futuro e que quando chegasse, Justin já estaria na faculdade ou mesmo estabelecido em sua vida profissional, porém esse momento chegou cedo demais. E a vida de sua família passou uma série de transformações. Tudo isso, graças a Brian Kinney.



Graças a Brian, ela foi confrontada com a hipocrisia de seu casamento. Ela percebeu que seu marido não era mais o homem com quem havia se casado. Ela percebeu que não era o amor e o respeito os elementos mais importantes na sua família. As convenções e a imagem da família perfeita para seus vizinhos e amigos eram mais importantes para Craig do que seu próprio filho. Craig não aceitou quem Justin era e queria moldá-lo de acordo com sua vontade e quando Justin não aceitou as imposições de seu pai, Craig o rejeitou.



Ela havia lutado, inicialmente, para o que achava que seria melhor para Justin e sua família. Ela tentou ignorar a visita e as palavras de Debbie quando ela levou Justin para casa, acompanhada por Michael. Ela o levou para uma terapeuta para ouvir de seu filho que estava fazendo sexo com outros homens e gostava de chupar pau. Ela percebeu que não era uma fase, que seu filho era um jovem gay, que ela sempre o amaria e protegeria, então ela começou a aceitar o que sempre havia conhecido e até então havia se recusado a aceitar.



Ela lutou com Justin para aceitar o seu amor e não fugir mais dela. Ela sempre agradeceria a Debbie por ouvi-la e mostrar-lhe que caso continuasse lutando contra a realidade perderia seu filho para sempre, uma possibilidade que Jennifer jamais aceitaria. Ela jamais se permitiria perder o amor de Justin.



Então, quando Jennifer pensava que tudo ficaria bem, que ela estava restabelecendo a relação que tinha com Justin, ela soube quem era Brian. Ela viu o homem mais velho abraçar possessivamente Justin e beijá-lo na mostra de arte do GLC e ela sabia que não poderia continuar a aceitar aquilo. Mesmo após ter conversado com Debbie, tomado conhecimento de quem Brian era e as tentativas da garçonete em tranquilizá-la, Jennifer não conseguia ficar tranquila. Brian era um homem adulto, bem sucedido e disputado por todos homens gays de Pittsburgh. Ele era o presente de Deus para a Pttsburgh gay, segundo as palavras de Debbie, então quais eram as possibilidades de seu filho estar com esse homem sem se ferir? Justin teria seu coração despedaçado em diversos pedaços e ela não conseguiria ver seu filho sofrer assim. Então ela cometeu o maior erro da sua vida. Ela pediu a ajuda de Craig e traiu a confiança do seu filho.



Craig tratou a situação como sempre havia feito. Ele impôs a sua vontade. Ele não quis ouvir Justin. Ele foi intransigente, cruel e destilou todo o ódio homofóbico que ela jamais desconfiou que o marido era capaz de ter. Craig começou a agir como um lunático, ele gritava com Justin e tentava impor regras que o menino se recusava a aceitar o que só fazia com que Justin se afastasse cada vez mais de sua família até que chegou ao ponto em que Craig se tornou totalmente insano e tentou matar Brian ao atingir o seu jipe. A partir daí, Jennifer viu sua vida familiar se desmoronar, Craig agrediu Justin, ameaçou enviá-lo para um colégio interno, agrediu violentamente Brian e por fim, seu filho saiu de casa se recusando a retornar.



Jennifer fez uma última tentativa de ter o seu filho de volta, quando levou suas coisas para o escritório de Brian. Ela sabia que o homem não aceitaria a situação por muito tempo. Alguém como ele, com o estilo de vida que tinha não aceitaria ficar com um adolescente e ela tinha a intuição de que somente ele convenceria Justin a voltar para casa. Jennifer acreditou que o seu plano havia dado certo quando Brian os procurou três dias depois trazendo Justin com ele para que voltasse para casa.



Enquanto ela falava com Justin, Jennifer percebeu que algo havia acontecido. Justin estava quieto, não tentava contestar o que ela lhe falava, só permanecia cabisbaixo e lutando contra as lágrimas que Jennifer podia perceber, estavam prestes a ser derramadas. Ela queria perguntar o que havia acontecido.



Ela intuía que Justin estava muito chateado com alguma coisa. Ele era seu filho e ela o conhecia melhor do que ninguém. Ela sabia o que era melhor para ele e por mais que a irritasse a presença de Brian olhando com um ar superior para ela e Craig, julgando-os e visivelmente aborrecido com toda aquela situação, ele precisava dele ali para que Justin percebesse que ele precisava voltar para casa.



Ela precisava da ajuda de Brian Kinney, mas isso não dava o direito aquele homem que ordenasse a Justin que olhe para ela e ser prontamente atendido pelo menino. Isso elevou a irritação de Jennifer ainda mais e ela precisou de todo o seu controle para não se voltar contra aquele homem, contra aquele estranho que tinha a pretensão de conhecer o seu filho melhor do que ela e o pai do menino. Ela conseguiu se controlar, mas Craig não. Ele mais uma vez quis impor sua vontade e dar a palavra final impondo regras absurdas e homofóbicas que não seriam obedecidas e então Brian, arrogantemente os acusou de não amarem Justin e estarem cheios de ódio e levou Justin com ele. Mais uma vez, ela queria odiá-lo e mais uma vez, ela não conseguiu.



Brian estava certo, mas o que ela iria fazer? Ela precisava salvar seu casamento para o bem de Molly. Ela amava profundamente Justin, mas Jennifer precisava pensar em sua filha também.



O resto daquele ano foi um aglomerado de incertezas e acontecimentos na vida de seu filho que ela foi informada por outras pessoas. Ela tentou permanecer na vida de Justin. Sempre esperou que Justin voltasse para casa, mas não aconteceu. E ela culpava Brian por isso. Justin saiu da casa de Brian como ela sabia que aconteceria, mas ao contrário de voltar para casa de seus pais, ele foi morar na casa de Debbie. Inicialmente, ela não soube o que aconteceu, somente meses depois descobriu que Justin havia fugido para New York por causa de Brian. Jennifer quase enlouqueceu. Mas, mesmo tendo sido a causa da fuga de Justin, ela sabia que foi Brian quem trouxe Justin de volta. Ele levou o menino para casa de Debbie e agora Justin também trabalhava no restaurante. Brian, mais uma vez, mostrou a ela que se importava com Justin, resgatando-o e impedindo que qualquer mal acontecesse com seu filho e, mais uma vez, ela não podia odiá-lo.



Ela pediu o divórcio de Craig, reconhecendo finalmente a falência de seu casamento. Ela soube que seu filho quase desistiu de seu sonho de entrar em PIFA e mais uma vez, foi Brian quem o convenceu a seguir em frente e priorizar os seus sonhos e a sua vida e não querer atender as vontades de seu pai e muito menos se sacrificar para manter o casamento dela e Craig, algo que há muito tempo havia acabado e não tinha salvação.



Então, chegou o baile de formatura de Justin. Ela sempre esperou ver seu filho descer elegantemente as escadas de sua casa, vestindo um smoking e saindo de limousine para pegar Daphne ou uma outra menina que estivesse apaixonado. Mas, ela teve que se contentar em ver seu filho, vestindo o smoking que ela lhe deu e descendo as escadas da casa de Debbie, incrivelmente bonito. Ele não teve a limousine, ele pegou uma carona com ela para pegar Daphne, por quem não estava apaixonado e a levou para o baile no carro emprestado pelo pai dela.



Jennifer jamais irá se esquecer daquela noite. Ela não se esquecerá do olhar de Debbie, Lindsay e Mel quando abriu a porta para elas naquela noite. Ela não se esquecerá quando viu Lindsay pegar Molly e levar a menina para a casa dela e de Mel. Ela não se esquecerá da viagem que fez para o hospital com a cabeça nos ombros de Debbie, enquanto Mel dirigia o seu carro. Ela tem certeza absoluta que foi a primeira vez na vida de Debbie que ela permaneceu em silêncio, pois não havia nada para ser dito.



Ao entrar no hospital, Jennifer o viu. Brian Kinney. Ele era a imagem do desespero, do fim de qualquer esperança. Ele estava coberto de sangue. E ela sabia que era o sangue de Justin. Seu primeiro impulso era gritar com ele. Bater nele. Mas ela não pode. Ela apenas sentou ao lado dele, segurou a sua mão e começou a chorar. E para seu total espanto, Brian colocou o braço sobre os seus ombros e a abraçou.



Mais uma vez, ela queria odiá-lo. Ela sabia o que havia acontecido. Lindsay havia lhe explicado que Brian havia aparecido no baile de Justin. Eles haviam dançado juntos e se beijaram na frente de todos os colegas de classe e professores de Justin. Então, Chris Hobbs os seguiu para a garagem do hotel e bateu na cabeça de Justin com um taco de beisebol. Ela quis culpar Brian, mas ao mesmo tempo ela sabia que o homem havia salvado seu filho. Se Brian não estivesse lá quem pararia a fúria de Chris? Ela sabia que Chris estava perseguindo Justin, mas ela não deu grande atenção ao fato. Ela achava que era coisa de adolescente. Ela poderia ter exigido que fossem tomadas providências e isso poderia ter sido evitado. Era claro que Chris havia planejado isso. Quem leva um taco de beisebol para um baile de formatura? Brian salvou Justin. Era por mais essa razão que ela não podia odiá-lo e seria eternamente grata a ele.



Justin sobreviveu. Mas, era muito difícil responder ao menino quando perguntava por ele, que não sabia onde Brian estava e muito menos porque ele não vinha vê-lo. Ela sabia que Brian vinha todas as noites ver Justin, mas mantinha suas visitas em segredo. Ela resolveu não contar para Justin. Ela queria seu filho de volta, queria protegê-lo, cuidar dele e não queria mais Brian perto de Justin, mesmo sabendo que o homem havia salvado a vida dele. Justin estava frágil, sofrendo e estar com Brian apenas aumentaria o seu sofrimento. Ela havia errado com Justin permanecendo longe dele, mas ela não se afastaria mais. Ela o levaria para casa, cuidaria de Justin, o protegeria e não permitiria que nada mais o ferisse, inclusive, Brian Kinney.

Justin se esforçou arduamente para sair do hospital e da reabilitação. Ele lutou contra todos os seus limites. Ele nunca desistiu por mais frustrado que se sentisse por cada obstáculo que precisasse superar. Ele tinha um objetivo. Ele se esforçava não para voltar a desenhar, Justin havia desistido da sua arte, ele se esforçava para reencontrar Brian.



Na primeira noite fora do hospital, Justin foi atrás de Brian. Ela se encheu de preocupação quando descobriu que Justin não estava em casa. Mas ela encontrou o bilhete e soube imediatamente onde Justin havia ido. Mais tarde, ele chegou com Brian e Jennifer decidiu que precisava terminar com essa situação para o bem de Justin. Por essa razão, que ela pediu que Brian se afastasse.



E quando, após uma semana do retorno de Justin para casa e ela encontrou Brian na porta de sua casa ajudando Justin nos seus exercícios de fisioterapia, ela tomou uma decisão. Ela soube que precisava tomar uma atitude se realmente queria que Justin voltasse para ela e seguisse em frente com sua vida. Ela precisava cuidar e proteger Justin e se Brian continuasse por perto do menino, ela jamais conseguiria fazer isso, desse modo, Brian deveria ir embora e ela faria qualquer coisa por seu filho. Pela primeira vez em sua vida, ela foi cruel. Ela acusou Brian de ser o culpado do que havia acontecido com Justin. Ela atingiu Brian no ponto mais sensível de sua dor. Ela sabia que Brian se culpava. Ela compreendia esse sentimento. Ela também se sentia assim. Craig não deixava de repetir isso para ela. Que ela era a culpada por Justin ser gay. Que ela havia sido permissiva e deixou que o menino fosse exposto a um modo de vida repugnante. Para Craig ela foi a culpada de Justin quase morrer. Ela também se sentia culpada e por causa disso, ela culpou Brian também, mesmo sabendo que se não fosse por causa dele, Justin poderia estar morto.



Mas, Jennifer estava com raiva. Raiva de Chris Hobbs que quase havia tirado a vida de seu filho. Raiva do juiz homofóbico que passou a mão sobre a cabeça de Hobbs como se ele tivesse sido a vítima e Justin o culpado pelo que aconteceu. Raiva de Craig que poderia ter ajudado mais, exigindo a condenação de Hobbs, mas preferiu ficar nas sombras, não se envolver em escândalos que pudessem prejudicar o seu negócio. Raiva dela mesma, que não conseguiu proteger Justin de todo o mal que o atingiu. Raiva de Brian que foi ao baile para dançar com Justin e fazê-lo feliz.



Então, ela jogou toda a sua raiva sobre Brian e o acusou de algo que ela realmente sabia que não era culpa dele, mas ela precisava fazer isso, para que Justin voltasse para ela. Então, ela pediu que Brian fosse embora e nunca mais voltasse a procurar Justin.



Ela viu Brian ir embora e ao vê-lo sair cabisbaixo com uma expressão de imensa tristeza e decepção, ela se questionou se havia cometido um erro. Ao ver a desolação no rosto bonito daquele homem, ele teve então a certeza que Brian Kinney amava o seu filho de verdade.



Justin não aceitou que Brian se afastasse dele. Justin estava quebrado como jamais havia estado. Ele era a sombra do que havia sido. Ele estava triste, sem esperança e revoltado com tudo e com todos. Ele estava perdido sem Brian e isso era tudo culpa dela. Então, Jennifer fez o que ela precisava fazer, ela pediu que Brian recebesse Justin de volta em sua casa. Ela pediu a ele que mais uma vez salvasse o seu filho e o trouxesse de volta da escuridão onde se encontrava. Ela queria o seu filho de volta. Ela não queria que ele se tornasse o menino triste e frustrado que ele havia se tornado. Ela esperava um milagre e sabia que apenas Brian poderia realizá-lo.



E ele fez. Brian tomou Justin com ele, cuidou dele, devolveu-lhe a segurança e o ajudou a se reerguer. Ele devolveu a Justin a sua arte, Brian não deixou que ele desistisse. Brian deu a Justin apoio, atenção, dedicação e mesmo sob negação, amor e então, Justin renasceu e voltou a ter esperanças, sonhos e a acreditar novamente na vida. E quando Craig se negou a pagar pelos estudos de Justin, negando a Justin a oportunidade de perseguir os seus sonhos, novamente Brian interveio e garantiu que Justin pudesse permanecer em PIFA. E Jennifer viu seu filho voltar a sorrir e tudo isso ela só poderia agradecer a Brian Kinney.



Jennifer viu seu filho retornar do pesadelo que o havia atingido. Justin voltou a sorrir e quase ser feliz novamente. Então, ela começou a descobrir porque ela nunca foi capaz de odiar Brian Kinney. Ele era uma pessoa muito especial. Brian era um homem leal, justo, generoso, amoroso e acima de tudo, ele amava Justin. Brian estava disposto a fazer qualquer coisa que estivesse ao seu alcance para ver Justin feliz. Ele amava Justin intensamente e Jennifer jamais seria capaz de odiar alguém que amasse o seu filho tanto assim.



Jennifer percebeu algo que Justin já havia descoberto desde os seus dezessete anos , por trás da fachada da auto-confiança, da imagem de máquina do sexo que não se apegava a ninguém e desprezava o amor que Brian insistia em passar para os outros, havia um menino triste e ferido, que havia sido convencido por aqueles que deveriam amá-lo, que merecia ser desprezado por todos e não era digno do amor de ninguém. O coração de mãe de Jennifer voltou-se para esse menino perdido e ela começou a amar cada vez mais o verdadeiro Brian Kinney.



Jennifer percebeu que a felicidade de Justin estava firmemente entrelaçada com a felicidade de Brian. Ela não percebeu quando parou de lutar contra o amor dos dois, mas em certo momento ela percebeu que não poderia mais dissociar Justin de Brian e para ela os dois passaram a ser únicos. Ela os via unidos não apenas como dois homens que se amavam, mas como duas almas que se complementavam.



Jennifer foi testemunha de muitas coisas que aconteceram com os dois homens nos anos que se seguiram. Eles brigaram, se separam e se reconciliaram. Houve Ethan, Stockwell, a falência de Brian, o câncer, Los Angeles, o ataque à Babilônia, o casamento que não aconteceu e New York. E nada disso foi capaz de separá-los.



Jennifer nunca viu um amor como o deles. Ela nunca conheceu qualquer pessoa que amasse alguém dessa forma. Intensamente. A forma como Brian ama Justin e é amado por ele.

Agora, Jennifer não pode conter seu orgulho e felicidade ao ver os seus dois meninos felizes. Ela está feliz por estar ao lado do seu filho e diante de todos os seus amigos no momento em que Justin expressa todo o amor que sente pelo homem que está se tornando, finalmente, seu marido.



Ela está feliz por Brian se permitir ser feliz ao lado do homem que ele ama. O homem que Justin se tornou, com a grande ajuda de Brian, a partir do adolescente que tomou posse do seu coração.



Jennifer Elizabeth Morris, também conhecida como Jennifer Taylor, jamais odiou Brian A. Kinney. Ela nunca conseguiu, porque na verdade ela sempre intuiu que amaria esse homem como se também fosse o seu filho. Esse homem tão especial que entrou na vida de Justin para amá-lo e fazê-lo feliz.

Notas finais
Agradeço a todos pela leitura.Todos os comentários são bem vindos e eu adoraria saber a opinião de vocês.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!