Sweet battle

5 Otto, otário


Notas iniciais
Oieee! Meu primeiro comentário nessa fic, nossa! Meu deus!

Quando cheguei em casa ela cheirava ao perfume da minha mãe, assim como escritório do meu pai cheirava. Doce e com misturas de algumas flores. Achei várias flores por cima da mesa da sala de jantar, e alguns cookies em cima do balcão. Deveria ter sido Rose, nossa empregada. Em cima dizia "apropriados para sua dieta, melhoras meu docinho!".

Sorri abobalhada com o carinho que ela tinha comigo e fui em direção ao meu quarto, encontrando Evil, nosso gato espatifado pelo corredor, ignorei e entrei no meu quarto fechando a porta para aquele gato não vir espalhar seus pelos por ele.

Troquei de roupa, depois de um banho e recebi uma vídeo-conferência do meu pai. Resolvi atender e fingir não ligar pro fato de que ele não havia me visitado no hospital.

— Oi pai. — disse secando meu cabelo, enquanto sua imagem aparecia no meio do quarto.

— Oi, filha. — ele parecia aliviado. — Está se sentindo melhor?

— Melhor do que quando recebi uma pancada na cabeça, sim.

— Mil perdões por não estar aí e não estar com você. Sabe como são os conselheiros. — ele sorriu tentando aliviar a tensão.

— Na verdade não sei. — disse com certa ironia. — Mais alguma coisa? — disse calçando minhas botas de cano alto pretas.

— Não que eu me lembr...Aonde vai, Betah? — ele encarou sério a bota que eu acabara de calçar.

— Vou ao centro de treinamento. Chegarei antes de terminar e poderei me apresentar a eles. — coloquei uma jaqueta de couro preta, e peguei meu celular e carteira indo em direção a porta, com os olhos do meu pai me seguindo. — Até mais, pai.

— Betah, acabou de sair de um hospital! De uma UTI! — ele se exaltava. — Descanse. Se deite e veja alguns filmes. Esqueça um pouco o esquadrão.

— Minha vida é esse esquadrão. — olhei para ele. — E quem sabe um dia esses, que eu treinarei agora, protejam a minha vida. — sorri irônica com o canto da boca. — Beijos pai. — fechei a porta e ouvi o barulho dos seus berros que logo se cessaram. Peguei o elevador e quando saí, me peguei no meio de vários médicos e feridos em macas, todos em total pânico.

— O que aconteceu, aqui? — perguntei assutada para a pessoa mais próxima que vi.

— Uma matilha de lobisomens na madrugada anterior. Estavam em grande número. — ele anotava algumas coisas com o dedo no seu tablet. — Foi demais.

— E como mandaram poucas pessoas para um lugar com uma matilha inteira? — elevei o tom da voz com ele. — E o pior, sem a minha permissão.

— Não sei, se relembra, srta. Warbler. — ele me olhou impaciente. — Mas esteve inconsciente por algum tempo.

— Meu pai permitiu isso? Kammyile? Otto?

— Otto permitiu. — o lancei um olhar furiosa e troquei o rumo do lugar pra onde iria, mudando pro escritório do Otto.

— O QUE DIABOS VOCÊ FEZ? MANDOU TODOS PARA A MORTE. — berrei com ele que se assustou.

— Acalme-se, Betah. — ele se jogou no sofá e suspirou. — E não me assuste assim.

— VOU ME ACALMAR QUANDO VOCÊ ME EXPLICAR QUE MERDA VOCÊ FEZ. — cheguei mais perto dele, ouvindo o barulho forte dos saltos da minha bota chocando com o chão.

— Eu os mandei para uma missão.

— São um bando de novatos, Otto.

— Todos os outros estavam ocupados e eles estavam bobeando só fazendo merda. Os mandei para lá antes que os lobisomens matassem mais gente.

— Aonde foi parar seu cérebro? Ou será que foi a doce Maryane, que o mandou fazer isso? — me referia a sua mãe.

— Minha mãe, não tem nada a ver com isso, Betah. — ele suspirou.

— Aé? Então que porra deu na sua mente pra mandá-los assim?

— Estava tentando fazê-los serem mais responsáveis. — bufou. — Aliviada?

— Você foi muito otário fazendo isso. — me dirigi a porta. — E por favor, fique longe da unidade médica. — sai dali marchando praticamente e fui procurar Kammyile, que deveria estar no seu escritório na outra torre, o que me atrasaria ainda mais para chegar ao centro de treinamento. Encontrei-a comendo e vendo um filme debaixo das cobertas.

— Betah. — ela sorriu animada. — Está melhor. E com suas botas. — ela parecia espantada. — Aonde vai?!

— Centro de treinamento. Mas antes, você sabia que Otto mandou mais de 200 para a morte hoje de madrugada? — ela não sabia pela expressão que fez de susto.

— Como assim? — largou o salgadinho de lado.

— Matilha de lobisomens. De noite. Foi um verdadeiro massacre. Poucos estão vivos, e alguns ainda estão sem metade das pernas ou braços. — bufei. — Sabe o que deu nele?

— Excesso de poder? — ela sugeriu indecisa. — Eu não pude sair dessa torre desde que saí da UTI. Meu pai não deixou. — ela suspirou irritada. — Não sei de nada que tá acontecendo lá. Ou mesmo aqui.

— Garoto idiota. — bufei irritada também. — Enquanto eu estiver fora, vai lá e fala com ele, porque se eu for, matarei alguém. — ela assentiu com a cabeça, e eu saí correndo para a garagem tentando chegar a tempo ainda no centro de treinamento.

...

Caminhei atraindo olhares pelos corredores do prédio de centro de treinamento. Entre os todos suados, os que estavam sangrando, cortados, sem camisas, eu me destacava pelas botas, calças e jaqueta de couro. Mas também por ser capitã de um esquadrão. Cheguei rápido a uma sala de trocas feita especialmente para mim, o que eu achei maravilhoso. Vesti o short confortável e a regata, ambos pretos que tinha ali pra mim e também um tênis pink. Cuidadosos. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e saí em direção a sala de treinamento. Antes passando por outras alas de aulas, remédios, venenos, enfim.

Cheguei lá e encontrei Luke. Todo suado. Sem camisa. De pé descalço. Cabelo molhado. Suspirei e entrei lá, recebendo os olhares e talvez impedindo o garoto de ter o braço quebrado por ele.

— Não era para a senhorita estar no hospital? — Luke perguntou ofegante.

— Fui liberada. — sorri no canto da boca. — Me liberei. — larguei a garrafa de água que carregava na mesa. — Mas e aí. — sorri animada me pondo ao lado de Luke. — Está suando. — fiz uma cara de nojo.

— Ficará assim também. — ele limpou o suor com uma toalha.

— Não, sou muito feminina para ficar assim. — sorri. — Olá para todos vocês. — sorri para a multidão de talvez 30 garotos e garotas entre os 15 e 20 anos espalhados por ali. — Como alguns sabem, sou a capitã do esquadrão... — continuei com o papo sério. — E treinarei vocês. Até vocês desistirem. — sorri com certa ironia, arrancando alguns sorrisos deles. — E sou melhor que Luke, com certeza.

— Convencida. — Luke voltou. — Pode ser melhor, mas eles gostam mais de mim. — sorriu convencido.

— E os garotos gostam mais de mim. — disse dando relevo ao meu corpo super demarcado na roupa colada. — E você também. — Luke não respondeu nada, apenas sorriu com certa malícia.

— Enfim... vamos ao treino, baby. — ele sorriu irônico se posicionando contra mim, eu fiz o mesmo.

— Que comece. — sorrimos desafiando um ao outro.

Notas finais
Epaaaaa, briga de grandes no próximo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Beijo, beijooooooooooooooo ;*