Notas iniciais
Música-tema: Eletrical Storm - U2

As movimentadas avenidas que cortavam Nova Iorque estavam apinhadas de pessoas e carros, como em qualquer outra noite. Luzes em excesso, todo o tipo de barulhos ensurdecedores, cheiros dos mais variados tipos... Tais coisas poderiam perturbar qualquer um, menos Edward Cullen. Crescera em locais movimentados, como aquele, e estava mais do que habituado a vida urbana. Verdade seja dita, o jovem Cullen estava acostumado a coisas muito mais caóticas do que morar em uma cidade daquele porte.

Seguindo a uma velocidade acima do permitido na Madison Avenue em seu Maybach Exelero preto, não demorou a estacionar em frente ao Roosevelt Hotel, sabendo que o seu luxuoso carro seria estacionado por um manobrista que aguardava na entrada.

-Boa noite, senhor Cullen. –Cumprimentou alegremente o manobrista, já prevendo uma gorda gorjeta por cuidar do carro de Edward naquela noite. O Cullen entregou a chave do veiculo, fechando em seguida dois botões do seu paletó Ermenegildo Zegna preto.

-Boa noite. Cuide bem de minha criança como sempre faz e lhe recompensarei. –Alertou desnecessariamente, pois sabia que o jovem Christian manteria o carro intacto até sua saída.

Adentrou o hotel, ignorando o requinte do local de tão acostumado que estava com lugares extravagantes como aquele. Aqueles olhos cor de esmeralda estavam habituados a pisos de mármore, jarros de cristal com arranjos florais lindíssimos, lustres de cristal e tantos outros itens que só uma grande quantia de dinheiro poderia comprar.

Sabia para onde seguir, afinal não era a primeira vez que freqüentava encontros como aquele. Utilizou o elevador executivo, chegando assim ao nono andar, cujo auditório era reservado a eventos empresariais... Não que fosse esse o caso, absolutamente. Ao chegar em frente das portas duplas, foi recepcionado por uma mulher muito bem vestida. Ela lhe sorriu com mais cortesia do que o necessário, reconhecendo-o e procurando o nome na lista de convidados antes mesmo que Edward se pronunciasse. O Cullen já estava mais do que acostumado a comportamentos como o da recepcionista, afinal ele era belo, um jovem rapaz alto e músculos rijos e longilíneos, pele alva e lisa, com cabelos, desalinhados propositalmente, de um estranho tom acobreado. Ignorando a atitude entusiasmada da mulher que trabalhava na entrada do evento, entrou rapidamente, escolhendo para se sentar a mesma mesa de sempre. Sentado em uma das mesas ao fundo, próximo a porta de emergência, poderia olhar a todos ali presentes e ter uma rota de fuga próxima, caso alguma coisa inesperada acontecesse.

Um garçom de meia idade aproximou-se, perguntando o que aquele rapaz distinto desejava beber. Edward pediu a mesma bebida que sorvia naquele lugar, uma dose de uísque com duas pedras de gelo, nada mais. Ao passar a vista para o auditório, decorado com arranjos de rosas vermelhas aqui e ali, avistou no palco uma figura por ele conhecida: Tânia Denali. A loira arruivada usava um provocante vestido tomara que caia vermelho, colado as sinuosas curvas, com as costas nuas e uma fenda da coxa até os pés em um dos lados. Uma visão provocante que atiçava a libido de qualquer um, menos o dele. Era freqüente para Edward se desapegar completamente das mulheres que provara e com a Denali não foi diferente.

-Apreciando a vista? E que vista! Não acredito que você dispensou aquela gostosa! –A voz ruidosa de Emmett, seu primo de segundo grau, quebrou a quietude que até então imperava. Olhou de forma desaprovadora ao primo.

-Procure ser o mais discreto possível. Não quero que a sua presença seja percebida aqui. Se alguém notá-lo, você será despachado. –Inquiriu. Emmett fez uma expressão cômica de contrariedade.

-E por que me expulsariam? –Perguntou verdadeiramente ignorante da resposta. Edward apenas olhou para o sujeito, dos pés a cabeça, segurando uma gargalhada. Emmett fazia bem o papel de cafetão, pois suas roupas extravagantes o entregavam completamente. Usava uma calça de brim preta, uma camisa de seda vermelha e cordões de ouro, pelo menos três, adornando o seu pescoço. No pulso direito pendia um Rolex dourado, conseguido através de uma jogatina em Las Vegas.

-Você ainda me pergunta? Jamais vi figura mais cômica do que você! Suas roupas extravagantes e fora de moda entregam o tipo de meio que você faz para sobreviver. –Avistou o garçom que finalmente trazia sua dose de uísque.

-Isso não é fora de moda, é estilo! As porto-riquenhas ficam loucas quando me vêem nesse visual. –Gabou-se o rapaz, dando uma gargalhada estrondosa. –Eu quero uma cerveja. –Pediu ao garçom ali presente.

-Não servimos tal coisa senhor. –O garçom falou, estranhando aquele rapaz taciturno de roupas espalhafatosas.

-Mais que merda! Como um lugar chique desses não serve cerveja? Isso é uma afronta! –Vendo que o primo estava prestes a dar um piti, Edward tomou as rédeas, como sempre fazia.

-Traga uma dose de uísque ao cavalheiro. –Pediu, ignorando os protestos de Emmett. O garçom logo se debandou a fim de atender ao pedido enquanto Edward sorvia vagarosamente sua bebida.

-Não quero beber essa merda! Quero uma porra de cerveja gelada! –Esbravejou. Edward o ignorou displicentemente.

-Eles não servem bebidas simples como essas. Aceite a dose de uísque e pare de fazer escândalo. –O olhar que Edward lançou foi suficiente para Emmett emudecer. Apesar do rapagão ser maior e mais forte, Edward tinha uma força e velocidade que não poderiam ser desprezadas. Emmett sabia muito bem disso, pois, há duas semanas, desafiou o primo em uma luta e perdera para a sua total vergonha. O moreno sentiu a raiva toma-lo ao se lembrar do episodio e teria, naquele momento, pedido por uma revanche se não fosse a voz provocante de Tânia, que ainda cantava no palco.

-Não acredito que você dispensou uma belezinha russa como aquela. Ela me lembra a algumas atrizes de filmes adultos que cheguei a levar para a cama. –Suspirou, como um menino sonhador, ao se recordar da época em que tinha uma mulher diferente por dia para esquentar a sua cama.

-Às vezes você parece ignorar a sua esposa, Rosalie. Ela não ficaria nada feliz com essa conversa que nós estamos tendo. –O Cullen bebericou um pouco mais do seu uísque, já sentindo a necessidade de pedir outra dose. Assim o fez quando o garçom trouxe a bebida de Emmett.

-Pensar em coisas libidinosas não é uma traição. Meu corpo nunca mais provou de uma fêmea de fartos seios desde que conheci a minha Rose. Sou fiel até a alma! –Fez o sinal da cruz, claramente blasfemando ao utilizar um rito tão sagrado em vão, mas pareceu não ligar para isso. Nem Emmett, que fizera o gesto, ligava e tampouco Edward.

-Como vai Rose, a propósito?

-Está um pouco irritadiça, mas isso é devido à gravidez. –Num gole só, Emmett bebeu seu uísque. Edward o criticou em pensamento. Aqueles lugares sofisticados de fato não eram lugares para o primo.

-Tem certeza que é por causa da gravidez? Olha que quando nós estávamos juntos, ela parecia sempre irritadiça. Não se iluda pensando que ela mudará após o nascimento do seu filho, meu amigo. –Riu com prazer, tomando o ultimo gole de sua bebida. Emmett comprimiu os lábios, azedo. Ele não gostava de lembrar-se da época em que a mulher que ele amava tivera um caso com Edward.

-Não vim aqui para reviver seus dias de Love com a minha mulher. Eu pedi para que viesse aqui por outro motivo. Cara, eu estou caindo fora. –Emmett fitou o copo vazio que segurava com suas duas mãos.

-Caindo fora? Do que está falando? Vai sair de Nova Iorque? –Perguntou, olhando atentamente para o homenzarrão ao seu lado.

-Quando digo que cairei fora, estou caindo de fora do lugar e da profissão. Agora que eu tenho a Rose e o filhote está a caminho, não posso fazer coisas que possam arriscar a minha vida e a deles.

-E o que vai fazer? Ir para uma cidade interiorana e vender produtos em uma mercearia? Emmett, isso não combina com você. –Satirizou, reprimindo uma gargalhada ao imaginar o primo, que crescera praticando atividades ilícitas, tendo uma vida modesta e correta.

-Não custa nada tentar. Foi uma exigência da Rose. Ela ameaçou se separar de mim se eu continuasse a fazer besteira, e também eu quase levei um teco há alguns dias então... –Parou. Voltou falar, instantes depois. –Por ela e pelo meu filho eu posso parar.

Aquela devia ser a primeira atitude genuinamente honrada de Emmett Cullen. Edward deu tapinhas em seu ombro, em sinal de congratulação.

-Faz muito bem. E quando vai embora?

-Depois de amanhã. Vou ficar um tempo na casa dos pais da Rose com ela, no Alabama. Depois que o bebe nascer eu vou procurar um lugar bacana para morarmos, talvez a Carolina do Norte. –Olhou para o primo, Edward, e sentiu uma vontade enorme de abraçá-lo. Aquele homem, de atitudes contidas e olhar frio, eram a única família que Emmett tinha. Não confessaria isto, tampouco o abraçaria, pois não queria que a sua masculinidade fosse comprometida por atitudes e palavras sentimentais.

-Vou sentir falta... –Começou, mas desistiu de falar algo profundo. -... falta do seu Playstation ultima geração. E do seu carro. E do dinheiro que volta e meia você me emprestava.

Edward olhou indiferente para Emmett, com um sorriso sarcástico nos lábios.

-Também sentirei a sua falta, seu egoísta de merda.

Antes que quaisquer palavras ou gestos sentimentais fossem expressos pelos dois, a cantoria parou e o palco foi preparado para a segunda parte da noite. O microfone antes utilizado por Tânia enquanto se apresentava foi colocado em um pedestal de metal. Um homem vestido em um smoking se aproximou do microfone enquanto dois seguranças arrastavam uma moça para cima do palco por uma escada lateral.

-Ah, eu não me lembrava! Hoje é o leilão, não é? –Emmett, quando o garçom trouxe a segunda dose de uísque de Edward, pediu uma dose de Vodca pura. Edward voltou a sorver lentamente seu drinque, com os olhos no palco.

-Isso não estava programado. Deve ser uma chave de cadeira que a máfia quer se livrar. Talvez alguém proveniente do tráfico de mulheres. Essas, que costumam ser enganadas, são um grande problema. –A fala do Cullen foi interrompida pela voz potente do homem responsável por negociar a mercadoria. Olhou rapidamente para a platéia, notando os olhares excitados de possíveis compradores e compradoras. O olhar lascivo de Caius, irmão de seu chefe, se destacava do mar de olhos. Ele conhecia bem aquele olhar... Quando o Volturi mais jovem se encantava por uma mulher e a comprava, a mercadoria não durava mais de um mês. Todavia ignorou tudo e bebericou sua bebida despreocupadamente. O destino das “mercadorias” que o seu chefe, Aro Volturi, costumava leiloar não era da sua conta.

-... E a mercadoria desta noite é uma jovem de dezoito aninhos. –Enquanto o anunciante falava a garota, que aparentava estar dopada, tinha algumas peças de roupa retiradas pelos seguranças. –Vejam a pele dela como é bonita! Não se consegue esse tipo de pele facilmente. Ela possui um corpo bonito, como podem ver.

A garota foi deixada apenas de calcinha e sutiã. Um dos seguranças tentava mante-la ereta enquanto o outro erguia o seu rosto. Sem duvida ela havia sido drogada, provavelmente para não fazer nenhum escândalo enquanto era vendida a algum milionário. Seus olhos escuros, opacos pela química que fora obrigada a ingerir, fixaram-se em Edward. Claro, ela não estava vendo o jovem de fato, afinal de contas ele estava nos fundos do auditório em uma parte precariamente iluminada. Ainda sim...

Um arrepio perpassou o corpo de Edward Masen, assustando-o. Não conseguiu desviar os olhos daquela criatura que inspirava piedade. Aquele rosto em formato de coração e cabelos ondulados, de uma coloração escura, lembrava muito o de sua mãe, Esme, cujo destino fora tão trágico quanto aquele que a garota teria após se comprada.

-... E o melhor de tudo é que esta belezinha é virgem! Uma verdadeira iguaria, vocês não acham? E se duvidam de nossa palavra, nós temos um laudo médico para comprovar sua condição. Começaremos com um lance de vinte mil! –E mal anunciou o lance inicial, Edward viu inúmeras pessoas se manifestarem, desejosos pela garota. Caius manifestava-se volta e meia, seus olhos fixos naquela que provavelmente seria mais uma vitima de sua loucura. E não teve como não se apiedar da menina, pois como funcionário de Aro, Edward era próximo da família Volturi o suficiente para saber das atitudes transloucadas do loiro. Se não fosse por Aro encobrir os crimes do irmão mais novo, Caius estaria a caminho do corredor da morte.

O lance já estava em quinhentos mil dólares. A mercadoria certamente estava chegando a um preço exorbitante devido à condição intocada da garota. E Edward, estranhamente, não conseguia tirar os olhos dela, que ainda estava grogue, sendo erguida pelos seguranças, e de Caius, dando lances maiores a cada instante, ávido por conquistar o direito a virgem.

-Não sei por que essa fedelha está tão cara... Eu pagaria essa quantia por alguém com muita experiência na cama e não por uma virgem. –Emmett balbuciou, terminando o seu drinque.

-Você não sabe o quão valorosa é a carne de uma virgem, já que só se envolveu com mulheres promiscuas. Ser o primeiro de uma mulher e ensinar tudo a ela é tão ou mais excitante que ter uma profissional do sexo. – Lembrou-se Edward das poucas, porem inesquecíveis, virgens cujos corpos ele deflorou sem dó.

Edward Masen novamente olhou para aquela garota, cujos olhos estavam fixos nele. Tão parecida com a mãe! E passaria pelas mesmas provações, senão piores.

-Você não tira os olhos daquela menina. Ficou interessado? –Emmett provocou, já na sua quinta dose de Vodca. Analisando novamente a situação, percebeu que Caius Volturi faturaria a moçoila. Ela provavelmente não duraria uma semana...

-Hei! –Chamou um segurança que desde a sua chegada estava próximo a sua mesa, olhando a todos os presentes. O segurança logo se postou ao seu lado, ouvindo atentamente o que Edward dizia. Saiu pouco depois, caminhando para frente do palco. Logo o segurança desapareceu por uma pequena porta próxima a outra saída de emergência.

-O que você fez? –Perguntou Emmett, curioso. Edward deu uma grande golada no seu uísque, olhando para o anunciante que estava prestes a bater o martelo e dar a garota a Caius, cuja oferta fora a maior da noite. Alguém se aproximou do anunciante, murmurando algo em seu ouvido.

-Bem, parece que um cavalheiro fez uma oferta generosa, prometendo pagar dez mil dólares a mais, cobrindo quaisquer ofertas que poderiam surgir. –A garota foi sendo retirada do palco, ainda trajando apenas lingerie, pelos seguranças corpulentos. Edward viu Caius crispar os lábios, claramente furioso por ter perdido. Não que Edward de fato fosse pagar tão caro pela garota, ele não jogaria quase uma milhão pela janela, mas na família Volturi era sabido que ele tinha mais privilégios pela função que exercia do que o próprio irmão do chefe.

Emmett olhava assombrado para o primo, percebendo o que Edward fizera.

-Não me diga que você...?

-Está aí Emmett. Eu fiz a minha boa ação do ano. –Dei um sorriso soturno, chamando o garçom que atendia a mesa ao lado a fim de pedir a conta.

...

Já passava de meia noite quando chegou à garagem do seu prédio, na zona de Tribeca, em Manhattan. Após estacionar o carro em sua vaga, caminhou até a porta do carona, retirando uma jovem adormecida, embrulhada com o seu casaco, ignorando os poucos pertences dela que haviam sido confiados a ele. Carregou cuidadosamente a pequena, seguindo para o elevador e assim chegar ao seu apartamento, que ficava no quarto andar daquele luxuoso lugar.

Ignorou as pessoas que coincidentemente pegaram o mesmo elevador e olhavam com curiosidade para a menina nos seus braços. Fitou algumas vezes a face da garota, ainda sob o efeito de drogas. Edward achou bobagem compara-la a mãe agora. Elas não se pareciam em quase nada fisicamente, pois Esme tinha os cabelos lisos, levemente ondulados, cor de caramelo e olhos cor de ocre. A jovem, pelo contrário, tinha os cabelos lisos, de um marrom escuro. Bem, talvez houvesse uma similaridade ou outra na aparência, mas isso não justificava embolsar uma alta quantia a máfia Volturi para adquirir aquele produto, abaixo até dos padrões femininos com quem Edward dividia a cama sem precisar pagar por isso.

Nenhum empregado o recepcionou ao abrir a porta, pois, na certa, todos estavam dormindo. Caminhou pelos vários metros de seu apartamento até chegar à ala dos aposentos, escolhendo para a garota o seu próprio quarto ao invés de oferecer a ela um quarto de hóspedes. Não poderia deixá-la sozinha, pois correria o risco da sua propriedade fugir, ou pior: fugir, carregando algum pertence seu. Seria muito mais fácil vigia-la com ela deitada ao seu lado.

Edward sentiu o corpo protestar pelo dia atarefado que tivera. Após deitar a jovem em sua cama, tratou de se preparar para dormir. Tomou um demorado banho, vestindo uma calça de moletom preta e uma camisa de mangas compridas, igualmente pretas. A macies do algodão daquelas roupas era quase bem vinda se comparado aos tecidos de seus ternos, usados durante boa parte do dia. Enquanto escovava os dentes, pensava no que faria a seguir. Já tivera uma mulher comprada antes, mas a experiência fora tão horrível que nunca mais apelou para tal coisa. E se aquela garota fosse como a antiga? Não queria viver o pesadelo que vivera com a antiga “escrava”.

“Pensarei depois no que fazer. Não há como voltar atrás.” – Decidiu. Olhando para a garota, constatou que teria de arrumá-la para que ficasse mais confortável. Retirou o casaco que a aquecia, assim como a calça jeans surrada e os tênis gastos, deixando ela apenas com a camisa branca que vestia. Pegou em seu closet uma calça moletom cinza, vestindo a peça nela. Deitou-se ao seu lado, um pouco mais afastado, cobrindo-os com um pesado edredom. Virou-se de lado e dormiu rapidamente, sem se incomodar com a estranha que repousava ao seu lado.

Por algum motivo, Edward sentia que o dia seguinte não seria nada fácil.

Notas finais
Fic que "substituirá" O contrato. Espero que gostem! Tentarei continuar Sacrifício e terminar Lacuna Sangria.