Notas iniciais
Músicas: Ruelle - Ruelle - War Of Hearts Zankyou no Terror - Is (feat. Pop etc) Zankyou no Terror OST - Von

Ela ouvia uma música antiga cujo título não se lembrava enquanto preparava o jantar. O cheiro da comida já invadia cada canto da casa. Ela não teria tempo para preparar uma sobremesa, pois logo ficaria ocupada demais; não que ela ligasse para toda a agitação ao qual estava imersa nos últimos meses. Estava tão feliz que nada poderia abalar aquele clima, excerto visitas repentinas e desagradáveis.

Minutos depois a campainha tocou; a menina enxugou as mãos em um guardanapo e foi verificar quem poderia ser. Pelo olho mágico constatou, apavorada, que se tratava de um velho conhecido. Pensou em fugir, correr para longe, mas a casa estava cercada pelos homens dele como sempre acontecia quando decidia vê-las. Relutante, foi abrir a porta, escondendo no bolso do avental uma faca de cozinha que pegou no lava-louças. Respirou fundo, tentando se lembrar que não era a primeira nem seria a última vez que Aro Volturi forçava uma visita e Isabella precisava aceitar a presença daquele insano homem se quisesse trazer calmaria para a vida de Edward.

—Boa tarde, linda Isabella! –Ergueu um buque fabuloso de rosas que ela recusou. Deixou as flores em cima do balcão da cozinha. Os capangas permaneceram do lado de fora da pequena e isolada cabana, fortemente armados como sempre.

—Diga o que veio fazer aqui e caia fora. Edward chegará cedo do trabalho. –Ela não se preocupava mais em mostrar educação, não para alguém tão desprezível quanto o mafioso. O caráter ferino da Swan, todavia, parecia não o incomodava. Olhou envolta, vendo as fotos em cima da lareira do dia do casamento deles e fixando o olhar em uma recém colocada. Pegou o porta-retratos e passou a observa-lo fixamente.

—Na época você realmente conseguiu me enganar. Se eu tivesse descoberto a verdade naquela ocasião, teria atirado na sua cabeça. Foram espertos em fugir, esconder-se até a poeira baixar e minha raiva amainar. –Dizia tão tranquilamente a hipótese de que a teria matado caso tivesse descoberto que a gravidez era uma farsa para ser poupada! Aro era insano e Isabella sabia que precisava afastá-lo de sua família, mas isso implicaria em envolver Edward, o que estava fora de cogitação.

—Se veio para reviver lembranças que prefiro esquecer, melhor sair. –Bella retorquiu.

—Eu o farei, assim que conhece-la. Imagino que ela esteja aqui, não é, Isabella?

O corpo inteiro da Swan gelou com a suposição. Ela não o queria perto de sua família, nunca. Pensou em pegar a faca no bolso do avental e enfiar na garganta do Volturi, mas provavelmente seria morta pelos capangas do homem.

—Siga-me. –Ordenou, seguindo para o segundo andar da casa com Aro em seu encalço. Abriu a porta do quarto anexo ao quarto do casal e deixou o homem passar. Pegou cautelosamente a faca, mantendo-a nas suas costas.

—Ah, é uma menina adorável! –Aro pegou gentilmente o bebe, fruto do relacionamento de Edward e Isabella Cullen. Com poucos meses de vida, Reneesme repousava tranquila e pareceu esboçar um sorriso quando sentiu os braços do avô envolve-la gentilmente. O Volturi andou pelo pequeno quarto rosa, sacudindo com suavidade a menina. Enquanto isso Bella apenas pensava em qual satisfatório seria se ela o matasse ali, longe da vista de todos.

Queria que fosse um menino para assumir os negócios da família, mas se essa menina se mostrar tão durona quanto você, passarei despreocupado o legado da família Volturi.

—Deveria ter poupado os seus dois irmãos e deixá-los assumir ao invés de oferecer tão coisa para a minha filha. Nem ela nem ninguém da minha casa pegará no seu império sujo. –Isabella soube por Aro o destino trágico dos irmãos. Matou Marcus usando a desculpa de que o mais velho dos Volturi o roubava e internou o mais novo, e mais insano, Caius, em um horrendo sanatório – não que Isabella se preocupasse com o destino do último. Ele estava sempre rodeando aquele lar na tentativa de convencer Isabella a ajudá-lo, pois queria que Edward fosse o seu herdeiro. Como era sabido que o jovem Cullen preferiria morrer a assumir a vida criminosa do pai, os olhos de Volturi pareciam fixados no bebê em seus braços.

Isabella pegou a criança rapidamente, encarando com ódio o homem a sua frente. As lembranças de tudo o que passou por conta daquele desgraçado vieram e a atingiram como um soco. Pior do que isso era recordar do que ele fizera a Edward e do quão traumatizado o rapaz ficou por conta das agressões logo após ser salvo por ela. Como no dia em que ela, após voltar do supermercado, o encontrou sentado no chão do banheiro, nu, enquanto a água já fria caia sobre o corpo dele. Parecia perdido em pensamentos obscuros, reprimindo o choro. Foram semanas assim, beirando a escuridão, e talvez tivesse sido consumido por ela se Isabella não tivesse o resgatado com o seu amor, companheirismo e paciência.

A Cullen jamais perdoaria Aro Volturi.

—Creio que precise esperar a menina crescer e então ela decidirá que caminho deseja seguir. Viu o bebe ser colocado gentilmente no berço pela mãe. Então Isabella sacou a faca, surpreendendo o mafioso, encostando a arma branca no pescoço do outro.

—Experimente se aproximar da minha família novamente. Vou fazer um mal tão grande a você que me implorará pela morte. -Ela provocou um corte superficial, mas doloroso no pescoço do maior. Aro sorriu diante da agressividade e frieza demonstrada pela menina.

—Talvez o verdadeiro eleito para assumir a família Volturi esteja diante dos meus olhos. Você se tornou perfeita, filha. –E foi diante do olhar insano de Isabella que Aro partiu junto a sua comitiva. Quando percebeu que não havia mais ninguém além dela e da minha pequena na casa, a morena desabou no chão, profundamente aliviada.

Teve pouco tempo para se recompor e novamente mostrar uma placidez que não sentia. Ela tinha de manter em segredo as visitas de Aro, pois não queria perturbar a paz instaurada em sua casa, em um lugar remoto da Inglaterra, ao lado do marido, o agora proprietário de um pequeno escritório de contabilidade na cidade grande próxima a casa, Edward Cullen.

Edward chegou pouco tempo depois e não notou, distraído com o cheiro do jantar pronto, o buquê de rosas jogado no lixo da cozinha. Foi abraçar como em todos os dias a bela esposa, que o recebia tão amorosa que era difícil lembrar dos dias terríveis que tivera dois anos atrás. Logo mais brincou com a filha até ela decidir dormir novamente; foi o Cullen que colocou a pequena no berço, deixando a babá eletrônica ligada e presa ao cos da calça. Encontrou Isabella bebericando uma taça de vinho enquanto assistia o pôr do Sol exuberante, visível no quintal da casa.

—Dia difícil? –Isabella perguntou enquanto ele se sentava em um banco ao lado dela, puxando-a para a segurança dos seus braços.

—Nunca tenho dias difíceis ao seu lado e da nossa filha. –Sorriu, fechando os olhos e aspirando o doce perfume dos cabelos da esposa, a única mulher que conseguiu arrebatar o coração dele, tirando-o da escuridão que era a vida ao lado da família Volturi.

—Só está dizendo essas coisas maravilhosas por que quer me levar para a cama, não é? –Sorriu maliciosamente, empurrando-o. Edward correspondeu ao sorriso malicioso com o seu meio sorriso que sempre despertava desejos incontroláveis na garota.

—Não preciso dessas artimanhas para levar o amor da minha vida até a nossa cama. Você vai naturalmente por que está tão ansiosa quanto eu. –Ele a puxou novamente para o círculo dos seus braços, beijando-a no pescoço. Isabella suspirou em contentamento.

—Eu o amo, Edward Anthony Masen Cullen. –Ela gostava de dizer o nome completo dele e prometeu que quando tivesse um filho colocaria nele o lindo nome do pai.

—Eu também a amo desesperadamente, senhora Isabella Maria Swan Cullen. E estou disposto a demonstrar o meu amor de forma mais intensa enquanto nossa filha não… -Trde demais, ele pensou. O choro da criança podia ser ouvido pela babá eletrônica.

—Eu vou. Você deve estar cansada após preparar o jantar. –Beijou-a na testa e desapareceu porta a dentro. Isabella respirou fundo, dando uma generosa golada no vinho tinto e sorriu para ninguém em particular. Ergueu a taça e brindou para a felicidade que jamais imaginou que encontraria ao lado do mais improvável dos homens, a linda filha que os dois tinham feito e a promessa de que Aro não era mais do que um incomodo que logo desapareceria.

—Que Deus abençoe a todos, menos os malditos Volturi!

Tomou o restante do vinho antes de entrar na aconchegante casa a procura do lindo e amoroso marido e da encantadora filha nos braços dele.

FIM...

Notas finais
Bom gente, é isso. Demorou, mas chegou o final desta fanfic após tantos anos. Agradeço a todos pela leitura, pelos comentários e indicações que recebi. Peço desculpas pois queria fazer os últimos capítulos mais emocionantes e sinto que não consegui. A verdade é que conciliar o trabalho com a vida de fanfics é mais difícil do que eu imaginava. Continuarei agora com as fanfics Dália Negra e Sacrifício, que vocês podem ter acesso através do meu perfil. Qualquer novidade mantenham os olhos no meu twitter, página ou grupo ESCRITOS DE JACK SAMPAIO. O blog que eu tinha foi deletado; não me via mais com cabeça para mante-lo atualizado. Obrigada pelo apoio e paciência que tiveram comigo. Sei que não foi fácil para vocês esperarem tanto tempo. Não direi um adeus, até por que tenho outras fics que pretendo terminar, mas direi um até logo. Fiquem com Deus e sejam felizes! E novamente tenham paciência comigo caso demore um pouquinho para postar nas outras fics, ou demore para postar uma fanfic nova. Minha saúde não permite mais que eu passe mmuito tempo no computador como antes. Um beijos em todas! Twitter: http://twitter.com/jacksampaio Facebook: http://www.facebook.com/jacqueline.sampaio Página Escritos de Jack Sampaio: https://www.facebook.com/pages/Escritos-de-jack-sampaio/226860347406147 Grupo Escritos de Jack Sampaio: https://www.facebook.com/groups/escritosdejacksampaio/ PS: Caso me adicionem no facebook se identifiquem através de mensagem que são minhas leitoras.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!