Sweet Revenge

4 Capítulo III


Notas iniciais
Oii! Bem eu sei que ninguém está lendo, mas eu realmente não quero desistir dessa fic kkkkk Então para os leitores que não existem : Boa leitura a todos!

Com a decisão tomada, começaria a mexer nas peças do jogo no dia seguinte, a única coisa que tinha que ter certeza era de que ninguém saberia disso, uma coisa que seria bem difícil pois Hanna era extremamente curiosa.

–Mãos a obra, senão nunca que eu termino de guardar essas coisas. – Tomei coragem,findando os pensamentos sobre o meu suposto plano.

Como previsto, demorei umas 3 horas para arrumar tudo e levar para minha cabine. Fora mais meia hora só ajeitando de novo em minha humilde (pobre) cabine.

–Vamos lá, Alcock Alcock. — Me expressei empolgada para o computador, enquanto procurava esse nome no Google.

–O que quer saber sobre eles Ray ? - Hanna surgiu do além, me assustando.

Droga, agora eu tinha que pensar em algo rápido para disfarçar ou se não, meu plano iria pro ralo.

–O que eu quero saber ? — O jeito era enrolar a loira, a minha sorte é que eu estava de costas, sendo assim Hanna não poderia ver minha cara de desespero.

–Sim Ray, vai me dizer que você está interessada em um dos dois? Ou melhor nos dois, Rachel ... Rachel sua sem vergonha! - Ela me disse em um tom de falsa reprovação.

"Um dos dois?" mas que diabos é isso.

–Claro que não, eu só estava curiosa! — O negócio era entrar no jogo dela, então assim seria, mesmo que eu estivesse completamente perdida sobre este assunto.

–Vai me dizer que a senhorita não conhece a CKCorporation ? - Hanna me disse e foi como um balde de água fria.

Então era dai que eu conhecia esse nome, as coisas estavam se encaixando pouco a pouco.

–Hanna querida, faz algum tempo que não me atualizo.– Resolvi não contar que eu conhecia este nome para a loira

–Isso era de se esperar de você Ray, quer uma revista ?– Hanna me disse.

De uma certa forma, lembrar meu passado era doloroso.

–Ok, esqueça isso, estou procurando não estou ?– Disse já voltando a minha postura normal.

Hanna colocou seus braços com volta do meu pescoço para alcançar o mouse do computador, ela iria me mostrar algo.

–Certo, mas me diz ai, qual dos dois você prefere ? — Ela me perguntou, usando um sorriso que eu conhecia muito bem e que por sinal eu achava odioso.

–Isso é serio ?– Quando vi que ela carregava uma foto, tratei logo de fechar a mesma. Tentei parecer brava, para acabar com aquele assunto insuportável.

–Sei .... Sei, o mais novo voltou da Inglaterra, e continua o mesmo gato de sempre. - Hanna não tinha jeito mesmo.

–Ai céus, você nunca muda! — Era engraçado ver como o clima tenso entre nós terminava rápido, sempre acabávamos rindo.

–Agora vaza daqui, quero trabalhar. — Tratei de sessar as risadas.

–Está bem sua velha ranzinza.

–Vai logo! Eu te chamo mais tarde para irmos, certo ? — Disse a ela relembrando o nosso jantar mais tarde.

Ela nada disse, apenas foi para sua cabine, agora eu estava sozinha e poderia começar meu plano.

Logo quando digitei o nome Alcock no google várias e várias páginas apareceram, o que já era de se esperar pois como eu tinha me lembrado este nome era bem influente e de grande abrangência não só aqui em NY mas por todo o país, outra coisa com a qual eu estava contando era que aparecesse fotos e informações básicas, das quais eu havia me esquecido e me lembrava vagamente. Lá estavam as informações necessárias para o inicio da minha investigação por conta própria.

–Acho que um mural seria uma boa ideia. — Disse para mim mesma, é um mural seria uma ótima pedida, afinal precisava organizar as coisas que eu achasse e coloca-las em alguma ordem, afinal um monte de informação sem ordem não me ajudaria em nada.

–O mesmo blábláblá chato de sempre, essas revistinhas adolescentes são mesmo um pé no saco.

Acabei ficando irritada, e oras eu tinha toda a razão, qualquer pessoa que vai pesquisar algo sério e concreto e termina em uma página de revista sobre quem é o mais bonito, fica no mínimo irritada. Quanta hipocrisia com altas doses de futilidade e exibicionismo. Sem outros momentos de tensões meu com o computador, por pausas indesejáveis e outros afins que englobam computadores lerdos e donos de agências mãos de vacas, consegui as informações que eu queria e as guardei em uma pasta qualquer.

Achei até melhor parar por aqui, pois daqui apouco Hanna com toda a certeza apareceria de supetão para me chamar.

Olhei para o relógio e ele já marcava 19:30. Resolvi ir chamar Hanna para irmos, afinal nosso horário já havia passado.

Fui caminhando apressada para a cabine da Blo com o material que recolhi para minha investigação em uma pasta.

–Hanna, eu já vou indo já, vamos nos encontrar em que restaurante ? — Perguntei para a loira quando adentrei em sua cabine, pude perceber que ela parecia quebrar a cabeça com alguma coisa.

–A oi Ray, olha só isso! Me deram um caso bem complicado para fazer a matéria e tem tanta informação que não se consigo achar algo completamente concreto para mandar pro DP. — Hanna me disse e percebi por sua aflição que a pobre estava mesmo preocupada, para não dizer desesperada.

–Quer ajuda Blo ? — Perguntei a mesma, eu estava de partida mas não poderia deixar ela ali, já até perdi as contas de quantas vezes ela me ajudou.

–Não tudo bem, eu dou conta aqui, acho que o nosso jantar de hoje foi pro buraco. — Blo se virou para mim e pude perceber que ela queria fazer aquilo sozinha, resolvi não insistir nisso.

–Certo, fica pra outro dia então! — Disse a ela com um sorriso do tipo força você consegue.

–Até amanhã Ray.

–Até e boa sorte.

Depois desta breve conversa com uma dose de desespero por parte de Hanna e um jantar "arruinado" por imprevistos eu normalmente iria para casa e pediria uma pizza, só que hoje era um dia diferente, previa que eu iria passar muitas horas sem dormir, mas tenho certeza que esse tempo acordada vai valer a pena.

Depois de uns 20 minutos de caminhada lenta, cheguei ao meu prédio. Como de costume o porteiro estava lendo uma revista.

–Olá Sra. Rachel! Boa Noite. — Bill logo me cumprimentou quando me viu adentrar na portaria.

–Oi Bill! Uma boa noite pra você também. — Fui bem breve em nosso diálogo, afinal estava com pressa, queria montar o mural antes que me mandassem alguma caso importante na agência.

Subi as pressas e não encontrei ninguém no caminho. Adentrei no meu apartamento e liguei o interruptor que ficava ao lado direito da porta. Joguei minha bolsa sobre o sofá e fui me arrastando para meu quarto, precisava urgentemente de um banho para relaxar. Guardei minhas sapatilhas, peguei um conjunto de moletom e fui e direção ao banheiro.

Depois de alguns minutos, já estava de banho tomado, cabelo lavado e confortável o suficiente para trabalhar no mural. Fui em busca de um pedaço de cortiça que eu tinha certeza que estava guardada em algum canto e não demorei mais que 15 minutos para achar e levar para meu escritório. Depois dos acontecimentos resolvi usar o quarto dela como meu escritório, agora ele estava com vários arquivos das pistas da polícia e alguns casos passados no qual eu ajudei.

Peguei os arquivos, fotos e informações básicas, como nomes, idades e locais que frequentavam. Como Hanna tinha me falado o mais novo dos irmãos tinha acabado de voltar da Inglaterra, pelo o que vi nos sites parece que ele tinha ido fazer algum curso ou algo do tipo, já o mais velho estava no comando da empresa e só por este fato iria para o mural.

–Vamos ver. Christian Alcock, 28 anos, herdeiro e atual presidente das redes de hotéis norte-americanos PalaCEK. Nada de escândalos e nenhuma escorregada sequer. Ficha tecnicamente impecável.

Dei uma parada no mural já que meu estômago estava quase criando vida, deixei de lado o dia inteiro os pedidos dele, agora não dava mais. Pegueio meu telefone e pedi uma comida japonesa, o restaurante era perto então a entrega não iria demorar mais que trinta minutos. Fui em direção a sala, liguei a TV e me sentei no sofá, o jornal ainda não havia começado então coloquei em um programa de fofocas, eu odiava mas decidi escutar Hanna, tinha que ficar mais por dentro das coisas.

Meus olhos começaram a pesar cada vez mais, aquelas matérias chatas sobre a ascensão de alguns rostinhos arrumados em novelas e a mesma coisa de sempre não me ajudaram muito, eu acabei adormecendo ali, estava muito cansada afinal de contas.

Acordei atordoada com o meu repentino cochilo, a TV continuava no mesmo canal e novamente nada de interessante passava. Fui ver qual o horário e estranhei pois aquele programa não batia com o horário que meu relógio mostrava.

–23:59h que estranho. Vou olhar o dá cozinha. — Levantei, ainda estava mole por ter acabado de acordar, fui em direção a bancada que dividia a sala da cozinha e me apoiei na mesma olhando para o relógio.

Eu havia dormido tudo isso mesmo, mas o mais estranho era a TV, já fazia um tempo que não parava para ver um programa, eles provavelmente mudaram o horário.

Fui em direção a TV para desliga-la só que fui impedida no meio do caminho, por um força maior. Minhas pernas não se moviam, e parecia que o ar estava me comprimindo. Senti um vulto passar por mim e logo depois uma mão gelada encostar em meu braço. Logo fui tomada por uma sensação apavorante e por um choque elétrico causado pela possível mão fria.

–Ray me ajude, Ray por favor. RACHEL.

Não conseguia acreditar no que estava acontecendo, esse susto afetou os meus neurônios, não poderia ser, não mesmo. Essa voz, nunca tinha acontecido antes. Pouco a pouco eu estava conseguindo mover meus músculos, fui me virando lentamente para ver o que mais almejava e ao mesmo tempo temia.

Ela estava lá para mim, em um sonho, pela primeira vez. Quando consegui virar o meu torso por completo ela não estava mais lá, o que restara era apenas uma poça de sangue e marcas de pés, eles se dirigiam para o meu escritório.

Em um súbito surto de coragem fui em direção ao quarto, a cada passo que eu dava, eu me aproximava de uma visão certamente nada agradável. Quando cheguei a porta, ela estava entreaberta, pude ver que haviam resquícios de sangue na maçaneta. Entrei com certo receio no cômodo, e não sabia o que fazer. A lua cheia iluminava uma parte do quarto com o seu brilho, pude ver antes de acordar a cama revirada, o colchão jogado no chão e um pacote preto jogado na vala que a cama havia criado. Por ultimo pude vislumbrar um par de olhos vermelhos me encarando na escuridão.

Notas finais
Então .... se alguém ler e quiser escrever alguma coisa, fique a vontade, eu realmente gostaria de saber se você que leu, gostou ou não, no que pode melhorar e tudo mais. Críticas são sempre bem vindas ^^