Sweet Poison
3 3 - Bem-Vinda a Cair Paravel
Notas iniciais
Adorei os reviews do capitulo anterior embora tenha que falar com vcs algo a respeito disso mais fica la para baixo.
Enfim!... espero que vcs gostem desse aqui! BOA LEITURA!
Na maior parte do caminho o silencio reinou tanto entre nos, quanto entre os cavalos.
Vi diversas vezes Ripchip me olhando desconfiado, como se a qualquer momento eu fosse toca-lo de surpresa e consequentemente o mata-lo.
Bom... Eu não o culpo totalmente.
Eu até teria rido de sua cara se a tensão não estivesse presente em cada músculo do meu corpo.
Caspian era o único que se ariscava a permanecer perto de mais, e eu sentia que vez ou outra ele me observava.
"Isso vai demorar mais que isso?" Salem me perguntou em algum momento da madrugada.
– Não sei amigão, acho que estamos perto, tá cansado? — digo me inclinando para perto de seu ouvido e acaricio sua crina brilhante e negra.
"Não, apenas ansioso" , responde e bufa audivelmente.
– Você o entende? -
Me sobressalto com a pergunta de Pedro que até o momento eu não o havia percebido se aproximar.
– Hã... Sim .- digo meio hesitante desviando meus olhos para o caminho a frente.
– Por que ele não morre com o seu toque? — indaga novamente.
Bom... Era a prova de que ele estava decidido a manter uma conversa.
– Por que ele é meu Dimo. — falo e viro meu rosto para encara-lo, mais Pedro continuava com uma interrogação estampada em seu rosto. — Bem... Dimo é um tipo de companheiro, denominado de "Companheiro de Vida", pelo simples fato de ter uma parte da minha alma isso o torna imune ao meu lado ofensivo. — explico calmamente e acaricio a crina de Salem outra vez como reflexo.
Era bom fazer isso, obviamente por que ele era o único que eu podia tocar.
– É fascinante. — Pedro confessa ainda olhando-me com uma especie de fascínio.
– Você acha? — indago ainda encarando-o, mais para logo em seguida desviar meu olhar para o horizonte escuro. — Eu não. — confesso.
E então o silencio mais uma vez foi mais que bem-vindo.
Mais tempo se passou, o sol já começava a aparecer no horizonte, e foi quando finalmente paramos os cavalos.
Em uma colina, onde se era possível observar-se a bela paisagem.
De um lado havia o belo oceano cristalino, quanto tempo eu não o via? A quanto tempo não sentia o cheiro de maresia em meu nariz?
Era deslumbrante!
Do outro lado havia uma outra colina, onde se era possivel ver pequenas casas.
Um povoado.
Um grande e devasto povoado.
Logo mais acima havia um enorme castelo, e com o sol nascendo logo atrás dele tornava a visão ainda mais bela.
Estava verdadeiramente encantada com a beleza do lugar, tão diferente do vale Whyler, onde so havia cinzas e morte, onde a unica cor vista em todo o antigo povoado eram as flores que eu costumava colher.
Narnia, com toda certeza... Era Linda.
– Bem- Vinda a Cair Paravel — Caspian diz dirigindo-me um leve sorriso.
Eu lhe devolvo o sorriso discretamente voltando a olhar para a paisagem do lugar, não querendo denunciar minha felicidade diante da chance de voltar a conviver com pessoas depois de tanto tempo.
Lucia e Edmundo apostaram corrida uma corrida colina a baixo em direção ao povoado e Salem se move com entusiamo subitamente.
Ele também queria correr.
– Vai lá Salem, você também pode correr. — digo.
" Então é melhor se segurar!" , diz antes de começar a cavalgar velozmente.
Eu amei a sensação.
Era como estar livre... Livre e leve, como se eu fosse uma pessoa comum.
Que poderia correr, rir e ter uma vida normal, como a de qualquer outra.
A sensação era tão boa que eu não pude segurar a risada.
Meu corpo pulava, meus cabelos chicoteavam meu rosto e eu não podia estar mais feliz.
Salem não tinha uma sela, mais eu ainda me sentia incrivelmente segura.
Com surpresa vi que dos meus dois lados Caspian e Pedro tambem corriam com seus respectivos cavalos, então para me divertir ainda mais puxei a crina de Salem como um aviso;
MAIS RÁPIDO!
E nessa marcha já subíamos a outra colina para o povoado, e graças a nossa chegada em suas ruelas tivemos que parar e ir mais devagar.
Eu me sentia completamente revigorada.
Ofegante, descabelada e vermelha, ainda assim revigorada.
Como a muito, muito tempo eu não me sentia.
Algumas pessoas — as que acordavam cedo, ou seja, quase todo o vilarejo — paravam e nos olhavam com um misto de surpresa e curiosidade.
Era engraçado o modo como elas faziam suas reverencias desajeitadas, ainda desorientadas de mais por digerir 4 dos reis, um rato enorme em um cavalo e uma completa desconhecida tão cedo da manhã em suas ruelas.
– Me sinto um macaco de circo. — penso em alto, mais aparentemente alguém havia escutado meu comentário.
– Eles só estão curiosos, você acostuma-se. — Caspian diz em uma mistura de compreensão e divertimento.
– Ou, eles só estão admirados com a sua beleza. — Lucia comenta um pouco mais a frente de maneira marota, fazendo-me imaginar como diabos ela havia me escutado.
Reviro os olhos divertida e volto a olhar ao redor, amando a vivacidade do lugar.
"Aqui é bem legal", Salem comenta também olhando o povoado.
– Também acho. — retruco.
Logo paramos os cavalos em frente as escadarias do lindos castelo e Lucia desceu de seu cavalo primeiro, seguida de Emundo.
Desci de Salem com destreza e permaneci olhando a magnitude da estrutura.
– É bonito não? — Lucia diz sorrindo para mim.
– É lindo. — digo em resposta.
– Irei levar os cavalos aos estábulos Majestades. — Ripchip fala e desce do seu, fazendo uma reverencia aos reis presentes. E olhando-me atravessado antes de sair.
– Ele é o ratinho mais ranzinza que eu conheci. — comento com Lucia.
– Bom... não posso dizer muito, já que foi o único que eu conheci. — Lucia retruca e nos rimos baixinho.
Salem volta a se transformar no gatinho preto de sempre e se enrosca em meus pés.
– Ele é tão lindinho. — Lucia diz olhando para Salem.
– Sabe... Você pode toca-lo, ele não é como eu. — digo dando de ombros.
Lucia abre um sorriso enorme e se abaixa para ficar próxima a Salem.
"Quer dizer que agora eu sou fofinho? Gostei disso" , Salem diz e eu apenas rio em resposta.
Lucia acaricia as orelhas de Salem que se enrosca mais próximo a ela.
Vi pelo canto do olho Caspian, Pedro e Edmundo conversarem com alguns homens, que pareciam afobados com alguns pergaminhos em mãos.
Provavelmente resolviam ocupações de reis ou coisa do gênero.
Mais logo voltavam em nossa direção.
– Vou pedir para que as criadas providenciem um quarto para você. — Caspian me informa gentilmente.
– Obrigada Majestade. — agradeço-lhe achando que as palavras saírem estranhas em minha boca.
Era como se eu não quisesse me dirigir a ele daquela maneira, sem duvida eu era orgulhosa demais para admitir minha inferioridade.
– Eu posso te emprestar algumas roupas minhas. Acho que ainda tenho algumas de quando era mais velha. — Lucia fala.
– Mais velha? — indago confusa.
– Bem... É uma longa historia, posso te contar depois. — oferece.
Sorrio em troca e me volto para Salem, estendendo meus braços, enquanto ele pulava nele ainda como um lindo gatinho.
Subimos as escadarias de granito em direção as grandes portas de madeira do castelo.
Como prometido Caspian ordena as criadas que arrumem um quarto para mim o mais rápido possível, mais não me importava com o quanto demorasse, estava ocupada demais olhando cada detalhe possível ao olho nu.
Pedro me lançou um sorriso encantador antes de sair, e Edmundo foi logo em seguida derrubando de um jeito engraçado o castiçal quando foi dar um ligeiro aceno em minha direção.
Caspian provavelmente foi resolver algo que diz respeito ao seu reino, e no entanto so restávamos eu e Lucia.
– Com licença, Majestade... Alteza. — uma mulher de certa idade veio ao nosso encontro algum tempo depois e se curvou rapidamente. — O quarto da vossa alteza já esta pronto. — informa olhando de baixo em minha direção.
Não gostei do modo que ela me olhou.
Era como se eu fosse feri-la a qualquer momento, sera que a noticia do meu dom já havia se espalhado? Não, duvido.
Ela me olhava assim por que me achava superior a ela.
E isso não me agradou nada, nada.
– Obrigada querida. — digo sorrindo de um modo que julguei doce.
Ela abaixou um pouco a guarda, vendo que eu não iria trata-la com indiferença. — Qual seu nome? — indago.
– É... M-Margareth vossa alteza. — responde.
– É um belo nome Margareth. — comento. — E mais uma vez obrigada. -
Ela da um pequeno sorriso surpresa e cora.
– Queira me acompanhar alteza? -
Me levanto e sorrio para Lucia.
– Vou ate o meu quarto e pegarei o meu vestido, Margareth? — Lucia diz.
– S-sim... Majestade? -
– Poderia vir até o meu quarto e pegar o vestido que vou emprestar a Mia? -
– Claro Majestade! -
Lucia acena para mim e Salem antes que eu saísse na companhia de Margareth.
Permaneci quieta o restante do trajeto -longo- até o meu quarto por que observava cada detalhe do caminho.
Margareth parou em frente a uma porta dupla com detalhes dourados na madeira e abriu calmamente me dando passagem.
Era um belo quarto, eu tinha que admitir.
A cama de dossel era enorme com lindas cortinas brancas de seda ao redor, amaradas de modo singelo a madeira.
As paredes eram em um tom claro de amarelo, havia uma bela escrivaninha no canto e uma estante vazia no outro, no chão havia um enorme tapete vermelho com detalhes dourados que cobriam quase todo o piso.
Havia também uma bela lareira próxima a estante vazia, e outra porta que suponho que dava para meu banheiro.
– Chamarei as outras criadas para banhar-lhe .- Margareth diz.
– Me... Banhar? — indago confusa.
– Sim. -
– Oh... Não, não! Eu posso fazer isso muito bem sozinha. — digo meio assustada.
– Mais... Alteza...-
– Margareth, falo serio, não precisa preocupar-se, eu mesma cuido dessa parte, só... traga o vestido da Lucia para mim, esta bem? — digo calmamente.
– Certo Alteza. -
Sorrio para ela antes que saia e vou na direção do banheiro.
"De fato você precisa de um banho", Salem diz.
– Fique quieto se não quer que eu também te de um banho. — retruco.
Salem arregala os olhos violeta e desce de meus braços, pulando na cama e enroscando-se nos lençóis brancos.
– Folgado. — digo rindo.
"Também te amo Mia!"
Assim que já estava banhada voltei ao quarto e encontrei um belo vestido sobre a cama.
Ele era lindo! Da cor do vinho,e com detalhes dourados.
Vesti rapidamente e descobri que cabia perfeitamente em mim, moldando-se a cada curva.
"Me lembre de agradecer a Lucia mais tarde", Salem comenta.
– Me lembre você. — retruco e vou em direção ao enorme espelho que agora havia percebido.
Era de corpo inteiro e me permitiu ter uma visão plena.
Eu havia adorado o vestido.
Amado na verdade.
Ouvi o barulho de batidas na porta e olho na direção dela.
Era Margareth.
– Os Reis e a Rainha esperam-na na sala de jantar. — informa.
Sorrio para ela e solto meus cabelos deixando-os caírem em cascatas cacheadas sobre meus ombros.
– Obrigada Margareth. -
Sigo Margareth até a sala de jantar com Salem logo aos meus pés.
E ao descer as escadas vejo a atenção de todos se voltarem a mim.
Caspian se adianta e fica em frente ao ultimo degrau.
Ele vestia trajes Reais, diferente das que eu havia vista a pouco, ele estava lind...
Opa!
Não complete o pensamento Mia! , me repreendo.
– Alteza. — cumprimenta-me.
– Majestade. — rebato.
Ele sorri e me acompanha até a mesa, onde eu sento ao lado de Lucia e em frente a Pedro.
Eu estava sem duvida recebendo calorosas "Boas-vindas"
"So espero que seja lá o que estiver reservado para mim, não seja tão cruel quanto eu espero que seja", pensei antes de me entregar completamente a conversa presente á mesa.
Notas finais
Mais então... gente eu queria falar uma coisa para vocês, já vi que tem gente que tá acompanhando a fic e não deixam reviews, e isso é muito chato sabe, sempre quero saber a opnião de vcs, então POR FAVOR deixem o reviews de vcs, cada um faz sua parte, ajuda muita para escrever um nova capitulo sabe?
Bom é so isso mesmo, Bjjjs e até o proximo!!
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