Notas iniciais
Aqui é um capitulo de introdução e talz, por isso ficou pequeno. Os outros serão maiores e provavelmente ninguém vai ler, mas tudo bem. Se por acaso alguém realmente se aventurou e está lendo isso, oi! o/ você é muito legal e eu já gosto de você só por estar aqui e por continuar lendo essa baboseira. Então né, chega de falação, vamos ao primeiro capítulo.. Personagens aqui: http://angelwithaglock.tumblr.com/sweet-ocean-air

– ELA CHEGOU! — Melody correu para a porta gritando assim que, do jardim, vira o conhecido New Beetle amarelo virar a esquina. Laika, a enorme Akita da casa, a seguiu, latindo — HARMONY CHEGOU!

– Não precisa gritar, querida, estamos todas aqui na sala — Dona Leila disse calmamente, colocando a bandeja de biscoitos na mesinha de centro, com seu costumeiro sorriso terno no rosto. Fred, o pequeno maltês, latia animado, acompanhando a agitação grande cadela cor de mel.

– Mas a Destiny tá com fones de ouvido, vó. – Justificou-se Mel.

– E ainda assim consigo ouvir tudo que diz, besta — Des comentou, pegando o pequeno cachorro no colo e levantando-se.

Fliss riu e, pondo o livro que estava lendo de lado, dirigiu-se até a porta.

– Certo, sobre o que conversamos? — Perguntou, parando a frente das duas irmãs mais novas, que jaziam no vão da porta de entrada.

– Nada de encher o saco da Mon — Des disse, revirando os olhos.

– "Ela acaba de chegar do primeiro ano de faculdade, provavelmente precisa de espaço e não quer adolescentes histéricas enchendo a paciência dela". Sabemos, Fliss. — Mel completou.

– Ótimo, então melhor se contro- Ela foi interrompida pela voz da Harmony.

– FAMÍLIA, CHEGUEI! — Gritou a mais velha, batendo a porta do carro.

Imediatamente, Laika correu e pulou na garota, que, por pouco, não caiu no chão com o peso da cadela. As meninas entreolharam-se.

– Auto-controle — Sussurrou Mel.

– Nada de histeria — Acrescentou Destiny, segundos antes de ser empurrada para o lado por Fliss, que correu na direção de Harmony.

– MON, TAVA MORRENDO DE SAUDADES! — Gritou, atirando-se na irmã.

– FELICITY!!! — Gritou Melody.

– Como a gente ainda caiu nessa?! — Des perguntou.

Dona Leila deu risada e seguiu as meninas até as proximidades do veículo, onde as irmãs ainda se abraçavam. A porta do carona abriu e Noah, melhor amigo da Harmony desde os 10 anos, saiu do carro. O ruivo sorriu ao ver Fliss praticamente pendurada no pescoço da irmã mais velha, e se dirigiu ao porta-malas.

– Também morri de saudades, minha Flick-Flick. Como vai o Shawn? — Harmony perguntou.

Fliss fechou a cara.

– Já chega chateando, que inferno — Ela soltou a irmã, que riu.

– Também amo você, Fliss. — Mal disse isso e foi atingida por um abraço da Melody — Wow! Hey, caçulinha! Também morri de saudades de você!

– E aí, meninas? — Noah finalmente cumprimentou, tirando as malas do carro.

Fliss e Des acenaram, animadas. Dona Leila, por sua vez, foi na direção do ruivo. Harmony já estava achando que Mel não percebera a presença do rapaz, até ouvir o sussurro:

– Trouxe o namorado, né?

– Tinha me esquecido o quanto você é insuportável, Melody — Rebateu. A caçula apenas riu e se afastou, dando vez ao abraço da Des.

– Que saudade, Mon! Nem acredito que está de volta!

– Confesso que nem eu! — Disse, e as duas riram. – E você, meu pequerrucho? – Harmony pegou o pequeno Fred, que latia enciumado, dos braços de Des.HhH

Ao lado delas, Noah apoiava as malas no chão, conversando com Dona Leila.

– Você sempre tão gentil, Noah... Tem certeza de que não precisa de ajuda?

– Absoluta, Dona Leila — Ela o repreendeu com o olhar — Desculpa. Vó Leila.

– Uns poucos meses longe de mim e já nem me chama mais de vó – Ela brincou.

– Naah, você vai ser pra sempre minha segunda mãe – Ele sorriu – E, na verdade, você pode me ajudar matando as saudades da sua neta alí, que está louca por um abraço. Acho que o "trio ternura" finalmente a deixou respirar — Brincou.

Dona Leila riu e Harmony se aproximou.

– Senti tanto a sua falta, vó Leila...

– Pois garanto que sentimos muito mais — Ela sorriu — A casa não é mais tão "harmônica" sem você, querida.

Harmony riu da piadinha com seu nome e abraçou a avó.

– Hora de recuperar o tempo perdido, então. Já estou sentindo o cheirinho dos seus biscoitos de canela e estou pronta pra devorar, no mínimo, uma dúzia!

As garotas riram, juntamente com a avó. Noah, sorrindo, cutucou o ombro da amiga.

– Coloco as malas no seu quarto?

– Noah, já disse que não precisa fazer isso. Sou perfeitamente capaz de leva-las sozinha. Você SABE disso. Além do que, sua família está te esperando.

– Deixe de besteira, vá. Eu levo, só preciso que me diga pra onde. E se não me disser, vou ficar aqui e deixá-los esperando até amanhã.

– Teimoso. E exagerado. — Revirou os olhos — Pro quarto mesmo.

Ele, sem dizer mais nada, pegou as três malas de uma só vez, levando pra dentro.

– Sempre atencioso. — Dona Leila comentou.

– E você, sempre babando o ruivinho né, vó?! — Mon disse, dando risada.

– É um bom garoto. Gosto dele como se fosse meu neto, sabe disso.

– Sei sim. Ele é quase isso mesmo. E a Juliet também.

– A mãe dela não deixou que viesse, disse que tinha que ficar em casa pra receber o Noah. — Fliss disse, entrando na casa.

– Teria sido mais produtivo ter vindo, então. Nossa... — Harmony examinou a casa — Como senti falta desse lugar. Não mudou nada.

– Deixa de drama — Des disse, jogando-lhe uma almofada enquanto ria — Não faz nem seis meses que veio aqui passar o Natal com a gente!

– Ah, não é a mesma coisa, Dee. A casa sempre fica diferente no Natal.

Ela deu de ombros.

– Drama. Ei, você não queria biscoitos? — Des pegou um dos biscoitinhos arredondados de canela e jogou para a irmã.

Harmony imediatamente deu uma dentada, deliciando-se com o sabor. Todos os dias, Dona Leila fazia, pelo menos, duas bandejas para as meninas — seus biscoitinhos de canela eram famosos no bairro inteiro. Faziam tanto sucesso que, na vizinhança, não havia um aniversário sem a presença dos maravilhosos biscoitos.

– Pela sua cara, tenho certeza de que não comeu nada tão bom quanto isso na faculdade. — Mel comentou, rindo da expressão de satisfação da irmã.

– Pode apostar que não – Respondeu, dando sumiço no resto do biscoito com apenas uma mordida.

– Vou fazer brigadeiro pra acompanhar e depois vamos pra sala de TV. Quero saber TUDO sobre a sua faculdade! – Fliss disse, dirigindo-se para a cozinha.

– A gente conversa praticamente todos os dias por Skype, Fliss! Não é como se você não já soubesse!

– Shiu, vou arrancar todas as verdades mais obscuras de você. – A garota disse, antes de desaparecer no outro cômodo, arrancando uma gargalhada das irmãs.

– Deus, como eu senti falta disso!

– Hey, Army? – Noah chamou, descendo as escadas. Era o único que a chamava assim, desde sempre. Ela não se importava, já estava acostumada ao amigo. – Já estão todas lá em cima, ok?

– Ah, certo. Eu... – Ela pensou por uns segundos – FLISS! Vou levar o Noah em casa enquanto faz o brigadeiro, certo? – Então virou-se pra avó, pedindo permissão com o olhar — Prometo que não demoro.

– Estaremos esperando – Dona Leila sorriu.

– Ahn... não precisa, Army. Sério. – Noah interveio.

– Ah, claro, porque vou mesmo deixa-lo ir carregando suas bagagens pra casa, a pé. – Foi irônica.

– Fica a menos de dois quarteirões daqui! E eu não sou você, trouxe só uma mala – Disse, rindo, enquanto a seguia pelo jardim.

– Que seja, eu te levo. É o mínimo que posso fazer, depois de você ter deixado seu carro na faculdade o verão inteiro só pra não me deixar vir dirigindo sozinha na estrada.

– Posso pegar o da minha mãe ou o do meu tio, isso é besteira.

– Noah. Entra logo no carro.

Ele a encarou por uns segundos.

–Hm. Tá. Só dessa vez.

Ela revirou os olhos, entrando no lado do motorista. Em poucos segundos, deu a partida e viu Noah pegar o violão do banco de trás, assim que se acomodara no da frente.

– Aprendeu alguma nova?

– Algumas. Mas hoje vou ficar nas antigas mesmo – Ele sorriu, começando a tocar More Than Words.

Ela retribuiu o gesto e foram cantando até chegarem a curva para entrar na rua do ruivo.

– Uou, ela veio mesmo. – Ele de repente exclamou, parando de tocar.

– Que? Quem veio?

– Delilah.

– Delilah... Lá da rua? Minha amiga e uma das melhores amigas da Fliss?

– ...E também da Juliet. Ela mesma.

– Ah! Ela veio... Te receber? — Apertou os olhos, surpresa.

– Aparentemente. Quando falou que viria, achei que estivesse brincando. Mas aquele é o carro dela, né?

– É sim. Não sabia que estava rolando alguma coisa... – Harmony disse, sorrindo de maneira provocativa.

– Não está, Army. Você sabe que, atualmente, me envolver com alguém é bem complicado.

– Você sempre diz isso, desde que terminou com a Jennifer. Mas isso não o impediu de sair com aquela garota do campus.

– O nome dela é Betsy. E só saímos umas 3 vezes.

– Porque você quis. Ela estava caidinha por você.

– Meu problema não é bem esse.

– Está na faculdade, Noah. Tem que deixar esses problemas pra trás e se dar a chance tentar algo sério com alguém!

– Já disse, não estou fechado pra balanço. Meu plano é não me envolver, mas estou aberto a isso. Sei que pode acontecer.

– Não pode simplesmente ficar sentado e querer que as coisas aconteçam, ruivinho. Não é assim que funciona.

– Eu sei, mas eu não quero que nada aconteça, lembra? Tenho coisas mais importantes com o que me preocupar.

– Bom, eu acho que você tem uma grande oportunidade bem na sua frente – A loira apontou o carro azul estacionado a poucos metros. – Delilah é uma garota maravilhosa, Noah. E, parando pra pensar, vocês até que combinam. Deveria tentar.

– Vou pensar nisso, prometo – Ele beijou-lhe a bochecha – Valeu, fofa.

– Eu que agradeço, ruivo. – Disse, vendo-o sair do carro com o violão em mãos. Ele pegou a sacola na mala e caminhou até a janela do motorista, carregando-a.

– Não quer entrar, quer?

– Nah, prometi que voltaria logo. Fica pra próxima. Mas manda um beijo pra sua mãe e pra Juliet. Diga pra ela aparecer lá em casa quando der.

– Darei o recado. – Ele sorriu de lado, virando-se em direção a casa – A gente se fala, Army!

– A gente se fala. Ah, e manda um beijo pra Delilah também! – Disse, quase rindo.

Ele fez um sinal positivo com uma das mãos e, sem olhar pra trás, seguiu até a entrada da casa.

Notas finais
Olha só, você terminou o primeiro capítulo, talvez não esteja tão ruim afinal *-* Yay! Muito obrigada por ter lido todo e por estar lendo as notas finais também, espero que tenha gostado do comecinho da história. Se quiser criticar, comentar, dizer que tá horrível ou sugerir alguma coisa, os reviews estão sempre aí ^^ !