Sweet Little Boy
8 What You Do To Me
Notas iniciais
Obrigado pelos comentários, vocês são lindos.
Nesse capítulo temos passagem de mais seis anos, então Kurt: 16 anos, Blaine: 24 anos.
E tem gente nova, que vocês conhecem muito bem, então, aproveitem!
Kurt estava terminando de arrumar seus cabelos, cuidadosamente. Ele estava se aprontado para ir ao teatro hoje com suas amigas assistir um de seus musicais favoritos, A noviça rebelde, no centro de artes do estado de Ohio.
Kurt não saberia dizer exatamente quando isso começou, mas ele simplesmente tinha uma fascinação por teatro musical, talvez desde quando ele entrou no coral da escola. Durante esses seis anos de sua vida ele aprendeu algumas coisas sobre si mesmo, e bem, não que ninguém precisasse ter dito a ele antes, ele sabia que era gay, sempre soube.
Kurt passou uma boa parte de sua infância sem amigos, isso nunca importou muito para ele. Mas, esse ano ele conheceu pessoas novas, que ele realmente gostava de ficar junto, que sempre o entendiam. Brittany, que era provavelmente a pessoa mais doce na face da terra, ela sempre foi adorável com Kurt, e tinha Santana que bem, não era tão doce ou adorável, mas mesmo que Kurt não costumava admitir isso em voz alta, ele meio que gostava dela. E tinha Sam... Oh, Sam, um garoto novo com quem Kurt costumava sentar nas aulas de ciências, bem, ele era... Isso que ele era, apenas o garoto disléxico das aulas de ciências.
Kurt estava no primeiro ano do ensino médio, rezando todos os dias, bem não exatamente rezando já que ele não acreditava em deus, mas ele torcia dia pós dia para que a escola acabasse logo, ele precisava se afastar de todas essas pessoas que faziam de sua vida um inferno, ele não via a hora de sair dessa cidade. Kurt estava vivendo com seu pai em Ohio, quanto a Finn, bem, ele visitava a família umas duas vezes por ano, já quer sua vida em Nova Iorque com Rachel tinha dado muito certo.
E bem... Tinha Blaine, depois da morte de sua mãe, Kurt poderia dizer honestamente que perder Blaine foi a pior coisa que aconteceu em sua vida, ele não sabe quantos anos passou sofrendo sem seu amigo, três, talvez quatro? Blaine costumava ligar para os Hummel uma vez por semana, que viraram meses, que viraram datas comemorativas, e de repente não eram mais nada, e como Kurt previa, Blaine jamais voltaria para uma visita. Demorou a Kurt alguns anos para entender que ele era completamente apaixonado por Blaine, e ninguém podia imaginar o quanto ele sofria com isso, mas não agora. Agora Blaine era um passado distante, e tudo o que Kurt queria era sobreviver as surras e raspadinhas diárias na escola, assistir musicais com suas amigas, e ganhar as nacionais com o clube Glee.
Kurt terminou de se arrumar, dando uma ultima olhada no espelho para ver se não tinha esquecido-se de nada, pegou o casaco e desceu os degraus de madeira rapidamente encontrando com seu pai no andar de baixo, falando ao telefone.
– Ohh, isso me parece ótimo. Certo, que horas você vai chegar? – Burt parecia feliz enquanto falava, Kurt ficou intrigado imaginando quem poderia ser. – Tudo bem, estaremos esperando por você, se cuide, até logo!
– Paaai, eu vou sair com as meninas daqui a pouco... Quem era no telefone?
– Oh, você se lembra de um amigo de Finn que costumava ficar aqui em casa? Você era bem novo quando ele foi embora...
– Bee- Blaine?? — Oh esse nome, a quanto tempo Kurt não pronunciava esse nome em voz alta?
– Isso! Ele mesmo, então, ele vem nos visitar, vai passar as férias conosco... – Isso não podia estar acontecendo. – Ele chega hoje a noite, vou arrumar o quarto de Finn para ele ficar aqui esse mês.
– Como assim? Por que ele está voltando? Por que uma pessoa que mora em Nova Iorque iria querer vir para Ohio? Isso é tão... E, por que ele vai ficar na nossa casa? – Ele não pode, não quero vê-lo – Kurt completou em seus pensamentos
– Bem, você não se lembra o quanto ele era da família? Blaine é um grande amigo, e eu sempre deixei claro que nossa casa estaria aberta pra ele, e bem, vamos tê-lo esse mês, anime-se garoto, você costumava amar as visitas dele aqui a anos atrás...
Isso era bem diferente, Blaine costumava gostar dele, mas fazem seis anos, seis anos dos quais a maior parte ele não recebeu nem uma única ligação. Seis anos que ele não vê o garoto que ele ama, o qual foi viver uma nova e maravilhosa vida em Nova Iorque, a qual obviamente Kurt não fazia parte. Seis anos que Kurt passou tentando esquecer aquele maldito zoológico de massinhas... Quando Kurt simplesmente segue em frente ele resolve voltar, por um mês inteiro??
– Hmm, tudo bem pai... Agora eu, ahn... Estou indo na casa da Britt, vamos ver a noviça rebelde. – Kurt não sabia mais o que pensar, ele preferiu ver suas amigas e se esquecer um pouco.
– Tudo bem Kurt, divirta-se, mas não demore. Vou buscar Blaine no aeroporto e quero que você esteja aqui quando eu chegar para recebê-lo.
– Tudo bem pai... – Disse Kurt já saindo pela porta da cozinha.
~K&B~
– Tudo bem Kurt, pode dizer agora qual é o seu problema. – Santana dizia num tom autoritário, enquanto eles saiam da sala de teatro.
– O que? – Kurt foi tirado de seus pensamentos pelo olhar assassino da latina.
– Você esteve tão quieto o dia todo... Unicórnios infelizes são apenas cavalos. – A loira falava com seriedade.
– Oh, não é nada, só estou pensando em algumas coisas.
– Não venha com essa de não é nada, esse é o seu musical favorito! E você nunca cala a boca quando estamos tentando assistir, por que está tão quieto hoje? – Disse uma Santana furiosa. – Karofsky fez mais alguma coisa pra você hoje? Porque se ele fez, eu vou lá agora mostrar como são as coisas em...
– Não, Dave não fez nada – Kurt cortou a amiga antes de ouvir o discurso sobre Lima Heights — Podemos ir par minha casa agora? Tenho que chegar cedo hoje...
As meninas não perguntaram mais, interrogariam o garoto na casa dele.
~K&B~
Kurt abriu a porta agradecido por seu pai não ter chego ainda com Blaine. E subiu com as garotas no quarto, que gastaram todos os segundos seguintes a tentar descobrir o que estava acontecendo com Kurt.
Não demorou muito para o castanho ouvir o barulho do carro chegando em sua casa, oh droga, eles não poderiam ter demorado um pouco mais? Logo Burt já estava chamando.
– Kurt, já chegamos. Venha aqui dar um oi para Blaine. – O castanho saiu do quarto deixando as meninas confusas.
Kurt desceu as escadas um pouco inseguro, ele não sabia exatamente com que cara deveria olhar Blaine, ele não sabia como seu coração agiria ao ver novamente o garoto pelo qual passou sua vida toda vivendo um amor platônico.
Blaine ouviu o som dos passos e mudou seu olhar para o garoto que tinha acabado de entrar na sala, e ele tinha certeza que seu queixo tinha acabado de bater no chão. Esse era Kurt Hummel? O menino doce que ele conhecia a seis anos atrás? Ele estava simplesmente maravilhoso, seus cabelos perfeitamente arrumados, seu lindo par de olhos verdes e brilhantes, Blaine tinha certeza que estavam ainda mais verdes e brilhantes, sua pele branca e levemente definida. Além dos olhos algo em especial chamou a atenção de Blaine, seus quadris, porra, não haviam adjetivos para Blaine descrever o quão fantásticos seus quadris estavam dentro daquelas calças pretas obscenamente justas, aquilo não era um menino de dezesseis anos normal. Tudo o que Blaine pensava era em empurrar Kurt na parede e abusar dele, roubando qualquer vestígio de inocência que ele tivesse.
– Bee? – Kurt disse tímido, com um meio sorriso, querendo se matar por ter usado o antigo apelido. Ele não esperava que Blaine pudesse ter ficado ainda mais bonito do que era antes.
Porra, a sua voz, Blaine estava encantado, tudo sobre Kurt era maravilhoso. Ele tentou colocar seus pés no chão novamente, ele tentou se lembrar que o pai do garoto estava praticamente ao lado dele, tentou se lembrar que aquele menino era o irmão mais novo de seu melhor amigo, se lembrar de que aquele menino era quase seu irmão, e tentou se lembrar de que aquele garoto era oito anos mais novo do que ele. E claro, Blaine precisava falar alguma coisa pra não fazer papel de idiota.
– Kurtie! – Blaine disse simples e abriu os braços convidando o mais novo para um abraço, como quando eles faziam à seis anos atrás. – Puxa, você cresceu tanto... Eu nem acredito, faz tanto tempo que eu não te vejo. – O castanho se aproximou em pequenos passos, com as bochechas coradas.
Kurt se chocou com a naturalidade das coisas, ele se permitiu dar a Blaine um abraço apertado, cheio de saudades. E naquele momento ele esqueceu de qualquer motivo pelo qual deveria estar bravo com o mais velho.
– Hmm você não cresceu nem um pouco Bee – Disse Kurt entre risadas, e Blaine percebeu que seu riso estava mais maravilhoso do que ele se lembrava, e o cheiro de camomila em seu cabelo era totalmente hipnotizante.
– Eu não acho que eu vou crescer mais – Blaine acompanhou o mais novo nas risadas – Droga, mais um pouquinho e você vai ser maior que eu.
E bem, isso era verdade, Kurt não era nem cinco centímetros menor do que Blaine.
Depois disso um silêncio se instalou entre os dois, que gastaram mais tempo que o necessário admirando um ao outro.
– Blaine, você pode subir com suas malas para o quarto de Finn, já preparei as coisas para você.
– Ahn, eu vou subir um pouco, Britt e Sant estão aqui... – Kurt disse subindo os degraus. — Eu vou ver você bastante por aqui, não é Bee?
– Oh, eu estarei aqui o mês todo, boa sorte me agüentando... – Kurt não gostava dessas palavras, a última vez que ele as ouviu, não eram exatamente verdadeiras
Mesmo assim o castanho correu para o seu quarto trancando a porta, em seguida deslizando por ela e caindo no chão ofegante, sendo observado por dois pares de olhos curiosos.
– Kurt, quem é Blaine? – Santana perguntava em um tom acusador.
– Ninguém. – Kurt percebeu que suas amigas precisavam de uma resposta verdadeira, caso contrário ele teria problemas. – Só o melhor amigo do meu irmão, que é oito anos mais velho que eu, o qual eu sou completamente apaixonado desde que nasci. – o castanho completou a frase em uma escala mais baixa para ninguém ouvir.
– Oh meu Deus Kurt, você é uma vadia! Se ele é oito anos mais velho que você ele tem tipo, vinte e quatro anos? – Santana não era conhecida por ser discreta.
– Mas Kurt, e Sam? – Brittany disse com a sua voz suave e preocupada.
– Como assim Sam? Sam não é nada meu, nós somos amigos e colegas de trabalho...
– Acho que você precisa rever seus conceitos, tenho certeza que o Sr. Trouty Mouth não pensa exatamente assim.
– Bem, isso não é uma questão em discussão. Sam não gosta de mim, muito menos Blaine. Vocês podem por favor me deixar em paz agora? – Kurt não tinha exatamente a maior auto-estima do mundo.
– Oh Kurt, não fale isso... Que tal vermos um filme? – Brittany arrastava Kurt para a cama junto dela e de Santana.
– E como somos as melhores amigas que uma pessoa pode ter vamos deixar você escolher.
– Oh, não acredito, como vocês são gentis por me deixarem escolher um de meus filmes para ver na minha casa, no meu quarto...
Eles colocaram Procurando Nemo, bem Kurt queria um filme alegre. Ele encostou a cabeça no colo da loira, enquanto era acariciado pela latina. Mas claro que ele não estava prestando atenção ao filme, não quando seu coração estava até agora batendo tanto por Blaine, não quando o amor de sua vida estava dormindo no quarto ao lado.
Notas finais
Obrigado por lerem o//
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