Notas iniciais
Sim ~eu não morri, estou de volta E vou terminar essas histórias nem que seja a ultima coisa que eu faça hahaha Espero que tenha leitores para terminá-la comigo ~muito obrigada por todas as mensagens enquanto estive sumida, vocês são os melhores leitores do nyah!

Já era sexta-feira, dia do tão aguardado baile. Logo pela manhã Kurt e Blaine estavam buscando uma roupa perfeita para o mais novo usar no baile. Mesmo que comprar roupas não fosse o passa tempo favorito de Blaine, ele adorava poder sair com seu namorado e ver um sorriso em seu rosto.

– O que você acha deste?

– Eu não sei... Eu já sou quase albino, se usar um terno branco vou sumir... – Falou o castanho como se fosse óbvio.

– Que tal o cinza, então?

– Ele deixa meu quadril muito largo, Bee. E ainda fica em um formato estranho.

– Tem razão, se usasse um destes eu teria que colocar um cinto de castidade em você. – Falou o mais velho em tom de brincadeira.

– Bom, então acho que terei que decidir entre o preto e o marrom. – Mudou de assunto o mais novo, ignorando suas bochechas coradas. — Qual você prefere?

– Você ficou perfeito com os dois, então qualquer um está bom.

– Blaine é sério! Desse jeito você não está me ajudando...

– Tudo bem, então vamos com o preto, assim ele vai destacar a sua pele e seus olhos... O marrom ficaria mais apagado por causa do seu cabelo.

– Hmm você acha? Eu também não queria chamar tanta atenção.

– Isso já é impossível, você sabe, você é bonito demais pra passar despercebido.

– Menos, Blaine. – Falou sorrindo enquanto empurrava o namorado de leve. – Vamos então, vou levar este.

~K&B~

Cerca de 30 minutos depois os dois garotos já estavam na casa dos Hummel.

– Eu queria mostrar pra Rachel minha roupa, será que eles voltam ainda hoje?

– Ela disse que eles voltam hoje de tarde. Finn e ela vão passar um tempo com seus pais.

– Então que tal vermos algum filme agora que meu pai não está em casa? – Sugeriu Kurt. – Só não A Pequena Sereia de novo, por favor.

– Ótimo, então vamos ver Mulan.

Blaine puxou Kurt até o andar de cima, quando adentraram o quarto fechou a porta de forma segura e empurrou o mais novo contra a parede, atacando sua boca vorazmente, até que nenhum dos dois podia mais respirar, então Blaine desceu até o pescoço do mais novo.

– Deus, Kurt... Acho que podemos pular a parte do filme.

Kurt apenas assentiu, enfiando sua mão nos cachos do seu namorado e puxando ele para mais perto.

– Eu te amo tanto, tanto. – murmurou com a voz rouca contra o ouvido de Kurt. – Só de pensar em outra pessoa hoje à noite com você... eu já fico doente.– Disse beijando cada centímetro de pele que encontrava entre as palavras. — Você. É. Meu.

– Eu sei, Bee. Eu sei. – Disse com a voz fraca, levantando o queixo de Blaine, tentando roubar seus lábios novamente.

Kurt sentiu um aperto novo em suas calças, e um formigamento estranho em suas pernas, ele tinha certeza que já teria caído no chão se seu namorado não o estivesse segurando. Blaine sempre o fazia viajar em um mundo de sensações totalmente desconhecidas.

O moreno aproveitou a situação para arrastar Kurt levemente até a cama, e continuar explorando seus lábios.

– Droga, eu amo te beijar. – Falou o mais velho um pouco sem ar, afastando seus lábios de Kurt. – Mas eu não quero, de nenhuma maneira, fazer algo que te deixe desconfortável.

Kurt sorriu timidamente e passou seus braços ao redor do namorado.

– Eu também amo te beijar. Eu amo tudo de você. – falou o mais novo sorrindo um pouco. – Mas.., Eu não sei Blaine, você já deve ter saído com vários caras incríveis na sua faculdade e eu sou... só eu. Eu não sei nada sobre... isso, e eu não sei o que fazer na maioria das vezes, mas você me faz sentir tão bem. – Disse um pouco embaraçado.

– Eu quero fazer você se sentir bem. – Falou Blaine dando um único beijo casto nos lábios rosados do mais novo. – E você é você, o que já faz ser muito melhor do que qualquer outro cara por ai.

Blaine apertou um pouco seus braços no menor e os dois ficaram assim em silêncio por alguns minutos.

– Bee eu preciso tomar um banho, ainda tenho que me arrumar para o baile e logo meu pai volta do trabalho, Finn e Rachel também, e não vai ser bom eles nos verem assim.

Kurt teve algum sacrifício pra poder deixar os braços do namorado, mas uma hora o mais velho cedeu.

– Tudo bem... Você tem razão. Então enquanto você toma um banho vou fazer algo para nós jantarmos. – Falou se levantando, não antes de deixar mais um beijo no castanho.

~K&B~

– Kurt você está deslumbrante! – Exclamou Blaine, ao adentrar o quarto e encontrar seu namorado arrumando cuidadosamente o cabelo.

O moreno enrolou seus braços ao redor da cintura do menor e encarou a imagem alguns segundos no espelho. Seria maravilhoso se ele pudesse acompanhar Kurt esta noite e mostrar para todos como eles eram um casal perfeito.

– Bee... O que houve? – Perguntou, olhando na direção de Blaine.

– Eu tenho um namorado perfeito, sabia?

– Eu acho que você já deve ter dito isso pra ele hoje.

– Eu não me canso, parece que palavras não são suficientes. E ele é adorável a cada vez que ouve isso.

Kurt corou um pouco, olhando diretamente nos olhos do reflexo de Blaine.

– Será que o seu namorado se importa se você me ajudar a arrumar minha gravata? – Brincou Kurt.

Blaine sorriu e pegou a fita de cetim azul, e passou calmamente ao redor do pescoço imaculado do mais novo.

– Combina com seus olhos. – Murmurou Blaine mais para si mesmo do que para Kurt,- Você se importa se eu fizer um laço? – Perguntou, e antes de obter resposta já estava terminando cuidadosamente de amarrar na forma de uma borboleta.

– Gravata borboleta é uma coisa sua, eu me sinto estranho usando isso.

– Isso é bom, você pode lembrar-se de mim enquanto estiver dançando com o idiota do Sam.

– Eu sempre penso em você, não preciso de uma gravata pra lembrar. – Disse plantando um único beijo nos lábios do mais velho.

– Bom, vamos descer, o jantar está pronto. E se demorarmos mais seu pai vai pensar que eu estou abusando do seu filho mais novo.

Kurt riu e acompanhou Blaine nas escadas.

~K&B~

– Oh meu Deus, Kurt você está tão bonitinho. Sam vai amar te ver assim. – Gritou Rachel, entusiasmada.

– Esse cara, Sam... Cadê ele? Eu achei que poderíamos ter uma conversa antes de vocês irem a este baile. – Falou Finn, mais autoritário do que era comunmente.

– De qualquer forma Kurt, quero você aqui até às 23 horas. Sem atrasos.

– Eu sei, eu sei. Eu não vou chegar tarde. E eu já falei, Sam e eu vamos ao baile apenas como amigos! – Disse envergonhado.

Blaine ignorou todos os comentários e provocações da familia, Kurt era seu, só seu, e os dois sabiam disso.

~K&B~

Antes de o relógio bater 19 horas, Sam já estava na porta tocando a campainha. Kurt tentou sair antes de sua família abordar o menino loiro, mas não obteve sucesso, e logo Sam estava sendo recebido por Rachel, que insistiu que ele entrasse.

– Mas então Sam, quando você e Kurt começaram a sair? – Perguntou Rachel, entusiasmada, enquanto puxava Sam para dentro da sala.

– Na verdade nós não... – Começou o loiro, antes de ser interrompido por Finn.

– Por que você nunca pensou em conhecer a familia dele? Sabe, como irmão eu preciso saber com quem Kurtie está saindo. – Comentou Finn, enquanto assistia sua namorada se acomodar no sofá ao lado do loiro.

– Dê uma folga para o menino Finn, pelo menos estamos conhecendo Sam agora, não é? Ao que parece eles são jovens e estão em um relacionamento saudável, não havia necessidade urgente de apresenta-lo para a familia. – Falou Burt, enquanto abria uma garrafa de cerveja e se juntava aos outros na sala.

Blaine assistia tudo tentando inutilmente esconder sua cara de desprezo. Kurt, por outro lado, queria poder cavar um buraco no chão e se esconder de todos.

– Bom, agora vocês já conhecem o Sam, então podemos ir, não é? – Disse Kurt, tentando salvar o menino de conversas inconvenientes.

– Vamos, não queremos nos atrasar. Muito obrigado por toda a recepção. – Falou o menino polidamente.

– Não há de que, volte sempre que quiser. – Respondeu Burt igualmente educado.

– Divirtam-se! E eu espero que você não faça nada com meu irmão esta noite. – Impôs Finn para o loiro.

– Finn! – Reprimiu Kurt. – Oh meu deus, vamos sair logo daqui.

– Depois eu quero saber todos os detalhes! – Gritou Rachel.

– Vamos logo... – Falou desanimado.

Antes de fechar a porta Kurt trocou um olhar com Blaine, eles não podiam dizer muito, mas Kurt esperava que ele pudesse entender o que ele queria passar.

~K&B~

Eu sinto muito pela minha familia Sam, ás vezes eles fazem isso, e podem ser realmente inconvenientes, mas são pessoas legais. – Desculpou-se Kurt quando os dois já estavam no carro a caminho da escola.

– Tudo bem, Kurt. Eu entendo. – Falou o loiro sorrindo. – E eu não tenho, na verdade, nenhum problema em ser rotulado como seu namorado, você sabe.

Kurt ignorou o rubor em seu rosto e virou-se para encarar a janela. O restante da viagem foi silenciosa, mas longe de ser desconfortável.

Quando Sam parou o carro no estacionamento da escola, ele rapidamente saiu para poder abrir a porta para Kurt.

– Como um perfeito cavalheiro. – Brincou Kurt. – Mas você sabe, eu poderia ter aberto sozinho.

– Eu sei, eu sei. Só quero que você tenha uma noite perfeita. Foi o que prometi pra você, não é mesmo? – Disse, oferecendo seu braço para Kurt.

O castanho sorriu e aceitou a investida, enlaçando seu braço no do loiro.

– Eu espero mesmo que possamos aproveitar este baile, como amigos.

~K&B~

Os dois meninos adentraram o salão que estava com uma decoração brega na quadra, típica de um baile estudantil, enquanto podia se ouvir a voz de Mercedes em um solo dançante no qual todos os alunos aproveitavam para dançar e se esfregar uns nos outros. A treinadora das cheerios estava de vigia no ponche, além disso, haviam alguns outros professores espalhados pela festa, a maioria aproveitando as comidas.

Kurt ficou um pouco sem jeito, ele não sabia o que eles iriam fazer lá, não era uma boa ideia para os dois dançarem na pista. Felizmente, Sam já tinha antecipado o desconforto do castanho, e o guio até uma mesa, onde os dois sentaram sorrindo um para o outro.

– Eu estou tão feliz que você veio comigo. – Disse Sam honestamente.

– Eu também... Fico feliz que você me chamou.

Sam passou um tempo assistindo os olhos verdes, ora azuis, brilhando na sua frente e ele nem conseguia acreditar que Kurt Hummel realmente estava no baile com ele.

– Você quer um ponche? – Perguntou para amenizar o silencio. – Podemos aproveitar agora enquanto ninguém o batizou.

– Eu adoraria. – Respondeu o castanho sorridente.

Sam se levantou para buscar as bebidas, e deixou Kurt na mesa, não muito temo sozinho, pois logo Santana se juntava a ele.

– Ual, eu nem acredito que puritano como você é, aceitou vir para o baile com outro cara que não é seu namoradinho. – Falou a latina em tom escandaloso. – Isso é quase uma traição, sabia?

– Sam e eu estamos aqui como amigos, Santana.

– Você está aqui como amigo do Sam, ele por outro lado... – Comentou, terminando o resto da frase apenas desviando seu olhar para o loiro. – Você precisa deixar as coisas claras logo.

Kurt apenas assentiu, mudando de assunto rapidamente.

– E então, cadê o seu adorável parceiro David Karofsky? – Perguntou irônico, ele ainda não consegui acreditar que uma de suas melhores amigas estava acompanhando seu bully no baile.

– Eu não sei, por ai... Ele fica suando enquanto dança, chega a ser nojento, só vou me aproximar dele quando estiver perto de anunciarem a rainha do baile.

– E a Britt, onde está? – Perguntou, mudando de assunto novamente.

– Só deus sabe... Por que aquela menina dança com todas as pessoas da festa menos comigo?

– Oh eu não sei, talvez porque você pediu para ela não se aproximar de você pra ninguém achar que vocês tinham segundas intenções.

Santana apenas enviou um olhar de desprezo para o amigo, e neste momento Sam voltou para a mesa e, aproveitando que Santana tinha roubado seu lugar, ele puxou uma cadeira mais próxima de Kurt.

– E então Santana, aproveitando a noite? – Perguntou enquanto empurrava um copo na mão de Kurt.

– Você nem imagina. – Respondeu seca. – Um estouro.

Os amigos passaram boa parte da noite conversando e se divertindo. Kurt não conseguia parar de rir enquanto estava do lado de Sam, o loiro sabia muito bem fazer piadas de tudo, e seu jeito bobo era adorável e cativante.

– Bom... Eu deveria deixar os pombinhos, preciso ter mais algumas danças com Dave antes de ser coroada rainha. – Falou Santana, enquanto se levantava da mesa.

Kem si nga tiwan sraewm? – Disse Sam, logo que a latina deixou a mesa.

– O quê? –Perguntou Kurt arqueando a sobrancelha.

– Eu disse que você está lindo em na’vi. – Sorriu o loiro.

Kurt continuou encarando o menino na sua frente incrédulo.

– Brincadeira. – Completou o loiro. – Eu estava perguntando se você queria dançar, ensaiei isso a tarde toda. Ainda não sei como falar que você está lindo, mas você realmente está.

– Oh meu deus Sam, o que eu faço com você?! – Kurt disse em meio a uma crise de risos enquanto cobria seu rosto com as mãos.

– Você poderia me levar para dançar. – Insistiu com um olhar de filhote de cachorro.

– Eu adoraria Sam, mas eu não tenho certeza se vai ser uma boa ideia.

– É uma ótima ideia! Você realmente acha que vai conseguir sair de um baile comigo sem ter pelo menos uma amostra dos meus passos lendários de dança?

– Bom... Eu não iria conseguir resistir a isso, não é mesmo?

Trram!! – Comemorou Sam, enquanto puxava Kurt pela mão.

E se o castanho estava se divertindo antes rindo das palhaçadas de Sam na mesa, as coisas ficaram ainda mais ridículas na pista de dança. Kurt particularmente achava que o garoto estava dando um show com seus passos únicos, mas ao mesmo tempo ele já estava recebendo olhares de todo o baile, pois é, nem todos podem compreender um verdadeiro artista.

Quando a música mudou para uma canção lenta e romântica Kurt ficou um pouco sem reação, ele não tinha certeza se devia se sentar, afinal ele tinha Blaine e não deveria estar agarrando outro garoto na pista de dança. Mas, Sam não deixou muito tempo para ele discutir com seu alter ego, e puxou o menino muito próximo de si, com passos lentos.

– Sam... – Começou Kurt. – Eu adoro dançar com você, mas... Você lembra não é, só amigos...

– Shh, eu sei Kurt. – Falou enquanto silenciava os lábios do castanho com seu dedo. – Deixe-me apenas aproveitar essa música, eu preciso de pelo menos um momento. Eu juro que depois desse baile posso voltar para a minha posição de melhor amigo apaixonado. Mas me deixe fingir, só esta noite, deixa eu sentir como seria se tivéssemos algo real.

Kurt ficou com pena de seu amigo e deixou se levar pelo som da música, ele encostou seu rosto no peito do loiro e se permitiu apenas ouvir suas batidas do coração. E apertar um pouco mais seus braços em Sam.

~K&B~

Depois de algumas músicas, Sam e Kurt já estavam confortáveis com a proximidade um do outro. Quando o baile estava chegando ao seu fim, o grande momento de coroar o rei e rainha os dois aproveitaram para deixar a quadra.

– E então... Você se divertiu hoje? – Perguntou Sam ofegante, quando os dois já estavam no corredor.

– Eu adorei Sam, obrigado de novo por ter me convidado. – Respondeu sorridente.

Os dois meninos foram parados no corredor por Azímio e outros dois caras do time de futebol que Kurt não sabia o nome.

– Ora, ora... Se não são as fadas se divertindo no corredor... – Comentou um deles.

Kurt ficou tenso onde estava, e Sam, percebendo o desconforto do garoto o confortou com um aperto de mão.

– O que vocês querem? – Perguntou o loiro.

– Eu quero frequentar uma escola onde eu não sou obrigado a ver dois bichinhas se agarrando na pista de dança, e de preferência que não deixem purpurina espalhada por todo o chão. – Respondeu o mais alto dos garotos.

– Da um tempo... Eu sei que levei o par mais bonito do baile, e que é meio impossível não ficar olhando. Mas eu ainda acho que vocês conseguem arranjar alguém pra vocês ao invés de ficar se metendo na nossa vida. – Retrucou Sam, indo pra cima do grupo.

– Sam, para com isso! – Interviu Kurt, segurando o menino pelo braço. – Por favor, eles estão em três.

Quando o loiro olhou nos olhos verdes suplicantes ele não insistiu muito, e parou de enfrentar os meninos.

– Tudo bem... Vamos embora.

– Oh, e vocês pensam que é simples assim... Ninguém me ofende e vai embora deste jeito. – Azímio gritou, empurrando Kurt brutalmente contra um dos armários.

Esta foi a gota d’água para Sam, que não esperou mais nem um minuto para plantar um soco diretamente no rosto de Azímio. Os dois estavam se enfrentando de igual para igual, até os outros amigos de Azímio se juntarem na briga.

Kurt entrou em pânico, ele não tinha como ajudar Sam, e ele seria o próximo a sofrer na mão deste trio.

– Sam... – Kurt murmurou quase sem voz. – Parem, por favor! – Suplicou para os garotos, que o ignoraram completamente.

– O que está acontecendo aqui?! – Kurt ouviu uma voz familiar gritando.

Logo Santana entrou no corredor olhando chocada para aquela cena.

– O que vocês pensam que estão fazendo? – Desta vez se dirigia diretamente para os jogadores que estavam enfrentando Sam. – Eu vou gritar para os professores agora, dou dez segundos para vocês sumirem da minha frente.

Primeiro o trio apenas zombou da cara da garota, mas decidiram ir embora, afinal eles já haviam dado o que Evans merecia, e não seria necessário gastar o resto de sua noite com o diretor.

– Tanto faz... Vamos indo agora. – Falou um dos garotos. – Mas não fique triste Hummel, ainda voltamos para nos divertirmos com você qualquer dia destes.

Quando não havia mais sinal de ninguém no corredor além de Santana, Kurt se juntou rapidamente a Sam no chão.

– Sam?! Sam, você está bem? – Perguntou desesperado, com os olhos forrados de lágrimas.

– N-não se preocupe. – Respondeu com dificuldade, alcançando a mecha de cabelo do castanho com seus dedos. – Eles não são assim, tão fortes como parecem. – Disse sorrindo.

– Sam, você está sangrando, e eu tenho certeza que seu rosto vai ficar com um hematoma... Isso porque eu não consigo ver o que a roupa está tampando... Oh meu deus, eu sinto muito, você não devia estar aqui comigo, é tudo culpa minha. Você não está bem! – Falou desesperado.

– Shh... Calma Kurtie, eu só preciso de um gelo. Tenho certeza que não quebrei nada, e ainda consegui dar uns golpes neles.

– Eu vou falar com um dos professores, esses meninos deviam ser proibidos de frequentar a escola... – Falou irritada.

– Como foi o concurso Santana?

– Obviamente eu não ganhei a coroa... Esses alunos não tem noção de em quem estão votando... – Bufou a latina. – De qualquer forma, vou ver se tem alguém que eu possa contar o que aconteceu, Kurt vê se acha um gelo pra ele.

Kurt ainda estava trêmulo e em pânico, com lágrimas correndo de seus olhos, será que não era possível ele ter pelo menos uma boa noite no baile.

– Vou no refeitório pegar um gelo Sam, você não pode dormir até ter certeza que não está com nenhum problema mais sério. – Falou enquanto se levantava.

– Eu vou com você. – Disse se levantando. Kurt rapidamente segurou o menino pela cintura, e o ajudou a caminhar até o refeitório.

Chegando lá, Kurt sentou Sam em uma das cadeiras e usou um pano úmido para delicadamente limpar as manchas de sangue no rosto do loiro. Realmente, sem todo aquele sangue não parecia ser nada sério. O castanho pegou uma bolsa de gelo improvisada e segurou no olho esquerdo de Sam, que já estava começando a inchar e escurecer.

– Como você se sente? – Perguntou Kurt, inseguro.

– Como se eu tivesse morrido e um anjo estivesse cuidando de mim no céu. – Kurt não pode evitar a coloração vermelha em sua bochecha, por que mesmo nestas situações Sam ainda era... deste jeito.

– Sam... Eu sinto muito, não queria que as coisas tivessem ficado deste jeito. – Disse ainda um pouco choroso. – Eu sei que você havia planejado uma noite fantástica, e-e eu adorei cada segundo, desculpa ter estragado tudo.

– Hey, não chora Kurtie. – disse docentemente, capturando as lágrimas que insistiam em correr daqueles olhos brilhantes. – Eu também adorei, e eu fico feliz que não aconteceu nada com você. Se precisasse, eu passaria por isso de novo e de novo. – Falou sério, olhando direto nos olhos do castanho. – Além disso, a noite ainda não acabou. — Sam se inclinou muito próximo do rosto de Kurt, capturando seus lábios em um beijo inesperado, fazendo o castanho derrubar o cubo de gelo no chão.

Quando Kurt sentiu os lábios ásperos por causa dos cortes recém-ganhos e o gosto de cobre na boca do loiro ele se surpreendeu, mas não se afastou ele devia para Sam, mesmo que o loiro merecesse algo melhor do que isso.

Notas finais
É isso.. eu posso imaginar que tem muita gente me odiando agora hahaha Mas eu gosto tanto de Kum que eu não consigo evitar ~ obrigada por terem lido até aqui E me falem o que acharam deste capítulo!!