Sweet Little Boy

18 I'm Yours and You Are Mine


Notas iniciais
Geeente, adivinha quem está viva? o// Nossa, eu nem sei como pedir desculpas por todo esse tempo sem atualizar, eu sinto muito mesmo! Tive uma sucessão de dias ruins, e dias em que era muito difícil abrir o word e digitar alguma coisa decente. Mas aqui estou o// Obrigada aos que mandaram mensagens, como já disse, não vou parar a história :33 Ah, obrigada também ao Ayslan que recomendou a história (embora faça muuuito tempo, ainda não agradeci corretamente). Bom, espero que gostem!

Kurt foi o primeiro a acordar naquela manhã, primeiro ele tomou seu tempo respirando o um cheiro muito calmante e familiar antes de abrir seus olhos lentamente. Quando ele se viu preso nos braços de Blaine, instantaneamente uma corrente de choque havia passado pelo seu corpo. Por que ele estava dormindo agarrado com Blaine?

Kurt se livrou dos braços do moreno e saiu da cama vagarosamente para não acordá-lo. O castanho foi diretamente para o banheiro e quando encontrou seu reflexo no espelho levou alguns segundos para perceber a mancha roxa em sua bochecha esquerda. Quando passou a mão sobre o ferimento instantaneamente se lembrou de todos os acontecimentos da noite passada.

Ele foi ao bar com Brittany e Santana e bebeu muito, talvez isso explicasse sua dor de cabeça, ele quase perdeu sua virgindade no carro de um estranho, assim que ganhou seu olho roxo, quando Blaine estava brigando com Adam, sim, Adam era o nome dele. A cada segundo que ele pensava sobre a noite passada ele ficava mais envergonhado. Kurt se mudou para o chuveiro para se livrar de sua miséria, ainda assistindo os flashes da noite passada, ele havia tentando fazer Blaine tirar sua virgindade, ele havia gritado com Blaine e ele ainda pediu para o moreno dormir em sua cama, e... Blaine o amava.

Sim, ele ouviu o moreno dizer com todas as letras, mais de uma vez. Ele realmente amava! Ele não podia estar bêbado a ponto de delirar tudo isso, poderia?

Kurt deixou um sorriso bobo brincar no seu rosto durante todo o banho. Mas, ainda assim, como ele poderia simplesmente encarar o rosto de Blaine agora?

~K&B~

Blaine estava se enrolando sob os cobertores, o sol da manhã já invadia o quarto pelas frestas da janela e o moreno apertava seus dedos trazendo o travesseiro mais próximo de si, respirando o cheiro adocicado de camomila e algo mais que só Kurt tinha. Blaine aproveitou o aperto por mais algum tempo até abrir seus olhos confusos e constatar tristemente que Kurt não estava lá.

O moreno se sentou na cama limpando os olhos cansados e viu o relógio batendo ainda oito horas. Ele ficou um pouco desapontado pelo castanho ter saído tão cedo, e ainda mais sem avisá-lo, mas aproveitou para se mover para o quarto de hóspedes e se trocar, antes de encarar Burt.

~K&B~

Kurt desceu as escadas saltitante e começou a preparar o café enquanto cantarolava baixinho, ele deixou a mesa feita enquanto esperava algumas torradas terminarem de assar, quando escutou o barulho de passos descendo as escadas. Seu coração imediatamente começou uma batida irregular e todo o pânico começou a espalhar-se pelo seu corpo, era Blaine? O que ele iria dizer? Ele não sabia nem por onde começar.

– Bom dia, garoto. – Disse seu pai adentrando a cozinha, tirando um enorme peso das costas do menino.

– Papai! – Disse Kurt sorridente enquanto se jogava nos braços de seu pai. – Eu senti tanto a sua falta, como foi a viagem? – Perguntou interessado.

– O que é isso no seu rosto? – Perguntou irritado, ignorando o questionário de seu filho. – Se aquele garoto Karofsky encostou a mão em você mais uma vez eu juro que...

– Não foi Dave, pai. – Disse Kurt cortando as ameaças de Burt. Ele não queria preocupar seu pai com problemas cardíacos, mas talvez a verdade não seria tão calmante assim. – E-eu... Eu cai da escada. – Disse se enrolando um pouco, Kurt nunca mentia para seu pai.

– Caiu da escada? – Repetiu Burt, um tanto desconfiado.

– Sim! A escada na casa da Brittany, eu levei um tombo e machuquei o rosto, mas não foi nada demais. – Explicou Kurt, tentando parecer convincente. – Então... Como foi a viagem?

Burt olhou receoso, mas não forçou seu filho, uma hora ele lhe contaria.

– Foi péssima, eu não aguentava mais aquelas reuniões com aquele bando de hipócritas corruptos... Kurt, a política é uma coisa difícil. – Disse irritado, parecendo esquecer do assunto anterior. – Eu realmente prefiro ficar aqui consertando os carros da vizinhança.

– Por que não larga o congresso então? Eu não acho que isso te faça bem...

– É complicado, Kurt.

Kurt odiava quando os mais velhos evitavam um assunto dizendo para ele que era “complicado” ele entendia as coisas, por que escondiam dele?

– Só estou preocupado com o seu coração... – Disse um pouco chateado.

Burt sorriu para o filho sensível e compeltou.

– Eu sei, garoto. Eu realmente aprecio sua preocupação, mas eu sou sei pai, certo? Sou o único que precisa se preocupar aqui.

O olhar que recebeu de resposta de Kurt era mais do que o suficiente para saber que o filho pensava.

– Você quer realmente me ajudar?

Kurt olhou com um pouco mais de atenção agora.

– Eu fiquei esses dias fora, e um monte de carros se acumularam aqui na minha garagem. Mas hoje ainda preciso terminar umas ultimas papeladas e prometi levar Carole para jantar. Eu sei que você não gosta de estragar as suas unhas nem ficar sujo de graxa, mas você poderia adiantar pelo menos o carro dos Williams e dos Jacksons pra mim?

– Claro papai! – Respondeu instantaneamente. – Você vai levar Carole para jantar? Aonde? Já escolheu suas roupas? Me deixe te ajudar!

– Eu já deveria saber que você não ia me deixar sair com uma camiseta e um par de jeans... – Disse Burt coçando a cabeça.

– Eu só estou feliz que você encontrou alguém, eu sei que ninguém vai substituir minha mãe, mas... É bom você ter uma pessoa para amar, todos precisam. – Disse Kurt sorrindo, se lembrando um pouco da noite passada.

– Eu concordo! – Disse o moreno enquanto entrava na cozinha, fazendo o coração de Kurt ficar entalado em sua garganta. – Bom dia! – saudou sorridente, interrompendo os devaneios de Kurt.

– Bom dia Blaine!

– B-bom dia. – Falou Kurt, imediatamente encontrando algo para mantê-lo ocupado e impedi-lo de olhar nos olhos de Blaine.

O resto do desjejum seguiu normalmente, isso se não contar a óbvia tensão de Kurt, que se Burt percebeu, ele realmente não disse nada. Logo o Hummel mais velho estava se despedindo dos garotos e deixando a casa.

Kurt recolheu as louças da mesa rapidamente e já se virou para a pia, para lavar tudo cuidadosamente.

– Precisa de ajuda? – Disse o moreno, aparecendo repentinamente por trás do castanho envolvendo os braços pelas costas de Kurt, enquanto encostava seu pescoço no ombro do mais novo.

– E-eu.. Ahn... – O castanho se virou para encarar Blaine, muito, muito perto.

Blaine sorriu ao ver a pele de porcelana em um tom incrivelmente rosa, Kurt era totalmente adorável quando estava envergonhado. Blaine sabia que todo o atrevimento de ontem era por conta da bebida, foi bom ter uma confirmação, seu menino estava de volta.

– Eu sinto muito. – Soltou o castanho, sem saber ainda o que dizer.

Blaine não respondeu, e se inclinou para puxar os lábios rosados com os seus, em um beijo lento, fazendo Kurt se desfazer em seus braços.

– Será que você ainda me ama? – Perguntou Blaine sorrindo ao sair do beijo.

Não havia nenhuma dúvida de seu amor por este homem que o segurava firmemente em seus braços enquanto ele estava trêmulo e ofegante depois de um beijo, nunca houve.

– S-sempre. – Disse, apertando-se ainda mais nos braços do moreno.

Blaine bicou os lábios de Kurt mais uma vez, antes de se afastar e ajudar o menino com a limpeza da cozinha. Os dois trabalharam silenciosamente, e rapidamente a tensão foi quebrada, eles já estavam fazendo brincadeiras e entrando em sua sintonia perfeita.

Quando acabaram toda a limpeza Kurt colocou um filme na sala e se deitou com a cabeça no colo do moreno, claro que não era possível prestar atenção na televisão enquanto Blaine Anderson estava afagando seus cabelos. Eles não contaram quanto tempo passaram lá, mas tudo era tão bom que nenhum dos dois estava reclamando, o castanho se sentia em êxtase, ele não imaginava que um dia seria tão feliz no colo de alguém como estava agora.

– Então, o que vamos ver agora? Eu voto para pequena sereia.

Kurt se sentou ainda rindo um pouco, e tentou ajudar Blaine a encontrar um filme.

– Qual é o seu problema com esse filme? Eu nem acho ele tão bom assim.

– Como você pode dizer isso!? É uma ofensa para todo o reino no fundo do mar, além disso, você sabe que não existe nenhuma princesa melhor que a Ariel.

– Não é bem assim, a Bela Adormecida sempre foi mais bonita, você sabe disso. – Blaine olhou profundamente ofendido.

– Não que a Bela não seja ótima, mas, ela nem pode viver embaixo do mar, e os cabelos da Ariel sempre vão ser mais bonitos, você sabe disso! – Argumentou sério. — Eu tenho muitos anos a mais de experiência, você sabe, admita, Ariel é a melhor!

– Ariel vive embaixo da água Bee, o cabelo dela deve ser ressecado, pense na quantidade de água salgada que ele absorve por dia!

– E mesmo com todo esse sal o cabelo dela é mais bonito do que a outra que ficou dormindo durante todos esses anos. – Disse Blaine emburrado agora.

– Se você diz... – Disse Kurt rolando um pouco os olhos.

– Eu não acredito que você não gosta da pequena sereia, eu pensava que você tinha bom gosto! – voltou ao assunto, inconformado.

– Oh meu deus, eu estou tentando descobrir quem é a criança aqui. – Disse Kurt rindo incontrolavelmente. — Ei, não fica assim, podemos assistir a pequena sereia! – Disse antes de bicar timidamente os lábios do mais velho. – Talvez as sereias tenham algum tipo de magia especial que mantém os cabelos hidratados mesmo embaixo d’água.

– Isso faria todo o sentido! Como eu nunca pensei nisso antes?

– Oh meu deus! – Gritou Kurt de repente. – Que horas são?

– Três horas, por quê?

– Eu esqueci completamente de arrumar os carros para meu pai! Eu prometi pra ele, Blaine. – Disse Kurt levantando rapidamente do sofá. – Eu preciso fazer isso, fique a vontade enquanto eu vou lá.

Antes que Blaine pudesse responder Kurt já tinha saído da sala.

~K&B~

Kurt estava acabando o ultimo carro do dia, ele era grato por isso. Ele odiava como sua mão ficava grudenta e cheia de graxa e odiava mais ainda sentir as gotas de suor escorrendo pelo seu corpo. Ele se sentia imundo, tudo o que ele esperava agora era poder tomar um bom banho.

– Entrega para Kurt Hummel! – Disse Blaine sorrindo, aparecendo na garagem com uma bandeja carregando um copo de suco e um sanduíche para o mais novo.

Blaine parou alguns segundos, pois seu cérebro sofreu um curto ao ver Kurt naquele estado. Aquelas calças conseguiam ser ainda mais justas do que as que Kurt usava normalmente, e o moreno achava que isso era impossível, e aquela camiseta levantada deixando amostra um palmo do abdome de Kurt, porra, se essa parte era perfeita, como era o resto? Seus cabelos suados bagunçados, e seu rosto coberto com uma mancha adorável de graxa, deveria ser ilegal parecer tão sexy quanto Kurt Hummel.

– Jesus... – Murmurou o moreno, ainda observando detalhadamente cada parte do menino que amava.

– Bee? – Kurt olhou confuso.

– Porra Kurt... – Blaine gemeu mais uma vez.

O moreno sacudiu a cabeça firmemente e voltou a olhar para o mais novo, voltando ao assunto inicial.

– Eu estava entediado sem você lá comigo, então resolvi te trazer um lanche e oferecer minha ajuda caso você precise. Caso não precise eu posso ficar aqui fazendo companhia, ou apenas assistindo você, o que for melhor.

– Obrigado! Isso é muito gentil, Bee. — Kurt riu um pouco, e Blaine sentiu seu estomago revirar ainda mais.- eu já estou acabando, então não precisa de ajuda, mas você ainda pode ficar aqui.

Blaine sentou-se num banquinho um tanto afastado e ficou assistindo Kurt trabalhar. O castanho era muito habilidoso e cuidadoso, Blaine mal podia acreditar que Kurt, seu pequeno Kurtie, podia mesmo consertar carros.

– Como você aprendeu isso? Você é muito bom...

– Meu pai é mecânico, acho que não é difícil descobrir como aprendi. – Kurt disse, ainda rindo.

Depois de mais alguns minutos com Kurt deitado embaixo do carro (dando uma bela vista de seu quadril para Blaine, não que isso importe) o castanho terminou e se levantou.

– Acho que terminei por hoje! – Disse animado.

Blaine sorriu e se aproximou do menino, colocando cada uma de suas mãos na cintura do mais novo. Kurt sentiu seu coração acelerar, enquanto seus joelhos amoleceram então colocou a mão no capo do carro atrás dele para se apoiar.

– B-Blaine...

O moreno se aproximou mais um pouco do mais novo, e passou a mão suavemente na bochecha corada do castanho tentando se livrar da macha de graxa de mais cedo, sem sucesso porém, ele apenas espalhou ainda mais a sujeira. Kurt colocou as mãos no peito de Blaine, tentando afastar o mais velho para pensar, mas sentiu o corpo do moreno sendo pressionado ainda mais contra o seu, sentindo-se inclinar em cima do capo do carro.

Kurt não tentou protestar mais, mas, seu cérebro tinha sido impedido de pensar logicamente há algum tempo, enquanto Blaine encostou seus lábios nos dele. Kurt correspondeu o beijo com a mesma intensidade, os dois só pararam ofegantes quando a falta de ar era demais.

Blaine aproveitou esse momento para erguer Kurt pela cintura e colocá-lo sentado no capô do carro, deixando o castanho um pouco mais alto. Blaine abandona os lábios rosados e ataca o pescoço de Kurt sem parar, deixando o menino em estado de êxtase.

Kurt aproveita para envolver suas pernas na coluna do moreno, e deixar suas mãos agarrarem cada fio encaracolado de seu cabelo, enquanto soltava leves gemidos contidos.

– B-blaine... – Começa Kur ofegante, não é muito simples falar enquanto Blaine Anderson está mordendo seu pescoço. – Blaine... Eu preciso saber... O-o que nós somos agora?

Blaine para um pouco de atacar Kurt com seus lábios, mas ainda mantém sua mão firme no mais novo.

– E-eu... Eu não sei Kurt.

– Eu sei que eu não posso pedir isso pra você agora, mas... Eu só quero que nós dois estejamos cientes da nossa situação. Você não quer ser meu n-namorado?

– Kurt... E-eu, eu adoraria ser o seu namorado. Eu juro que nada me faria mais feliz do que te chamar de meu... – Blaine começou, um pouco lentamente.

– Mas – Interviu Kurt.

– Mas eu não sei, você merece alguém da sua idade, que possa te levar aos lugares e aparecer com você publicamente sem que seja um crime, você é praticamente o meu irmãzinho.

– Oh, porque você aproveita para levantar seus irmãzinhos no carro e ficar agarrando eles – Disse Kurt seco, levantando do carro e se desvencilhando do aperto de Blaine.

–Você... Você sabe que você é único! Eu só... Eu só preciso de um tempo, por favor, eu nem sei o que dizer para seu pai.

Kurt encarou o olhar de profunda confusão em Blaine, ele realmente parecia atordoado com tudo isso, o castanho não podia pedir muito.

– Eu sei... Eu entendo o seu lado, Bee. Eu só queria poder te chamar de meu, eu não sei, só de pensar em você com outras pessoas e...

– Ei! Eu não quero ninguém além de você, Kurt. E eu não quero ninguém além de mim com você também, nós somos exclusivos, eu prometo! – Disse Blaine, imediatamente. – Só preciso de um tempo para resolver tudo isso, eu não sei bem o que fazer agora, mas eu prometo que tudo vai ficar bem. Eu te amo.

– E-eu também te amo. – Disse Kurt antes de passar seus braços ao redor de Blaine e puxá-lo para um abraço, que imediatamente foi correspondido.

– Bom, acho melhor entrarmos, podemos pedir uma pizza e assistir algum outro filme, logo seu pai está em casa.

– Tudo bem, eu preciso tomar um banho imediatamente, e você também porque eu te sujei de graxa.

Blaine sorriu mais um pouco e se inclinou para selar seus lábios com os do castanho mais uma vez.

Notas finais
Primeiro me perdoem pelos erros de escrita/concordância. Bom, é isso, me falem o que acharam como sempre, seus reviews me deixam imensamente feliz! E desta vez vou tentar não demorar muito com a atualização! Logo posto as outras duas histórias, pra quem lê *ç*