Notas iniciais
Olá, Mais um capítulo, desta vez focado no relacionamento entre a Da Jung e o Yul.

Depois de jantarem juntos e das crianças ficarem um pouco com Da Jung, Woo Ri e Na Ra foram se preparar para dormir enquanto Da Jung colocava o pequeno Man Se na cama. Como sempre ela lia uma história para ele, e como sempre acabava adormecendo na cama dele. Esse era um dos seus encantos, pode-se assim dizer. Depois de terminar de revisar uns documentos, Yul foi ao quarto do filho mais novo e viu sua linda esposa adormecida na cama do pequeno. Sorriu enquanto olhava para os dois ali naquela pequena cama, e pensou no quanto ela era linda e no quanto ele a amava. Ele a acordou delicadamente, e ajudou-a a se mover para fora da cama do pequeno. E de mãos dadas saíram do quarto.

—Vá tomar um banho, você deve estar exausta – Yul disse acariciando os cabelos de Da Jung.

—Hmm – ela disse positivamente esfregando os olhos.


Eles foram até o quarto, ela pegou seu pijama e foi para o banheiro. Ao terminar seu banho foi até a cozinha para beber água e lá encontrou Yul.

—Ainda não foi dormir?

—Você é quem deveria estar dormindo, não é mesmo? – disse em um tom divertido.

—Eu acabei perdendo o sono depois de tomar banho, e fiquei com sede.

—Aqui! – disse Yul lhe dando um copo de água.

—Obrigada – disse sorrindo enquanto pegava o copo de água.

Quando ela terminou de beber ele pegou o copo vazio e pousou-o no balcão da cozinha atrás de Da Jung, e cercando-a com seus braços a abraçou de uma forma que pode sentir o quão macio era o seu corpo. Quando ela envolveu seus braços no seu pescoço ele a ergueu, fazendo com que ela cruzasse suas pernas na sua cintura.

—Yul! – disse impulsionada pela ação inesperada de Yul.

—O que foi? Eu só vou te levar para o quarto. – ele disse com seu tom malicioso que ela amava. Então ela se segurou mais forte ao corpo dele, e eles foram para o quarto.

Sem soltá-la ele fechou a porta e ao colocá-la na cama fitou-lhe o rosto, acariciou seus cabelos e se aproximando cada vez mais, beijou-a lentamente. Ele queria sentir cada milímetro da sua boca queria que o cheiro do corpo dela penetrasse em seus pulmões de uma forma que ele jamais mais o esquecesse. Suas mãos deslizaram até cintura de Da Jung e ele colocou suas mãos por dentro da sua blusa, e subindo-as pode sentir todo o abdômen da sua esposa. Quando a parte superior do seu corpo estava totalmente à mostra, Da Jung fez o mesmo com ele. Lentamente desabotoou sua camisa e antes de lhe tirar a camisa beijou-o, mordeu-lhe os lábios, fazendo com que ele ficasse ainda mais louco por ela. Ele segurou seu pescoço e afastando seus cabelos beijou-o todo, fazendo Da Jung soltar doces suspiros de prazer. Levou sua boca até seu ouvido e disse de modo provocante:

—Eu te amo Da Jung.

—Eu também te amo, Yul.

E assim, entre carícias e palavras de amor, eles passaram sua primeira noite de amor, quando eles notaram os primeiros raios de sol começaram a invadir a janela do seu quarto.

—Você está feliz? – perguntou Yul enquanto abraçava-a por debaixo do edredom.

—Sim – Ela disse ao se virar de frente para ele.


Eles se beijaram uma vez mais, e foram se trocar para tomar café.

♦♦♦

Quando chegaram à sala de jantar, viram as três crianças na mesa tomando café da manhã. Tomaram seu café com eles, em seguida eles foram para a escola e Yul foi para o seu escritório, depois que Da Jung disse que ia até a sua casa buscar suas coisas. Chegando a sua casa Da Jung deu uma rápida olhada em suas coisas, e pensou no quanto ter voltado para Yul estava mudando a sua vida. Começou a se lembrar de como era antes do incidente, que fez com que conhecesse Yul, e de como ele a trouxe até esse momento, mudando sua personalidade, e seu modo de viver. E por incrível que possa parecer ela estava muito feliz, mas também um pouco insegura. Arrumou o que levaria, mas ainda deixou muitas coisas. Ela decidiu passar um tempo sozinha, precisava pensar um pouco sobre si mesma e no que faria daquele momento em diante. Então se deitou na sua cama e fechou os olhos. Pensou se seria capaz de passar o resto da sua vida ao lado de Yul, se não o abandonaria, como a mãe das crianças fez. Pensou se seria uma boa mãe para as crianças, se seria capaz de criá-las, e de dar todo o amor que elas precisavam. Teve medo ao pensar na possibilidade de falhar, e se perguntou se o amor que sentia por Yul lhe daria forças para conseguir estar por completo ao seu lado. Passado um tempo pode ouvir sua campainha tocar, então se levantou e foi até a porta. Para a sua surpresa era Yul.

—Yul, o que você faz aqui? – perguntou ainda sonolenta.

—Vim te buscar, você estava dormindo?

—Hmm, eu acabei cochilando, entre! – disse dando passagem a ele e fechando a porta.

—Você arrumou suas coisas?

—Aham, mais ou menos – afirmou.

—”Mais ou menos”? – Repetiu com tom duvidoso.

—É eu ainda não sei o que fazer com o que eu não vou levar – Afirmou confusa.

—Bom, você pode vender ou doar.

—É, essa parece ser uma boa alternativa.

—Onde estão suas coisas?

—No quarto – ela disse se direcionando até ele e Yul a seguiu.


Ao chegar ao quarto de Da Jung Yul pegou suas malas e quando estava saindo percebeu que ela não o seguia, voltou seu olhar para trás onde pode vê-la olhando pela janela. Deixou as malas no chão e foi silenciosamente até ela. Abraçou-a por trás e disse:

—O que foi?

—Nada, eu só estou olhando pela última vez – ela disse ainda olhando pela janela.

—Você está preocupada com alguma coisa? – perguntou ao vê-la com um ânimo um tanto diferente do habitual.

—Só em como será de agora em diante – ela disse abaixando a cabeça.
Então ele a virou de frente para si e acariciando seu rosto lhe disse:

—Eu não te direi que eu serei o melhor esposo do mundo, talvez eu nem consiga ser o ideal para você, mas de uma coisa eu tenho certeza, eu vou fazer o que for preciso para te fazer feliz.


Ao ouvir essas palavras Da Jung deixou escapar uma lágrima e Yul a abraçou. Enquanto a tinha em seus braços Yul lhe disse:

—Eu quero que você me diga sempre, sobre tudo o que te preocupa, tudo o que você sente, eu quero estar sempre do seu lado.


Ela afastou seu corpo do dele e beijou-o levemente nos lábios.

—Obrigada meu amor – disse ao olhá-lo nos olhos.

—Tem algo que você queira me dizer? O que te preocupa? – ele perguntou atencioso.

—Não, não tem nada, eu já me sinto bem melhor – disse sorrindo, e pode de fato perceber que estava pronta para começar uma nova vida ao lado de Yul.

—Que bom, vamos então? – perguntou Yul estendendo-lhe a mão.

—Vamos – disse Da Jung segurando a mão de Yul.


Os dois deixaram a casa de Da Jung juntos, e seguiram de volta para casa de Yul. Quando chegaram subiram as escadas e deixaram as malas de Da Jung no quarto. Yul foi até a sua mesa, e sem que ela percebesse pegou a aliança que ela usava quando eles estavam casados, e colocou no bolso do seu paletó. Em seguida se despediu dela dizendo que tinha algo para resolver, e que voltava em algumas horas.

♦♦♦

Yul pediu ao motorista que o levasse até uma joalheria, e chegando lá mostrou para a vendedora as alianças e disse que queria ver modelos daquele tamanho. Ela prontamente lhe mostrou vários, e ele escolheu um par de alianças em ouro branco, e na que ela usaria havia diamantes, ele pediu para que gravassem seus nomes. Depois de alguns minutos elas já estavam prontas, e ele seguiu para casa. Enquanto voltava pensou em inúmeras formas de pedi-la em casamento, ele queria se casar com ela de verdade, e não só recebê-la de volta como se eles tivessem tido uma vida de casal antes.

Quando chegou a casa ela o recebeu com um lindo sorriso, e eles foram almoçar com as crianças que tinham chegado da escola. Assim que terminaram de almoçar Yul saiu para trabalhar e Da Jung passou o dia com as crianças. Eles assistiram filmes e brincaram com o pequeno Man Se, foi uma tarde muito divertida para os quatro. Com o anoitecer Da Jung começou a preparar o jantar, e Yul chegou do trabalho.

—Bem-vindo querido, como foi no trabalho? – perguntou tirando-lhe o paletó para deixá-lo mais à vontade.

—Foi ótimo, e o seu, correu tudo bem por aqui?

—Sim, tive um dia bem divertido com as crianças – disse sorrindo.

—Que bom. Eu vou subir para tomar meu banho – disse pegando seu paletó.

—Ok.


Ela terminou o jantar, colocou a mesa e foi aos quartos das crianças para chamá-las. Elas desceram com Da Jung e os quatro se sentaram à mesa e esperaram por Yul. Quando Yul chegou Da Jung serviu a todos, eles conversaram e tiveram um jantar agradável. Ao final eles subiram e as crianças foram para seus quartos e Yul e Da Jung para o seu, e quando estavam a sós Yul disse:

—Da Jung, ontem... – não soube como formular toda a frase.

—Ontem, o quê?

—Ontem... foi a sua primeira vez, não foi?

—Foi, por quê?

—Me desculpe, eu não pensei nisso antes.

—Hãn? Desculpar pelo quê? Pensar sobre o quê? – perguntou Da Jung sem entender onde Yul queria chegar.

—Sobre ter sido sua primeira vez, sobre como fazer isso da melhor maneira para você.

—Mas quem disse que não foi bom, quem disse que eu não gostei? Olha, eu era virgem, foi sim a minha primeira vez, mas quando nos encontramos na cozinha, e você me pegou nos seus braços, me beijou e me trouxe para o quarto, eu me senti tão envolvida naquele momento quanto você estava. Quando eu voltei para você eu voltei inteira, eu voltei querendo estar com você, então eu não tive receios quanto a estar com você. O que houve hoje de manhã no meu antigo apartamento foi só uma Da Jung se despedindo da sua vida anterior, porque por mais que nós estejamos felizes com o destino que nossas escolhas nos proporcionam, toda mudança gera uma insegurança, é normal aquele friozinho na barriga. Mas hoje quando você foi me buscar lá, e disse todas aquelas coisas eu me senti confiante sobre estar com você. E pensando sobre ter perdido a virgindade daquele modo, bem... até nisso você foi perfeito. Porque eu não fiquei tensa com a ideia, não pensei, só deixei acontecer. Foi maravilhoso, e eu estou muito feliz.


Quando ela terminou de falar ele a abraçou, e eles se deitaram juntos e ficaram olhando um para o outro, olhares que eles nunca trocaram antes.

Notas finais
E então o que acharam?