Notas iniciais
Olá leitoras lindas! Sei que muitas devem estar querendo me matar... Mas primeiramente, quero me desculpar pelo tempo sem atualizações. Tive uma época difícil, e passei por um período de bloqueio criativo... De forma alguma queria postar um capítulo feito de qualquer jeito. Segui as dicas e dessa vez fiz diferente, espero de coração que gostem do novo capítulo. Fiz pensando em todas que durante esse tempo me mandaram MP's incentivando, as que recomendaram, comentaram e até nas fantasmas rs. Enjoy!

Damon POV

Eu estava farto de indecisões, de joguinhos, de ser feito de babaca pelas mulheres que amava. Katherine, a vadia master que me fazia praticamente beijar o chão que pisava, que me fez por anos acreditar que aquela manipulação era real, mas na verdade apenas queria o santinho do meu irmão. Aquela vagabunda conseguiu despertar o pior de mim durante anos à sua procura.

Embora Elena fosse diferente, as constantes incertezas, rejeições, me deixavam maluco. Eu não sabia descrever ao certo desde quando aquela loucura toda havia começado. Era como se o beijo lascivo que trocamos no motel fosse a fagulha para começar um incêndio. Desde então eu me via atormentado por vozes gemendo na minha cabeça...

"Damon... por favor... mais..."

...Imagens de Elena com as mãos dentro da calcinha, corada, enquanto massageava um dos seios ainda cobertos pelo sutiã branco...

E eu ia enlouquecendo aos poucos, me deixando levar por aquele tesão febril até que, quando dava por mim, estava como um adolescente virgem, me tocando, esperando pelo prazer que ela não me concedia... E por mais que eu tentasse, nenhuma mulher conseguia espantar aqueles gemidos suaves da minha cabeça. Quando estava insuportável demais, eu decidi ir à casa dela. De longe eu podia sentir o cheiro, escutar o gemido agora vívido. Entrei sorrateiro pela janela, rindo sarcasticamente quando ela gemeu meu nome. Pelo menos isso eu tinha, e sei que Stefan nunca deu para ela.

Fiquei à espreita no quarto, até que ela saiu. E aquele cheiro... aquele maldito cheiro invadiu minha linha de raciocínio, quase me fazendo jogá-la na cama e me enterrar nela até ela perder a voz, os sentidos...

"Porra.. essa mulher estava me levando à beira da insanidade..."

Notei que ela estava corada, cheirando à sexo e tentava inutilmente esconder os seios rígidos com os cabelos na frente e as coxas com um lençol. Gaguejou ao falar, me dando mais forças para ser zombeteiro. A fitava fortemente, brincando com a sanidade dela, fazendo-a tremer de vergonha com as minhas perguntas recheadas de duplo sentido. Lambi seus dedos melados, ansiando pelo gosto dela, sentindo que a qualquer momento ela cederia, até sermos interrompidos pelo maldito celular. Vencido e frustrado, decidi ir embora.

–

Logo após ter ido no Grill com Rick, a voz de Elena me chamando entrou em minha mente mais uma vez, e eu sabia exatamente onde encontrá-la. Fui até a casa da Barbie, sentindo o aroma doce no banheiro e a pentelha loira bebericando chá na sala. Eu não havia planejado nada, mas não iria arriscar que ela escutasse algo. Exagerei na dose de sonífero que sabia ser guardada pela mãe dela e fui até o banheiro.

Foram as melhores horas da minha vida... ela era minha, se entregava sem reservas, implorando pelo meu toque e eu só pensava no prazer dela...

Infelizmente, preferi deixá-la achar que era ilusão, saindo rapidamente. No dia seguinte, acordei de bom humor, andando de cueca pela casa com meu copo de whisky e consequentemente, atraindo a atenção de meu santo irmão, que estava em uma fase "fodo com força".

– De bom humor Damon? — perguntou, sorri sarcástico.

– Melhor que nunca irmãozinho. Quer me fazer companhia? — ofereci um copo.

– Hmm não... estou meio ocupado... — disse enquanto uma loira gostosa surgia de roupas íntimas, me analisando descaradamente. — Vou subir.

Levantei meu copo em sinal de aprovação, sorrindo cinicamente, enquanto ela subia rebolativa me olhando por cima dos ombros.

"Já comi Stefan, já comi..." ri internamente.

Fui interrompido pelo barulho do celular, avisando uma mensagem da Barbie tagarela.

"Daqui a pouco eu e as meninas vamos à boate House. Quando chegarmos, vou te avisar. Essa é a sua chance de mostrar que não é tão idiota, mas eu juro que se machucar a minha amiga, eu mesma arranco essa sua anaconda. Xoxo, C."

Sorri. Então aquela loira servia para alguma coisa... Resolvi responder.

"Estarei lá. Jura Barbie? Você gostava tanto dela..."

Tratei de me arrumar, esperando apenas o sinal.

–

Ao chegar, preferi ficar escondido na parte escura do bar, apenas observando. Fiquei deslumbrado quando a vi, linda, com aquele vestido provocante. Todos os homens a queriam, mas ela parecia estar alheia à esse fato, apenas bebendo e se divertindo. Resolvi sair da parte escura e quando ela pareceu me notar, senti aquele calor me chamando e o descontrole tomando conta dela. Parecia uma provocação, ela subindo lentamente a barra do vestido, quase expondo as meias sensuais e rebolando. Quando vi, já estava com seu corpo agarrado ao meu, segurando as mãos delicadas enquanto ela se esfregava em mim. Eu sabia que não iria aguentar e em apenas segundos já estava com ela em um quarto de motel, a levando ao delírio.

No entanto, ela parecia ainda mais faminta do que eu, sempre pedindo por mais e muitas vezes me surpreendendo. Era praticamente impossível resistir ao calor do corpo de Elena, aquele cheiro, a forma que ela choramingava meu nome em êxtase, era um sonho, e eu não parei até ela perder as energias...

Achei que ali, Elena tinha finalmente entendido meus sentimentos.

–

Fui acordado de manhã com um som de gemido abafado do meu lado, sorri pervertido enquanto ela corria para o banheiro, na esperança idiota que eu não escutasse. Era impossível... Nesse momento até o pensamento dela era nítido para mim.

"Mais fundo..."

E eu a provocava, gritando o quanto eu sabia que ela estaria molhada, lembrando-a de toda noite anterior. Com minha última provocação, pude ouvi-la se entregar ao orgasmo, mas fracamente. Ela havia caído na real, e já estava esperando aquela reação quando esta saiu do banheiro me acusando. Apenas sorri torto e fui o mais zombeteiro possível, rebatendo todas as acusações que me eram feitas. Ela me enlouquecia, tanto por me acusar, tanto por estar apenas com uma fina toalha na minha frente. E isso pareceu a incomodar também, pois estava nú e ela não me olhava diretamente até que tivesse recolocado a cueca box. Foi quando ela confessou delirar comigo que eu confessei a história na casa da Barbie. Suas feições mudaram, ela pareceu ainda mais incrédula e confusa, ficando nua enquanto vestia as roupas tonta. Queimei de raiva, desejo, e a sacudi pelos ombros, gritando, à medida que ela mais uma vez fugia e me deixava aos pedaços naquele quarto de motel.

Desceu as escadas correndo, e eu ainda podia sentir o cheiro embriagando meus sentidos. Estava parado como um otário, sentindo o vazio que conhecia tão bem, a rejeição. Em um acesso de fúria, derrubei a mesa enfeitada do quarto com toda minha força.

– MERDA ELENA! – gritei, bagunçando meu cabelo enfurecido.

Uma coisa era certa, se ela queria paz, ela finalmente teria. Eu não a tocaria mais.

Notas finais
E aí? Gostaram? *.* Por favor, deixam a opinião de vocês :/ Beijocas e até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.