Sweet Hot Dreams
6 Desentendimentos
Notas iniciais
Acordou atordoada, com uma leve dor de cabeça, havia passado um pouco do limite na bebida ontem. Olhou ao redor do quarto estranho, deparando-se com o Salvatore dormindo tranquilamente, tão angelical que deveria ser pecado. Rapidamente, as memórias da noite anterior vieram à tona, enchendo sua mente. Os gritos, gemidos, corpos suados, tudo agora era nítido... Como uma avalanche, aquela febre tomou conta de seu corpo de uma forma que ela nunca havia sentido antes. Sentiu-se encharcada, jogando a cabeça e arqueando as costas, abafando o gemido que viria com as mãos. Olhou temerosa para o vampiro e ele continuava dormindo tranquilo, enquanto suas mãos tremiam e suas pernas abriam sozinhas, sem controle nenhum do próprio corpo.
Levantou cautelosa, para não acordar o vampiro. Rumou desesperada ao banheiro, quase tropeçando em suas pernas no trajeto. Trancou a porta à pressas, assustando-se com o reflexo do corpo nú no espelho. Havia mordidas nas costas inteira, marcas de dedos nos pequenos seios e a palma de uma mão perfeita nas nádegas. Não teve tempo de sequer lembrar em qual momento tinha adquirido aquelas marcas. No segundo seguinte estava sentando na pia enorme daquele banheiro, introduzindo dois dedos em si, enquanto a outra mão estimulava o montículo de prazer. Abriu a boca em êxtase, indo mais e mais forte com os dedos. Flashs da noite passada tomavam conta de sua mente...
'' Você está safada demais, princesa... '' a voz sedutora de Damon invadiu, provocando-a.
Do outro lado do quarto, Damon sorria pervertido. Havia acordado desde o momento em que sentiu o calor e o cheio doce vindo de Elena, até a hora em que ela entrou desesperada no banheiro.
– Ahn... - ele pôde ouvir o gemido fraco vindo do banheiro, sorrindo torto. A morena tentava ao máximo se controlar, mordendo fortemente os lábios, mas estava impossível.
– Já tão molhada, Elena? — gritou propositalmente, querendo envergonhá-la.
Ela sequer conseguiu responder, apenas sentiu as bochechas corando de vergonha e sua mente tentando controlar inutilmente seu corpo, sem sucesso. Ela não conseguia parar, aquele calor tinha voltado com uma força inimaginável.
– Porque não me deixa entrar? Quero brincar também... - Damon provocava.
– Damon, seu filho da p-puta...– xingou, reunindo forças para responder.
– Epa, olha a boca suja princesa. Se bem que ela esteve em lugares piores ontem... — estava se divertindo.
As provocações de Damon e as citações da noite anterior foram o suficiente para Elena acelerar ainda mais as investidas, contorcendo-se na pia.
– Oh, ela foi mais fundo... - estava queimando de desejo, queria senti-la novamente.
A morena, ardendo naquela febre, estava completamente perdida nas ondas de prazer e pensamentos. A mente encontrava-se cheia, os flashs da noite passada misturavam-se com os sonhos e ela não entendia o descontrole. Parecia que aquela noite com ele tinha sido o estopim para a febre voltar, reivindicando os dias em que havia desaparecido.
– Deixe-me entrar Elena... Meus dedos são habilidosos também... - o Salvatore cortou a linha de pensamentos da morena.
– P-pare Damon! – disse entre gemidos — Ohhhhh... — foi um gemido quase inaudível, denunciando o clímax. Se ele não fosse um vampiro, talvez não tivesse escutado.
Dentro do banheiro, Elena arqueou-se, sentindo o corpo tremer durante longos minutos. Estava fraca, com o corpo frágil. O ventre ardia e latejava em razão dos orgamos da noite passada. Em um lampejo de vergonha, abriu os olhos horrorizada, odiando o vampiro. Jogou água fria no rosto para se acalmar, enrolou-se em uma toalha e abriu a porta rapidamente, pronta para acusá-lo.
– Aproveitador, playboy mimado...– a voz saía nervosa. O Salvatore, já de pé, apenas virou-se lentamente com uma cara de desdém, não escondendo sua nudez.
– Posso saber do quê você está me acusando?
– Isso tudo é culpa sua Damon!
– Minha? Agora você vai me culpar por todas as vezes em que se toca? — sorriu torto, acusando. Ela estremeceu com a acusação.
– Você fez algo comigo quando me beijou naquele motel, você... — ele interrompeu, agarrando com brutalidade o braço dela, quase fazendo-a desfalecer com aquele contanto inesperado.
– Estou cansado de você me acusando! Eu não te forcei em nada, você que se entregou e ainda pediu por mais! Eu ouvi seus gemidos aquele dia, escutei seus chamados pelo meu nome, louca de prazer... – cortou o espaço entre eles, passando os dedos sedutoramente pela boca da morena, que estava perplexa.
– Eu não acredito... — respondeu com um fio de voz, quebrando o contato entre eles em seguida, cambaleante.
– Você acha que eu acreditei naquela história de 'creme corporal'? Eu não sou idiota, Elena. — voltou a ser desdenhoso.
– Você não presta Damon...– estava assustada.
– Porra Elena!– gritou, alterado. — Você acha que é a única que sente isso? É como se sua voz entrasse na minha mente sem avisos, gemendo meu nome, me chamando aonde quer que eu esteja... — ele desabafou derrotado.
Ela quase largou o lençol, assustada com o grito e a confissão. Achava que era apenas com ela... Olhou de relance para o vampiro, incomodando-se com a nudez dele.
'Se entregue à ele, se entregue ao calor...' a consciência dela gritava.
– D-damon, será que você poderia se vestir? — pediu afetada. Ele fez uma expressão estranha, não entendendo.
– Vai mandar na minha nudez também Elena? — falou irritado.
– Por favor...– suplicou.
Ele pegou a box preta e vestiu-se de má vontade, olhando fixamente para ela. O vampiro também estava queimando vendo-a apenas com aquela toalha fina.
– E-eu tenho tido delírios... Com você... – confessou.
– Eu sei. — os olhos azuis dele ardiam.
– C-como assim? — abriu a boca, descrente.
– Você acha que aquilo na casa da Barbie foi apenas um sonho? — sorriu. — Eu te ouvi me chamando.
As bochechas coraram com a confissão e o corpo vibrou. Havia desejado no fundo que aquele delírio fosse real, e agora ele estava na sua sempre, confessando com naturalidade.
– Mas a Caroline... — ele interrompeu.
– Eu coloquei um sonífero na bebida da Barbie. Ela nem me viu entrando. — foi direto, sem vergonha nenhuma da sua atitude.
– Você planejou tudo isso? - acusou nervosamente, a cabeça começava a latejar, confusa com os fatos.
– Não Elena. Mas eu precisava de você, e aquela era a única forma da Barbie não ouvir. — ele parecia sincero, mas ela continuava confusa.
– A Caroline vai matar você Damon...
– Acho que não. Quem você acha que me avisou que você estava na boate ontem? — falou convencido.
Filho da puta.
Aquilo foi a gota d'água. Largou o lençol sem preocupar-se em estar nua na frente dele, procurando as roupas íntimas e o vestido, sob o olhar lascivo do vampiro. Achou a calcinha em frangalhos, praguejando mentalmente.
– O quê você está fazendo? — perguntou confuso.
– Indo embora. — ele agarrou os ombros dela, sacudindo-a.
– Você vai fugir de novo?– falava alto, acusador.
– Para! Eu preciso pensar, me deixa! — gritou, desvencilhando-se dos braços dele. Vestiu rapidamente as roupas, correndo em direção a porta. Ele assistia tudo com raiva.
– Que se foda Elena! Estou cansado desse joguinho! Merda! – ouvi-o gritando ao fechar a porta com violência. Estava com raiva e confusa com tudo que havia acontecido. Corria com a visão turva, as lágrimas desciam pelo rosto vermelho. Sua cabeça latejava profundamente, com raiva dele, da amiga loira e de seus próprios sentimentos. Pegou um táxi nervosa, querendo apenas chegar em casa e esquecer aquela loucura toda.
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