Sweet Happiness
6 Capítulo 6 Novos Sentimentos
Notas iniciais
– Gina! — Regina pôde ouvir uma voz infantil atrás de si assim que entrou e fechou a porta da casa Mills.
Ela virou-se para a criaturinha de olhos castanho-mel e os cabelos lisos e achocolatados, este lhe sorria grandemente balançando o corpo de um lado para o outro trazendo consigo já vestido seu adorável pijama do Iron Man. Ele esperava pacientemente por uma resposta da morena que não tardou em chegar através de um longo e apertado abraço. Ela teria o levantado para ficar em seu colo como quase sempre, porém desta vez seu corpo estava cansado e fraco, se tentasse algo do tipo, era certo que ambos caíssem, mesmo o pequeno não pesar quase nada. E aparentemente ele compreendeu, pois conteve sua euforia e se conteve apenas com aquele abraço apertado. Abraço que expressava o quão grande era o carinho entre eles dois.
– Oi — disse ela assim que desfez do abraço e dando-lhe um delicioso beijo na testa. — Como você está?
– Agora eu estou bem... Onde esteve o dia todo? Eu fiquei preocupado. — disse ele com aquela doce vozinha infantil. Apesar do grande sorriso que ele agora tinha no rosto, Regina pôde perceber em seu tom de voz algo como tristeza, o que indicava que realmente ele sentira sua falta e estava preoupado.
Ela passeou sua mão entre os cabelos dele bagunçando-o levemente, lançando a ele um terno sorriso.
– Sinto muito que tenha ficado preocupado querido, essa não era minha intensão. — começou a dizer curvando o corpo para ficar com o rosto na altura do rosto do garoto. — Eu tive alguns problemas e acabei me estressando tanto com eles que acabei por decidir passar o resto do dia na casa da Emma.
Ao ouvir o nome da loira, os olhos do garoto tomaram um novo brilho engrandecendo mais ainda seu sorriso, o que fez Regina sorrir mais ainda. Ela sabia o quanto ele adorava sua melhor amiga.
– Você estava com Emma o dia todo? Como ela está? Quando ela vem aqui? Quando você vai me levar outra vez na casa dela? Porque ela não veio com você? — disparou o garoto.
– Hey calma, Henry. Uma pergunta de cada vez ok? — perguntou ela passando seu braço por cima dos ombros dele, arrastando-o pela casa. — Sim, como eu disse, eu passei o dia com ela. Ela está bem e eu não sei quando ela vai vim aqui, isso é só questão do querer dela e tal como ela, é só uma questão de querer para você também.. Quando você desejar, eu te levo lá. E por último.. Ela não veio comigo por que já está tarde e ela tinha outras visitas em casa.
– Que visitas? — perguntou ele curioso franzindo o cenho levantando seu olhar para encontrar-se com o de sua irmã.
– Uma outra amiga nossa, a Ruby. — respondeu Regina assim que começaram a subir juntos a escada sem nunca desfazer o abraço lateral.
– Aquela que parece uma jogadora de Vôlei? — perguntou ele piscando algumas vezes os olhos buscando na mente uma imagem da garota que sua irmã mais velha estava se referindo.
– Depende de como seria a sua definição de Jogadora de Vôlei. — diz ela apertando a bochecha dele que reclamou na hora, mas no fundo adorou o carinho da mais velha.
– Alta e pernas longas. — disse dando de ombros.
– É.. Essa colocação fica bem para Ruby. — disse pensativa se virando agora para o menor e olhando para um lado e para o outro assim que chegaram no segundo andar da casa. — Henry, onde está a mamãe?
Ele deu de ombros novamente.
– Eu não sei. Eu estava dentro do meu quarto esse tempo todo, eu só saí quando vi pela janela você saindo de dentro de um táxi. — revelou. — Deve está dentro do escritório do papai como quase sempre... Quer que eu vá chamá-la para você?
– Não é necessário querido. — disse ela relaxando mais o corpo. — Mas o que você faz acordado uma hora dessas? Já está tarde, amanhã você tem aula.
– Eu estava esperando por você. — disse ele fazendo biquinho e cruzando os braços, o que fez Regina o achar mais adorável ainda.
Sabendo bem do que se tratava aquela expressãozinha dele, Regina aproximou-se do garoto dando-lhe um delicado beijo na pontinha de seu nariz, sussurrando:
– Seu travesseiro, meu quarto e um livro. O que acha?
Ele imediatamente desfez a carinha emburrada assentindo com a cabeça e já desaparecendo pelo corredor entrando em seu próprio quarto. Regina ficou observando com um gostoso sorriso e foi inevitável não imaginar fazendo o mesmo com seu filho no futuro. Deslizou sua mão por seu ventre fechando os olhos e não entendendo como já desejava tanto e já amava tanto um ser que ainda nem tinha forma. Concluiu que basta apenas um dia ou poucas horas para a sua vida mudar completamente e o mundo ter outro cor e signifado. Tudo o que ela havia planejado há anos para um final feliz com quem amava havia sido desmanchado em menos de duas horas em um parque central.
"Quando alguém vai embora e te deixa, não foi porque você foi incapaz de mantê-la ao seu lado... Simplesmente Deus não a achou merecedora o suficiente para está desfrutando da sua companhia, resolvendo então tirá-la e trazer a você pessoas que realmente te querem, te amam e te necessitam. Pessoas que valem o triplo daquela que te deixou sozinha. Deus sabe o que é melhor, pequena."
Relembrou ela as palavras de seu pai que foram usadas quando a morena era apenas uma criança. Naquele tempo ela não havia entendido muito bem, porém havia guardado cada palavra em sua mente e agora sabía muito bem que significado elas tinham. Deus a havia mandado um filho, alguém que valeria muito a pena.
Ainda deslizando sua mão sobre seu ventre, de olhos fechados, mergulhada em seus pensamentos e encostada na porta de seu quarto, não percebeu que alguém a estava observando a quase mais de três minutos, só se dando conta quando esta mesmo resolveu se pronunciar.
– Não seria melhor dormir em uma cama ao invés de uma porta?
Ao ouvir a voz tão conhecida por ela, Regina abriu os olhos imediatamente tomando outra posição.
– Poderia fazer o favor de não chegar feito um fantasma?! — disse a morena virando-se colocando a mão na maçaneta da porta e abrindo-a logo em seguida entrando no quarto, que claro, foi seguida por sua mãe.
– Por que você estava daquela forma na porta? — indagou a mais velha olhando a filha de cima á baixo.
– De que forma? — perguntou sentando na cama e se inclinando para retirar seus saltos que já estavam a incomodando.
– Pensativa. — respondeu Cora. — Tive a sensação de que não tardaria em ver lágrimas escorrerem de seus olhos.
Após ter se livrado em fim de seus saltos, Regina dá a volta na cama se encaminhando para seu guarda roupa embutido e retira de lá uma delicada camisola preta de seda. Estava a todo momento tentando evitar um contato visual com sua mãe, tinha a total certeza de que Cora a estava analisando em todos os ângulos possiveis.
– Foi somente impressão sua.
– Não acredito nisso. — disse. — Poderia fazer o favor de parar quieta em um canto e me olhar nos olhos e me dizer o que aconteceu? — Pediu séria e com a expressão dura.
– Não aconteceu nada mamãe, nada. — disse dando enfâse, retirando seu vestido e subsitituindo-o por sua leve e macia camisola.
Cora rir com desdém.
– Querida, assim você ofende minha inteligência. Conheço você como a palma da minha mão, suas expressões eu mesmo desenhei, sou conhecedora de cada face sua. Sei quando você está mentindo ou evitando uma verdade, e nesse momento você está fazendo as duas coisas. — disse se aproximando da sua filha. — Agora pare de tentar me enganar, e me diga de uma vez o que aconteceu.
Não era porque Regina queria esconder que estivesse grávida, até porque uma coisa como essa fica dificil esconder por muito tempo, por mais que a pessoa tente. O caso era que ela não queria contar sem algo para provar sua certeza, queria poder dizer que iria ser mãe com seus papéis de exames em suas mãos para que todos vissem que agora era inevitável essa realidade e também temia que tal como Graham, sua mãe sugerisse um aborto, por que ela sabia perfeitamente que a reação de Cora ao saber da gravidez não seria uma das melhores pelo simples fato de o pai da criança ser nada mais e nada menos que Graham, o filho do banqueiro falhido e por quem ela não tinha nenhuma simpatia.
– Mamãe, hoje eu não quero conversar sobre o que me aconteceu hoje. Podemos deixar para outra hora? Eu estou cansada. — disse se afastando e se aproximando da cama.
Quando Cora iria falar mais alguma coisa, um certo furacãozinho moreno surgiu pulando na cama de Regina trazendo de baixo de seu braço esquerdo seu travesseiro e com a mão direita um livro.
– Demorei, desculpa. Quase não encontro o meu livro favorito. — disse ele se posicionando ao lado da irmã na cama que recebeu o livro em suas mãos quando Henry o oferceu.
– Henry, o que você faz aqui? Você já deveria está dormindo menino. Vem, volte para o seu quarto. — disse Cora ríspida tratando de puxar o braço do garoto.
– Não! — esperneou ele. — Eu vou dormir com a Gina.
Cora arqueou sua sobrancelha direita olhando de Henry para Regina que o estava embalando em seu colo carinhosamente.
– Ah não vai não, você já tem quase 10 anos, não tem mais idade para dormir com sua irmã feito um bebê. Ande, saia dessa cama e vá para a sua, no seu quarto.
Henry se pegou mais ainda em Regina, pedindo mentalmente que ela não deixasse Cora o levar de volta para seu quarto. Não que ele sentisse medo de dormir sozinho em seu quarto, adorava isso até, mas o que ele mais adorava era dormir com sua irmã mais velha. Ele sempre se sentia protegido de tudo e de todos quando estava com a irmã. Para ele, Regina era bem mais que uma irmã, era uma mãe.
– Deixe o menino, mamãe. Se ele quer ficar no meu quarto, ele ficará. Agora se puder nos dar licença, estamos cansado e queremos dormir... Não é verdade querido? — perguntou ela deslizando carinhosamente sua mão pelas costas do garoto que sorriu assentindo com a cabeça.
– Você mima muito esse garoto, Regina. Depois não reclame quando ele se transformar em um rebelde insuportável com esses linguajares estranhos.
– Isso não vai acontecer não é verdade, Henry? Você vai ser um rapaz educado, respeitável e admirável como nosso pai, certo?
– Certo. Até por que eu nem sei o que significa linguajar. — respondeu rindo fazendo Regina rir também. Era inevitável não achar aquele garoto adorável, sua alegria, era a alegria dela também.
– Vocês dois se merecem mesmo, produção do mesmo pai dá nisso mesmo. — disse Cora revirando os olhos já se aproximando da porta, mas antes de sair ela disse. — Eu espero que quando você for mãe, você aprenda a ser mais controladora e pulso firme com seu filho e ah, quanto a nossa conversa... Esteja certa que amanhã você não escapará dela.
Dito isso, ela sai do quarto fechando a porta deixando uma Regina um pouco tensa, respirando fundo e soltando o ar gradualmente.
– Gina, você vai ler? — perguntou Henry voltando a se acomodar do outro lado da cama.
– Ler? — perguntou ela confusa ainda pensando nas palavras deixadas por Cora.
– Sim, ler. O livro. — disse ele apontando para o outro lado da cama mostrando o livro.
– Ahh! — exclamou ao pegar o livro. — Branca de Neve e os sete anões... Hum.. você nunca se cansa desse conto, não é verdade?
– Nenhum pouco. — respondeu-lhe puxando o cobertor para cobrir os dois.
– Ok. — disse abrindo o livro e começando a leitura. — Era uma vez...
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– Loirinha, vai ficar aí cochilando nessa cadeira e ser trancada aqui dentro até a hora da outra turma chegar ou você quer se levantar daí de uma vez para comermos?! porquê eu estou morrendo de fome. — sussurrou Killian no ouvido de Emma que estava com o rosto debruçado sobre a mesa da sala de aula. Se não estivesse com tanta fome, Killian até brincaria com a garota, mas com a fome vinha a impaciência e hoje era dia de Emma pagar o almoço deles, o que o fazia mais impaciênte ainda. — EMMA, ACORDA.
Com o grito do rapaz, Emma se sobressaltou sobre a mesa quase caindo da cadeira olhando para todos o cantos.
– Desculpe professor, qual foi mesmo a pergunta? — perguntou Emma confusa e ofegando pelo susto. Só percebendo então que só foi mais uma das suas de seu amigo quando ouviu ele gargalhar em alto e bom som, dando-se conta que na sala só estavam os dois.
– Ai Emma... Pelo visto a noite foi boa hein..?! Vem, vamos logo porque eu estou faminto, e se demorarmos mais eu como uma dessas mesas.
Fuzilando o amigo com o olhar, ela vai arrumando seus livros e cadernos, pegando sua bolsa e passando levemente a mão no rosto para mandar embora de vez o sono.
– E de fato foi uma ótima noite...
– Hummmm... Alguma loirinha de olhos azuis esteve envolvida com você nessa ótima noite? — perguntou ele lançando um olhar malicioso empurrando de leve com seu ombro o ombro da loira enquanto caminhavam pelos corredores da faculdade.
– Eu nem sei do que é que você está falando. Que loirinha é essa? A única loira que eu conheço sou eu mesma e meus olhos não são azuis. — disse ela sorrindo. — Só estou sonolenta porque Ruby dormiu na minha casa e...
– Você está pegando a Lucas? — perguntou ele arregalando os olhos.
– Claro que não. — respondeu ela quase sussurrando. — E quer parar de ficar quase gritando isso?! Alguém pode te ouvir e pensar mal.
– Ah é, esqueci que só eu sei que você adora a mesma fruta que quase toda a nação masculina. — disse zombeteiro.
– Nação essa que você não está incluso.
– De forma alguma. — disse fazendo careta de nojo.
Os dois caem na gargalhada até serem interrompidos por uma jovem ruiva que veio correndo na direção deles se jogando nos braços de Killian.
– Achei vocês. — disse a jovem sorridente. — A Regina está a sua procura Emma, e já aviso que ela está com uma cara de poucos amigos.
– E quando ela não está? Eu só a vejo sorrindo quando ela está com o Graham ou com a Emma. Longe desses dois.. a Rainha Má toma posse do corpo dela. — brincou ele pousando Ariel no chão.
Emma semicerra os olhos para o amigo.
– Se disser mais uma vez isso, você fica sem almoço por um mês. — ameaçou. — Onde ela está Ariel?
– Estou aqui. — Emma ouve a voz de Regina soar atrás de si.
A loira vira-se para encontrar os mais belos par de olhos castanhos que ela já vira em toda a sua vida. E chega a ser inevitável não desenhar um sorriso ao ver um sorriso também brincando nos lábios da morena.
Regina adorava aquele sorriso de Emma, fazia seu coração acelerar por alguma maneira que ela ainda não entendia. Sempre foi assim, só que a cada ano, aquilo era mais intenso. Ela acreditava que era porque a cada ano, a cada mês, semana, dia ou hora sentia a amizade delas fortalecendo ainda mais. Adorava Emma de um jeito tão forte e de uma maneira tão inexplicável que para definir-la seria dificil fazer sem se emocionar. Emma era especial, muito mais que especial para ela.
Ainda com uma sorrindo para a outra, foram se aproximando aos poucos até seus corpos se encaixarem em um abraço apertado.
– Fui na sua sala e você já não estava. Onde esteve? — perguntou a morena ainda no abraço.
– Caminhando com Killian. — respondeu. — Mas me diz... Como você está hoje?
Desfizeram o abraço porém suas mãos foram deslizando lentamente em seus braços até se encontrarem com suas mãos e inconcientemente entrelaçá-las.
– Bem melhor que ontem, mas confesso que hoje de manhã ao acordar senti falta daquele seu chá horrivel.
– Enjôo?
– Fortíssimo.
– Eu suspeitei que fosse voltar a senti-los e como hoje de manhã quando eu liguei para a doutora Zelena, vi que você não os tinha levado, eu os trouxe comigo para entregar a você. — disse Emma sinalizando com o olhar sua bolsa lateral.
– Oh, você já marcou a consulta? Para que dia é?
– Sim, sim. Temos uma consulta marcada para amanhã, ás 14:00.
– Temos? — perguntou erguendo uma sobrancelha sorrindo.
– É, claro que TEMOS. Eu não vou te deixar ir sozinha... Eu nunca vou te deixar sozinha. — disse um pouco timida desviando o olhar do olhar da outra.
Aquelas palavras aqueceram o coração de Regina de uma forma que ela sentiu um forte desejo de beijar todo o rosto da loira, porém conteve-se somente a puxando para mais um abraço mais que apertado. Até parecia que Regina queria fundir seu corpo com o de Emma.
– Obrigada Emma, você não sabe o quanto você me faz feliz com essas palavras. — sussurou no abraço.
Emma fechou os olhos naquele momento aproveitando aquela deliciosa sensação e inalando aquele delicioso aroma que Regina tinha, uma deliciosa mistura de rosas com maçã.
– Eu queria poder te fazer feliz em todos os sentidos. — deixou escapar.
– O quê? — sussurou Regina se perguntando se havia ouvido e entendido bem o que a loira havia sussurado.
Killian que além de impaciênte, já estava para desmaiar de fome, resolve por fim chamar a atenção das duas.
– Meninas, eu sei que vocês se amam mais que Adão e Eva e que se querem mais que sorvete com cobertura e que provavelmente no futuro isso dê casamento, mas se não formos logo almoçar, vocês logo terão um defunto aqui, um lindo e inresistivel defunto. — gritou ele cruzando os braços fazendo Ariel rir e Emma ficar mais vermelha que a bandera da China com o comentário do amigo.
– Killian quer calar a boca. — esbravejou Emma saindo do abraço e puxando Regina pela mão, que até o momento ainda estava perdida se tinha ouvido corretamente o que Emma havia dito no abraço. Não que estivesse assustada, mas é que uma nova e desconhecida corrente de sentimentos passou por seu corpo ao ouvir a loira dizer que a queria fazer feliz e em todos os sentidos. Mas que TODOS OS SENTINDOS eram esses? Se questionava a morena.
– Só vou me calar quando chegarmos na Granny's. — rebateu o moreno.
– Quando chegarmos lá, eu vou te encher de comida até você explodir.
– Acho ótimo. — disse ele. — Venha Ariel querida, vamos fazer a pose de casal perfeito, me dê a mão love.
Ele estendeu a mão para ela, que de imediato entrelaçou a sua com a dele.
– Vocês ainda estão nessa farsa? — perguntou Regina olhando para os dois.
– Enqunto Eric não vier me pedir perdão... Sim. — disse Ariel determinada.
– Mas ele já não fez isso uma vez?
– Ele disse que sentia muito e isso não é o mesmo que pedir perdão.
– Ok então. Emma, você veio com o meu carro?
– Sim, ele está estacionado logo ali na frente. — apontou para a morena.
– Ótimo, por que hoje eu estou afim de dirigir. — disse animada, ou ao menos tentar parecer.
Emma desentrelaçou sua mão da mão de Regina, que até aquele momento não havia se dado conta que haviam atravessado toda a faculdade de mãos dadas com ela.
Abriu sua bolsa retirando a chave do carro e entregando de volta para a morena.
– É todo seu.
Regina pegou a chave, desligou o alarme do carro e logo todos entraram dentro do mercedes pegando caminho para o restaurante Granny's.
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– Prontinho Gente.. Vejam se eu estou correta, 3 especiais da casa para Killian, Emma e Ariel e uma salada de frango com figos e suco de laranja para Regina. — disse Ruby depositando os pratos na mesa dos outros quatro jovens.
– Está certíssima loba. — disse Killian satisfeito com seu prato. — Aliás, soube que você ontem foi uivar na cama da nossa loirinha, como foi?
Emma arregalou os olhos para o amigo, jogando nele o porta-guardanapos.
– Fecha essa boca. Você só fala idiotisse. — reclamou Emma.
– Aii Emma, deixe o nosso garoto. — disse Ruby sorrindo, tal como as outras na mesa. — Mas respondendo sua pergunta Killian, foi divino. A cama da Emma é sem dúvida a melhor em que eu já dormí. Amanheci como nova.
– Você dormiu na cama da Emma? Com a Emma? — ouviram Regina perguntar de uma forma séria.
– Isso... E saiba que vou repetir isso sempre que ela quiser, certo loirinha? — perguntou mordendo o lábio e piscando o olho para a Emma que aparentemente um gato havia comido sua lingua, pois nada dizia. — Bom, tenham um bom almoço. Como estou em horário de trabalho, não poderei dar atenção a vocês agora e ainda mais com a velha Granny de olho em mim. Volto quando resolverem fechar a conta.
– Ok. — disse todos em uníssono, menos Regina.
Ruby então voltou a atender as outras mesas.
– Você deixou ela dormir com você? Na sua cama? Porque não a colocou no meu quarto? — indagou a morena sussurando no ouvido da loira.
Quem visse a primeira vista, concluiria logo que elas eram um casal, pela simples proximidade e intimidade que as duas deixavam á mostra.
– Estávamos vendo filmes e acabamos adormecendo juntas e quando vimos já era hora de irmos para a faculdade. Quero dizer, eu ir para a faculdade e ela vim para cá.
– Mas na sua cama? Você nunca divide cama com alguém que não seja eu, somente eu. — Regina falava lentamente dando enfâse a cada palavra dita. — Não gostei de saber disso, Swan.
"Swan?"
Ouvir Regina dizer seu sobrenome só indicava uma coisa, que ela realmente ficou chateada em saber daquilo.
Sem perceber, Emma deixou um sorriso se formar no rosto. Regina já havia se afastado e estava tomando seu suco de laranja. Não sabia como, mas pôde perceber que ali havia uma pontada de ciúmes, mesmo que fosse inocente, aquilo não podia ser outra coisa.
Se inclinou um pouco mais para o lado, aproximando sua boca do ouvido de Regina. Não se preocupou com Killian e Ariel, esses estavam perdidos nos sabores da comida e em um mundo só deles.
– Não precisa se preocupar, minha cama é, sempre foi e sempre será sua e o melhor, sempre com nós duas sobre ela, dormindo ou... fazendo outras coisas. — finalizou se afastando com um sorriso provocante e tomando sua posição inicial em sua cadeira.
Já Regina ao ouvir as últimas palavras da loira quase engasgou com o suco. Sentiu um calor subir por seu corpo e seu rosto tomar outra coloração. E esse calor, ela sabia muito bem qual era, já o havia sentido várias vezes. E esse calor denominava-se como: excitação.
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