Sweet Happiness

23 Capítulo 23 Uma pequena surpresa.


Notas iniciais
Olá meninas, como vão? Eis aqui mais um capítulo e como o próprio título diz, há uma surpresinha. Eu espero q gostem dela..rs mas acho q vocs ficarão mais surpresas e com dúvidas... De qualquer forma espero q gostem do capitulo e muito obrigada as meninas que seguem favoritando a fic e peço desculpas de antemão porq provavelmente terão alguns erros, os ignorem please.. Bjinhos.

A noite para Belle também não estava sendo uma das mais fáceis. Moe French, seu pai havia passado mal durante toda a noite queixando-se de fortes dores na cabeça e tonturas repentinas. A jovem tentou convencer insistentemente em levá-lo ao hospital, mas do mesmo modo insistente este negou dizendo que isso era somente causas de uma inregularidade alimentar, pois devido ao trabalho, sempre esquecia de alimentar-se na hora correta, o que resultou para os seus ouvidos mais broncas vindas de Belle.

– Está decidido, papai. — disse firme ajudando o senhor a deitar-se na cama. — Não adianta tentar me contestar.

– Mas minha filha, eu estou bem. Eu posso continuar, eu quero continuar. Não quero ser um peso para você minha menina.

– Você nunca será um peso para mim meu pai. — ajoelhou-se do lado da cama ficando próxima do pai deitando sua cabeça sobre o peito dele. — Agora chegou a minha vez de cuidar do senhor, e eu farei isso com o maior prazer.

– Mas o que farei eu aqui sozinho nesta casa durante o dia se eu não estiver trabalhando? Eu gosto do que faço. Manusear as flores é minha paz.

– Poderá fazer isso no jardim daqui de casa, porém sem trabalho excessivo e pesado. — retrucou passando a mão pelo rosto expressivo do homem mais velho e o ajudando a retirar os óculos e guardá-los na gaveta da cômoda situada ao lado da cama. — E além do mais não ficará sozinho... Sua paquera com certeza vai adorar passar o dia inteirinho fazendo-lhe companhía.

Ao ouvir o comentário da filha, Moe sorriu abertamente. Queixou-se um pouco pelo esforço quando sentiu uma irritante dor nas costas, mas ainda assim continuou sorrindo.

– Eu não tenho paqueras minha filha, já estou velho para isso.

– Não é bem isso o que a Senhora Vergara acha. Pensa que eu não sei que aquela história de preparar sobremesa para o senhor e acompanhá-lo no oftalmologista não foi apenas uma desculpa para ficar pertinho do charmoso senhor French?! 'Tou sabendo hein papai. — brincou a jovem acompanhando o pai no sorriso e dando um gostoso beijo em sua testa.

– Ah que isso menina? Não mal interprete as coisa, Glória é apenas uma boa amiga que gosta de ajudar.

– Que gozado isso porque eu só vejo ela ajudando o senhor. Não é estranho?! — arqueou a sobrancelha ainda mantendo os lábios curvados.

– Até que ela não está mal não é? — acompanhou a filha no jogo. — Pode ser que você ganhe uma mãe nova, que tal?

Os dois trocaram olhares brincalhões e mais uma vez estavam alí entre risadas esquecendo por um momento os problemas que tinham.

– Boa noite papai, qualquer coisa não hesite em me chamar.

Abraçou o homem beijando-o novamente. E este também retribuiu os gestos carinhosos da filha.

– Fique tranquila minha filha, eu ficarei bem. Nada que uma boa noite de sono não cure. — quis suavizar a situação. Não gostava de causar preocupações na sua filha. — Boa noite. E ah... — puxou a filha para bem mais perto e perguntou sutilmente. — E aquela mocinha? Você nunca mais comentou sobre ela... Como vão.as coisas com ela em relação à aquilo?

Um ligeiro rubor tomou conta das bochechas de Belle sabendo bem a quem o pai se referia. Seu pai era seu amigo mais fiel e nunca escondia nada dele mesmo que para ela fosse algo bem dificil de contar, como por exemplo sua sexualidade e por quem seu coração batia mais forte.

– Me corresponde. — respondeu. E em sua voz era notável como este sentimento e a responsável pelo próprio a estavam fazendo bem. — Eu realmente gosto dela, papai.

– Isso eu posso ver meu amor, e isso me deixa feliz. Mas nada de facilitar, está ouvindo? Você é uma moça de familia e antes de avançarem nas carícias, ela tem que vim até mim e oficilizar as coisas como pede o figurino.

– Papai! — exclamou divertida negando com a cabeça colocando a mãos na cintura. Seu pai era impossível. — Vou fingir que não ouvi isso do senhor. Até mais tarde.

– Até minha princesa. — disse se acomodando na cama e enfiando-se entre os cobertores. Da porta via-se apenas os longos cabelos grizalhos entre os travesseiros confundindo-se agora com os cobertores.

Quando a própria Belle já estava em sua cama, e ainda com o nome da namorada vagando pela cabeça procurou o celular e quando o encontrou discou o número da sua ruiva favorita, estava morrendo de saudades de ouvi-la.

– Oi. — a voz de Ariel saiu melodiosa com todo um toque de empolgação.

– Oi meu bem. Ocupada?

– Agora eu estou.

– Ah é? Com o quê?

– Falando com a mulher mais linda de Storybrooke.

– Ah não me diga... Você agora fala consigo mesma?

– Naaah!

As duas sorriram.

– Saudades. — Belle fez uma voz fofa de muxoxo se jogando na cama.

– Eu também estou com saudades de você. Você não sabe o quanto.

Belle ouviu a namorada soltar um suspiro. Queria tanto agora poder abraçá-la e matar aquela saudade.

– Posso te acompanhar amanhã para a faculdade. O que me diz? — sugeriu.

– Eu adoraria muito, mas talvez nem seja necessário.

Belle juntou as sobrancelhas olhando para o teto não entendendo a última parte da conversa.

– Porque diz isso?

– Eu não sei.

– Mas você disse que-

Belle interrompeu a conversa quando ouviu o 'ding dong' da campaínha brindar por dentro da casa.

– Bel? — chamou Ariel do outro lado da linha.

– Me desculpe meu bem. Tem alguém tocando na porta. — explicou. — Eu não imagino quem possa ser uma hora dessas. — certificou as horas quando olhou para o despertador da sua mesinha. Já passava-se da meia noite a tempos.

– E se for um ladrão?

Belle gargalhou ao ouvir aquilo.

– Um ladrão que anuncia sua chegada? É isso mesmo Ariel? Só você mesma para me fazer sorrir uma hora dessas.

– Um ladrão inteligente?

– Eu acho que não meu amor. — suspirou mordendo o lábio ao notar que havia deixado escapar o "meu amor" sem perceber. Não tinha certeza se já haviam chegado a esse ponto do namoro, uma vez que nem tinha dois dias de relacionamento definido. — Er, me espere um momento, volto já.

Afastou o celular do ouvido e foi abrir a porta. Preocupou-se antes em fechar bem o robe por cima da camisola. Não fazia mesmo ideia de quem poderia ser, mas supeitava que o mais provável seria algum vizinho precisando de alguma ajuda ou até mesmo a própria Senhora Vergara querendo saber do seu pai, o que seria um tanto inconveniente devido a péssima escolha de horário.

Abriu a porta despreocupadamente levando um susto ao ver uma linda ruiva de costas segurando o celular no ouvido e para sua alegria e surpresa não era qualquer ruiva e sim a sua ruiva.

– Ariel? — chamou incerta ainda não compreendendo a presença da namorada alí.

A ruiva virou-se e com um meio sorriso estendendo uma rosa vermelha para Belle.

– Eu não resistí, eu tinha que te ver. — disse após Belle ter aceitado o seu presente.

– Mas... Nós... — os olhos confusos e surpresos de Belle faziam intervalos entre o seu celular e a própria garota alí parada na varanda de sua casa.

– Quando você me ligou eu já estava a meio caminho da sua casa. — esclareceu. — Eu precisava te ver.

Belle manteve o olhar em Ariel por alguns segundos apenas admirando a sua imagem. Sorriu e levou ao rosto a delicada rosa cheirando-a e apertando suavemente depois contra o seu peito.

– Obrigada. — voltou a fitar os olhos da amada. — Foi muito gentil da sua parte. Você não imagina o efeito que causou em mim agora com isso... com você.

– Eu posso ter uma noção. — deu dois passos aproximando de Belle e pegando a mão dela e a levando até seu peito esquerdo fazendo sua garota sentir os seus batimentos cardíacos. — Você me faz tão bem que é assim que meu coração reage quando eu te vejo. Tanto ele como eu ficamos assim de igual felicidade quando você está por perto. — revelou timidamente.

– Ariel, eu... — sentía algo tão grande dentro de sí que parecia ter perdido o rumo das palavras. Ariel a estava surpreendendo tanto desde que os sentimentos foram revelados. Desde o primeiro beijo e principalmente desde a conversa em que resolveram que iriam tentar um relacionamento. As vezes se perguntava se algo mais belo poderia acontecer á ela. -... Eu nem sei o que dizer.

– Não tem problema. As vezes palavras são desnecessárias.

– É, talvez... — disse intensificando o olhar nos olhos verdes claros da namorada. — Você não quer entrar? É que está fazendo frío.

– Eu adoraria muito, mas eu não posso, prometi ao meu pai que voltaria rápido e meu irmão está me esperando logo mais alí a frente. — disse apontando para o final da rua, e logo foi eliminando a distância entre as duas. — Eu só vim te ver mesmo, se eu não fizesse isso provavelmente enlouqueceria.

– Você já é louquinha, sabia? Você não pode sair assim na rua uma hora dessas. — tentou repreender, mas sua voz estava longe de algo que pudesse sair como tal. Os braços de Ariel já estavam em volta de sua cintura colando os corpos. — Mas se bem que... eu acho que por agora não tenho com o que me queixar, não é mesmo?

– Não mesmo, até porque foi por um bem maior.

Belle castigou seu lábio.

E sutilmente Ariel encostou Belle contra a parede da varanda e o frío para as duas naquele momento deixou de existir. Seus olhos desceram para os lábios de sua namorada e depois os subiu parando nos olhos azuis de Belle.

– Eu gosto disso. — confidenciou French passando seus braços pelo pescoço de sua ruiva favorita.

– O quê?

– Quando seus olhos me pedem permissão. — suspirou entrelaçando seus dedos nos longos e lisos cabelos ruivos de Ariel.

– E eu faço isso?

– Faz. — respondeu. — Você não tem que pedir permissão para algo que você tem livre acesso ílimitado para quando e onde quiser.

Então apartir daí não foi preciso dizer mais nada. Ariel eliminou de vez a pequena distância entre elas e tomou os lábios de Belle com o seus. Beijaram-se com uma entrega certeira. Beijaram-se com paixão e com avidez. Um beijo com gosto de saudades. Um beijo que conectava os dois corações em um único gesto de amor.

Finalizaram aquele beijo com vontade de dar inicio à outros, mas infelizmente as duas sabiam que por hora não podiam prolongar as carícias.

– A companhía até a faculdade ainda está de pé? — perguntou Ariel. Sua testa ainda colada a de Belle. Ambas tentando recuperar o ritmo correto da respiração e do coração.

– Sempre que quiser.

Beijou a testa de Belle e desfez o abraço.

– Estarei aqui antes das sete da manhã.

– Estarei te esperando. — deu um sorriso triste já desejando o dia seguinte.

O irmão de Ariel apontou do outro lado da rua sinalizando com as mãos sua impaciência dando a entender que já estava cansado e que seria degolado se acabassem se atrasando mais tempo à voltarem para casa.

As duas sorriram e o rapaz revirou os olhos.

– Acho que já está na hora.

– Seu irmão está parecendo um pingüim vestido daquele jeito. — analisou estreitando as sobrancelhas.

– Nem me diga. Ele disse que assim parecia mais assustador se algum ladrão tentasse pegar agente.

Gargalharam.

– Eu não estou tão segura que isso causaria medo a alguém, mas de qualquer forma o risco de um ladrão aparecer é certo. — voltou a abraçar a garota. — Tome cuidado, está bem? E quando chegar me mande uma mensagem dizendo que chegou bem, tá?

– Pode deixar meu amor.

O sorriso de Belle cresceu quando ouviu a forma carinhosa de Ariel direcionada para ela. Agora era oficial, elas realmente estavam juntas de verdade. Sem medos, sem dúvidas, sem preconceitos, sem nenhuma história do passado para assombrar a história que ambas estavam construindo.

– Te vejo amanhã.

– Bem cedinho.

Belle deu um selinho nos lábios de Ariel e logo depois a viu sumindo com o irmão.

Entrou em casa trancando de volta a porta e antes de ir para o quarto, tratou de encher com água um pequeno vaso para colocar a rosa vermelha presenteada por sua namorada, que provavelmente ela teria assaltado de algum jardim pelo caminho.

"Namorada"

Sorriu deleitando-se com essa palavra. Ariel agora era sua namorada e estava tão feliz com isso. Deitou na cama e deixou o celular ao seu lado, para que quando chegasse a mensagem de Ariel pudesse ver imediatamente.

Minutos depois a mensagem veio e sorriu aliviada quando Ariel confirmou que já estava em casa e bem. Respondeu dando boa noite e tão rápido como veio a resposta de Ariel, o sono chegou tendo agora o coração completo por saber que agora já não estava mais sozinha e que agora, além de seu pai, tinha mais alguém para cuidar.

*SH*

– Emma? Emma? Terra chamando Emma. Ooooooolá — Killian chamava estalando os dedos na tentativa de obter a atenção da loira que há muito tempo não mexia um músculo sequer tendo o olhar completamente perdido naquela manhã. Nem parecia ser a mesma. — Emma, o que você tem hoje?

– O... quê? O que você estava dizendo? Eu me destraí. — disse desconcertada recuperando a pose na cadeira da sala de aula.

– Isso eu percebi perfeitamente querida. — sorriu. — Em que estava pensando para te deixar assim tão lunar?

A cor rosada nas bochechas de Emma começaram a trabalhar quando uma das cenas da tórrida noite de amor que vivera com Regina pulou em sua mente. Em nenhum minuto parava de repassar cada detalhe, cada momento, cada beijo, cada toque que viveu com a sua morena. Um frio na barriga marcava presença a todo tempo e um arrepio gostoso caminhava pelo corpo sem pedir permissão e o coração acordava em ritmo de samba. Teve a noite mais bela de sua vida e claramente não estava conseguindo desfarçar os efeitos dela.

– Coisas... — disse vagamente tentando não encarar Killian. Sabia que ele buscaria em seus olhos e em suas expressões o que ela estava tentando ocultar.

– Coisas é? Que coisas? — indagou desconfiado.

– Ora essa Killian, são coisas. Coisas minhas. Deixe de ser enxerido e diga-me de uma vez o que você queria me dizer quando cheguei.

– Mas eu já disse.

– disse?

– Sim, você é que não estava prestando atenção. — estreitou os olhos gesticulando.

– Me desculpe! Eu hoje estou meia que longe.

– É, eu percebi.

– Poderia repetir o que você tentou me dizer? Porfavorzinhoooo. — fez biquinho piscando os olhos fazendo palhaçada para o amigo.

– Aii desfaz essa carinha de Sailor Moon que me dá arrepios e você sabe disso. Me faz lembra aquela boneca assassina daquele filme... se bem que vocês duas tem alguns traços bem parecidos. — brincou gargalhando com vontade ao ver a amiga fazendo careta e o estrangulando com o olhar.

– Seu safado você 'tá me comparando com a Annabelle? Seu pirata da lagoa azul. — empurrou o amigo que ainda se engasgava de tanta rir, sorte que já estavam na última aula e o professor parecia totalmente alheio aos dois.

– Pirata hum? Gostei disso.

– Deixa de palhaçada e me conte logo.

– Ok Ok. — conseguiu controlar-se. — Olha para a nossa turma primeiro. Passe seus olhos em cada um aqui dessa sala.

E assim Emma fez, não notando nada de diferente.

– Qual é o problema? — sua compreensão quanto aquilo era totalmente nula.

– Não está sentindo falta de ninguém? — inquiriu erguendo a sobrancelha com um sorriso sugestivo.

Mais uma vez Emma passou os olhos por toda a turma e do mesmo jeito da primeira vez que o fez, não encontrou nada de diferente ou errado.

– Fala logo de uma vez. — insistiu.

– Olha para as duas fileiras atrás da gente e segue em linha horizontal até o final.

Mesmo com pouca paciência para o jogo de Killian, Emma olhou, olhou e olhou mais uma vez e nada lhe prendeu a atenção, exceto por uma cadeira vazia.

– Tem uma cadeira vazia, certo? — perguntou o rapaz. Emma assentiu. — lembra quem era o bonitinho que estava sentado nela da última vez?

Emma forçou a mente buscando as lembranças das últimas aulas em que esteve nos dias anteriores. Estreitou os olhos mais um pouco até que imagens desfocadas de Neal apareceram.

– Neal?

– Esse mesmo.

– 'Tá, ele não veio para a aula e daí?

– Enquanto você estava no mundo da lua capturando aliens, eu estava tentando te contar o porque da ausência dele, coisa que está sendo o assunto mais comentado aqui dentro da faculdade.

– Mas porquê? O que aconteceu?

– Ele está internado e dizem que o estado dele é gravíssimo. — cochichou para que só Emma o ouvisse.

– O quê? — os olhos de Emma arregalaram-se tentando assimilar a notícia. — Mas como? O que aconteceu com ele?

– Ontem quando todos nós saímos no nosso horário normal de saída, surpreenderam o Neal em um dos portões de saída e sem nenhuma razão aparente desceram a porrada nele. Eu não ví, mas o Philipe e a Aurora que presenciaram o começo da confusão disseram que os homens que pegaram Neal eram altos e tinham os rostos cobertos por toucas, e sem mais e nem menos agrediram o coitado e só pararam quando fizeram ele desmaiar, e antes que a polícia aparecesse os agressores já tinham sumido do mesmo modo misterioso que apareceram.

– Meu Deus, mas porque fizeram isso? — perguntou assombrada. Nunca tinha ocorrido tal violência assim pelos redores da faculdade e agora estava dando graças a Deus que o seminário havia sido cancelado, pois não saberia se aguentaria ver tal cena brutal, ainda mais com Neal.

– Eu não sei Emma, mas dizem as más línguas que um dos agressores enquanto batia no Neal disse que isso era para ele aprender a não mexer no que não o pertencia. — deu de ombros voltando a sua posição anterior. — Alguma coisa ele deve ter aprontado.

– Mas seja lá o que ele tenha feito isso é desumano, poderiam ter matado ele. Em que hospital ele está internado?

– Eu também não sei, eu ainda não procurei saber love.

Ainda perplexa com a notícia Emma deixa um suspiro agoniado passar por entre seus lábios. Estava sentindo um aperto tão grande no peito. Apesar dos problemas com Neal ela gostava dele, até porque antes de tudo ele era um amigo e não suportava a idéia de um de seus amigos estar ferido. Porque dessa violência pública e humilhante? E o que era isso de mexer no que não o pertencia? Teria Neal roubado e se metido com gente perigosa? Não, com certeza não. Neal não era desse tipo e ademais porque ele roubaria se tinha um pai com ótimas condições financeiras que não lhe deixava faltar nada? Não fazia nenhum sentido aquilo. O que teria esse garoto aprontado de tão sério afinal? Poderia ser intrigas causadas na antiga faculdade? Será que tudo não passou de um engano e tenham confundido ele com outro rapaz? Isso não era tão dificil de acontecer e agora sentía-se bastante preocupada.

– Emma?

– Hum?

– Fica tranquila, Neal vai sair dessa. Hoje a tarde eu vou procurar saber onde ele está internado e nós vamos lá fazer uma visita. Eu tenho certeza que ele vai adorar ver você. — sorriu de canto.

– Nem começe. E eu sei que ele vai ficar bem, ele sempre fica. Lembra da surra que ele levou do Eric durante a disputa de futebol no torneio de interclasse? O coitado passou semanas sem vim para a escola.

– Ôh e como vou esquecer isso?! Foi a briga do ano.

Viram-se obrigados a interromper a conversa quando o professor pediu a atenção de todos para mais um assunto que juntos iriam abordar na semana seguinte. Repassou a cada aluno uma cópia do número do artigo em que cada um trabalharia.

– Quero que elaborem uma apresentação com os pontos circulados no final da página 02 parágrafo 03 e obviamente que cada cópia que foi repassada à vocês são destintas portanto nada de ajudinha do colega ao lado e sim do cérebro. — foi ditando o professor terminando de entregar a papelada aos alunos. — E com isso fechamos essa aula. Nos vemos semana que vem.

– Você vai para o Granny's depois daqui? — perguntou Emma quando já estavam fora da sala de aula.

– Não, hoje vocês não vão poder contar comigo no almoço. Eu tenho algo para resolver.

– Ok então.

– Você vai?

– Não, eu combinei de ir almoçar com Regina no estabelecimento do restaurante dela, aparentemente Belle e Ariel tem algo para contar para nós duas.

– Contar o quê? provavelmente nada que ninguém já não saiba. — ironizou o rapaz. Ambos já fora das dependencias da faculdade.

– Não entendi.

– O que Ariel e Belle vão contar é que elas estão se pegando.

– Sério?

– É só olhar para elas para perceber... tem coisas que são vista a quilômetros e não digo só por elas. — Killian piscou o olho. — Bom, é aqui que nos separamos.

– Certo. — balançou a cabeça. Olhou para o amigo e que por sua vez também a olhava com seus expressivos olhos azuis. Ambos se encarando. Emma sabia que ele estava esperando algo. Uma explicação.

– Quando vai me dizer a verdade? — ele quebrou o silêncio.

– Logo. — disse desviando o olhar inspirando todo o ar possível. — Tenha paciência.

– Você sabe que estarei de ouvidos bem abertos e braços também para quando isso acontecer não é?

– Eu sei... só tenha paciência.

– Está bem.

– Nos vemos amanhã então.

– Como sempre, Swan. — tocou o ombro da loira sorrindo-lhe amigavelmente. — Faça cara de surpresa quando o casal 'Arielle' der a notícia, ok? Não estraga a surpresa delas.

– Pode deixar. — devolveu o sorriso.

– Tchau Sailor Moon.

– Tchau Pirata da lagoa azul.

Sorriram juntos um se afastando do outro.

– Ah Emma. — Killian chamou um pouco mais distante. Emma olhou para trás para ver o que o rapaz queria. — Quando você tiver uma tórrida de noite sexual busque no seu corpo rastros dela e procure algo que os cubra caso não queira que ninguém se entere.

Emma abriu a boca quando viu Killian apontando para o pescoço e foi aí então que lembrou-se que Regina havia deixado um chupão naquela parte de seu corpo na noite anterior.

"Droga, Regina!"

Sentiu o rosto pegar fogo. Killian viu a marca e deduzira o mais provável. Óbvio que isso o levou a pensar que ela tinha tido relações sexuais com alguém, mas será que ele teria acertado esse alguém, teria ele chegado a conclusão de que ela teria feito amor com Regina? Será que mais pessoas teriam visto e concluido o mesmo que o colega de turma?

Quando pensou em responder à Jones, este já tinha ido. Agora o único remédio era tentar evitar que mais pessoas víssem. Jogou o cabelo para frente cobrindo o pescoço. A única que veria seria a própria causadora da bonita marca.

*SH*

No gabinete Henry e Cora mais uma vez descutiam fervorosamente, e o motivo que levava a isso sempre era a menção da filha, filha que a primeira dama recusava ouvir até mesmo a letra "R" do nome. A mágoa cegava até mesmo a vontade de saber o bem estar da filha mais velha.

–... Você é a mãe dela e é mais que sua obrigação estar ao lado dela apoiando e a orientando nessa nova fase de vida dela, ou será que você não ver que é tolísse continuar assim? Uma vez mãe sempre mãe. — dizia Henry alterado com as mãos no rosto cansado de bater na mesma tecla todo dia com a esposa.

– Tolísse foi o que essa menina ingrata fez com nossa familia. Comigo. E principalmente agora com as eleições à um pé de distância. Sabe o peso que isso terá na campanha? Uma filha prestes a ser mãe solteira. — Esbraveja com fúria em cima do esposo. — Nós somos exemplo de uma familia política perfeita e devemos manter-

– É o quê? Você está ouvindo a sí própria? Familia perfeita? — sorriu sem humor afastando-se da mesa, mas sem ainda levantar-se da cadeira giratória. — Nossa familia está longe de ser perfeita querida, sendo que a matriarca renega a própria filha só porque ela entregou-se a uma paixão e gerou frutos dela. Deixe-me dizer algo... Todo mundo já sabe que Regina está grávida então poupe seus esforços de estampar pelas paredes fotos de uma familia perfeita que não existe. Não, melhor dizendo... Estampe sim, porque eu sim tenho uma familia perfeita, meus filhos são perfeitos. Henry é um menino esperto, inteligente e comportado. Regina é a filha que eu sempre quis ter e agora está me presentiando com um neto, que pensando bem, talvez até ajude nas eleições... bebês sabem bem como derreter corações até de almas apodrecidas. — olhou para a esposa por cima dos óculos.

– Você não sabe o que diz.

– Quem não sabe o que diz é você Cora. — grita enraivecido. — Sua hiprocrisia está ferindo nossa familia. Nossa filha saiu de casa, Henry anda tristonho sentindo a falta da irmã, mal vejo meu sobrinho e nós dois não conseguimos ter dois minutos de conversa sociável sem que isso leve para uma discussão. Se você quer tanto aparentar uma familia perfeita faça ela ser no mínima unida e sem intrigas.

– Se o que você quer é que eu procure Regina e peça desculpas implorando para que ela volte para casa pode já tirando o seu cavalinho da chuva porque eu não vou fazer isso e repito mais uma vez, eu não quero saber nada dela e muito menos desse bastardo que ela leva na barriga.

– É sua filha. É de sua filha e de seu neto que estamos falando, Cora, são sangue do nosso sangue. Do seu sangue. — apontava com icredubilidade.

– Nada que envolva aquele ordinário do Humbert tem algo haver comigo. Nada!

– Porque desse ódio todo com esse rapaz? Porque eu não acredito que seja somente a diferença de status que te deixe assim tão frustrada dessa maneira.

– Eu não estou frustrada. — a primeira dama vociferou sem importar-se se acabariam a ouvindo do outro lado da porta. — O que eu sinto é decepção. Eu estava construindo um futuro brilhante para Regina e ela por causa de um namorico estúpido consegue desmoronar todos os meus planos.

Henry levanta-se da cadeira respirando fundo. Se Cora sentia-se decepcionada, ele sentia-se cada vez mais desapontado pela atitudes dela.

– Eu não quero mais descutir. Tenho uma reunião com os vereadores dentro de poucos minutos, é melhor que você vá para casa ou fazer essas bobagens de esposa política perfeita que se gaba tanto. — ironizou enfatizando as palavras finais.

– Está me expulsando? — ergueu a sobrancelha.

– Estou convindando-a a deixar minha sala para que eu possa cumprir com minhas obrigações municipais; a não ser que queira ficar aqui dentro e trocar figurinhas com os quadros da parede. — pegou o telefone em cima de sua mesa solicitando a secretária. — Prepare a sala de reuniões e me avise quando todos já estiverem prontos e ah, ligue para uma floricultura e peça que mandem flores para o consultório da doutora Zelena Müller em nome da familia Mills. Obrigado. — ordenou para a secretária.

Cora que preparava-se para deixar a sala do marido, pára e gira o corpo com a testa franzida.

– Consultório de quem? — questionou.

– Zelena Müller. — respondeu sem mirar a esposa. — Ela é a doutora que está cuidando da gravidez da Regina.

– Desde quando?

– Isso você terá que perguntar para a nossa filha.

A scretária bateu na porta.

– Senhor Mills, os vereadores já o esperam. — comunicou.

– Obrigada Abgail. — pegou o casaco sobre a cadeira giratória e sem nenhuma atenção dada a esposa acompanhou a secretária deixando a mulher sozinha dentro da sala.

Cora tinha os olhos semicerrados contorcendo o lábio inferior. Estava irritada e não era pela briga com o esposo. E possívelmente agora alguém mais iría conhecer essa irritação bem de perto.

[...]

– Senhora, você não pode entrar assim sem ser chamada. — a assistente dizia rapidamente tentando segurar a primeira dama que a todo custo estava disposta a invadir a sala de uma certa doutora.

– Querida, se você quiser conservar seu emprego aconselho-a a sair agora mesmo da minha frente. — rosnou avançando contra a assistente abrindo a porta e invadindo a sala da doutora Müller.

– Senhora.. — já era tarde.

– Mas o que está acontecendo? — quis saber a ruiva estupefada pela entrada não solicitada da primeira dama em seu consultório.

– Zelena, me desculpe, mas eu não consegui impedí-la de entrar. — disse a assistente temerosa por alguma repreensão vinda da doutora.

– Tudo bem querida, pode se retirar eu cuido dela.

– Tem certeza?

– Garota saía logo de uma vez. — ordenou Cora já impaciente.

Zelena olhou para sua assistente e amiga em sinal de "tudo bem" vendo-a assentir e sair da sala deixando primeira dama e ela à sós.

– Assistente petulante essa sua hein. — murmurou.

– Se você não chegasse querendo arrombar minha porta talvez fosse melhor tratada. — sorriu aproximando-se da mulher mais velha e a abraçando com muito carinho afagando seus cabelos castanhos, e não demorou para ser correspondida da mesma forma. — Que saudades eu senti de você, mamãe.

Notas finais
Eu queria saber algo de vocês... existe algum flashback de Emma e Regina em especial que vocês queiram ler? Uma curiosidade talvez? Me digam e provavelmente eu encaixarei na fic. *Não me deixem no vácuo*.