Sweet Girl (Hiatus)
2 Capitulo Um - Kiss You
Notas iniciais
Baby say yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah
And let me kiss you
Point Of View (POV) Cher Listen
Acordei com toda há má vontade do mundo, resistindo ao desejo de voltar a dormi, levantando do pesadelo que tive – Algo com cupcakes gigantes que se devoraram — para mais um dia.
–Bom dia querida, demorou a dormir? – Foi oque meu pai disse quando me viu atravessando o corredor com uma toalha para chegar ao banheiro – Bem, daqui a pouco eu vou sair, boa sorte no teste.
Meu pai, Paul Listen, era ótimo em me enviar correntes de esperança e bom humor, que me ajudou a correr ao banheiro, animada para mais um dia.
Meu nome? Cher Listen, um sonho? Ser uma Sweet Girl.
O celular tocou antes que eu pudesse tirar minhas roupas de dormir, uma musica conhecida como Counting Stars, melancólica como Nico Di Angelo, o suficiente para ser o toque de celular que me avisa que este ser esta me ligando.
–Alo? – Falei com minha voz rouca e matinal – É a April ou o Nico?
–Nossa senhorita Listen, eu dizia para minha mãe que você era a pessoa mais bem humorada que eu conhecia... Ate agora – A voz de April me cumprimentou – Bom dia.
–Uau, você e o Nico acasalaram outra vez? – Perguntei sarcástica, tirando as roupas e ligando o viva voz, deixando o celular em cima da pia para poder me jogar na agua quente.
–Você esta tomando banho enquanto fala comigo?
–Não se desvie do assunto.
April e Nico viviam se agarrando e se beijando — Engolindo, diga-se de passagem – Mais virou uma coisa tão comum que eu falo com naturalidade, pena que a April não entende isso.
–Você vai para o teste hoje? Finalmente consegui te convencer a encenar?
Revirei os olhos da tentativa falha de me fazer esquecer de Aprico, não é dessa vez, desde que eu fiz 16 anos e entrei na faixa etária para entrar para a equipe do restaurante Sweet Girls, a qual eu frequento desde que minha mãe morreu, eu tento fazer o teste, 8,0 em aparência, 10 em comida, 10 em educação, e... 6,5 em doçura, o suficiente para levar um pé na bunda de Piper McLean, a moça que faz os testes e me da algumas cantadas nada discretas de vez em quando.
A ideia de April? Encenação, fingir ser a garota doce que querem que eu seja.
–Sim, mas quem me convenceu mesmo foi meu pai e sua dose de inspiração diária.
Ela deu uma risadinha.
–Senhor Listen e suas doses diárias de inspiração... – Sai do box e comecei a me enxugar – Você esta pronta para ver qual vai ser a nova de McLean essa semana?
Ri, mexendo no cabelo em frente ao espelho enquanto continuava a me enxugar.
–Sim – Me permitir a rir um pouco mais enquanto caçava o meu desodorante com os olhos – Aposto que ela vai apertar meu traseiro.
–Aposta fechada – Quase pude ver April deitada na cama de Nico, a expressão tranquila enquanto assistia ele trocar de roupa – Lhe pego ai em uma hora.
–Uau, vocês ainda tem tanta coisa assim para resolver?
Ela rosnou.
–Vá se...
[...]
Uma hora depois April Forenst buzinava na minha porta como uma vaca louca – Bem, se vacas loucas dirigissem... – e quando sai, ela e Nico estavam discutindo, gritando palavrões um para o outro enquanto ela ainda buzinava.
–Vocês dois! Parem! – Gritei quando entrei no banco de tras do carro vendo eles pararem e começarem a respirar fundo, cansados – Bom dia, e... Uau, acho que Nico não deu um bom trato em você hoje April.
Ela virou a cabeça lentamente na minha direção, o rosto vermelho de raiva, vergonha e cansaço de tanto gritar como uma louca por ai, e começou a erguer os braços na minha direção, bem lentamente, como se fosse me sufocar mais Nico abaixou seus braços e se virou para mim.
–Bom dia Cher.
Eu e o Nico eramos muito amigos pelo fato de, ao contrario da April, ignorarmos completamente qualquer provocação direcionada agente, e nos também tínhamos uma comunicação estranha baseada em troca de olhares e suspiros, na verdade, quando eu e Nico estávamos juntos parecíamos dois mortos-vivos.
–Bom dia, agora April, de partida no Joe que eu não estou afim de ficar aqui o dia todo.
Eu chamava o carro da April de Joe desde que ela comprou ele faz um ano atrás, no seu aniversario de 16 anos numa venda de usados, o carro era vermelho, como quase tudo da April, que tinha uma obsessão confusa pela cor vermelha – Principalmente a escura com aquele ar grunge e xadrez – e tinha um conjunto de arranhões pequenos perto da maçaneta do carona que parecia ser o nome “Joe”, desde então eu tenho varias teorias do porque, e desde então o carro foi batizado de Joe.
Ela bufou e deu partida no carro, começando a andar e saindo da pequena rua da minha casa.
–E então Cher, já achou alguém para dividir o apartamento? – Nico, bem humorado, perguntou enquanto ligava o radio e ia atrás de algo que prestava.
–Não, se eu conseguir passar no teste vou chamar uma das garotas de lá.
April ergueu a sobrancelha, me dando um sinal de que ela estava viva, e me fazendo notar que aquela era a blusa que tinha ficado no apartamento do Nico para emergências.
–April, você finalmente conseguiu achar a cura para sua TPM adiantada? Porque eu, e tenho certeza que Nico também, temos provas de que você ainda não ficou de bode – Comentei distraidamente analisando de longe a lata de coca cola jogada no chão do carro para não ter que encarar a expressão de raiva que devia esta na cara da Forenst agora.
Nico riu, ele riu tanto que achei que fosse enfartar ali mesmo, mas quando ele parou notei que era a deixa para calar a boca.
[...]
Piper McLean se moveu pela sala cheia de garotas, encarando uma a uma devagar, a fila era formada por 11 garotas, mas só uma conseguiria o cargo, Piper encarou a primeira da fila com uma careta, e foi andando, um passo para cada uma e sem abandonar a careta do rosto, ate chegar a mim e sorrir, um breve sorriso, que fez todas as outras garotas olharem para mim com uma cara de ódio mortal.
Retribuir o sorriso, porque eu já conhecia tudo aquilo.
Isso pode parecer “A Seleção” ou lesbicas malucas competindo por uma garota, mas são apenas 11 garotas de 16 a 24 anos competindo por uma vaga numa doceria famosa, onde só as mais bonitas e mais doces entram.
Se você prestou atenção a historia ate este ponto deve ter notado que eu sempre quis entrar aqui, sempre.
[...]
–Vejo que veio hoje de novo Babe — Foi oque Piper McLean comentou enquanto eu esperava na porta, atrás de umas duas garotas, uma tal de Holly Baker e a Sammy Stuart, uma garota que estava ali pela 3° vez.
–Pois é, como aquela loura se saiu? – Perguntei, tão baixinho quanto ela, porque as duas garotas ao meu lado e as que saíram e esperavam nas cadeiras do outro lado da sala nos encaravam.
Havia uma sala, pra onde íamos depois da nossa pequena avaliação visual, onde, uma por uma, eramos avaliadas por McLean, ela nos testava com perguntas que tirariam qualquer um do serio e fantasiava situações no mínimo estranhas que geravam circunstancias no mínimo cômicas.
–Pessima, ela disse que tinha a beleza de uma modelo francesa quando pedi para ela se descrever – Ri enquanto Piper bufava e cutucava as unhas – Sei que será injusto comas outras meninas, mas é a sua vez agora.
Me levantei, com um sorrisinho irônico no rosto enquanto Piper vinha logo atrás, abri a porta e passei direto, deixando-a aberta e me sentando numa cadeira, logo Piper veio, fechando a porta e se sentando na cadeira a minha frente.
–Okay, vou lhe fazer dez perguntas, apenas responda – Ela falou assumindo uma postura seria – Sabe como funciona.
–Azul ou rosa?
–Azul.
–Vinho ou cerveja?
–Vinho.
–Complete, ganhar ou perder...
Sabia aquela frase de trás para frente, o lema da Sweet Girls.
–... Desistir jamais.
Piper sorriu para mim.
–Descreva-se em uma frase.
–A tentativa de desfiguração facial que não deu certo.
Dessa vez Piper gargalhou, mantendo o sorriso no rosto quando parou.
–Você tem alguma coleção?
–Capas de celular, aproximadamente 50.
–Se considera alguém inteligente?
–Sim.
–Sabe cozinhar?
–Com certeza.
–Medos?
–Fogo, altura, ficar sozinha...
Piper sorriu para mim novamente, meio distraída.
–Se pudesse mudar algo na sua vida...?
–Minha mãe não teria morrido.
–Cite os primeiros cinco nomes que vierem a sua mente.
–Joe, April, Piper, Nico e Paul – Sorri orgulhosa, os meus 3 tudos estavam ali no meio, nada escondidinhos.
–Otimo...
Me levantei, indo em direção a porta.
–Sete e meio.
Me virei de volta.
–Oque?!
–Você tirou sete e meio – Ela fez um sinal para eu voltar e tive certeza que ia ganhar a aposta com April – Mas podemos melhorar isso bem rápido.
Resolvi entrar no jogo, não, não sou lesbica, bissexual talvez, mais não iriamos para cama, acho, no máximo um beijo.
–Dois pontos se deixar eu lhe beijar e um ponto e meio se deixar eu apertar sua bunda enquanto faço isso – Piper falou, olhando para os meus lábios.
Botei os pros de um lado e os contras de outro, afinal, isso era desonesto, e eu não era lesbica nem mantinha uma afinidade ou se quer desejo por Piper, mas por outro lado, ela era bonita, eu tentava aquilo há anos, e ninguém nunca ia saber.
Tá, talvez a April, e no máximo o Nico.
Mordi o lábio, indecisa, então tomei uma decisão, deixar o lado irracional da situação tomar conta da situação uma vez na vida.
E foi isso que o lado irracional fez.
Simplesmente parei, em frente a cadeira de Piper e me agachei, tirando o cabelo do rosto e selando nossos lábios, apoiando minhas mãos nos seus ombros, logo senti as mãos dela percorrerem minhas costas e apertarem minha bunda uma vez enquanto sua língua pedia passagem.
–Okay, você tem seu dez – Ela falou, ofegante, alguns minutos depois, quando eu já estava caminhando para porta.
Apenas sorri, e passei pela porta sem nem me virar para trás.
[...]
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