Sweet Emotion
17 Capítulo 17
Notas iniciais
O show havia terminado e eu ainda estava em estado de êxtase, eu e Clara pulávamos feito duas adolescentes:
- Que lindo, Mari! Que lindo! – ela dizia a todo momento.
Ao final do show, minha vontade era de sair correndo ao encontro de Anthony e dar o tão desejado beijo, mas alguns repórteres esperavam por eles ao final do show e o máximo que eu consegui foi um beijo ao longe.
Eu estava arrumando o equipamento fotográfico quando Sunny surge ao meu lado:
- Tio Chad pediu para entregar. – e me deu um pedaço de papel amassado.
“Se eu soubesse que ele dedicaria a música pra você, eu teria me recusado a tocá-la. Chad.”
Ler aquelas palavras encheu meus olhos de lágrimas, minha alegria de antes agora dava lugar à tristeza, tristeza por machucar uma pessoa que eu quero tão bem. Olhei para o outro lado do camarim, onde acontecia os preparativos para a entrevista e Chad me encarava, seus olhos eram tristes, um sorriso melancólico, e ele apenas balançou a cabeça negativamente.
- Ta tudo bem, Mari? – Clara perguntou. – Aconteceu algo?
- Não, Clarinha, ta tudo bem. É só o cansaço. – e voltei a arrumar o equipamento.
- Mari, quero dormir! – Everly apareceu esfregando os olhos.
- Tudo bem, querido! Vou te levar pro hotel. Tudo bem se eu for agora, Clara? – perguntei.
- Sem problemas! Pode ir que eu já estou terminando aqui.
À caminho do hotel, os pensamentos se misturavam com os sentimentos. Eu sentia a felicidade e a tristeza ao mesmo tempo, vontade de rir e chorar misturados e a sensação de não saber o que fazer permanecia.
No quarto, enquanto ajeitava Everly na cama, ele disparou a falar:
- Papai está tão feliz, Mari!
- É ? – perguntei demonstrando interesse.
- É! Eu acho que ele está apaixonado! Você não acha? – ele perguntou.
- Eu acho que é hora de você dormir! – e cobri-o com o edredom.
- Mas me conta uma história do Sitio do Pica Pau Amarelo antes, Mari? – e seu sorriso de criança me fez esquecer as minhas preocupações por alguns momentos.
- Claro! – e me encostei-me à cama de Anthony.
Não demorou muito tempo e Everly já estava em sono profundo, mas de qualquer maneira não poderia deixá-lo, teria que esperar pela chegada de Tony. Tirei meu tênis e deitei na cama, olhando o sono profundo dele e logo meus olhos começaram a ficar pesados, até que finalmente fechei e adormeci, enquanto sentia um edredom me cobrindo.
Poderia ter me levantado e ter ido para o meu quarto, mas no fundo eu sabia que era Anthony me cobrindo e tive a certeza quando amanheceu e o vi ao meu lado, segurando a minha mão. Tentei cautelosamente me livrar da mão dele, mas ele logo acordou:
- Bom dia! – ele disse baixinho, Everly ainda dormia na cama ao lado. – Já vai fugir de mim?
Eu ri bem baixinho e sua outra mão segurou na minha cintura, me puxando para o seu corpo:
- Essa cama é de casal, Anthony! Não precisa me apertar tanto! – eu falei tentando não dar atenção aos batimentos acelerados do meu coração.
Ele não respondeu, apenas sorria:
- Gostou da surpresa ontem? – e eu sentia seus dedos na minha barriga brincando de subir e descer.
- Foi lindo, Tony! Nunca ninguém fez algo tão legal assim pra mim. – e comecei a brincar com o seu cabelo.
- Você não deve ter conhecido caras legais então. – agora sua mão estava por baixo da minha camiseta, sua mão era quente e me segurava com força.
Não respondi nada, fiquei apenas vendo o seu sorriso enigmático, imaginando o que ele estaria pensando, se o seu coração também batia acelerado como o meu. Ele aproximou o seu rosto do meu e começou a encostar o seu nariz no meu, um legítimo beijo de esquimó, me fazendo rir. Ele parou e ficou me olhando nos olhos e encostei meus lábios nos dele, bem de leve, um selinho inocente seguido de uma leve mordida nos lábios.
Everly gemeu e se revirou na cama, e eu imaginando que ele estaria acordado, dei um pulo da cama, procurando pelo meu tênis e correndo para a porta.
- Depois a gente a conversa! – sussurrei antes de chegar à porta.
- Mari! – e Anthony já estava ao meu lado, me puxando rapidamente e com toda a força, seu corpo encontrou o meu, nossos lábios finalmente selados.
Ele foi me empurrando contra a parede, minha mão percorria a sua nuca e o beijo se tornou mais intenso, mais forte. Sua mão percorreu de novo meu corpo por debaixo da minha camiseta e calores vieram de cima a baixo.
Everly gemeu de novo e paramos imediatamente o beijo, nossos corpos se afastaram, mas era possível ver no olhar de Anthony que ele não queria parar.
- Tenho que ir! – e corri para a porta.
- Depois a gente conversa! – e Tony me puxou para mais um beijo, rápido, mas ainda assim tão delicioso quanto o primeiro.
Sai do quarto sorrindo, ainda meio abobada, sem acreditar no que havia acontecido.
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