Sweet Elena
13 There isn't love
Homem: Seus pais Jenna e Alaric estavam indo para o aeroporto do Canadá, eles iam voltar para cá, quando aconteceu um acidente. – disse por fim.
Na minha cabeça não tinha mais espaço pra nada, eu só queria ir até os meus pais. Nem alívio eu senti ao saber que não era o Damon, a angústia era tão grande. Elena: Onde eles estão? Qual hospital? – disse desesperada. Stefan: ELES MORRERAM! – gritou. Elena: O que? Não diga bobagem Stefan. – neguei-me a acreditar. Homem: Sinto muito Sra. Salvatore. – disse cabisbaixo. O quê? Não... Não era possível. Como eles morreram? Porque eles estavam vindo e nem avisaram pra gente? Não. Isso era uma brincadeira de muito mau gosto. Stefan me abraçou e ficamos os dois entre soluços e reclamações chorando. Eu não havia acreditado ainda, essa possibilidade não entrara na minha cabeça, mas eu não conseguia parar de chorar. Horas se passaram até que eu e o Stefan conseguimos tomar o mínimo de consciência. Aqueles homens já haviam ido embora, mas nós teríamos que resolver as coisas dos nossos pais, ver papeladas, ir á psicólogos oferecidos pela empresa do nosso pai, etc. Elena: Cadê o Damon? – disse por fim. Stefan: Ele sumiu quando esses caras disseram que nossos pais tinham morrido. Levantei da cadeira na cozinha e fui até o meu quarto. Puxei o celular do bolso e disquei trêmula os números do Damon. Ele não atendeu. Recusei-me a desistir. Como ele poderia nos deixar sozinhos aqui? Ele enfim atendeu depois de quase 1 hora tentando ligar pra ele. Damon: Elena... Elena: Onde você está? Precisamos de você Damon. – disse controlando as lágrimas. Damon: Eu estou indo. Larguei o celular na cama. Eu não tinha mais lágrimas para chorar, mas o meu interior estava vazio, eu me sentia vazia. A ficha ainda não havia caído. Como era possível? Nada fazia sentido. Eles só viriam para cá em duas semanas. Depois de uns 10 minutos o Damon chegou. Eu nunca havia o visto daquele jeito. Seus cabelos estavam bagunçados, seu rosto extremamente vermelho e ele tinha um olhar derrotado. Damon veio até a minha cama e me abraçou, aninhando-me em seu peito. Elena: O que houve? – disse confusa. Damon: Eu não sei Elena. – acariciou meus cabelos. Nem Damon conseguiu confortar-me. Eu sentia um vazio tão grande dentro de mim, acho que nós três sentíamos. Acabei dormindo profundamente depois de vários cochilos interrompidos por pesadelos. Dia novo, mas o sentimento era o mesmo. Acordei totalmente entregue á angústia, é claro que eu não iria ao colégio. Meu celular não parava de apitar, com certeza essa história já havia chegado ao colégio. Levantei e fui ao banheiro, passei uma água no rosto e desci. Stefan estava com um papel aberto nas mãos e pálido novamente. Elena: O que foi? – cheguei perto dele. Stefan: O Damon foi embora Elena. Elena: O que? – acabei rindo sarcástica. Stefan: Ele foi embora. Elena: Não Stefan, o Damon não faria isso com a gente. Stefan: Ele deixou isso pra você. – entregou-me um papel dobrado. Que ótimo, perfeito, maravilhoso. Como ele poderia ter feito algo assim? Ele me ama. Eu estava me recusando á acreditar numa coisa dessas. Não poderia ser. Damon não me deixaria sozinha aqui, não deixaria eu e o Stefan sozinhos. No final de tudo, ele era nosso irmão mais velho. Eu e o Stefan não atendemos a campainha que tocou o dia inteiro, ficamos nós dois sozinhos no sofá da sala encarando o nada. Eu e ele estávamos sozinhos agora, sem pai, sem irmão mais velho, sem proteção. Ainda estávamos na fase de acreditar que a qualquer momento nossos pais ou o Damon abririam aquela porta. Mas depois de duas semanas completamente sozinhos, um ajudando o outro, entendemos que nenhum deles ia voltar. Nossa decepção maior era com o Damon. Tanto eu quanto Stefan estávamos com uma raiva incontrolável dele. A dor passou a fazer parte da gente e a cada dia precisávamos lutar com a nossa consciência para não enlouquecer. Eu tinha acabado de fazer 17 anos e Stefan estava prestes á fazer 18 anos, como iríamos lidar com a nossa vida sozinhos? Quarta-feira. Havia um mês que tudo havia acontecido. Dei graças á Deus por ter amigos tão bons e ter um irmão que se mostrou compreensivo. Eu e o Stefan tivemos que organizar o enterro dos nossos pais sozinhos, resolver o testamento, falar com advogados e tudo mais. Por Stefan estar á poucos dias de fazer 18 anos, não precisamos de tutor ou algo do tipo. Damon era nosso representante legal, grande utilidade. Eu finalmente resolvi ler a carta que Damon deixou pra mim, eu não poderia viver com a dúvida de ele ter ido embora pra sempre. “Elena, Você não tem ideia e nunca vai ter do quão difícil é deixar vocês. Sei que você ficará com raiva de mim, talvez até ódio, mas eu não posso olhar para a dor de vocês e saber que eu fui o responsável por isso. Poderia estar escrevendo sobre o quanto eu te amo, mas acho que você tem total compreensão e entendimento disso. Só pra deixar claro: Eu amo você. Eu não espero que um dia você me perdoe por estar deixando vocês dois, mas como eu disse: Não tem como eu viver com essa culpa junto com vocês. Eu me sinto tão culpado Elena, foi total responsabilidade minha a morte de nossos pais. Espero que você e o Stefan possam me perdoar por isso. O que tiver que ser será, e se tivermos que ficar juntos, vamos nos encontrar de novo. Meu coração é e sempre vai ser seu Elena, me perdoe também por descumprir minha promessa e não cuidar de você. Não deixe que nenhum garoto se aproveite de você, você é mais do que tudo isso. Se cuida.”
Notas finais
O que vocês acharam do capítulo? OBRIGADA profundamente pelos comentários, e pelos leitores fantasmas que se manisfestaram. A fic agora tem exatamente 75 acompanhamentos e eu estou MUITO feliz, nunca achei que pudesse ter tantos leitores. A história chegou no ápice e esse capítulo é um "fim" para um novo começo. O que acharam? Por favor comentem e se sintam á vontade para conversar comigo via mensagem como a BSalvatore.
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