Sweet Elena

23 Love is in the air


Notas iniciais
Eu estou em semanas de prova em pleno terceiro ano com projeto medicina, ou seja = durmo 4 horas por dia e passo as outras 20 horas estudando. Não vou abandonar vocês, JAMAIS e sempre que posso estou escrevendo, mas postar ficou difícil essa semana por causa do período de testes. Vou continuar postando aos fins de semana (e tentando postar um ou outro durante os dias úteis). Peço perdão aos leitores. Cheguei á 100 acompanhamentos, tem coisa melhor? Isso porque eu nem divulgo a fanfic em outros lugares! Capítulo para a Lizzy e MissMikaelson, obrigada pelas lindas recomendações!

Elena: Quem? – disse sem emitir som nenhum

Caroline: Damon. – fez o mesmo.

Olhei incrédula pra ela e neguei com a cabeça.

Elena: Eu não posso ver ele.

Caroline: Ele não vai embora Elena. Só vai lá, fala por dois segundos e despacha ele.

Respirei fundo e joguei a escova na cama. Fui até a porta de entrada e lá estava ele.

Elena: O que foi?

Damon: Você ainda tenta né Elena?

Elena: O que?

Damon: Acha que pode esconder as coisas de mim, mentir pra mim, tentar “disfarçar”... – sorriu

Elena: Não é isso. É que tem certas coisas que eu não posso falar pra qualquer um.

Damon: Agora você me machucou. – pôs a mão no coração.

Elena: Ah Damon, não foi isso que eu quis dizer.

Damon: Vem almoçar comigo. Eu prometo que independente do que você me contar nada vai mudar entre nós.

Elena: Eu falei que hoje não.

Damon: Se você não trocar de roupa agora, eu vou te levar assim mesmo.

Elena: Idiota. – disse dando ás costas pra ele.

Eu ia falar parcialmente o que está me deixando assim.

Fui até o closet da Caroline e puxei o primeiro vestido que eu vi. Dei um beijo na bochecha dela, puxei minha bolsa e saí do apartamento fazendo um rabo-de-cavalo no cabelo.

Damon: Onde quer ir?

Elena: Eu não sei.

Damon: Pode ser na minha casa?

Elena: Ai Damon...

Damon: Vem. – puxou-me pela mão e abriu a porta do carro.

Sentei no banco de couro e imóvel eu fiquei até chegarmos á sua casa.

Como um bom cavalheiro, ele abriu a porta e me guiou até dentro de sua casa.

Damon: Fique a vontade, não tem ninguém, nem empregados.

Elena: Quem vai fazer o almoço?

Damon: Eu.

Elena: Essa eu quero ver.

Fui com ele até a cozinha e sentei no banco alto do balcão de frente pra ele.

O observei durante 40 minutos preparando algo que ele chamou de “nhocão” que era uma massa de nhoque grande com molhos e queijos, até que ficou com uma cara bonita.

Damon: Eu falei que sabia cozinhar. – olhou convencido.

Elena: Eu ainda não provei moço.

Damon: Não seja por isso. Leva os pratos, por favor.

Enquanto ele ia com a bandeja para a mesa eu levei os dois pratos com dois conjuntos de talheres em cima.

Após a primeira garfada eu fiquei impressionada com o sabor gostoso que tinha.

Elena: Está uma delícia. – concordei.

Damon: Quem sabe cozinhar?

Elena: Você.

Damon: Quem não vai mais duvidar?

Elena: Eu. – ri

Depois de almoçarmos e do Damon me obrigar a lavar a louça simplesmente porque “ele fez o almoço”, fomos até a biblioteca particular dele para conversar. Sentamos juntos num sofá branco e gostoso.

Damon: O que aconteceu? Porque você chorou?

Elena: O que? Mas...

Damon: Elena você me subestima muito né?

Eu fiquei calada pensando nas palavras certas.

Elena: Eu e o Jared terminamos.

Damon: O que? Porque? Vocês pareciam perfeitos um pro outro.

Elena: Você sabe porque. Eu não falei pra ele, mas eu estava me sentindo mal.

Damon: Elena... Isso é ridículo, a culpa nem foi sua.

Elena: Eu sei, mas eu não amo ele.

Damon: Nem um pouco?

Elena: Não. Eu tenho afeto por ele, mas não o amo.

Damon: Ahhh... Então eu concordo com você. Ficar com uma pessoa que você não ama é fazer a pessoa de idiota.

Então ele ama a Katherine, já que eles estão juntos. Involuntariamente um nó se formou na minha garganta e meu coração parou por um milésimo de segundo. Antes de o nariz formigar e dos olhos se encherem de lágrimas eu respirei bem fundo, evitando que isso acontecesse. Era a minha vez agora de provar que eu o amo. Como? Deixando-o ficar com quem lhe faz feliz.

Damon continuava falando, mas eu só via seus lábios se movendo enquanto a dúvida mais cruel de toda a minha vida se formava na minha cabeça. Se o Damon foi embora é porque eu não o fiz feliz, se ele tivesse plenamente feliz comigo, ele nunca teria ido embora. Agora veio a segunda fase desse amor escondido, a baixa autoestima.

Damon: Entendeu Elena?

Pisquei duas vezes e vi aqueles olhos claros me fitando.

Elena: Sim, perdão.

Damon: Porque tem algo me dizendo que você não está assim por causa do Jared?

Elena: Porque você é idiota. – disse com humor.

Damon: Eu acho que pra levantar esse seu humor a gente devia ver seu filme preferido.

Elena: Qual? – disse desafiadora.

Damon: O Lado bom da vida. – sorriu confiante.

Elena: Achei que você fosse dizer Sempre ao seu lado.

Damon: Esse não é seu filme preferido, esse é o filme que mais te faz chorar.

Sorri completamente encantada com ele.

Damon: Quer ver na sala ou no quarto?

Elena: Melhor sala né.

Damon: Você que sabe.

Ele segurou-me pela mão, como sempre fazia, e fomos os dois para uma sala que eu não sabia da existência. Tinha um sofá enorme, que cabiam umas 6 pessoas facilmente e uma coberta branca e jogada de um modo chique. Na frente uma TV enorme que ocupava a parede inteira.

Damon: Fica a vontade.

Tirei os sapatos e sentei no sofá com as pernas dobradas e uma almofada por cima.

Ele pôs o filme e sentou ao meu lado. É claro que eu estava desconfortável com ele tão perto de mim e é claro que eu poderia arranjar uma desculpa facilmente para sair dali, mas eu não queria ir. Eu queria ficar ali com ele.

Com meu filme preferido, não foi difícil me distrair. Por um instante eu até esqueci-me de quem estava ali do meu lado, esse é o poder da Jennifer Lawrence.

Com o filme terminado e meus ânimos dominando minha pele, fui ao banheiro para respirar.

Olhei o celular e havia infinitas ligações perdidas e mensagens. Eu estava a odiar meu celular nesse momento. Ajeitei o cabelo solto agora que caia suavemente sobre os ombros, retoquei o batom e saí do banheiro. Assim que cheguei á biblioteca Damon estava de costas com um livro sobre as mãos.

Elena: Damon... – perguntei e minha voz saiu falha.

Ele se virou com o livro que eu o havia emprestado.

Damon: Quem realmente escreveu esse livro Elena?

Ele já sabia, aquela era apenas uma pergunta metafórica.

Elena: Eu escrevi Damon.

Minha saída para a tamanha mágoa que estava sentindo á anos atrás foi a escrita, coisa que eu sempre apreciei. Tive muita ajuda do Stefan e com seus contatos, acabei publicando. Meu nome nunca foi divulgado, foi um livro de um autor anônimo e eu já vi várias pessoas lendo e comentando, sem saber que fui eu quem escreveu.

Damon: Agora eu estou sentindo sua dor Elena. – pôs o livro com cuidado sobre a mesa e veio até onde eu estava.

Elena: Essa dor já passou.

Damon: Eu me sinto tão arrependido por ter te deixado Elena. – segurou meu rosto entre suas mãos. – Não éramos apenas irmãos, nós tínhamos algo único e eu estraguei isso.

Elena: Calma Damon, não adianta se lastimar agora. – acariciei sua bochecha.

Damon: Eu preciso te falar isso Elena, estou prendendo isso á anos... Infinitos e inacabáveis anos.

Damon deslizou uma das mãos que estava em meu rosto e então segurou minha mão, que antes estava apoiada em seu peitoral.

Damon: Eu ainda te amo Elena, mais do que antes, aliás. – sorriu timidamente.

Notas finais
Será que finalmente eles vão ficar juntos? Quem gostava de Jelena? ):