Sweet Dreams
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sonhos... Quem não gosta? Você tem a liberdade pra tudo.. Pode fazer o que quiser, coisas que nunca seriam possíveis na realidade. É também utilizado como termo para coisas que temos em mente no futuro, coisas que você imagina mas que não tem certeza que podem acontecer. Quer dizer, não facilmente. Você tem de lutar por eles, é o que todos dizem. Estudar, se formar, estudar mais, e depois, por em prática tudo o que você assimilou. Esses tipos de sonho fazem parte da realidade, porque são possíveis.
Tudo que é real é possível, essa é a regra da humanidade?
Não.
Foi o que eu descobri.
Descobri algo em mim, que poderia ser considerado irreal. Algo original, talvez?
Será que mais pessoas possuem algo assemelhado ao tal segredo que eu escondo?
As pessoas se assustariam? me comprariam? gostariam? se interessariam?
Provavelmente eu ficaria famosa, ou tais estudiosos tentariam descobrir o PORQUÊ, pois eles apenas querem demonstrar a realidade. A sua realidade é uma mentira.
Mas tudo isso não importa, desde que eu possa interferir na SUA fantasia, no seu subconsciente. Fico feliz por esse "dom" ser pelo menos um pouco útil, o que descobri a pouco tempo.
Eu visualizo o sonho das pessoas em minha mente, algo um pouco.. Anormal, talvez.. ?
Era uma sexta feira, e como sempre, todos animados na sala citando seus programas para o final de semana. Uns iriam ao shopping, outros a algum churrasco, e bem, outros apenas ficariam em casa, fazendo coisas inúteis, dormindo ou ou mexendo na internet ~o que é o meu caso~ .
Novamente ele está lá, sentado rodeado de garotas, todas as convidando para ir em lugares diferentes. Umas o convidam para ir no cinema, outras para ir a algum parque, e algumas até para assistir um filminho acompanhado de pipoca em sua casa...
–- Desculpe meninas, mas já tenho coisas o bastante programadas para meu "fds" .
–- Nossa heitor -bufou alanna- então comer peixe é mais importante do que uma pipoca de brigadeiro em minha casa? -disse ela em um tom irônico, como se não desse pra perceber o quanto estava sendo franca na frase.
–- Bem, faz muito tempo que não saio com meus pais. Eles me enchem o saco toda sexta feira, e acho que dessa vez uma desculpa não vai colar.
–-hm, ok. Sobra mais.
Elas se retiraram, com uma cara de desgosto do tipo "nunca mais vou convidar ele pra nada"
É engraçado, elas fazem essa mesma cara toda vez que ele recusa um convite, já até flagrei elas dizendo que nunca mais o chamariam para nada, mas dias depois lá vão elas com aquelas carinhas esperançosas e ao mesmo tempo desafiadoras de "ele vai escolher vir comigo"
Namorada pra aquele cara que não deve faltar.
Ultimamente eu... Me senti meio atraída por ele. Sempre o fico observando, como se fosse automático, mas nunca vi nada nele, além de ser um completo galinha.
Não vou negar, ele tem uma bela aparência. Cabelos um pouco compridos e lisos, olhos pretos calmos e calculistas, pele bem clara e macia... Lábios em um tom avermelhado quase como sangue, ah e aqueles dentes... Aquele sorriso...
ESPERA, POR QUE DIABOS EU.... ???
Quando voltei a realidade, percebi que o tal do heitor estava olhando pra mim, sorrindo, com um olhar intimidador e ao mesmo tempo impudico.
Me pergunto o porquê.
Sento na penúltima mesa do lado da parede, sempre com um moletom de gorro escutando musicas ou fazendo rabiscos aleatórios nas ultimas folhas do meu caderno, lá pelo menos posso expressar um pouco da criatividade que eu tenho em mente. Ele senta a duas fileiras após a minha, ou seja, na fileira do meio, por coincidência na penúltima carteira também. Então é fácil termos contato visual um com o outro, não que eu olhe pra ele com freqüência... Mas ultimamente isso está virando rotina...
Ele continuava olhando para mim, mas desta vez sem sorriso. Percebo que ele solta um bocejo, e olha pra frente. Em seguida, ele revira novamente o olhar dando a impressão que eu o tinha chamado, e abaixa um pouco a cabeça como se tivesse uma pressão sobre ela. Um segundo bocejo é solto pela sua boca, dessa vez mais duradouro. Logo ele abaixa a cabeça de vez e dorme, assim, do nada, de uma hora pra outra, sem em que momento algum teria aparentado estar sonolento.
Logo me deparei que não havia copiado absolutamente nada do quadro, e neste meio período, encarei aquele garoto por quase uma aula.
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