Sweet Disposition
4 Trouble
Cap 3 — Trouble
Remus adentrou no salão comunal da Grifinória mais intrigado do que quando saiu dele para a reunião dos monitores. Durante a ronda, ele e Liv conversaram sobre o pronunciamento de Dumbledore, no que a garota mostrou-se profundamente preocupada, e não de uma maneira normal como o Lupin estava, mas de uma forma de arregalar os olhos, de gesticular avidamente os braços e de esganiçar a voz. Remus ficara bastante surpreso, pois a morena sempre pareceu-lhe do tipo extremamente reservado e calado, o que boa parte do tempo era... mas não em uma situação de urgência como aquela. E em alguma situação com Dumbledore, aparentemente. O monitor meneou a cabeça, em uma careta, quanto mais tentava, menos a entendia.
O grifinório levantou o olhar e só então percebeu que James e Lily o encaravam, aparentemente encerrando a conversam que estavam tendo.
— Estavam na mesma ronda? Achava que o James era com uma parte da ala norte e Lily com uma da noroeste. – Falou, com o cenho franzido.
— Ah, não, não. Só chegamos ao mesmo tempo. – Falou Lily, um pouco baixo, não querendo acordar ninguém. – Estávamos conversando sobre o que Dumbledore disse na reunião, como pode imaginar.
— Sim, eu e Liv durante a ronda também comentamos sobre isso...
— A da Corvinal? – James indagou, franzindo o cenho, no que Remus assentiu ignorando a expressão confusa do Potter. O maroto continuou a falar. – Bem, o fato é que se já estávamos preocupados antes, ver Dumbledore falar daquela forma, tão sério, só nos preocupa mais.
— E ele não estar em Hogwarts? Ele tenta evitar isso ao máximo! – Lily completou, séria. – Às vezes eu penso que... bem, que o professor está pensando em enfrentar ele de frente. – Completou, sentindo um arrepio frio subir pelo seu corpo.
— Mas não sozinho, creio. – Remus disse, concordando com a cabeça. – O outro já tem muitos seguidores, pelo menos é o que todos dizem.
— Acho que Dumbledore está fazendo os seus próprios seguidores. – O Potter sentenciou, nos que os outros assentiram em muda concordância. Lily suspirou.
— Não vi Summer depois da reunião, mas acho que, como nós quatro somos os monitores mais velhos, sendo eu e Potter monitores-chefe, devemos nos reunir e pensar numa maneira de acirrar a supervisão sem criar nenhum alarde. Acho que não seria bom os alunos sentirem que algo está errado, pode criar um sentimento de pânico.
— E depois passamos o decidido para os outros monitores. – James completou, assentindo.
— Certo. E falando em monitores-chefe, quando vocês irão se mudar para o outro dormitório? – Remus perguntou, lembrando-se do fato de já ter se passado uma semana e nem Lily, nem James terem se mudado para o dormitório dos monitores-chefe.
— Não te contei? – Prongs respondeu, com uma careta. — Alguém jogou algo extremamente fedorento lá, não me pergunte como. Só sei que quando fomos lá com a Minerva, estava terrível. Ela disse que estava quase conseguindo remover com o professor Flitwick, e que talvez nesse final de semana poderemos já dormir lá.
Os dois marotos continuaram a conversa, tentando descobrir quem poderia ser o culpado, no que Lily foi perdendo o interesse aos poucos, dando um enorme bocejo. Preferindo não interromper a conversa, virou-se e começou a sair de fininho.
— Evans! Você já vai? Sem me dar boa noite? Assim fico magoado. – James disse, não deixando de notar a saída de Lily, já que parecia ter uma antena ligada à garota 24h. A Evans apenas revirou os olhos e meneou a cabeça, continuando em direção ao dormitório feminino sem dizer nada. – Bem, boa noite então, Lily. – Completou, fingindo estar aborrecido, e vendo que a garota o ignorara, bufou baixinho e voltou sua atenção para Remus, que prendia o riso.
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Lily deixou a camisola deslizar por seu corpo com o cenho ligeiramente franzido. Estava surpresa por não ter se lembrado do dormitório dos monitores-chefe e que ela logo dormiria nele. Talvez porque na verdade não estava muito inclinada a ir dormir lá. Acostumara-se a dormir junto com suas amigas e, apesar de talvez até gostasse de dormir sozinha às vezes, o fato de que dividiria o dormitório – mesmo que em quartos separados – com James não lhe agradava muito. Não queria que ele pensasse que tinham qualquer tipo de intimidade. Mas também não era como se fosse obrigada a dormir lá, apenas não queria ter o privilégio e não usá-lo.
Sentou-se em sua cama, tentando fazer o menor barulho para não acordar as outras meninas. Não era como se odiasse James Potter com todas as fibras de seu ser, antes poderia até mesmo sentir isso, mas é que a imagem dele como uma pessoa extremamente arrogante, infantil e egocêntrico estava tão fechada em sua mente, que ficava difícil de admitir que pessoas mudam ou até mesmo que ela poderia estar errada. Isso tudo resultava em uma certa relutância da parte dela em se relacionar com ele, fato que vinha tentando melhorar desde o final de seu sexto ano, quando começou a perceber que ele não era um caso tão perdido assim. Estava decidida a, ao menos, tratá-lo com cordialidade, mas sem muita intimidade.
A ruiva meneou a cabeça rapidamente. Era só o que lhe faltava, ficar divagando sobre James Potter quando vinha tendo pesadelos com o mesmo e tentando ao máximo não pensar nem sequer em um fio de cabelo dele antes de dormir. Deitou-se e apertou os olhos com força, desejando avidamente que finalmente dormisse bem.
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Sofia gemeu baixinho de dor, massageando suas costas. Sonhava que estava dando loopings em sua vassoura, mas que de repente escorregava e caía dela, e agora estava no chão ao lado de sua cama. Meneou a cabeça... não caía da cama desde que tinha, o quê? Quatro anos? Olhou ao redor e viu que Dorcas a encarava risonha, mas assim que ela levantou o olhar, Sofia notou os olhos extremamente azuis da loira ficarem sérios, o que fez a Dumont se levantar rapidamente. Na cama da ponta, Lily dormia, ou melhor, se remexia na cama com uma expressão de dor.
— Outro pesadelo? – Sofia sibilou para Dorcas, no que ela assentiu.
— Devemos acordá-la? – A Meadowes sibilou de volta.
— Acho que não... melhor não. Podemos assustá-la. Mas amanhã com certeza iremos conversar com ela. – E ajeitou-se novamente na cama, dando uma última olhada preocupada na ruiva antes de dormir.
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Sirius remexeu os olhos, chorando internamente ao perceber que estava acordando. Quis chorar mais ainda ao lembrar-se de que era sábado e que, se ainda estivesse de férias, poderia simplesmente colocar a cabeça debaixo do travesseiro e dormir de novo. Por fim, derrotado, resolveu abrir os olhos. Bagunçou mais os cabelos negros já bagunçados pela dormida e afastou o cortinado da cama, constatando com um gemido que todos no recinto dormiam. Bufou baixinho e foi tomar um banho, pensando seriamente em jogar um balde de água em todos. Se ele acordara cedo, todos deveriam acordar.
Voltou do banho mais desperto e menos emburrado e, com a gravata apenas jogada em seu pescoço e alguns botões da blusa ainda por abotoar, resolveu descer para o salão, na esperança de ver alguma alma acordada. Por sorte, Sofia encontrava-se jogada em uma das poltronas.
— Bom dia! – Sirius exclamou, arrependendo-se no minuto seguinte ao notar a cara de poucos amigos da Dumont. – Ou é melhor eu voltar para o quarto? – Completou, receoso. Sofia meneou a cabeça, levemente corada.
— Não seja dramático... só acordei terrivelmente cedo. – No que Sirius sorriu, sentando-se na poltrona ao lado. – E você? Uma manada de hipogrifos passou por sua cama e fez você estar aqui essa hora?
— Quem está sendo dramática, Sofia? – Retrucou, num meio sorriso. – Sei lá o que me deu, só acordei.
— Acho que foi o seu inconsciente que sentiu que eu estava aqui, desamparada, e te enviou para me salvar do tédio eterno.
— E desde quando meu inconsciente fica se preocupando com você, hein? – Perguntou, fazendo a garota corar instantaneamente, desconcertada. Sirius se alarmou. – Não foi isso que... Ih, a frase ficou estranha. Mas, ah, você entendeu a brincadeira. – A garota riu levemente.
Só então Sofia notou a camisa abarrotada do maroto e a gravata largada. Sorriu, com um comentário pronto na ponta de sua língua.
— Si...
— Sofia? Pode subir aqui rapidinho? – Chamou Dorcas do alto da escada, com um ar sério, o que varreu qualquer comentário da cabeça da Dumont, que correu escada a cima, deixando um Sirius repentinamente preocupado para trás.
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— O que houve? – Murmurou Sofia ao entrar no dormitório com Dorcas e ver Summer em pé, de braços cruzados, ao lado da cama de Lily. – Ela está bem?
— Ela me acordou há pouco, está se queimando de febre. – Dorcas disse, aproximando-se com Sofia de Summer.
— Meninas, eu vou tomar um banho rápido e sair, porque tenho que resolver umas coisas antes das aulas, mas me avisem qualquer coisa, certo? E levem ela para a ala hospitalar, é melhor. – Falou Summer, num ar preocupado, no que as outras assentiram e ela se dirigiu ao banheiro.
— Lily? – Sofia chamou, baixinho, no que a mesma abriu levemente os olhos extremamente verdes. – Lily, consegue se levantar? Só para se trocar para podermos te levar à Madame Pomfrey.
— Se não conseguir, não tem problema, chamamos a professora McGonagall.
Lily meneou a cabeça, arrependendo-se em seguida ao senti-la rodar, com a ajuda das meninas sentou-se, indicando onde suas roupas estavam.
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Quando as meninas desceram com Lily, o salão estava um pouco menos vazio que antes, então Lily tentou fazer a melhor cara de saúde que pode, a fim de evitar perguntas. O que era extremamente difícil de se fazer quando sua cabeça latejava, seu corpo suava frio e sua pele estava quase podendo fritar um ovo, quando se carregava certa popularidade nas costas e, principalmente, quando um Sirius e um Remus exclamavam, nada discretos:
— O que houve, Lily?! Está tudo bem? – Alguns poucos alunos que estavam por ali viraram a cabeça, intrigados.
— Psst, ela não está muito bem, além de estar pelando de febre. – Dorcas sussurrou, recriminadora.
— Iremos deixá-la com Madame Pomfrey e mais tarde quando formos visitá-la vocês vão. Mas sem alarde, sério. – Sofia completou, começando a ver expressões exageradamente preocupadas no rosto dos garotos.
— Avisem ao Peter para mim, encontramos vocês no café. – E saíram pelo buraco do retrato.
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— Bem, não parece ser qualquer tipo de resfriado ou garganta inflamada... – Constatou Pomfrey, guardando o termômetro bruxo¹. – Fora a febre, ela parece muito cansada, pode ter sido o estresse da primeira semana de aula... Ela é monitora-chefe, não? – E voltou-se para Lily. – Tente trabalhar menos, mocinha, ou quando chegar no seu N.I.E.M's você não irá aguentar. – Ralhou, cobrindo a Evans com um fofo lençol. – Agora faremos o seguinte, você passará o dia aqui... Eu mandarei uma coruja à professora McGonagall, não se exalte. – Completou rapidamente ao ver que Lily protestaria. – Como eu dizia, passará o dia aqui e se ao final do dia a febre baixar, te deixarei com uma poção e estará liberada, mas só se amanhã também ficar descansando em seu dormitório, aproveite que é domingo. Tenham certeza de que ela cumprirá isso, se não eu a trago de volta. – Pomfrey encarou as meninas com o cenho franzido. – Se a febre não baixar, vai dormir aqui. Agora vocês duas vão para os seus afazeres que eu irei pegar algo para ela comer antes de tomar a poção.
— Certo... Lily, descanse. – Sofia falou, afagando levemente a mão da ruiva.
— Mais tarde viremos te buscar. – Dorcas disse, acenando, enquanto saíam do local.
Quando as meninas saíram, Lily cobriu sua cabeça com o lençol, num gemido baixo. Não entendia porquê diabos aquilo estava acontecendo com ela. Tantas coisas para fazer e ela ali, se queimando de febre, sentindo a cabeça explodir. E o pior de tudo é que sabia porque estava daquele jeito, sabia o que a estava estressando.
— Aqui, querida. – Madame Pomfrey disse, instalando uma bandeja repleta de frutas, suco, torradas e panquecas, fazendo Lily se perguntar se Pomfrey achava que ela era algum tipo de monstro para comer aquilo tudo sozinha. – Depois tome a poção. – Completou, depositando um frasco com um líquido amarelo nada apetitoso. – E eu saberei se não tomou, ouviu? – E saiu, provavelmente para tomar seu próprio café da manhã.
Lily passou geleia em uma torrada, distraidamente. Era verdade que sabia porque estava daquele jeito, mas não sabia de tudo. O fato era que na noite anterior, tivera mais um de seus pesadelos e novamente parecia que James estava lá, porém não tinha certeza de nada, já que dessa vez não se lembrava do sonho. Da outras vezes, tudo era extremamente nítido, porém dessa vez só se lembrava do sentimento de profunda dor e preocupação que aparentemente sentia no pesadelo e de que James estava lá. Tentava ao máximo lembrar como tinha sido o sonho ruim, mas isso só fazia sua dor de cabeça aumentar, seu corpo queimar e sua mente enevoar, confirmando quem era o culpado daquilo tudo.
Fechou os olhos por um momento, tomando um gelado suco de abóbora, e quando os abriu, notou um James Potter adentrar alarmado na ala. A Evans xingou-se internamente por estar comendo, não podendo fingir que estava dormindo.
— Lily! Está tudo bem? Ainda está com febre? Está se sentindo fraca? Dói em algum lugar? – Atacou a ruiva com suas perguntas, o que fez a expressão da mesma tornar-se uma careta. Percebendo isso, sorriu desconcertado, para logo em seguida lançar-lhe um sorriso maroto. – Quer massagem?
— Agora já deu, Potter. Sim, eu não estou me sentindo muito bem, sim, ainda estou com febre. E não, não quero nenhuma massagem nem qualquer tipo de brincadeira. Só preciso descansar sozinha para ficar bem de novo. – Lily lançou, ligeiramente corada. – E obrigada por perguntar, de qualquer forma. – Completou, no que James sorriu, sincero.
— Fiquei preocupado... Isso tem algo a ver com sua irritação de ontem?
"E bingo! James ganha o prêmio de espertinho do ano", Lily pensou, tentando saber como ele tinha acertado em cheio tão rápido.
— Não, não... Só estou um pouco estressada pelo começo do ano e com as obrigações de monitora chefe, só isso. – Mentiu descaradamente, quase corando por fazer isso tão na cara limpa.
— Sei...
— Ora, Potter, o que está fazendo aqui? Deixe sua amiga descansar! Vamos, saia. Vá comer e ir para suas aulas, que quando ela estiver melhor você vem. – Pomfrey apareceu, irritada. – Ora, esses jovens... Não me deixam em paz... – No que Lily prendeu o riso. – E você, mocinha? Tomou sua poção?
A ruiva corou, afundando em sua cama, enquanto James saía, revirando os olhos por trás da curandeira.
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— Aaah, por que, Merlin, por quê? Um dia tão bonito lá fora e eu enfiado aqui... – Sirius resmungou, acenando com a varinha, emburrado, fazendo um rombo em um alvo de madeira.
— E o Flitwick também não está pegando leve... – Remus comentou.
— É, parece até que os N.I.E.M's vão ser, sei lá, amanhã! – Peter emendou, fechando a cara.
— Sr. Black, sr. Lupin e sr. Pettigrew, parem de cochichar e pratiquem! – O professor ralhou, parecendo querer dar pulinhos para alcançar a altura dos rapazes.
Sirius revirou os olhos, acenando mais uma vez com a varinha, no que dessa vez o alvo foi atirado longe, fazendo Peter comemorar, animado.
— É disso que estou falando, sr. Black, concentração.
— Muito bem, sr. Black, é só prestar atenção, sr. Black. – Ironizou Dorcas perto dos meninos, no que Sofia e James, ao lado da loira, prenderam o riso.
— CUIDADO! – Sofia exclamou de repente, um pouco tarde, pois o raio laranja que a assustara a garota já acertara em cheio Remus. Todos os olhares dos alunos da Grifinória e da Corvinal, em uma aula dupla, voltaram-se para uma menina que mantinha os olhos extremamente arregalados e a mão que segurava a varinha tremendo loucamente. Remus, com o feitiço, batera na parede em cheio.
— Afastem-se! – Esganiçou Flitwick, aproximando-se do Lupin. – Você está bem, sr. Lupin? Consegue me ouvir? Lupin? – Remus abriu levemente os olhos, parecendo ver o professor a milhas de distância.
— Estou...? – Murmurou, lesadamente.
— Desculpa, desculpa, desculpa, mil desculpas, Remus, professor Flitwick... – Liv, a causadora da confusão, falava rápida e ofegantemente, com os cabelos negros quase cobrindo todo o seu rosto extremamente corado. – Eu não mirei muito bem e a varinha se descontrolou, me desculpem...
— Tudo... bem. – Murmurou Remus, parecendo se recuperar do susto.
— Tudo bem, srta. Baudelaire, o Lupin parece já estar se recuperando, só prometa que não se repetirá. – Flitwick falou, calmo, mas pensando se tinha sido uma boa ideia permitir que a nota da corvinal fosse aceitável para cursar sua matéria.
— Claro... – Murmurou, desconcertada, voltando para o seu lugar, de onde uma corvinal mantinha uma expressão de alívio, como quem diz 'ainda bem que não foi em mim'.
— Quer que o levemos pra ala hospitalar, professor? – Sirius ofereceu, mas nitidamente prendia o riso.
— É! Ala hospitalar! Podemos levá-lo. – James exclamou de repente, vendo uma ótima oportunidade para visitar uma certa ruiva.
— Não, não acho que seja necessário, meninos. – O professor avaliou, quando Remus se levantou, massageando a têmpora. – Foi só um susto. Agora todos, voltem ao trabalho!
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Ao final da aula de Feitiços, Remus apenas sentia uma leve dor de cabeça, o que não queria dizer nada para os amigos, que não pegaram leve ao tirar onda com sua cara. De cara fechada, esperou-os do lado de fora da sala, no que observou Liv sair encarando mais o chão do que o teto, como acontecia normalmente.
— Liv! – Ele chamou, no que ela o olhou como se ele fosse um louco e fez menção de sair correndo. – Ei, não, espera. Olha, não foi nada, acontece. – Falou calmamente, aproximando-se da menina. – Sério. – E riu, quando ela o olhou, desesperada, parecendo querer começar uma nova onda de pedidos de desculpas. – Só não esqueça de, na próxima vez, acertar o Sirius ou o James ao invés de mim. – No que ela pareceu finalmente respirar todo o ar preso em seu pulmões e arriscou um pequeno sorriso calmo.
— Pode ser... Mas, bem, eu nunca acertaria o James... – A menina falou, aérea, com um brilho nos olhos menos intenso, mas muito parecido, como de quando falava em Dumbledore. Acenou e saiu, deixando um Remus extremamente e descaradamente confuso para trás.
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— Já disse que já estou bem! Olha, pode pegar, nada de febre. – Lily exclamou, já irritada por esta falando aquilo bem pela décima vez, estendendo o braço para Sofia e Dorcas, que a olhavam desconfiadas. – Ah, qual é, a própria madame Pomfrey falou, certo? Eu vou sair daqui. – E se levantou, pegando poucas coisas suas que estavam ali, saindo da ala com duas meninas risonhas ao seu encalço. – Barretes vermelhos. – Falou, já na frente do retrato da Mulher Gorda.
— Pode entrar, querida, está melhor? – A Mulher Gorda perguntou, no que Lily assentiu, em um leve sorriso.
— Lily! Está melhor? – Uma quartanista perguntou assim que ela entrou no salão, no que a Evans, novamente ficando irritada com isso, murmurou que sim.
— Evans! – James exclamou, se aproximando, fazendo a ruiva se perguntar se ele ia se decidir de vez se a chamaria pelo nome ou pelo sobrenome. – Está...
— Estou, parem de perguntar isso, se não estou mais na ala é porque estou bem, minha nossa. – Fazendo Remus, Sirius e Peter desistirem na mesma hora da fazer a mesma pergunta. – Não se pode mais nem ter febre nesse lugar...
— E Lily Evans desconta sua raiva acumulada em James Potter, só para variar um pouquinho... – James comentou, irônico, no que Lily revirou os olhos.
De repente, uma coruja grande de Hogwarts entrou pela janela e jogou um pequeno rolo de papel nas mãos de James.
— Evans e Potter, fico feliz em dizer que seus dormitórios estão finalmente limpos e restaurados. Parabéns novamente pela nomeação e espero que aproveitem a regalia.— James leu, em voz alta. – Minerva McGonagall. – Completou. – É, ruiva, parece que não irá dormir aqui de novo. – E deu um sorriso largo, no que de repente, todos os outro pareceram ter coisas melhores a fazer.
Lily sorriu amarelo, segurando um muxoxo.
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¹: Bem, não sei se isso existe no mundo deles, mas... né?
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