Sweet Desire

8 Capitulo 8 - Suga causa boas primeiras impressões!


Notas iniciais
Olá, como estão? Eu estou ótima e curiosa se vão gostar do capitulo rs. Espero que curtam!

Capitulo 8

Fiquei olhando a Pooh na janela miando sem parar, seu novo amigo tinha ido passear com suas “meninas” e nem ao menos pensou em convidar nós duas. Durante a semana, vira e mexe ele ficava conversando com uma delas no portão, só conseguia participar da conversa quando a Sra. Amelia era única participante, pois as outras só me ignoravam e lançavam olhares parecendo que me condenavam por algo.

— Pooh, ele foi passear sem se importar em nos levar, não choramingue por quem não te merece – ela me olhou, porém em seguida voltou a miar.

Parece que essa semana elas vão fazer uma apresentação de dança, foram comprar vestidos novos entre outras coisas e o chamaram para ajudar. Foi tão frustrante vê-los entrando no fusca sem ao menos fazerem um convite por educação para eu ir junto.

— Ainda tenho que colocar as roupas dele para lavar e ver o que preparo para o nosso lanche – resmunguei me levantando indo fazer isso.

A campainha tocou naquele exato momento, fui me arrastando até a porta e a abri.

— Olaaaaá – V sorriu empolgado.

— Não era para você está em Portugal? – perscrutei bastante surpresa.

— Por algum motivo ainda não descoberto, acordei com o braço direito torcido e tive que ficar na reserva, fiquei tão chateado que nem ao menos quis ir assistir os jogos – disse parecendo está chateado, só que logo abriu um sorriso.

— V, você desistiu do campeonato para vim me vigiar? – fiquei boquiaberta.

— Mais ou menos – riu nervoso percebendo que eu o olhava de forma desaprovadora – Mas foi por uma boa causa, por uma boa causa – insistiu em lembrar — Não conseguiria me concentrar nos jogos sabendo que você estaria aqui sozinha – observou a casa por cima da minha cabeça.

— Entre, no momento só eu estou em casa mesmo – abri espaço para ele passar.

Ele andou em passos lentos e hesitantes olhando em volta parecendo temer que algum móvel fosse arremessado na sua direção, sentou no sofá parecendo desconfortável.

— A Pooh está em casa! – apontou surpreso para gatinha que batia com as patinhas na janela miando – Parece está querendo ir embora de novo.

— Não, é que ela anda muito grudada no Suga – mesmo que o seu amado só a ignora – E ele saiu com as minhas adoráveis vizinhas...

— Então ele saiu justamente na tarde que vim te visitar? – indagou me interrompendo – Faz sentido!

— Ele saiu faz um bom tempo já deve está voltando, pediu para deixar um lanche preparado – suspirei percebendo que ainda parecia está louca e me sentei ao seu lado.

— Relaxa, eu estou ao seu lado e nunca vou deixar de está. Vamos superar isso junto! – me abraçou de lado – Por que travesseiros e lençóis aqui na sala? – indagou.

— O Suga roubou meu quarto – respondi mostrando minha infelicidade sobre isso, mas o V começou a gargalhar.

— Não queria ser mais fã dele, entretanto, só que mesmo sendo uma doença consegue ser uma pessoa irritante e isso me impressiona muito – pareceu nem se importar de que eu estava dormindo naquele sofá – Se importa de ir ao quarto ver o que tem?

— Não, não... – dei ombros.

Ficamos sentados no sofá em silencio.

— Ué, você não ia dar uma olhada no quarto? – indaguei apontando para a porta do quarto.

— Sim, mas estou com medo de ir sozinho... – confessou ficando corado – Vai que não gosta da minha presença lá?

— Ele saiu com a Sra. Grace e suas amigas. Não se preocupe – apontei novamente para o quarto

— Espera aí, ele realmente saiu com elas? – ele pareceu um pouco confuso – Não tem como... – balançou a cabeça negativamente.

— Te entendo – até eu mesmo que fui à primeira ter contato, demorei a crer que ele era real. Imagine o V que nem chegou a vê-lo?

— O que Suga tem contra mim? – indagou muito curioso – Qual é a desculpa que dar para não atender minhas ligações? Tenho medo dessas doen... De ele me odiar e tentar algo!

— Ele só diz que sabe muitas coisas sobre você e que já viu que é um idiota – respondi e ele ficou boquiaberto com o que ouviu.

— O Suga nunca falaria algo assim de mim, com certeza eu tiraria no lugar de seu melhor amigo – falou muito convicto.

— Bem que o Kim Seo.. – ele me interrompeu.

— Você é uma tarada, sabe muito bem que fizemo-lo com você sendo o tipo ideal dele – me acusou.

— Quem deu a ideia de colocar nós dois como tipos ideais de dois personagens foi você! – retruquei.

— Bem que a Rise podia aparecer... – sorriu ficando pensativo.

— Não quero imaginar o que essa poluição que você chama de mente, está imaginando – bufei.

— Está com ciúmes? – perscrutou – Já te falei que não te vejo como mulher...

— Yah! Você está sendo muito idiota! Veio me ajudar ou falar besteiras? – tentei o empurrar do sofá.

— Não quis dizer que você parece homem, mas que eu te vejo como uma irmã – justificou – Onde está aquela garota que nem falava direito?

— Estou faz uma semana tendo que treinar meus argumentos contra o Suga – apesar dele sempre ganhar.

— Ahm... – apenas assentiu – Vamos comigo no quarto – pediu.

— Ok. Mas não tem nada lá, não precisa ficar agindo como se a casa estivesse maldiçoada – levantei indo para o quarto e ele me seguindo.

— Só não estou acostumado com esse tipo de situação – segurou meu braço e entramos.

O quarto estava como qualquer quarto normal, tirando o fato de ser meu, mas ter roupas do Suga espalhadas.

— Ele veio com o guarda-roupa junto? – V perguntou apontando para as roupas – Não, ele não precisaria ter usado seus shorts... – bufou irritado – Estou ficando esquizofrênico também! – reclamou.

— Não precisa pirar, eu te entendo – o consolei — Eu o levei para fazer compras – e o V teve a reação que já era esperado.

— Você comprou essas roupas toda para a sua doença, mas eu que sou real compra uma peça apenas em datas comemorativas – fez um drama indo mexer nas roupas – Vamos negociar.

— Negociar o que? – me sentei na cama.

— Essa bota – mostrou a bota que o Suga lutou para ganhar, é muito cara.

— Não, se essa bota sumir vou declarar meu atestado de óbito – neguei sem pensar duas vezes.

— Você nem ouviu a minha proposta, calma – respirou fundo – Eu consigo um encontro seu com o Peter – aposto que fiquei sem cor.

Ele por acaso sabe que o acho um gato?

— Pe-peter? O que você você está falando? – desviei o olhar.

— Acho que ele seria um ótimo cunhado, então, certo – agiu como se a bota já fosse dele.

— Não, não... Isso é do Suga! – fui até ele indo pegar a bota.

— Ele não vai nem usar! – me impediu de pegar.

— Claro que vai, foi à única coisa que o deixou animado de comprar – não desisti – Solta V!

— Ele não é real – também não desistiu.

E uma guerra foi travada, encaramos um ao outro sério e um tentava arrancar da mão do outro.

— Você está parecendo uma criança egoísta – me comparou.

— Você uma criança que quer o brinquedo de outra criança a qualquer custo – retruquei.

— Mas essa bota é masculina e é praticamente o mesmo número que o meu.

— Só que essa bota tem dono – o lembrei.

— Esse dono não existe! – e arrancou de minhas mãos – Certo, vai aceitar a minha proposta?

— Claro que não, né! – bufei.

Vi o outro pé jogado um pouquinho próximo, peguei a bota e ele veio na seca pegar a outra me derrubando.

— V! – exclamei e ele ficou ainda brigando pela bota ainda em cima de mim.

— Sulkin! – parou percebendo que estávamos em uma posição estranha.

E V pareceu um pouco tonto com isso e saiu de cima.

— Você está bem? – indaguei preocupada.

— Nada não, só tive um déjà vu – explicou se sentando.

— Iiih, andou tendo sonhos estranhos comigo de novo? – indaguei.

— Do que você está falando? – franziu a testa tentando compreender.

— Estava apenas te testando, ter uma sensação de déjà vu em uma situação dessas comigo é estranho – dei de ombros.

— Por isso fiquei tonto – bufou.

— Vamos ir comprar um bolo? – indaguei mudando o assunto.

— Pra quê?

— Hoje você vai conhecer o Suga, precisamos comemorar que não sou uma esquizofrênica – sorrir fazendo emoção.

— Tá bom né. Mas vai ser morango? – assenti – Então vamos!

O caminho todo até a padaria e a volta foi eu desabafando minha convivência com o Suga, que o V mesmo ainda em dúvida da situação me dava conselhos.

— E tudo piorou quando a Sra. Lisa resolveu trocar o seu celular e deu para ele o antigo... – lembrei-me dele andando pela casa conversando com ela.

— Ela tinha Iphone 6s, ela trocou por qual? – indagou muito curioso.

— Eu não entendo de celular! – bufei o lembrando.

— Eles com certeza devem ter falado algo para você! – pelo visto só se satisfaria se respondesse.

— A Sra. Lisa não gosta de mim, você sabe muito bem... E ela ainda mandou o Suga ter cuidado para não ser roubado! – cruzei os braços.

— Claro, você roubou a planta preferida da Sra. Grace, seu histórico não ficou bom – ele concordou?

— Entendo que podem desconfiar de mim, mas o que fiz com elas antes? Lembro que assim que as conheci a Sra. Grace me jogou milho de pipoca e mandou-me comer do chão!

Eu só estava indo comprar o bolo de chocolate que ela estava vendendo na calçada, aí a Sra. Amelia começou a chorar; Sra. Lisa começou a gritar comigo; e a Sra. Grace saiu de entro de casa com uma panela e saiu jogando os milhos que estavam dentro da mesma em cima de mim. Depois disso nunca mais tive paz, meu pai havia até me proibido de sair pela rua sozinha e após ele ter morrido a situação piorou quando descobriram que eu vivo da pensão dele.

— Certo. Elas foram muito más com uma adolescente que havia chego de um orfanato – então ele lembra muito bem de toda história.

Minha mãe foi embora quando eu era muito pequena, meu pai solteiro e um pouco avançado na idade, admitiu que não saberia cuidar de uma criança sozinho. Mas em vez contratar uma babá, teve a brilhante ideia de me colocar em um orfanato e quando fiz dezesseis anos me buscou.

— Mas você ter tido seu momento de vingança por conta de ter roubado uma planta as fez terem o que falar de você entende?

— Ainda mais agora que o Suga virou amiguinhos delas – suspirei percebendo que isso me afastaria dele – Pelo menos a Sra. Amelia gosta de mim – forcei um sorriso tendo noção que precisava descobri a tática dela de ser mimada pelo Suga.

— Mas não podemos negar que a Sra. Amelia teve um problema com a memória faz uns anos e ela se esquece de algumas coisas – relembrou – Pelo menos ela se lembra de algo, né? – assenti.

— Mas que graça tem o Suga ficar conversando com elas pelo celular? Que graça eles tanto veem nesse Plus?

— Plus? – V quase derrubou o nosso bolo.

— Sim. Eles ficaram conversando sobre 6s plus – vou comprar negócio daquele só para ficar rindo e o Suga não entender o motivo.

— O Suga falou algo de Iphone 6s Plus? – perscrutou parecendo que era algo muito importante.

— Sim. Lembrei agora!

— A Sra. Lisa trocou o Iphone 6s pelo Iphone 6s Plus – se deprimiu – Ainda tenho meu celular de dois atrás que se encontra trincado no momento.

— Um dia você vai ter que se recuperar dessa sua inveja dos celulares da Sra. Lisa – o aconselhei.

— Vou tentar – ele sorriu para mim e apontou – Olha o Peter ali!

Ele estava chegando de uma corrida, estava parecendo cansado e lindo como sempre.

— Tem certeza que não quer o encontro? – questionou.

— Tenho! – praticamente gritei.

— Sulkin! – sorriu o Peter.

— Olá – comecei a ficar nervosa – Estava correndo sendo sex... Atlético como sempre?

— Atlético? Quem me dera! Estou tentando tirar meu sedentarismo – explicou e olhou o V – Hey cara!

— Fala aí! – V sorriu – Você namora? Senão, tá a fim de ter um encontro?

— Ahm? – Peter pareceu surpreso e confuso.

— Espero não tenha me entendido mal, mas não é para mim e para a Su... – o interrompi.

— Uma amiga... no-ssa estava... estava... curiosa sobre você e nos perguntou – forcei um sorriso tentando parecer convincente.

— Ótimo. Busco-te ás 6 horas na outra sexta sem ser essa, ok?

— O QUE? – praticamente berrei.

— Queria te convidar faz um tempo mesmo, mas achava que você namorava o V – explicou.

— O QUE? – berrei dessa vez.

— Não acredito – V disse também surpreso.

— Você me faz rir e é fofa – explicou, olhou o peso que o V carregava – Acho que estou atrapalhando... Vou indo – assentimos.

— 10, 9, 8, 7... – sabia que quando acabasse a contagem regressiva o V faria algum comentário sobre o momento – 6, 5...

— Sulkin! – Peter chamou novamente.

— O-ooi?

— Entreguei as coisas da Pooh para o seu irmão, o Suga – vi o V quase derrubar o bolo novamente.

— Você viu o Suga? – V arregalou os olhos.

— Sim, ele é bem... – torceu o nariz parecendo não ter gostado muito dele — Interessante? – pausou — Disse que não precisava, pois faria questão de jogar no lixo e compraria coisas à altura da sua gata – não acredito que o Suga foi tão mal educado.

— Desculpas...

— Eu também sou ciumento com minhas irmãs – deu de ombros – Não esqueça o nosso encontro, tchau – e foi para sua casa.

— 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1... Ele estava o tempo todo afim da minha namorada? – bufou irritado.

— Eu não sou sua namorada, V – fui andando no automático.

— Dana-se, ele não sabia e ficava de olho! Tanto que, assim que percebeu que não era já caiu em cima – bufou mais uma vez.

— Não estou acreditando... – o Peter, vizinho bonitão que eu sempre tropeço, gaguejo e falou coisas erradas na sua frente estava afim de mim.

Abri a porta e o V exclamou alegre.

— Nosso querido Suga! – olhos do V brilhavam.

— Suga, te apresento o V – sorri.

Suga que estava comendo pizza, virou nos encarando e avaliou o V.

— Esperava mais dele... – ele só falou mal do V o tempo todo.

— Você me chamou de idiota – V o lembrou.

— Eu sei, por isso repito que esperei mais de você.

O V ficou calado não sabendo reagir à recepção.

— Trouxeram bolo?

Notas finais
Espero que tenham gostado. ♥