Sweet Blood

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Olá :3
Essa é uma fanfic que eu gostaria de ter começado a postar faz muito tempo. Agora que comecei, prometo não abandoná-la, pois tenho várias ideias em mente para os capítulos seguintes.
Eu espero que vocês gostem ^^
Boa leitura!

O plano estava traçado: Pammy e eu como iscas.

— Sério mesmo, quem sempre tem a ideia de me usar? Tem tanta gente por aí e eu sou a favorita de vocês? – Revirei os olhos – me poupe, né? Ainda tem a coragem de colocar minha querida pupila neste plano?

— Acalme-se, querida Mayu, você sabe que é a melhor de todas na interpretação de personagens. – Roberta tentava amenizar a situação – E Pammy vai contigo justamente por ela ser sua PUPILA. Meu Deus! Você tem que ensinar algumas táticas a ela, nada melhor do que uma aula prática.

Tem tantas meninas como opção aqui e sempre sobra para mim, ainda vou fazer churrasquinho com as integrantes.

Quantas novidades, não é? Bem, irei explicar um pouco das coisas:

A Kill-A é a equipe de táticas formadas somente por garotas, as veteranas experts. Eu como a líder (ou isca), Luna, Roberta, Malu e Pammy (que é minha aprendiz).

A Luna é quem sempre nos coloca dentro do local, ela tem muitos contatos, até me impressiono, ela também é responsável pelo dinheiro arrecadado para a CEA (centro de educação para assassinos, lugar no qual nos formamos e vivemos até hoje), sempre a vejo em cassinos ou apostando e nunca presenciei sua derrota, ela não perde em nada mesmo. Luna é minha melhor amiga, chegou lá depois de mim e nos tornamos colegas de quarto.

Ela tem cabelo liso em cor azul marinho, anda sempre bem vestida, possui uma arma de eletrochoque e um mini revólver como armas principais. Tem um vício por jogos de azar e adora usar óculos escuros, pois assim, segundo ela, as pessoas não podem decifrá-la

Roberta é aquela que tem experiência em combate corpo a corpo, tem aparência rebelde, uma rockeira nata. Possui olhos em amarelo vibrante, longos cabelos negros e utiliza um soco inglês e um canivete. Acho que é nela que eu prego mais peças.

Malu é a famosa usuária do “perfume de Afrodite”, é expert em seduzir garotos e matá-los silenciosamente. Também tem habilidade para combate corpo a corpo e é uma sniper de primeira. Ela possui cabelo médio com mechas azuis e olhos escuros. Utiliza um rifle de precisão e uma faca de exército.

Pammy, minha aprendiz, entrou recentemente para a Kill-A e tenho que treiná-la. Embora a equipe seja para veteranas, Pammy se destacou com o passar do tempo e é merecedora de estar na equipe. Ela possui uma aparência dócil e inocente, mas é fria que nem um bloco de gelo, sempre está pensando em comida. Possui cabelo lilás rosado e olhos verdes. Tem habilidade com uma corrente de lâminas que esconde em suas vestes e dardos contendo as mais diversas drogas, sonífero é a principal delas.

Devo me apresentar também, não é mesmo?

Me chamo Mayumi, fui eleita a líder da Kill-A pelos próprios membros (não duvido nada que fizeram isso somente para ficarem livres de uma responsabilidade a mais), eu observei a entrada de todas elas na CEA, acho que é por isso também: o grande mérito de ser a veterana das veteranas. Estou me sentindo meio velha assim! Bem, eu tenho cabelos longos e ondulados, em tom mel com algumas mechas loiras, olhos em vermelho vivo e grande habilidade com katana e revólver.

As missões normalmente passam por nossos superiores (Henri e Lizzy), são analisadas e repassadas para nós, que iremos realizá-las.

Missão de hoje: captura de Gregory Phantom, mestre em fabricação bélica. Os Anonymous vazaram informações a respeito dele. Indicava que Phantom estaria em uma festa de gala, no hotel Les Halles, Paris. Sempre há o sumiço de moças em todas festas que ele frequentou.

Teremos que utilizar disfarces para se infiltrar de forma adequada. Pammy está trajada em um vestido longo azul bebê, meio colado em cima e solto em baixo. Utilizando colar e brinco de pérolas e luvas longas no mesmo tom que o vestido. Ela também está usando uma peruca em tom preto com franja e penteado trançado, maquiagem básica, batom rosa suave, salto preto e lentes de contato castanho mel. Eu estou com um vestido preto longo, com detalhes prata e um corte na lateral, gargantilha com pingente de coração e brincos no mesmo formato, peruca loira em forma de coque, salto bege, maquiagem em tons de marrom e preto, batom vermelho e lentes de contato azul.

A partir de agora sou Elizabeth Royal, vinda da Inglaterra, sobrinha do primeiro ministro. A festa é voltada a esse público importante da política. Pammy é minha prima distante que mora no Japão e veio visitar paris, chamada Harumi Katagiri.

Em todas as festas que Gregory compareceu, houve o sumiço de alguma mulher. Seus disfarces são perfeitos, porém, nenhuma missão é impossível.

Pammy e eu entramos no hotel de luxo onde ocorria a festa, ao chegar no salão nos deparamos com Roberta vestida de segurança. Do lado de fora, a sniper se posicionava no local mais adequado para observar o que acontecia. Luna estava sentada um pouco mais ao fundo do salão, segurando uma taça de vinho importado enquanto socializava com quem estava ao seu redor. Ao perceber minha entrada, ela deu um sorriso discreto em minha direção, retribuí o gesto. Ela estava lá para ajudar caso houvesse qualquer imprevisto. Até o momento, tudo estava sob controle.

— Harumi, não se afaste muito de mim, vai ser difícil para Gregory ter sucesso em seus planos enquanto estivermos juntas. Você está com as armas? – Sussurrei discretamente para Pammy.

Ela acenou com a cabeça.

—Minhas armas são pequenas, então tenho mais facilidade para escondê-las e carregá-las. – Respondeu enquanto ajeitava o vestido longo – Tem certeza que irá se dar bem sem sua adorável katana?

—Sem problemas, estou com o meu revólver e um punhal escondido – suspirei – meu desejo era reconhecer aquele idiota logo e acabar com o trabalho. Quero sair deste espartilho apertado.

Pammy deu um sorriso de deboche.

O salão tinha cores agradáveis, piso de cerâmica em tom creme, paredes brancas com decorações vermelhas e alguns ornamentos e pinturas distribuídos nelas. Espalhado por lá haviam vasos com rosas vermelhas e orquídeas, e algumas mesas mais ao fundo, onde a maioria dos convidados estavam. Um lustre mediano iluminava o local, enquanto algumas luzes de parede contribuíam com o mesmo.

Do lado direito do salão havia uma mesa imensa, lotada de aperitivos diversos e bebidas. A esquerda, havia o acesso para o banheiro. No centro, alguns convidados dançavam, tinham passos calmos, encaravam seus pares de forma que o amor fosse sentido no próprio ar, seguindo o ritmo da música, que era clássica.

Caminhamos pela festa observando cada convidado que aparentasse ser suspeito, tivemos comunicação com Luna e Roberta. Nenhuma delas notou alguém estranho. Aproveitamos um pouco a festa, Pammy se apaixonou pelas sobremesas, principalmente pelo macaron e pelo petit gateau. Eu desfrutei mais dos aperitivos salgados, como o croissant e o quiche lorraine. Bebemos um pouco de vinho tinto e ficamos conversando próximas das mesas.

—Elizabeth, tem certeza que esta é a festa certa? – Pammy questionou em voz baixa – tudo parece muito... normal.

— Sim, tenho certeza. Não se preocupe – respondi no mesmo tom – Mas você acha que devemos agir de alguma forma?

Alguém nos interrompeu:

Boa noite, jovens damas – dois homens se aproximaram.

Ambos estavam trajados em ternos escuros, um deles era ruivo, com olhos castanhos e um sorriso brincalhão em seus lábios. O outro era mais sério, aparentava ser mais velho e maduro, no entanto, era educado. Possuía cabelos negros e olhos verdes penetrantes. Sentia meus pensamentos invadidos, como se ele pudesse revelar minha identidade a qualquer momento, por um simples gesto inválido ou nervosismo mínimo aparente.

Okay, okay, okay. Hora de atuar!

— Olá – Pammy e eu dissemos simultaneamente.

— Sou Lion – o ruivo se apresentou — e este é meu amigo, Pierre.

Pierre nos cumprimentou.

— Prazer em conhecê-los – sorri – me chamo Elizabeth, e está é Harumi.

—Lindos nomes, combinam com quem os possuem – Lion deixou que soasse como uma cantada.

Não fui com a cara deles, tem algo errado, mas não sei o que. Melhor agirmos com cautela por hora. Estou me sentindo desconfortável com a presença deles.

— Ficamos lisonjeadas por suas palavras, senhor Lion – borrei minha maquiagem propositalmente – oh, perdão. Preciso ir ao toilette. Pode me acompanhar, Harumi?

—Claro.

—Não se preocupe lady, esperamos as senhoritas aqui.

Dei meu melhor sorriso falso e saí. Ao chegar no banheiro, agarrei a Pammy:

—Eles são meio suspeitos. Se prepare, vou fazer contato com Luna e Roberta de forma indireta. Enquanto isso, você distrai um deles.

Arrumei minha maquiagem, posicionei minhas armas para serem pegas com mais facilidade. “Hora do show” disse a mim mesma no pensamento, com um sorriso.

— Voltamos, rapazes — olhei bem nos olhos de Pierre, sem expressão ou emoção, frios com a neve.

—Senhor Lion – Pammy o chamou – aceitaria uma dança?

— Eu que deveria convidá-la, jovem donzela – o rapaz abriu um sorriso, pegou sua mão e a guiou para uma dança serena e calma no centro do salão.

De forma sutil, Pammy inseriu a escuta na gola da camiseta de Lion e continuou a dançar.

Agora tenho a chance de chegar até a Luna.

—Irei pegar uma bebida, gostaria que eu trouxesse para você também, senhor Pierre? – Ele acenou com a cabeça – um momento.

Assim que me virei, meu coração parou por um instante. Pierre me puxou pela cintura e me apertou contra ele, seus olhos inexpressíveis me observava. Ele aproximou seu rosto do meu:

— Um movimento suspeito e você e sua amiga irão dessa para a melhor. – Sussurrou.

Senti algo pressionado contra minha barriga, percebi que era um revólver, Pierre o destravou e me apertou mais contra a arma. Estava congelando por dentro. Ele guardou o revólver

— Achou mesmo que eu não te reconheceria? – Continuou a falar, me encarando – Pode buscar as bebidas, um Martini, por favor.

Ele me soltou de forma discreta, afinal, todos olhavam para nós. Eu estava tensa, mas me afastei dele e continuei andando. Luna percebeu que algo havia acontecido, ela ficou próxima da mesa que continha as comidas e as bebidas. Me aproximei suando frio, tentando disfarçar a todo custo. Me direcionei a Luna e pedi ajuda com as bebidas.

— Que bebida a senhorita procura? – A azulada perguntou.

— Uma Aidez-Moi Rouge e um coquetel Martini, por favor – disse a ela, com a voz um pouco trêmula.

— Aqui está – Luna sorriu gentilmente.

Peguei as bebidas e entreguei uma a Pierre.

— Agradeço, mademoiselle. – Ele deu um beijo em meu rosto, estava com tanto nojo daquele idiota, vai pagar caro por isso. Não importa se ele é Gregory ou não, a morte dele me convém. – Ou devo dizer Mayumi?

Ele me conhecia? Como? Subiu um arrepio pela minha espinha. Não aguento mais. Matar. Matar. A única palavra que aparece em minha mente.

Estava com tanto ódio, medo. Meu corpo ganhara vida própria. No momento que me virei, vi um pontinho vermelho na testa do moreno. O que veio a seguir foi o som de vidro quebrando, o corpo de Pierre caído no chão e gritos estrondosos. Estava pálida, minha voz não saia. Ele não deveria ter morrido, não ainda, pois eu precisava saber como ele me conhecia.

Ao perceber que seu amigo havia morrido, Lion tentou se direcionar ao local, porém, Pammy o agarrou com suas correntes e o puxou, aplicando assim um dardo de sonífero em seu pescoço.

A festa estava uma bagunça, acho que nosso disfarce é inútil agora.

Ajudei Pammy a levantar Lion, precisávamos levá-lo para o interrogatório. Roberta e Luna se juntaram a nós, eu agradeci a Luna pela ajuda, pois, momento que fui pegar as bebidas, pedi ajuda através de palavras em francês de modo que parecesse que eu estava pedindo uma bebida. Assim que Roberta me entregou a katana, quatro guardas entraram no local, munidos com revolveres. Pammy e eu rasgamos nossos vestidos e nos colocamos no campo de batalha que aquele salão havia se tornado. As outras duas pegaram Lion e levaram-no para fora enquanto dávamos cobertura.

Atirei nas luzes para dificultar o trabalho dos guardas. A maioria dos convidados já tinham saído do local, alguns se esconderam com medo dos tiros. Pammy jogou sua corrente contra o revolver de um dos seguranças, derrubando-o, e no mesmo instante lançou um dardo de sonífero em seu pescoço.

Uma bala pegou de raspão em meu braço, tive que reprimir a dor. Desviei de duas seguintes, e com a katana e minha percepção, cortei uma ao meio. Como não queria matar ninguém, joguei uma cadeira em um dos guardas. Sobraram dois. Pammy conseguiu ferir a mão de um deles, mas perdeu seus dardos. Só tinha a corrente agora. Ela conseguiu pegar a toalha da mesa e jogar contra o inimigo, empurrou-o e ele desmaiou.

Enquanto isso, seu parceiro já havia perdido a arma, mas pegou um candelabro que estava próximo a porta e começou a batalhar comigo. Por um vacilo, minha katana foi arremessada longe. Forcei demais o braço que fora machucado e meu revólver estava sem munição. O que me restava era o punhal. Peguei o punhal em segundos e me protegi do ataque, mas acabei indo para o chão de qualquer forma. Havia tropeçado na mesa ali presente. Me esquivei rolando pelo chão e joguei o que restou de um prato em seu rosto. Como o guarda estava confuso, tivemos a oportunidade de fugir.

Antes de sairmos, Pammy pegou uma bandeja com comida, arregalei meus olhos para ela, incrédula.

—Que foi? – Me devolveu um olhar crítico – a viagem vai ser longa e eu estou com fome.

Fomos para fora do salão correndo. Luna e Roberta já haviam sumido com Lion.

Eu estava com um vestido rasgado, descalça, com manchas de sangue na roupa e segurando uma katana. Pammy estava com o vestido no mesmo estado que o meu, tirando a parte do sangue e comendo um croissant. Parecíamos duas loucas. Ao sair do hotel, nos deparamos com uma lamborghini prata. As três integrantes nos esperavam.

Malu abaixou o vidro:

— Vocês duas estão horríveis! – Ela riu de nossa situação deplorável

— Cala a boca – eu disse ao entrar no carro.

Seguimos viagem com destino a corporação subterrânea da CEA.

— Cadê o Lion? – Pammy se pronunciou.

— Porta-malas – Roberta respondeu.

Aquele cara me conhecia, tenho que saber como. Espero que o amiguinho dele saiba de algo.

— Luna, procure tudo sobre Pierre, qualquer pista. – Pedi para Luna, que fez um gesto de confirmação. – Malu, agradeço por ter salvo minha pele daquele infeliz.

— De nada, líder. Mas depois você vai ter que nos dizer o que aconteceu. – Sua voz expressava preocupação.

— Mayu, descobrimos quem era Gregory na festa, infelizmente ele escapou – Luna anunciava – O que vamos falar para Lizzy e Henri?

Soltei um suspiro profundo. A culpa era minha, coloquei minhas companheiras em risco. Deveria ter sido mais cuidadosa.

— Não se preocupem com nada, irei assumir total culpa do ocorrido – dei um sorriso amarelo.

— Você não vai assumir nada sozinha – Malu proferiu – Olha, acho que estamos sendo perseguidas.

Nós olhamos para trás e vimos três viaturas de polícia. Malu acelerou mais ainda.

— Como despistamos eles? – Pammy questionou friamente.

— Não temos como, nosso carro é chamativo – respondi – a única coisa que podemos fazer é entrar em algum estacionamento e largar o carro.

A corporação subterrânea da CEA tinha uma passagem secreta dentro do estacionamento do shopping Golden, que ficava a três quilômetros do nosso local.

Fomos o mais depressa possível, furando todos os faróis, indo contramão. Por incrível que pareça, nenhum acidente foi causado. Ao chegar no estacionamento, pulamos do carro e pegamos Lion. Não havia ninguém por lá, era uma parte interditada.

— E as digitais? – Perguntei às pressas.

— Queimam – Malu respondeu enquanto jogava um isqueiro no banco do carro que fora molhado por álcool.

Corremos até a passagem secreta e entramos rapidamente. Depois de cinco segundos, ouvimos uma explosão.

Nós descemos até a CEA, ao sair do elevador, nos deparamos com um telão a nossa frente. Lá estava Lizzy e Henri.

Lizzy era uma mulher linda, possuía olhos azuis e cabelos castanhos, estava trajada com saia preta, camisa social, blazer e salto.

Henri era autoritário, com cabelos negros bagunçados e olhos cinzas, vestia um terno escuro.

Desconfiamos que eles são namorados, formam um casal tão bonito. Não é hora para pensar nisso! Parece que eles querem nossas cabeças em uma bandeja.

— Kill-A, na nossa sala, agora! – Henri proferiu com raiva em sua voz.

— Mas estamos na sede de outro país...

— Não importa, voltem para a sede oficial – fui cortada – Neste exato momento! Fui claro?

Acenamos em conjunto.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.