Sweet Blood

25 Capítulo 25 - We're (not) moving


Notas iniciais
Olá amoras! Como estão? Sei que faz um bom tempo e peço desculpas por isso. Por este exato motivo não vou prendê-los aqui por muito tempo. Espero que gostem deste capítulo, comentem e me digam o que acharam. Ah, e por favor, vejam as notas finais. Um imenso beijo a todos e boa leitura.

Narrador.

— Não, Damon! – Bella exclamou, erguendo as sobrancelhas e encarando o vampiro mortalmente. – Eu não vou me mudar, não vou sair de Forks.

— Como não, Isabella?! – o moreno devolveu, erguendo os braços e estufando o peito. – Você sabe o perigo que corre, não sabe?

— E você sabe que eu não vou deixar Charlie aqui, a mercê do mesmo perigo, não sabe? – retrucou, cruzando os braços.

— Podemos levar ele conosco, então. O que acha? – deu de ombros, o Salvatore realmente estava disposto a qualquer coisa.

— Não Damon. Não vamos sair daqui e eu não vou ficar discutindo isso com você. – dito isso, a Swan girou os calcanhares e saiu da sala, subindo as escadas em direção ao quarto de Bonnie.

Assim que Bella saiu do ambiente, um estalo alto ecoou no ouvido de Bonnie e Jeremy e ao olharem para o Salvatore, viram o copo que ele usava em cacos pelo chão, o líquido que havia dentro do mesmo sujando a parede e com certeza o carpete. Era o segundo copo que ele quebrava em menos de horas.

O primeiro fora quando Jeremy contou sobre o ataque que a Swan sofrera. O vampiro se irritou e, antes que alguém pudesse fazer qualquer coisa, um perfeito copo de cristal fora jogado contra a lareira, fazendo o fogo crepitar-se mais alto e assustando todos os presentes. Era um tanto quanto... engraçado e irritante a mania que o vampiro possuía de descontar sua raiva no pequeno objeto de vidro.

Aqueles dois copos poder ter sidos os dois primeiros e únicos que ele jogaria pelo resto do mês, mas duvidavam muito daquilo. Era mais provável que fossem os dois primeiros do dia, ainda mais com o clima tenso em que ele e Isabella estavam. A própria Bonnie podia jurar que, se isso não mudasse, passariam a usar copos de plástico.

De qualquer forma, as coisas não poderiam continuar assim e, apenas pela troca de olhares que Bonnie e Jeremy deram, eles sabiam daquilo. Sabiam também qual era o dever deles naquela história toda. Assim como era em Mystic Falls e continuaria sendo por um bom e longo tempo. Enquanto Damon e Isabella continuassem sendo dois teimosos e orgulhosos, que simplesmente não conseguiam ceder a ideias contrárias as próprias. Com um leve suspiro e um selinho, Bonnie despediu-se de seu namorado, enquanto o mesmo subia as escadas em direção ao quarto de Bella e Damon na casa que eles alugaram enquanto estavam por Forks.

O mais comum, é claro, seria Bonnie subir e ter sua conversa com Bella. Era assim que as coisas aconteciam em Mystic Falls. Ela, Caroline e Elena juntavam-se com seus cobertores, travesseiros, potes de sorvete e pilhas de filmes fúteis feitos para ocasiões como aquela em direção a casa onde Renée e Bells residiam. Subiam as escadas em silêncio — com a ajuda da mãe da garota, que sempre ajudava as meninas a pegarem sua filha de surpresa — e adentravam o quarto sem hesitar, geralmente acordando a Swan de um sono que ela, com certeza, caíra após chorar ou espernear de raiva.

Então sentavam na cama da garota, envoltas em casulos feitos pelo material dos cobertores e começavam a ouvir a história na versão da menina. Antes de darem suas devidas opiniões, Renée aparecia com um pote de pipoca e, em algumas ocasiões, aproveitava para se juntar a elas. Bella sempre ria de como sua mãe parecia mais sua melhor amiga do que outra coisa. E ela gostava disso, sempre gostou. Era aí que, caso a Dwyër estivesse no meio e não soubesse do ocorrido, ela iria repetir. Se fosse algo haver com o mundo sobrenatural, partes eram excluídas propositalmente, mas sempre com uma naturalidade exacerbada, para que a mais velha não desconfiasse de nada. E então, só então, uma por uma, elas davam seus pareceres e visões sobre o relato da garota.

Um sorriso nostálgico se abriu no rosto de Bonnie e ela finalmente percebeu o quanto sentia falta daquilo tudo. Mas não era hora para momentos fofos e lembranças, tinha que falar com certo vampiro teimoso e centenário que, naquele instante, estava de costas para ela, encarando a lareira como se fosse a única coisa que ele soubesse fazer no mundo. E, o fato de ela saber que ele não estava de bom humor foi o que a fez trocar de lugar com Jeremy, mudando o rumo de como as coisas aconteciam em sua cidade natal e ficar para falar com o Salvatore. Caso as coisas saíssem do controle, ela saberia o que fazer. Respirou fundo e contou até dez, que a sorte estivesse a seu favor.

(...)

Jeremy subiu as escadas cautelosa e calmamente. Mas ele podia assegurar que, se tinha uma coisa que não estava, essa coisa seria calmo. Seu coração parecia uma bateria de escola de samba, preocupado com o que ele iria falar para Bella quando terminasse os lances de escadas e finalmente chegasse ao quarto que ela dividia com Damon quando passava as noites ali e, ao mesmo tempo, com como as coisas se sucederiam entre Bonnie e o próprio lá em baixo. O Gilbert sabia que a namorada tinha a perfeita noção de como se virar caso a situação ficasse crítica, violenta e sedenta por sangue. Contudo, não tinha como não se preocupar.

Seu cérebro parou de pensar em Bonnie, porem, no momento em que ele se viu parado em frente a porta de madeira maciça onde Bella estava. O caçador então respirou fundo e procurou se acalmar antes de dar as primeiras duas batidas na porta. De início, não obteve nenhuma resposta, nem mesmo ouviu alguma movimentação de dentro do ambiente, foi então que tentou de novo e desta vez decidiu se pronunciar.

— Bella, sou eu, Jeremy. — tentou, apreensivo e, enfim, recebeu como resposta o barulho dos passos da garota pelo local.

Finalmente a porta se abriu, revelando uma Isabella um tanto quanto mau humorada, abraçando seu corpo e analisando Jer de cima a baixo, de um lado para o outro, provavelmente checando se aquilo não seria um truque para Damon conseguir entrar e falar com ela.

— O que quer, Jeremy? — questionou, engolindo em seco.

— Conversar com você, podemos? — pediu e viu a garota assentir, deixando-o passar pela porta e fechando atrás do mesmo.

O silêncio predominou-se ali enquanto a Swan sentava-se na extensa cama de casal e Jeremy puxava a poltrona mais para perto de onde a garota estava. Só aí, depois de respirar fundo algumas dez vezes, ele decidiu começar a falar.

— Bella, acho que nós dois sabemos o por que de eu estar aqui. Né? — ele riu fraco.

— Jeremy... é claro, assim como acho que nós dois sabemos que eu não vou mudar de ideia, não importa o que você fale. — ela sorriu, apenas reforçando o que havia acabado de dizer.

"Merda..." o garoto pensou. Ele sabia que não precisava fazê-la mudar de ideia, apenas ficar mais... aberta em relação a proposta de Damon para que aquela cena não se repetisse. Mas como ele faria isso? Precisava fazer Bella enxergar aquilo sozinha, isso era claro e pra isso teria que usar aqueles discursos filosóficos que Bonnie e as meninas sempre faziam e sempre parecia dar certo. O problema era, ele não sabia como fazer um daqueles discursos. Bem, também não custava nada tentar.

— Bella... – o garoto começou, um tanto quanto receoso. – Eu entendo o por que de não querer sair daqui. De verdade, afinal, apesar de não ter tido a vida dos seus sonhos aqui, você teve uma. Teve amigos, seu pai... e eu não quero que você mude de ideia sobre isso, eu só quero que entenda o lado de Damon também. – pediu, sorrindo fraco. – Ele se preocupa com a sua segurança, mais do que qualquer um. Perdendo apenas pros seus pais, com certeza absoluta. Todos sabemos que ele é egoísta, impulsivo, tem um temperamento explosivo, irritane e um idiota de carteirinha... – os dois riram juntos diante da lista de Jeremy. — Mas por você ele é capaz de qualquer coisa, apenas para garantir sua segurança. E eu sei disso por que eu faria a mesma coisa por Bonnie e eu a amo. E eu sei que ele te ama. – terminou, com a cabeça erguida enquanto encarava a menina, um sorriso brincando no canto de seus lábios.

— Eu o entendo, Jeremy! De verdade, eu entendo, é só que... – arfou. – Eu passei por tantas coisas boas aqui. E eu não me refiro aos momentos que passei com Edward, somente. Eu digo os momentos em que eu e os Cullen parecíamos realmente normais. Quando eu sentia-me apenas uma adolescente com seu namorado na casa de seus pais jogando conversa fora e rindo, entende? Ou as compras e conversas com Ângela e até mesmo a louca da Jéssica. – deu de ombros, sentindo uma leve lágrima cair por seu rosto ao lembrar-se de tudo aquilo. – E ainda tem meu pai! Eu não vou me perdoar se deixá-lo aqui e algo acontecer a ele! – enxugou, com as costas da mão, as lágrimas teimosas que insistiam em sair.

O rapaz se viu um tanto quanto sem chão ante a resposta de Isabella. Mordeu o lábio inferior e a encarou, estendendo os braços e acolhendo-a em um abraço. Havia ficado sem palavras novamente. É claro que ele entendia o que ela estava passando, essa preocupação com seu pai. Se tinha algo que ele sabia bem era a dor de perder os pais e aquilo era uma coisa que nunca desejaria a ninguém, muito menos a ela. Foi então que uma ideia surgiu em seu subconsciente e um sorriso gigante abriu-se em seu rosto.

Ele afastou Isabella de si, segurando-a pelos ombros e olhou no fundo dos olhos castanhos da garota. Enquanto a mesma tirava os fios de cabelo da frente de sua visão. Meneou a cabeça, que estava a mil, aquela ideia seria perfeita.

— Bella... e se eu te garantisse que nada vai acontecer com ele? – o Gilbert tentou, analisando-a de cima a baixo.

— C-Como faria isso? – questionou ela, ao que o rapaz soltou seus ombros, colocando as mãos em seu bolso.

— Simples. Temos duas opções. – ergueu as sobrancelhas, como se fosse óbvio. – Damon pode hipnotizá-lo a viajar para um lugar bem distante, podemos dar as passagens e a hipnose seria apenas um incentivo a mais, ou... bem. – o sorriso diminuiu um pouco quando pensou outra vez sobre a segunda opção. – Essa é mais complicada, mas você pode falar com... Billy? É esse o nome dele? Pode explicar que vai sair da cidade e quer deixar Charlie seguro e o resto vemos com ele. Se o ideal seria o Chefe Swan se mudar para a reserva ou se vigiariam ele com o mesmo estando em casa. — deu de ombros.

A Swan encarou-o um pouco na dúvida De fato, eram boas saídas, mas será que alguma delas daria certo? Sabia que a mais simples seria tirar Charlie do país, contudo não amenizava sua preocupação saber que o pai estaria sozinho, em um lugar desconhecido, começando do zero. Só que... será que os Quileutes aceitariam a segunda opção? Tinha certeza que Billy não veria nenhum problema, ao menos não em receber Charlie. Porém e quanto a tomar conta de sua segurança? Respirou fundo e fechou os olhos. Teria que arriscar para saber.

Uma coisa era fato, o pai ir com eles para Mystic Falls (que seria mais fácil) estava fora de cogitação. Pelo simples fato de que ficar em Forks e ir para Mystic Falls parecia a mesma coisa. Ofereceria o mesmo risco e a mesma exposição ao sobrenatural. Por isso que, a opção de levá-lo para longe também a preocupava. Além de que, ele também não aceitaria mudar sua vida assim, de uma hora para a outra.

— Certo, Jeremy... vamos falar com Damon. – finalmente Isabella abriu os olhos e tomou uma decisão, fazendo com que o garoto sorrisse orgulhoso.

— Então vamos lá, tenho certeza de que Bonnie e ele estão nos esperando. – e, com isso, os dois saíram juntos do quarto.

(...)

— Eu sei que você está aí e sei o que vai tentar fazer, bruxinha. — Damon bufou, sem sequer virar-se para trás. — Eu não vou mudar de ideia e voltar atrás em minha decisão, Isabella vai sair de Forks. Tenho dito.

— ... Damon. — foi tudo o que ela disse, inicialmente. Por que com Isabella as coisas sempre eram mais fáceis? Naquele momento a Bennett invejou Jeremy. — Eu sei que você está pensando na segurança de Bella, todos nós estamos. Mas não seja tão duro com ela. — tentou, pressionando os lábios um contra o outro, dando alguns passos na direção do moreno.

— Me admira que não concorde comigo, Bonnie. — o vampiro virou-se de frente. Suas sobrancelhas estavam erguidas e ele parecia realmente surpreso. — Achei que quisesse a segurança dela tanto quanto eu.

— E eu quero! Deus sabe como eu quero! — defendeu-se, tentando não soltar para cima do outro todas as respostas cínicas que passaram pela sua mente. Mas outra discussão era a última coisa que ela precisava naquele instante. — Mas já parou para pensar no quão difícil isso está sendo para ela? — foi sua vez de erguer as sobrancelhas.

— Para ela? — ele debochou, rindo nasalmente logo depois. — E para mim? Que perdi minha namorada por causa de uma merda de maldição de milhares de anos e quando finalmente venho atrás dela descubro que está vivendo ao lado de um globo de luz com pernas, sua família de vagalumes e um cachorro de estimação! — era impressionante como nem em horas sérias o Salvatore conseguia largar o sarcasmo e seus apelidos. Contudo, suas palavras saíram amarguradas e ele parecia realmente ressentido com todos aqueles eventos. — E se ela não quer sair daqui por que tem esperanças de que aquele bocó volte. Ou de que o aspirante a Mogli, o menino lobo, peça desculpas para ela e eles voltem a se entender?

Bonnie respirou fundo antes de se pronunciar. Sabia que não seria fácil. Sua intenção não era fazê-lo mudar de ideia, ela concordava em ir com Bella para Mystic Falls. O que ela queria, na verdade, era apenas deixá-lo mais suscetível a ser mais paciente com a Swan.

O que a impressionou, contudo, fora o final. Ela já havia visto Damon extremamente perturbado quando sua amiga esteve naquele incêndio e foi assim que ela confirmou os sentimentos do vampiro para com ela, mas nunca achou que fosse vê-lo com os sentimentos tão a flor da pele novamente em tão pouco tempo. Ela podia estar extremamente enganada, mas se suas suposições estivessem corretas, Damon Salvatore estava inseguro. De sua forma torta, incerta e confusa, sem nunca admitir com as palavras e fazendo de tudo para não ser interpretado de tal forma, mas ele estava inseguro e com medo de perder, talvez e provavelmente, a mulher que ele mais amou em sua eternidade.

— Damon, você a deixou por escolha sua... — começou, atraindo toda a atenção do rapaz, que estava encarando um ponto qualquer atrás dela antes de se pronunciar. — Sei que queria protegê-la, mas sabe que foi escolha sua e você mesmo não se arrepende. — fechou os olhos por dois segundos e então voltou a encará-lo. — Quanto ao resto, você e eu sabemos que ela não se lembrava de você, de mim, de nenhum de nós. Não podemos culpá-la. Entendo que isso deve ter te magoado, vê-la aqui, com Jacob e Edward e sua família. — assentiu, sorrindo fraco, como se para confirmar o que diria a seguir. — Mas você sabe que ela te ama e se tivesse qualquer resquício de lembrança sobre você, não teria entrado em um relacionamento com o Cullen. E nós dois sabemos que você tem plena consciência disso, está apenas criando desculpas para o motivo pelo qual ela não quer deixar a cidade. E motivos errados, devo acrescentar. — deu de ombros.

Logicamente ela não mostraria para ele que havia pescado a insegurança em suas palavras, mas isso não significava que não usaria aquilo em seu favor.

— Eu sei que foi difícil para você, tenho certeza até por que eu te via no Mystic Grill enchendo a cara e ao mesmo tempo o saco de Matt... — os dois acabaram rindo juntos. — Mas pense aqui comigo. Se pra você que tinha as memórias do que viveram era difícil, imagine Bella que tinha que conviver com o sentimento de que algo estava faltando em sua vida? — ergueu a sobrancelha esquerda. — E eu não estou falando isso da boca para fora. Ela quem me contou isso. Que se sentia assim, mesmo com todos ao seu lado. — sorriu compreensiva.

Damon pareceu abalar-se levemente com aquela revelação. Por alguns segundos Bonnie jurou ter visto um certo brilho nos olhos azuis do vampiro. Mas procurou não se agarrar aquilo e então tornou a falar.

— Agora, indo mais além, raciocine comigo. Em menos de seis meses a vida dela deu um giro de trezentos e sessenta graus e ela descobriu que tudo o que viveu desde que veio para cá foi uma mentira, além de receber de volta, em menos de um dia e de uma vez só, todas as memórias que ela perdeu. — arfou, erguendo os braços por alguns segundos e cruzando-os depois. — Céus Damon, o psicológico dela deve estar totalmente abalado e agora você quer tirá-la daqui e diz para ela desta forma? A vida dela aqui pode não ter sido exatamente verdadeira, de certa forma, mas ela existiu. E eu não digo isso mencionando Jacob e Edward, sim, eles fizeram parte, mas o que ela falou é verdade. Tem o pai dela aqui. Você poderia ter mais consideração a esse fato e entender o por que de ela estar tão relutante em deixar Forks. É só isso que te peço. — acrescentou.

Alguns segundos de silêncio. Havia mais uma coisa que Bonnie queria falar e Damon podia notar aquilo por seu coração levemente descompassado e o fato de que a Bennett permanecia se mexendo nervosamente.

— Bonnie tem mais alguma coisa que você quer falar? — ele ergueu as sobrancelhas, segurando uma risada.

— Ok, talvez não seja só isso... — ela riu, um pouco nervosa. — Eu realmente acho que você deveria conversar com ela sobre o que você me disse. Eu tentei não tocar nisso, mas Damon, eu e você sabemos que o que você me disse não pode simplesmente morrer ali. Não se isso está te incomodando tanto. Não digo para fazê-lo nesse instante, mas, quando achar que sim, eu realmente penso que deveria. — aconselhou, finalmente, sorrindo mais aliviada.

Porém, antes que Damon pudesse sequer respondê-la, eles ouviram barulhos vindo da escada e, ao virarem-se, puderam ver Isabella e Jeremy descendo. Um frio subiu pela espinha de Bonnie e ela ficou receosa quanto ao que esperar da conversa que se seguiria.

Os dois terminaram os lances de escada e pararam exatamente em frente aos dois. Um clima tenso se instalou por alguns instantes, ninguém sabia quem deveria começar a falar e muito menos o que. Foi aí que algo deveras surpreendente aconteceu.

— Me desculpe. – Bella e Damon falaram em uníssono e, ao perceberem, ergueram os olhares que antes focalizavam qualquer canto da sala e encararam-se.

Bonnie e Jeremy seguraram a risada, mas a Bennett não evitou um sorriso enquanto sua melhor amiga se afastava de seu namorado e caminhava até o Salvatore, que também se aproximava. Rapidamente a bruxinha se afastou e foi para o lado do Gilbert. Orgulho descrevia perfeitamente o que ela sentia naquele momento. Tanto de si mesma, quanto de Jeremy, Bella e principalmente Damon. Sentia-se naquelas cenas finais dos filmes água com açúcar que costumava assistir na TV.

O casal se abraçou e, sem hesitar, acabaram se beijando. Não é como se Bonnie e Jeremy nunca tivessem presenciado esse tipo de cena vindo dos dois. Estamos falando de Damon Salvatore e Isabella Swan, afinal.

— Bem, está tudo muito lindo, mas e então, precisamos decidir o que faremos. – Bonnie se pronunciou, ao ver que haviam parado de se beijar.

— Primeiro devo dizer que eu topo ir para Mystic Falls. – sorriu fraco. – E, devo dizer que Jeremy deu uma ideia que eu gostaria de seguir... se todos estiverem de acordo. – Bella se pronunciou, enquanto o namorado passava o braço ao redor de sua cintura e ela se arrumava ao seu lado.

— E qual seria essa ideia? – Damon foi quem questionou, virando o rosto na direção da namorada, verdadeiramente curioso.

— Bem... eu... – fechou os olhos por alguns segundos e tornou a falar logo que os abriu. – Eu estava pensando em pedir para que os Billy ficasse com Charlie. Ou ao menos tomassem conta da segurança dele, o que fosse mais viável. – falou rápido, com medo da reação dos outros.

Por alguns instantes, todos ficaram em silêncio. Mal se ouvia a respiração e a única coisa que se fazia presente era a batida acelerada do coração de Isabella, mas isto apenas os ouvidos de Damon eram capazes de captar.

— Você tem certeza disto? – o vampiro se pronunciou. Ele parecia extremamente calmo, o que surpreendeu a todos.

— Sim. – Bella assentiu. – Eu até levaria Charlie conosco, juro, mas... eu o conheço, ele não vai querer deixar sua vida aqui em Forks, além de que o risco de estar no meio do mundo sobrenatural não me agrada. E isso anula levá-lo para outro país também, ele não vai querer recomeçar e vai estar sozinho. Eu vou me preocupar constantemente. – deu de ombros. – Por isso, se eu vou embora e ele vai ficar, ao menos quero ter certeza de que estará seguro.

— Por mim tudo bem, podemos ir falar com eles amanhã, se quiser. – Jeremy se pronunciou, segurando a mão de Bonnie. – Eu e Damon te levamos até a fronteira, eu entro com você e ele nos espera até voltarmos, pode ser? – o garoto encarou o rapaz, pedindo sua opinião.

Damon pareceu um pouco contrariado, mas a ideia era boa e ao menos a Swan havia aceitado deixar a cidade. A única coisa que não gostava era de ter que ficar de fora da conversa, na fronteira, esperando e deixando Bella sozinha. Porém, ao menos Jeremy estaria com ela, o que o acalmava um pouco.

— Pode. – ele respondeu, enfim, fazendo com que um grande sorriso de alívio se abrisse no rosto de todos.

Bella o puxou novamente para um selinho e, quando se separaram, uma onda de felicidade a assolou. Talvez agora as coisas passassem a se acertar.

Notas finais
Olá meus amores! Aqui estamos nós, mais um capítulo, mais emoções... aaa, vocês não tem noção da ansiedade que eu estou, a partir de agora as coisas vão ficar cada vez melhores... ao menos no meu ponto de vista, hahaha. Quero que me digam o que acham que vai acontecer agora e, bem, o que acharam deste capítulo. Parece que Bella vai se mudar, voltar para Mystic Falls e rever os amigos, yay! Resta ver agora o que vai dar nisso, né? Bem eu queria pedir desculpa pela imensa demora, quero voltar a postar logo porém entrei em semana de provas e as coisas estão meio ruinzinhas aqui em casa, blargh. Mas lembrem-se sempre de que eu não irei abandonar Sweet Blood, é meu docinho, meu bebê e eu simplesmente amo demais para nunca mais continuar, haha. De qualquer maneira, peço que comentem para eu saber suas opiniões a respeito desse capítulo aqui e vejo-os no próximo! Beijos, Beah.