Sweet Blood
22 Capítulo 22 - Count on me.
Notas iniciais
Capítulo 22 – Count on me.
“You can count on me like one, two, three, I’ll be there. And I know when I need it, I can count on you like four, three, two you’ll be there.
'Cause that's what friends are supposed to do.”
Narradora.
Bonnie respirou fundo enquanto terminava de arrumar a mesa; a toalha estava perfeitamente esticada, haviam três xícaras, bem como a mesma quantidade de copos de vidro, uma jarra de suco e uma de café. Para comer, a Bennett fizera panquecas, também haviam pães, um pote com frios, outro com geleias, manteiga etc.
Assim que o trabalho se encerrou, sorriu e sentou-se no sofá, enquanto ligava a televisão.
Damon saira cedo e quando ela perguntou ao Salvatore para onde ele ia, apenas obteve como resposta um “capriche no café” e então, supôs rapidamente que ele devia ter ido buscar Bella.
Mas já faziam algumas horas, ele estava demorando demais.
Foi então que ouviu passos.
Franziu o cenho e levantou-se, apertando o botão “mute” da TV. Tomou fôlego e tensionou os ombros, enquanto escutava mais passos virem do andar de cima.
Direcionou-se para a cozinha, abriu a terceira gaveta da cômoda e tirou uma estaca de dentro da mesma.
“É sempre bom se prevenir” Alaric dizia cada vez que Elena dava de cara com alguma arma escondida em lugares inimagináveis da casa, e Jeremy seguiu seu exemplo, escondendo algumas (várias) estacas e armas do gênero por onde eles estavam instalados.
Andou em direção as escadas, apoiando as costas contra a parede ao lado, fazendo de tudo para que não fosse vista. E então, notou que o que quer que estivesse lá em cima, ainda não tinha descido.
Mais barulhos e logo Bonnie pôde ver um pé, calçando chinelos, foi o suficiente para ela dar passos para frente, segurando a estaca acima da cabeça e se assustar em ver ninguém mais, ninguém menos do que Isabella, ali, parada a sua frente.
Bella usava nada mais do que uma camiseta de Damon, que possuía os primeiros botões abertos. Os cabelos estavam um tanto quanto bagunçados e sua cara de sono era bem visível.
– Bonnie? O que está fazendo? – Bella perguntou, assustada, subindo um degrau, enquanto analisava a posição de Bonnie e o mais importante: a estaca em suas mãos.
– Bella, eu... eu quem deveria te perguntar isso, não acha? – riu fraco. – Desculpe-me por isso, achei que fosse um vampiro, ou sei lá...
– Entendi. – a Swan respondeu, sorrindo. – Eu dormi aqui, mas pela sua recepção, creio que Damon não tenha avisado, certo? – ergueu a sobrancelha esquerda.
–É, está certa... Ele saiu daqui apressado, apenas pedindo para que eu caprichasse no café, achei que ele estivesse indo buscar você. – Bonnie confessou.
– Ah sim... Não, ele me disse que ia caçar e depois passaria para buscar Jeremy na rodoviária. – explicou. – Não sabia que Jer tinha deixado o carro em Forks, muito menos que voltava hoje.
– Puta merda! – Bonnie exclamou. – Está certo, ele volta! E sim, ele deixou por que eu não trouxe o meu para Forks e como não queria ter que depender de Damon... – riu.
– Verdade, da última vez, você tinha me dado uma carona e ai alguém nos atacou, não foi isso? – Bella franziu o cenho, jogando a isca. – Então, como eu me senti culpada por você estar sem carro, consegui te convencer a pedir carona ao Damon, mas ele esqueceu... quer dizer, fingiu que esqueceu e saiu, certo? Lembro até que ele ficou reclamando que você ligou para ele e ficou falando no ouvido dele por horas, sobre como nunca deveria ter confiado nele. – Bella riu. – Você ia na festa da escola, né?
– Sim, sim... Fiquei horas plantada na frente da MFH, tinha pego carona para ir com Caroline, mas ela voltou para casa com Tyler, Elena tinha ido mais cedo com Stefan e você, se não me engano... – Bonnie mordeu o lábio inferior, tentando lembrar-se.
– Eu passei a noite com Rennée, ela estava doente, nada sério, mas eu preferi ficar e cuidar dela. – Isabella completou, um sorriso feliz no rosto.
E então, a Swan cruzou os braços e esperou a ficha de Bonnie cair.
– Três, dois, um e... – sussurrou.
– ISABELLA MARIE SWAN! – a bruxa gritou. – Não acredito, você... você recuperou sua memória! – Bonnie possuia um sorriso que ia de uma ponta a outra do rosto.
A Bennett largou a estaca, pouco ligando para o barulho irritante de madeira que fez ao cair e entrou em contato com o chão, subiu o degrau que Bella havia se distanciado, abraçando-a logo em seguida.
A Swan apenas retribuiu o abraço, rindo.
– Como? Quando? – Bonnie questionou, soltando-a do abraço e pegando-a pelo ombro, enquanto a chacoalhava.
– Vamos fazer o seguinte? Esse cheiro de café está me matando, tá muito bom, foi você quem fez?
Bonnie assentiu.
– Então nós nos sentamos à mesa, comemos e, enquanto isso, eu te conto tudo, certo?
– Por mim está ótimo. – a outra riu, a felicidade a irradiava, agora estava tudo certo, Bella lembrava-se de tudo e de todos, não havia mais com o que se preocupar... que dizer, ao menos nesse sentido.
As duas andaram até a mesa e sentaram-se de frente uma para a outra, enquanto Bonnie pegava uma panqueca e colocava suco em um copo, Bella pegava uma torrada, passando uma generosa quantidade de geléia, para depois colocar um pouco do café na xícara postada na sua frente.
Quando as duas estavam finalmente servidas, Bella decidiu começar.
– Tudo começou em um sonho, eu acordei e eu me vi, conversando com você, foi quando eu te contei que ia sair com Damon, lembra?
Bonnie assentiu.
– Eu via a nossa conversa, ouvia, e sentia uma espécia de déjà vu, sabe? Continuei a acompanhar tudo severamente e conforme iam conversando, coisas iam se completando na minha mente... Foi aí que tudo ficou escuro e quando voltou ao normal, estava conversando com Matt, no bar. – respirou fundo. – Estávamos conversando sobre toda essa loucura de mundo sobrenatural, Matt me aconselhava de uma forma incompreensível, agora que recuperei a memória, me lembro do quão especial o Donovan é pra mim, ele foi um dos primeiros amigos que fiz, tirando você, não foi?
A Bennett, que tinha acabado de pôr a calda de chocolate na panqueca, sorriu e assentiu, conseguia se lembrar do quão bem Matt e Bella se davam, pareciam irmãos... Matt foi um dos que ficaram mais preocupados com o incêndio e discordou fortemente da atitude de Damon.
– Bem, estávamos no meio da conversa, quando alguém apareceu, eu comecei a sentir umas dores estranhas, meu cérebro se forçava, até finalmente me lembrar que aquele era Klaus. – Bella fez uma pausa e tomando um gole do café, aproveitou para reorganizar os pensamentos, tentando lembrar-se da ordem exata dos sonhos. – Mais uma vez, tudo ficou escuro e quando abri os olhos, estava em casa. Na casa de Mystic Falls. Eu me vi dormindo no meu quarto e então, vi o colar que usava. – a Swan parou, para segurar a pedra do colar, que agora ela sabia o por que de ser tão apegada a tal. – Naquele exato momento, tudo começou a girar, quebrar, sacodir e então me lembrei de quando Damon me deu ele. – um sorriso sincero se formou em seu rosto, Bonnie a acompanhou.
A Bennett conseguia se lembrar daquele colar, principalmente da preocupação de Damon quanto a ele, havia pedido para que ela mesma o enfeitiçasse e, de alguma forma cuja qual ela nunca parou para pensar, ele já sabia exatamente o que ela precisava fazer.
Tinha que confessar que ainda não havia se acostumado com os surtos de preocupação de Damon para com Isabella, ao menos não naquela época. Era tudo novo, de certa forma. Uma hora ele aparecia na cidade querendo destruíla e na outra estava protegendo uma mera adolescente de 17 anos, quem não ficaria confuso?
Bem, verdade seja dita, ela tentava compreender tudo isso até os presentes dias. O que aqueles dois tinham era, de certa, forma, tão intenso que nem a compulsão de Damon conseguira afastar Isabella dele.
Bonnie saiu de seus pensamentos quando Bella tornou a falar.
– Quando acordei, as coisas estavam em perfeita ordem, como se nada tivesse acontecido, eu só estranhei uma coisa... – parou de falar, como se aderisse mistério a tudo aquilo. – Eu continuava naquela casa, foi então que senti o cheiro de fumaça e me toquei de que aquele era o tal incêndio que você me contou outrora. Como dito, Damon me salvou e então, mais uma vez, tudo escureceu e a próxima vez em que voltei a ver estava no hospital, vivendo, mais uma vez, a cena de Damon me hipnotizando a esquecê-lo. – finalizou, tomando um gole de seu café logo depois.
Bella viu a amiga arregalar os olhos e segurou o riso. Era interessante como ela estava se sentindo leve por compartilhar aquilo com a Bennett. Bonnie era sua melhor amiga e agora ela se lembrava do por que.
Antes que qualquer uma das duas pudessem falar algo a porta foi aberta. As duas viraram a cabeça e encararam a mesma, para verem Jeremy passar por ela, segurando algumas mochilas nas mãos.
Porém, ao invés de irem até o jovem caçador de vampiros, as duas garotas franziram o cenho, Damon não disse que iria buscar Jeremy? Então por que eles não estavam juntos?
– Gente? Cheguei, também é ótimo ver vocês e eu estou bem sim, obrigada por perguntar... – Jeremy debochou, quando viu a cara de tacho das duas garotas sentadas à mesa.
Bonnie foi a primeira a recompor-se e andar calmamente até o namorado, colocando um sorriso no rosto.
– Tudo bem, Jer? Como foi a viagem? – questionou, enquanto pegava a mochila da mão do Gilbert, dando-lhe um selinho logo em seguida.
– Foi boa. — ele respondeu, a acompanhando até a mesa. — Elena, ela perguntou sobre... — e então o Gilbert arregalou os olhos, lembrando-se de que Bella estava lá. — sobre você e Damon, e eu disse que estava tudo bem. — concertou rapidamente, ao que Bonnie gargalhou.
– Jer, está tudo bem, eu recuperei minhas memórias. — a própria Bella o avisou, sorrindo ternamente para o garoto a sua frente, observando-o sentar-se em uma das cadeiras.
Jeremy arregalou os olhos.
– O que? Quando?
A Swan riu novamente, por que eles estavam tão surpresos quanto a ela lembrar-se de tudo novamente, do jeito com o qual se portavam, parecia que era algo impossível de acontecer.
A preocupação a assolou momentanêamente, será que havia mesmo uma chance de ela nunca recuperar todas as lembranças que tivera ao lado daqueles que ela considerava sua família?
Decidiu ignorar aquela preocupação e concentrar-se em responder as perguntas de Jeremy.
– Ontem, passei a noite aqui. — respondeu, pegando mais uma fatia de pão e passando geléia na mesma.
– Isso explica o café tão bem feito. — o caçador respondeu, rindo, servindo-se de um copo de suco de laranja.
– Damon quem pediu para que eu caprichasse. — Bonnie respondeu ao sentar-se novamente. — Deixei suas malas na escada, depois te ajudo a levá-las.
– Tudo bem. — ele a cumprimentou com um selinho e então deu um gole no suco. — Voltando ao assunto, Damon? — Jeremy estranhou.
– Sim, achei que ele iria buscar Bella, mas como ela acabou de dizer, passou a noite aqui em casa, então pensei que ele tivesse ido lhe buscar, mas suponho que não...
– Na verdade ele foi, mas depois disse que ia passar o dia fora, algo sobre caçar e resolver alguns assuntos. — Jer a cortou, pegando uma das torradas e mordendo-a logo depois.
Bella respirou em alívio, estava começando a ficar levemente preocupada quanto ao sumiço de Damon, mas agora que tudo estava esclarecido, permitiu-se relaxar e curtir aquele café da manhã que Bonnie havia feito.
O silêncio instalou-se no ambiente lentamente. O vento fazia um leve barulho quando passava pela janela, conseguindo assim balançar as cortinas. Os carros lá fora buzinavam raramente e as vezes era até possível ouvir o barulho que faziam quando aceleravam, ou apenas das músicas que tocavam nas rádios escolhidas para acompanhar os motoristas em suas viagens, sendo elas longas ou não.
Bonnie admirava o silêncio com todo seu ser, era ótimo finalmente ter tudo, bem, quase tudo, às claras. Não ter mais que esconder nada de Bella era o que ela mais desejava. E agora seu desejo tinha sido atendido.
– Então, nós temos o dia inteiro para nós? – de repente, ouviram a Bennett questionar.
Isabella franziu o cenho, não havia parado para pensar daquela forma. Damon havia saído e isso significava que ela, Bonnie e Jeremy teriam um dia inteiro para fazer o que bem entendessem.
– Acho que sim. – foi o Gilbert quem respondeu-a.
Bonnie sorriu, aquilo era ótimo. Mil planos já se formavam na mente da garota, enquanto ela dava o último gole em seu suco.
– Jeremy, vamos arrumar a cozinha, depois levar suas malas lá para cima, e então nos arrumar, e você, Bella, vá para o quarto de Damon e vista uma roupa confortável. Nos encontramos aqui embaixo dentro de vinte minutos, pode ser?
– Por mim. – Bella deu de ombro ante as ordens da Bennett. – Quer que eu ajude a arrumar a cozinha?
– Não, você não. – Bonnie a respondeu, enquanto se levantava com Jeremy. – Você vai se arrumar e nós faremos isso, hoje você é visita, Bella. – Jeremy riu com o tom autoritário da namorada. — Vá, tenho certeza de que tem roupas suas no meio das gavetas de Damon.
E com isso, sem mais argumentos, Bella riu fraco e levantou-se, indo em direção às escadas.
O quarto de Damon era a última porta à esquerda, então a Swan acelerou o passo para não demorar muito em chegar até lá.
Enquanto andava, analisava os quadros e a pintura nas paredes. Aquela casa era definitivamente antiga e bonita, mas se sua memória não falhasse, a mansão Salvatore de Mystic Falls conseguia superá-la num piscar de olhos.
Andou mais uma pouco até finalmente chegar até a porta.
Girou a maçaneta, abrindo-a e adentrando o lugar. O quarto de Damon era simples, nada comparado ao seu em Mystic Falls –nunca cansaria de fazer comparações, uma vez que agora tinha a base para tal-, mas conseguia ser confortável o suficiente para que ela se sentisse à vontade ali. Sorriu e andou até o armário, abrindo-o sem hesitações.
Não pôde deixar de arregalar levemente os olhos e concluir que: Bonnie tinha razão, haviam definitivamente muitas roupas dela em meio as de Damon. Se fosse antigamente ela teria estranhado; mas agora lembrava-se perfeitamente de todas aquelas peças de roupa que comprara outrora e deixara com o Salvatore, as vezes até com a própria Bonnie, para os dias em que dormia na casa da melhor amiga.
Os vestidos tinham sido comprados com o auxílio de Caroline, dava para ver de acordo com as colorações e o quão ricos eles eram em detalhes. Era missão de Bonnie juntamente de Elena a ajudar a comprar as roupas que ela gostava de usar para sair, saias mais detalhadas, calças jeans de marcas mais conhecidas, blusas levemente mais decotadas, shorts jeans e coisas do gênero.
E todas aquelas roupas ficaram ali. Isso fazia Bella se questionar se, quando Damon apagou sua memória, as três ainda pegaram as roupas que permaneceram com ela, como se literalmente tivessem apagado cada vestígio que deixaram em sua vida.
Preferia acreditar que não.
Passou a mão lentamente pelas blusas no cabide, até achar uma que a interessasse. Era branca, de alça, solta no corpo e a gola era comúm. Vestiu-a e pegou uma das jaquetas de couro que estavam ali; abaixeou-se rapidamente para pegar um shorts preto e depois de vestí-lo sentou-se na cadeira mais próxima para calçar o tênis.
Bella olhou sua imagem refletida no espelho de corpo enquanto passava a mão pelo cabelo e percebeu o quanto gostara do que via. Sorriu e afastou-se, com a jaqueta em mãos, saindo do quarto.
O sorriso manteve-se em seu rosto enquanto descia a escada, não sabia o por que, mas tinha um bom pressentimento sobre o resto daquele dia.
Só esperava estar certa.
(...)
– Bonnie... – Bella chamou-a pela milésima vez em menos de duas horas.
A Bennet apenas permitiu-se olhar para trás pelo retrovisor, vendo uma Isabella um tanto quanto frustrada, com os braços cruzados em frente ao corpo e um olhar nem um pouco amigável.
– É sério, para onde estamos indo?
– É surpresa, Bella! – ralhou e sorriu logo depois. – Espere e verá, tenho certeza de que irá gostar.
– Se eu fosse você não ficaria perguntando, ela não vai dizer. – Jeremy provocou a Swan, rindo e voltando a atenção para a estrada logo depois.
– Isso, relaxe, já estamos chegando!
Bella bufou, odiava não saber para onde estavam levando-a, agora que tinha sua memória, conseguia lembrar-se de que Damon adorava fazer isso com a garota pelo simples fato de que: “É divertido vê-la assim, sem ter o controle da situação”.
Continuou observando a paisagem ao redor, até finalmente perceber que o carro parara. Um sorriso de alivio postou-se em seu rosto e ela rapidamente destrancou sua porta, saindo do veículo sem hesitações.
Foi então que olhou ao redor e reparou que estavam em uma praia, mas não parecia ser uma praia qualquer, não, aquela era totalmente diferente de La Push.
Primeiramente por que em La Push o sol era raramente visto, sempre encoberto por núvens, deixando a paisagem mais... carregada e não tão relaxante assim, o mar estava sempre tremendamente agitado, nunca calmo o suficiente para um mergulho e havia periodicamente a presença dos Quileutes, fosse para nadarem, ou simplesmente conversarem sentados em cadeiras de frente para o mar.
Aquela praia era diferente. O sol aparecia firmemente, aquecendo o corpo gélido de Isabella tão rápido quanto o esperado. Fazia tempo que ela não sabia o que era pegar sol de verdade. A água estava calma, clara e convidativa, refletindo o céu impecavelmente azul que estava acima. E, o principal, aquele lugar estava completamente vazio.
Por um instante, Bella achou um absurdo que um lugar tão pacífico e lindo como aquele fosse desconhecido, mas depois a sensação passou, quando percebeu que era graças a isso que local era perfeito. Era desconhecido e agora mais um para a lista de lugares especiais.
– Isso é magnífico, como descobriram esse lugar, Bonnie? – a Swan questionou, maravilhada.
– Quando estávamos vindo para Forks. – foi a única resposta que ela conseguiu obter. – E então, eu estava pensando, que tal um picnic e depois darmos um mergulho? – sorriu alegre e ansiosa.
– Mas eu não trouxa biquíni... – pensou em somente argumentar daquela forma, mas não deixaria a oportunidade de atazanar a Bennett passar. – Se alguém tivesse ao menos me avisado para trazer um biquíni, eu o teria feito. – sorriu cínica e foi até Jeremy, que já estava tirando a cesta do porta-malas.
Bonnie abriu a boca em um perfeito “o” e então estreitou os olhos. Isabella Swan, a teimosa, irônica, sarcástica e boca-dura estava de volta. Um sorriso singelo formou-se em seus lábios, enquanto sua feição se tornava mais calma. Era ótimo tê-la outra vez.
Por fim, depois de tirarem a manta do carro e colocarem-a na areia fofa, próximo o suficiente do mar para que ele não estragasse a refeição dos três, colocaram a cesta e sentaram-se confortavelmente, dispostos a tirar o máximo de proveito daquela situação.
– Então, como estão todos em Mystic Falls, Jer? – Bella questionou, mordendo seu sanduíche.
– Estão todos sentindo sua falta, até consideraram vir comigo, mas consegui convencê-los de que não seria seguro para você. – respirou fundo. – Sinto muito, Bella, não queria dizer isso nessas condições... – mordeu o lábio inferior e olhou para baixo, demonstrando que a notícia era realmente séria. — Sei que estamos aqui relaxando, mas eu preciso te contar algo...
Aquilo alarmou as duas garotas. O que será que aconteceu em Mystic Falls? Será que Klaus o ameaçou? O seguiu e agora sabe onde estavam?
– Jeremy, o que houve? – implorou Isabella. – Por favor, Klaus descobriu onde estamos? Alguém se feriu por minha culpa? Conte-nos! – exclamou, sem querer aumentando o tom da voz alguns oitavos no final.
Bonnie mantinha os olhos castanhos focados a qualquer movimento do namorado. Ela estava preocupada e o silêncio de Jeremy não estava ajudando em nada.
– Jeremy Gilbert! O que houve em Mystic Falls? Conte, ande logo! – a Bennett exclamou, percebendo que o silêncio do garoto estava demorando demais.
E então o Gilbert começou uma crise de riso. Ria como se nunca pudesse parar, cada vez mais alto, cada vez mais escandalosamente.
– Não houve nada! – continuou a rir. — Vocês deveriam ter visto a cara de vocês, foi hilário!
Finalmente as duas perceberam que tinham sido enganadas e franziram o cenho, virando lentamente a cabeça uma para a outra, ao mesmo tempo e trocaram olhares como se já soubessem o que fazer.
Um sorriso vingativo surgiu nos lábios de ambas e então foi uma questão de milésimos até colocarem o plano em prática.
Bonnie jogou Jeremy no chão, e o garoto estranhou o ato, estreitando os olhos, olhos esses que logo foram preenchidos com medo quando Isabella o pegou pelos braços e ele entendeu a intenção das meninas.
– Você é um caçador, mas nós somos duas e mais velhas, Jer, não adianta. – Bella sorria vitoriosa, enquanto ela e Bonnie carregavam o menino de 16 anos em direção ao mar.
– Isso é por nos fazer pensar que estávamos correndo perigo. – Bonnie explicou.
– Espero que curta o banho! – a Swan exclamou, quando ela e a amiga finalmente chegaram perto do mar e jogaram Jeremy lá dentro.
Não é preciso dizer que as duas explodiram em gargalhadas conforme viram o “Little Gilbert” levantar-se no meio das ondas, encharcado, com a expressão furiosa.
– Ops. – foi tudo o que Bella disse, arregalando os olhos e colocando a mão na boca, como se tivesse feito tudo aquilo sem querer.
Bonnie continuou gargalhando, enquanto Jeremy andava até elas. Estava molhado, então a areia grudava-se totalmente em seus pés, e aquilo não parecia ser tão legal, já que a cada passo o garoto parecia ficar mais furioso.
– Eu estava pensando... – foi a vez dele de sorrir vingativo, quando estava quase perto das meninas. – Sabe o que sempre trás paz pra vida das pessoas depois de uma briga?
Isabella e Bonnie se entreolharam, segurando a risada, mas ao mesmo tempo temerosas pelo sorriso malicioso que o Gilbert dispunha em seu rosto.
– Não, o que? – questionaram ao mesmo tempo.
– Abraços! – exclamou.
E então começou a correr mais rápido na direção das duas, que, por sua vez, gritaram enquanto corriam do rapaz.
Depois de dez minutos correndo pela extensão da praia, Jeremy conseguiu pegar Bonnie, que se desculpou dando um selinho nele, mas aquilo não foi suficiente e o garoto quis vingança, entrando no mar enquanto a abraçava.
A Swan apenas ria, enquanto recuperava o fôlego e procurava relaxar, achando que agora que já havia pêgo Bonnie, Jeremy não iria atrás dela.
Doce engano.
O que Bella não contava era com o fato de Jeremy e Bonnie sairem da água, correndo em sua direção, com ambos os braços abertos enquanto exclamavam o quanto amavam a garota e o quanto queriam abraçá-la.
Segurando a barra da própria blusa, a garota declarou paz e jogou-se no mar por conta própria depois de mais cinco minutos correndo do casal encharcado.
Assim que a brincadeira acabou, os três sentaram-se e recuperaram o fôlego, voltando a comer pacificamente.
O silêncio ao redor deles era a melhor coisa, pois graças a ele era possível ouvirem o barulho das ondas quebrando na praia.
Bella foi a primeira a acabar de comer e deitou-se, encarando o pôr do sol, enquanto deixava a mente livre de qualquer pensamento, estava apenas vendo o céu alaranjado e descançando a mente, o corpo. Uma sensação tremendamente boa, ela pôde notar.
Foi então que o silêncio foi quebrado. Uma música, uma das favoritas de Bella começou a tocar e ela rapidamente indentificou que o barulho vinha de sua bolsa; sentou-se rapidamente e abriu-a, pegando o celular em mãos e atendendo a ligação, sem nem ver a quem pertencia.
– Alô? – chamou, ficando em pé, de frente para os amigos.
– Bella! – a voz do outro lado chamou-a.
– Pai? – franziu o cenho. – Tudo bem?
– Si, está sim... Bella, onde está? – questionou-a, com preocupação. – Não te vi hoje pela manhã.
– Estava dormindo. – respondeu rápido demais. – E... pela tarde, eu fui para a casa de Bonnie, estou com os dois à propósito. Mandaram oi para o senhor. – sorriu, observando os dois amigos que ouviam a conversa atentamente.
– Certo... Estou ligando para avisar que vou chegar em casa cedo, se quiser podemos jantar juntos hoje, pode chamar os garotos se quiserem. – ofereceu, respirando fundo.
– Sabe que não é uma má ideia? – sorriu. — Certo, são cinco e meia? – deu uma pequena pausa, calculando quanto tempo demoraria para sair da praia e ir para casa, considerando que ela pretendia passar na casa de Bonnie antes, para tomar um banho e não levantar suspeitas ao pai sobre onde passou a tarde. – Sete horas estaremos em casa, pode ser?
– Sete? – questionou.
– Sim, estamos vendo um filme e talvez demore. – a Swan respondeu, mordendo o lábio inferior e olhando para baixo.
Odiava mentir para seu pai, mas era meio necessário.
– Certo, espero vocês às sete, então. – despediu-se.
– Até. – e com isso, a Isabella desligou o celular.
– O que acham de jantar lá em casa, hoje? – sorriu animada, sentando-se novamente para guardar o aparelho celular na bolsa.
Bonnie e Jeremy entreolharam-se, assentindo prontamente.
– Ótimo, então vamos agora. Eu realmente quero tomar um banho antes de ir para casa. – Bella disse, levantando-se novamente, segurando a bolsa. – Olha isso, estou encharcada. – riu e revirou os olhos, olhando o estado de suas roupas.
Bonnie gargalhou.
– Acontece. – deu de ombros, ainda rindo.
Porém, a Bennett calou-se quando viu a cara que Bella a encarava. Os olhos semicerrados e um sorrisinho cínico nos lábios.
– Okay, parei de rir, prometo. – calou-se, abaixando a cabeça e mordendo o lábio inferior.
Foi a vez de Jeremy e Isabella gargalharem.
– Vamos logo. – o Gilbert falou, enquanto ia até a namorada e a abraçava pela cintura.
(...)
Eram sete e vinte quando Bella finalmente conseguiu chegar em casa. Tudo bem que Charlie ficara preocupado com a demora da garota, mas tudo bem, ela explicou para o pai o que houve e dentro de dez minutos, todos estavam dentro da casa.
Assim que a Swan entrou, foi para a cozinha, dizendo que arrumaria o jantar, pois já tinha uma breve ideia do que faria. Insistiu para que Bonnie deixasse-a fazer tudo sozinha, mas a Bennett não sossegou enquanto não ouviu uma resposta positiva da parte da amiga.
Enquanto isso, Jeremy e Charlie sentavam-se confortavelmente na sala, conversando sobre coisas aleratórias. O Chefe Swan parecia peculiarmente interessado na pequena cidade de Mystic Falls e o Gilbert ficou responsável por contar a Charlie o pouco que sabia;
Lógico que o garoto tinha consciência de não contar a parte sobrenatural da história, então tentava, de todas as formas, evitar que a conversa chegasse naquele rumo.
– O que você me disse que vai fazer, mesmo? – Bonnie questionou, enquanto terminava de picar os tomates.
– Strogonoff. – Bella respondeu simplesmente, assim que acabou de lavar a alface. – Estava com vontade desde a semana passada.
– Entendi, mas por que a salada? – franziu o cenho.
– Por que eu gosto, oras. – a Swan riu, colocando a alface em um prato e o entregando para a Bennett.
Assim que recebeu o prato, a outra colocou os tomates e terminou de temperar.
– Certo, não está mais aqui quem falou.
O silêncio instalou-se na cozinha, enquanto Bella pegava as coisas necessárias para terminar o molho e Bonnie decidira cortar o frango.
A TV na sala estava ligada sozinha no canal regional, o qual passava o jornal da tarde. Naquele dia, a repórter falava sobre o no Natal, e o fato de que o prefeito decidira fazer uma feira em comemoração da data.
– Do nada, o prefeito decidiu começar a comemorar os eventos da cidade... – Charlie comentou, quebrando rapidamente o assunto com Jeremy.
– Deve ser Samantha. – Bella riu, da cozinha, lembrando-se do quanto a garota amava festas e insistia para que o pai as fizesse. – Lembra-se de que quando ela estava aqui, haviam festas de todos os gêneros? Desde Halloween, até Páscoa.
– Isso quando a pequena não inventava de fazer festas de aniversário pra você. – Charlie comentou, rindo nostálgico, quando se lembrou dos poucos aniversários que Bella passara com ele e de que quase todos, Samantha havia feito questão de organizar uma festa para a Swan.
– Está tudo pronto aí, Bella? – Jeremy perguntou, aproveitando a pequena pausa no assunto.
– Quase, só falta Bonnie terminar de cortar o frango. – Bella respondeu-o rapidamente.
Logo em seguida, porém, antes que Jeremy pudesse fazer algum comentário irônico sobre as habilidades de sua namorada na cozinha, a campainha tocou.
– Está esperando alguém? – Charlie questionou, enquanto virava-se para a porta.
– Não. – Isabella respondeu, franzindo o cenho. – Vou ver quem é, cuide das coisas pra mim, Bon. – pediu e deixou o pano de prato em cima da bancada, pegando as chaves e depois indo até a porta.
Demorou um pouco para abrir, pois as mãos estavam um tanto quanto molhadas, mas assim que o fez, seus olhos se arregalaram.
Parado a sua frente, devida e confortavelmente apoiado ao batente da porta, lá estava ele:
– Damon?!
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