Sweet Blood
17 Capítulo 17 - Meet my paradise
Notas iniciais
Capítulo 17 — Meet my paradise.
Narradora.
Isabella acordou cedo e um sorriso abriu em seu rosto ao sentir os braços de Damon a rodeando.
Desde o dia do baile, o episódio vinha se repetindo inúmeras vezes durante a semana. Uma longa, mas boa semana.
Para começar todos os moradores de Forks ficaram chocados com a morte trágica de Jéssica e Lauren e Damon estava certo, ninguém se preocupava em citar o incêndio, era como se ele não tivesse ocorrido.
Houveram trocentas homenagens e Bella se viu atordoada com a quantidade de pessoas que vieram perguntar a ela como as duas estavam antes de morrer, uma vez que tinha sido uma das últimas a vê-las. Charlie até chegara a chamar os pais de Jéssica e Lauren para conversarem com ele.
Quase a obrigaram a passar por um psicólogo e chegaram a querer liberá-la da escola por um mês. Mike aceitara o descanso, Ben disse que estava bem e levaria tudo numa boa.
Tirando todos esses fatos, Isabella decidira que usaria aquela semana para descançar dos últimos dias. Ataques de vampiros, ex namorados e melhores amigos a abandonando, vampiras vadias procurando vingança... ela precisava de um tempo para si e estava decidida a fazer isso. Uma vida normal por uma semana, é, ela podia fazer isso.
E até que era bem simples, a noite, Damon sempre entrava pela janela de seu quarto e eles conversavam até ela cair no sono, quando amanhecia, ele tomava banho e silenciosamente descia pela janela, esperando Isabella no carro dela, e eles iam juntos até a escola, debatendo em qual estação de rádio o som deveria ficar. Nos intervalos, para ficarem longe das fofocas, sentavam-se no jardim atrás da escola e conversavam mais, sobre música, livros... as vezes Damon contava um pouco sobre como havia passado o século: A primeira vez que voara de avião, O pouso do primeiro astronauta na lua, o sucesso das bandas de rock, o quão divertido fora assistir um show de uma das bandas que ele curtia sem pagar nada, como havia sido um porre passar pela época da discoteca, etc.
Na saída, ela era de Bonnie e Jeremy.
Os três iam para Shoppings, tomavam lanches, compravam livros e se tivessem sorte de ter um bom filme em cartaz, iam ao cinema.
E então tudo de repetia, só que não de uma forma ruim, por que nem sempre ela assistia o mesmo filme, nem sempre ela ia ao shopping com Bonnie e Jeremy, já tinham ido inúmeras vezes a bares ou a parques, bem como nem sempre Damon e ela conversavam sobre o mesmo assunto, tinham vezes em que nem conversavam, ficavam apenas juntos, os lábios colados, um perto do outro.
Mas aquele dia seria diferente.
Era sexta-feira e Bella se sentiu estranhamente mais animada do que nos outros dias. Saiu vagarosamente dos braços do Salvatore e foi para o banheiro, despiu-se e tomou um longo e relaxante banho.
Foi lá que seu plano se formou.
Um sorriso malicioso se formou em seu rosto, molhou o cabelo tirando o shampoo e então fechou o chuveiro.
Enrolou-se na toalha e foi até o quarto.
Damon encontrava-se sentado na cadeira do computador e encarando-a com um sorriso torto nos lábios.
– Show particular? — riu malicioso.
– Nossa. — Bella revirou os olhos. — Muito engraçado, Salvatore. — dito isso, ela andou pelo quarto até o armário, as gotas de água pingando no chão em uma espécia de rastro. — Tive uma ideia, o que acha de fazermos algo diferente hoje?
– Eu adoraria. — Damon sorriu malicioso e se levantou, indo em direção a ela e beijando-a logo depois, guiando-a lentamente até a cama.
Bella riu e cortou o beijo, parando perto da cama, os braços ao redor do pescoço dele.
– Não é disso que estou falando.
Damon fez um biquinho pequeno, Bella sorriu diante a cena fofa e se segurou para não apertar-lhe as bochechas.
– Embora a ideia seja tentadora, devo deixar claro. — riu nasalmente. — Estava pensando em te mostrar um lugar, o que acha?
– É, serve. — ele riu e ela o acompanhou
– Ótimo, vá tomar um banho e eu te espero lá embaixo, arrume uma bolsa com algumas roupas, nós vamos precisar do carro, algo contra?
– Nadinha. — Damon piscou e deu um selinho nela, antes de soltar seus braços de sua cintura e ir até o banheiro.
Embora fosse levemente arriscado, Damon mantinha sim roupas no armário de Isabella. Era uma ideia arriscada por que caso de Charlie decidisse arrumar ou olhar o armário de Bella, veria as roupas, mas ele não o fazia, então estava tudo bem.
Um sorriso bobo plantou-se na cara de Bella, ela estava sendo feliz pela primeira vez desde que chegara em Forks. Feliz de verdade, sem limites, sem super proteção.
Ela se sentia livre para fazer tudo o que sempre quis e gostava muito daquela sensação.
Suspirou, pegou a calça jeans no armário, a calça marcava suas pernas e ela gostara bastante daquilo, de um modo estranho a fazia sentir bonita, talvez por que Bonnie a havia ajudado a encontrar seu próprio estilo e o "empurrado" para ele aos poucos. Bella pegou também uma blusa branca meio soltinha de alças e uma jaqueta preta, puxando os all-stars vermelhos do sapateiro logo depois.
Terminando de se vestir, Bella desceu as escadas, disposta a tomar seu desejado café da manhã.
Encontrou um bilhete de Charlie avisando que saira mais cedo e que voltaria mais tarde que o habitual.
Respirou fundo e foi até o armário, pegando uma tigela e uma caixa de cereais, despejando no recipiente logo depois.
Foi até a geladeira, pegou o leite e colocou, deixando-o lá em cima. Já havia uma colher limpa ali em cima, então apenas misturou.
Sentou-se na mesa da cozinha e depois de um longo bocejo, começou a comer, mais ou menos ao mesmo tempo em que Damon começara a descer as escadas.
– E então, o que teremos de café? — ele ironizou.
– Uma deliciosa e nutritiva tigela de cereais, sirva-se. — ela respondeu enquanto dava outra colherada e levava-a até a boca.
Damon revirou os olhos e riu, indo até a cozinha.
Mas aquele era Damon e ele já sabia aonde Charlie guardava as bebidas.
Abriu o armário mais do canto e depois de revirar e tirar as coisas que estavam na frente, pegou uma garrafa de whisky, um copo, serviu-se e foi para a mesa, acompanhar Bella.
– Whisky, essa hora da manhã? — riu, depois de mastigar.
– Faz parte da minha rotina. — piscou para ela que apenas riu em resposta.
Quando terminou sua tigela de cereais (bem depois de Damon terminar o whisky), Bella levantou-se rapidamente da cadeira e abriu um sorriso no rosto, indo até a porta.
– Vamos? — perguntou animada.
– Vamos.
Os dois saíram rapidamente da casa, não levando consigo nada que pudesse atrapalhá-los. Lógico que Isabella era responsável, então mandara um sms para Bonnie no dia anterior e pedira para ela ligar para a delegacia no outro dia, por volta das 11h e avisar Charlie que ela estava na sua casa e que seu celular havia descarregado.
Damon até estava com o celular, mas Isabella iria falar para ele desligá-lo assim que chegassem lá. Ela não queria que nada estragasse as coisas, fosse uma ligação por preocupação ou por que o mundo ia acabar.
Depois de pôr a bolsa no porta-malas, os dois entraram no carro de Damon e o mesmo se surpreendeu quando ela não pediu para dirigir.
– Acho melhor te dar as direções. Seu carro, você dirige. Não foi o que dissera para mim outro dia?
E realmente, ele havia dito isso e desde então não saia da cabeça dela.
Foi no meio da semana, Damon tinha levado o carro para o conserto e eles decidiram usar o dela.
Ele simplesmente apareceu por lá, a esperou descer e quando ela ia entrar no banco carona ele a olhoi confuso e perguntou "o que diabos está fazendo?". Ocorreu então que, com um sorriso torto no rosto ele disse sem pestanejar "Esse é seu carro, você dirige e eu dirijo o meu".
– Eu realmente disse isso, mas estávamos indo a escola, desta vez eu não faço a mínima ideia de onde você quer me levar, aliás, eu avisei a bruxinha, se eu não voltar dentro de vinte e quatro horas, ela vai dar parte na polícia e você será acusada de ter sequestrado o vampiro mais sexy do mundo. — ele disse convencido, enquanto ela entrava no banco carona.
– Ou ela vai dar uma festa, particularmente eu acho mais possível. — Bella respondeu, quando ele entrou no carro e colocou o cinto.
– Nossa, como você é engraçada, Isabella. o Salvatore revirou os olhos e deu partida no carro.
Assim que viu as casas da rua começarem a desaparecer, respirou fundo e começou a lembrar-se do lugar aonde planejou ir. Sentia saudades de lá, a fazia lembrar-se de boas coisas.
– Então... — coçou a garganta, vendo as árvores passarem por ela em uma velocidade média. — Eu achei esse lugar uma vez em que saí de Forks com Charlie. Eu tinha 11 anos. Sempre que ia para Forks eu ia para a casa de Jacob, era natural, quase que rotina. Eu dormia um pouco, eu e Charlie íamos para a lanchonete, voltávamos para casa e por fim, Billi passava para me pegar para que eu durmisse na casa de Jake. — respirou fundo. — Naquele dia em especial, Jacob demorou demais e eu fiquei esperando-o em casa... A tarde estava bonita, o sol se pondo, passarinhos indo para suas casa, toda essa coisa bonita que passam nos comerciais... — Bella continuava, tentando dar o máximo de detalhes possíveis, aquele lugar era especial para ela. — Vire aqui a direita. — guiou-o, logo voltando a explicar. — E então, eu saí da casa por uns instantes, disposta a andar um pouco, estava entediada demais e sabia que se continuasse ali, parada, dormiria a qualquer instante. De qualquer modo, ao sair de lá me deparei com a mesma estrada de terra de sempre, mas tinha algo a mais nela, algo me chamava pra dentro da floresta que havia do outro lado. Entrei nela e depois de andar um pouco, achei o viria a ser meu canto particular. A partir daí, sempre quando ia para Forks, mentia sobre ir para a casa de Jacob e ia para lá, parecia mais quieto, mais seguro, mais... mais tudo, era como se aquele canto tivesse algo de especial para mim. Meu esconderijo particular. — sorriu por fim.
Damon até desviava os olhos da estrada durante alguns pontos da história que Isabella contava, tudo isso por que ele podia sentir perfeitamente a calma na voz da Swan, sentia a paz e a paixão com a qual ela descreveu o lugar e a importância dele. Também tinha um lugar assim e esperava poder falar sobre ele em breve com a garota.
– Então, eu serei o primeiro ser que você convida a ir para lá? questionou, virando para ela durante alguns segundos.
– Bom... a ir para lá, sim. Mas sobre saber do lugar, creio que apenas Charlie saiba. — respondeu sincera. — Eu nunca me senti... segura o suficiente para mostrar o lugar a Edward, eu não consegui confiar nele nem para mostrá-lo uma coisa tão... besta quanto essa — riu fraco.
– Hey. ele disse, repreendendo-a por ter dito aquilo. Se o lugar significa tanto para você, então não é besta. Eu entendo o que quer dizer e fico honrado em ser o primeiro a ser convidado. olhou para ela, que rapidamente levantou a cabeça e encarou-o nos olhos.
Desta vez um sorriso de ponta a ponta tomou conta dos lábios de Bella e ela se sentiu bem. Se sentiu bem em poder dividir aquilo com o Salvatore, se sentiu bem por ele ter compreendido-a e se sentiu bem, principalmente, por estar ao lado dele.
– Mas, bem, se você estava na casa do cachorro, significa que é no território dos Quileutes, então, tecnicamente isso não quer dizer que eu não posso pisar lá? — ergueu a sobrancelha esquerda.
Não que ele ligasse para isso, caso não pudesse, entraria ali de qualquer jeito. Fora apenas sua curiosidade falando mais alto.
– Bom, é por esse motivo que Charlie sabe da existência desse lugar. — explicou. — Vou te explicar o por que de poder entrar lá. — respirou fundo. — Eu tinha 12 anos e como disse, sempre que ia para Forks, ia para lá. Uma vez, porém, Charlie ligou para Billi e o mesmo disse que eu não me encontrava na casa dele. Voltei para casa e fui recebida com um interrogatório policial digno de filmes policiais. Foi então que eu contei sobre o lugar para Charlie e ele me contou que aquele lugar pertenceu aos meus tatara avós. Acontece que meu tatara avô comprou uma parte de um terreno quileute pra salvar um amigo que precisava de dinheiro para se mudar por uns problemas os quais Charlie não entrou em detalhes. Uma vez que ele conheceu minha tatara avó e eles decidiram se casar, o terreno ficou no nome dos dois e vem passando de geração em geração durante todo esse tempo. Ninguém nunca se interessou pelo lugar, mas como você pode ver, eu me interessei. Então, o único que sabe da existência dele são você e Charlie, mas eu nunca mostrei a ele, ele sempre respeitou minha privacidade. Bem, como deu para entender, o lugar é meu e eu levo quem quiser para lá. — riu por fim.
E então Damon entendeu o que a garota quis dizer por não ter mostrado o lugar para o vampiro purpurina. Ela podia mostrá-lo, o lugar era seu, seria mais um território neutro, mas Isabella não quis.
Uma pequena parte de sí inflou de orgulho ao saber que a garota confiava nele e então não evitou o sorriso que creceu em seus lábios, mas não era um sorriso cínico, sarcástico ou irônico. Era um sorriso simples e esse mero sorriso, direcionado diretamente para Isabella, fez cada partezinha do seu interior se acender por completo de um modo que Edward nunca antes, nem como seus mais diversos atos, conseguira.
E então ela reparou que eles estavam parados no meio da estrada.
– Ér, Damon... riu nasalmente. Se você não ligar esse carro, não será mais a primeira pessoa, por que nem lá iremos chegar. debochou, fazendo o Salvatore revirar os olhos e voltar a dirigir.
(...)
O resto do caminho fora calmo, um silêncio rondava o carro, mas ele não era ruim, era... confortável. Confortável o suficiente para Isabella prestar atenção na música que tocava no rádio. Ela não conhecia, mas o rítmo era bom, calmo, nada comparado ao de seu coração, que acelerava levemente. O motivo? Ela se sentia ansiosa em mostrar o lugar para o Salvatore, ele seria o primeiro e, com certeza o único para quem ela mostraria seu paraíso e tinha sérios medos de que ele a julgasse por causa disso.
Deu um longo suspiro antes de olhar para fora da janela e perceber que, se não falasse nada, eles passariam do ponto.
– Chegamos. — alertou, fazendo com que Damon parasse o carro. — Não é exatamente aqui, mas chegamos perto o suficiente para você deixar seu carro e podermos achá-lo depois. — brincou.
O Salvatore assentiu e abriu o cinto, saindo do carro logo depois de tirar a chave de ignição e, assim que Bella tirou o seu cinto, antes que pudesse abrir a porta, ele apareceu rapidamente e o fez por ela, dando um de seus sorrisos tortos enquanto ela revirava os olhos e ria.
Damon tirou a única bagagem que trouxe do porta-malas e então começaram a caminhar.
Os dois andaram alguns quilômetros até chegarem ao destino.
O queixo do Salvatore abriu levemente ao dar de cara com um uma casa abandonada. Ela não era feia, pelo contrário, tinha cara de ter sido uma daquelas casas de capas de revista quando estava em seus bons tempos.
As paredes possuíam um tom marrom, imitando a cor das árvores ao redor, porém, o telhado parecia ter a cor meio avermelhada. Haviam dois degraus que davam acesso a varanda. A mesma possuia um balance que, como estava em bom estado, Damon supôs que a Swan tinha restaurado-o e um banquinho na outra extremidade. A maçaneta era de metal e havia chaminé. Existiam cinco janelas ao todo; duas ao lado da porta, com cortinas rosa claras caindo para fora, balançando, por causa da corrente que passava por ali e outras duas, uma em cada lateral, cujas quais ele apenas enxergou por conta das cortinas azuis claras que também balançavam sem contar no segundo andar, com apenas uma pequena janela retâgular, que dava a vista para o quarto.
Definitivamente, aquele lugar tinha cara de ser calmo, pacífico e, mais uma vez, ele entendeu o por que de a garota ter ficado fissurada com ele.
– Que tal entrarmos? — Bella sugeriu, a ansiedade totalmente presente em sua voz.
Damon assentiu e, assim, os dois subiram os degraus da varanda e, assim que Bella destrancou a porta, adentrou a casa. Os móveis lembravam bastante a casa de Charlie, tudo simples, mas perfeitamente arrumado. A sala era pequena, haviam dois sofás, um de costas para a porta e outro encostado a parede, uma TV encostava na outra parede que marcava o fim do tal cômodo. Do outro lado, havia a cozinha, havia uma ilha com alguns pratos e talheres, uma pia e bancos ao redor, atrás apenas armários, porém o último era um fogão, okay, talvez a casa não fosse tão pequena, considerando o fato de que a sala era tecnicamente grande e a cozinha também. A escada ficava do lado do corredor que levava a porta dos fundos.
Foi então que Bella ouviu um pigarrear e bateu com a mão na testa.
– Acho que se esqueceu de algo. — Damon debochou.
A Swan revirou os olhos e depois de respirar fundo, sorriu cínica.
– Peça. — disse simplesmente.
– Oi? — o Salvatore ergueu a sobrancelha esquerda.
– Peça para entrar, seja educado e eu te convido. Vamos, não deve ser tão difícil.
Damon semicerrou os olhos e franziu a testa, cruzando os braços e analisando a humana a sua frente, uma mísera barreira o impedia de adentrar a casa e mandar sua "ordem" para os infernos.
Enquanto isso, parecendo se divertir demais com a situação, Bella cruzou os braços e apossando-se de um sorriso divertido, apoiou-se descontraidamente contra o batente da porta.
– E então, como vai ser? Vai ficar ai parado ou vai pedir para entrar? — ela riu.
Damon revirou os olhos, mas depois abriu um sorriso malicioso.
– Quem quer que eu veja o lugar é você, amoremio, eu posso perfeitamente dar meia volta aqui e ir para casa. — foi a vez dele de cruzar os braços.
Bella arfou.
– Você não tem graça. — bufou. — Entre logo. — revirou os olhos e deu espaço para o Salvatore.
– Obrigada. — o sorriso vitorioso em seu rosto duplicou de tamanho.
Damon adentrou o lugar e observou tudo com olhos atentos, aquele lugar era a cara dela e ele não pode evitar soltar um pequeno sorriso ao constatar aquilo.
– Então, o quarto é lá em cima, se conseguirmos a sorte de ficarmos em paz por um dia, podemos dormir lá. — Bella deu de ombros. — Ou aqui na sala, de noite da pra ver as estrelas e é bem bonito, se quiser a minha opinião. Por hora, vou fazer algo que eu almejo há dias. — sua voz estava levemente ansiosa.
A Swan jogou a mala de qualquer jeito no chão e correu até a cozinha, Damon ouviu o barulho de garfos, coisas sendo abertas e afins, então percebeu que a garota iria demorar, por esse motivo, pegou as duas malas e jogou de qualquer maneira em um sofá, se jogando confortavelmente no outro, enquanto ligava a televisão. Não que ele fosse ver algo, não que ele pudesse se cansar, mas aquilo era realmente relaxante.
Respirando fundo, o Salvatore fechou os olhos e começou a pensar. As coisas pareciam estar caminhando bem, mas ele não tinha certeza de nada, por mais que se negasse a admitir isso, ele tinha medo do que poderia acontecer a Swan. Ele e Bonnie tinham pensado bastante se deveriam realmente fazer aquilo, o plano inicial era um, mas ao descobrir tudo o que acontecera com Isabella enquanto estivera ausente, Damon não conseguiu esperar mais e a certeza de que precisava intervir naquilo tudo gritou com mais força dentro de si.
Com sorte as coisas não se repetiriam e eles conseguiriam passar por tudo desta vez.
– O que está achando do lugar? — ouviu a voz dela, enquanto sentia o peso no canto do sofá.
Ele abriu os olhos e sentou-se ficando perto o suficiente dela para observá-la enquanto segurava um pote laranja com algo que ele conseguiu indentificar como um sorvete de chocolate e calda de doce de leite. Não conseguiu evitar a risada.
– O que? Eu gosto disso, mas Alice achava que eu deveria ter uma dieta balanceada para caber nas roupas exageradamente caras que ela me comprava. Olhe pra mim! Sinceramente, acha que eu preciso de dietas? exaltou-se.
Damon deixou a cabeça cair levemente para o lado, seu característico sorriso se abriu enquanto ele fixava o olhar no restinho de doce de leite que estava no canto da boca de Isabella e ela entendeu que, somente pelo jeito que ele a olhou e pelo sorriso em seu rosto, não havia nada de errado consigo.
Pegando-a de surpresa, ele riu nasalmente e, com o polegar, limpou o canto de sua boca, lambendo logo depois, o sorriso torto sempre presente em seu rosto. Nada foi dito, mas, de novo, não era necessário e, em questão de segundos, ambas as cabeças se moveram para frente, fazendo com que os lábios dos dois se chocassem um contra o outro.
O pote de sorvete foi posto de lado, na TV o jornal anunciava uma chuva em Forks, lá fora, os indícios de que o canal local estava correto já começavam a aparecer, mas nenhum dos dois ligava para isso. Tudo o que importava é que eles estavam ali, juntos.
Buscando sair da posição desconfortável em que se encontravam, Damon puxou delicadamente Bella para seu colo, as duas mãos na cintura da garota, puxando-a o mais perto de sí possível, como se não estivessem juntos o suficiente. Bella moveu suas mãos para a nuca dele, arranhando-a de leve e fazendo com que ele soltasse um gemido baixo e começasse a descer os beijos dos lábios para seu pescoço, desta vez ela quem suspirou alto, com o toque dos lábios dele. O Salvatore continuava a descer os beijos, indo cada vez mais para seu colo, foi então que ele parou e olhou para cima, fazendo com que Bella abaixasse a cabeça e seus cabelos caíssem na frente da sua face. Encarando sinceramente os olhos azuis claros do outro, ela pôde perceber uma pergunta silênciosa, a qual ela retribuiu com um sorriso de lado.
Se sentiu sendo levemente posicionada no sofá, desta vez Damon estava por cima de si e continuava a trilha de beijos, ele ajudou-a a tirar a jaqueta, levando junto a blusa branca. As duas foram parar em algum canto da sala, o qual eles nem se dignaram a prestar atenção.
Mesmo que não soubesse se aquela era sua primeira vez ou não, algo incendiou dentro de si quando Damon desceu os beijos para a sua barriga, foi então que ela se deixou tomar completamente pela situação e, sem pensar duas vezes, com as duas mãos, puxou a cabeça do moreno para cima e, enquanto o beijava sem se importar se precisaria de ar ou não, foi invertendo as posições, lentamente, até acabar por cima dele, com um sorriso vitorioso perfeitamente desenhado no rosto.
Quando se viu deitado, Damon sorriu durante o beijo, compreendendo o que a garota havia feito, ele se viu tentado entre interrompê-la e tomar o controle da situação como gostava- e ver o que iria acontecer. A segunda opção pareceu lhe apetecer quando, sem pestanejar, Isabella desgrudou seus lábios dos dele, dando apenas mais um selinho, mas depois, descendo-os para a o pescoço, enquanto suas mãos abriam lentamente os botões da camiseta. Assim que se viu livre da peça de roupa, Damon fez questão de arquear as costas e facilitar as coisas, jogando-a para longe também. Bella não gastou tempo agradecendo ou algo do gênero, apenas correu os olhos pelo abdômen do Salvatore e mordeu o lábio inferior, um ato que parecia tão... inocente em outras horas, agora tinha um significado totalmente diferente. Ela não tinha certeza de nada do que estava fazendo, mas algo dentro de si gritava urgentemente para ser tocada pelo moreno que, naquele momento, estava deitado embaixo de si, com os olhos num misto de curiosidade e desejo.
Assim que terminou de avaliá-lo, ela sorriu maliciosa, e voltou a beijá-lo, desta vez, porém, ela voltou de onde parara, do pescoço. Sem muitas demoras, ela foi descendo aos poucos, encostando os lábios levemente e indo cada vez mais lentamente, torturando o Salvatore. Quando chegou a barra da calça, ela olhou para cima, Damon estava apoiado nos ante braços, observando-a, seus olhos estavam de um azul tão profundo que pareciam pretos, uma pontinha dentro de si se encheu de orgulho em saber que ela mexia tanto assim com ele.
Desceu vagarosamente, até chegar a barra da calça, mas quando ia abrir o botão, algo a impediu.
Duas batidas na porta.
Sentindo o rosto corar, ela levantou-se rapido, mas delicadamente. Damon não ficou para trás, procurou a blusa e depois, quando terminou de vestí-la e abotoá-la, viu que Bella já se encontrava na frente da porta, vestida. Percebendo que a garota se encontrava tensa, ele a abraçou por trás e beijou o topo de sua cabeça. Ele não sabia, mas aquele simples gesto a acalmara.
Assim que se sentiu confortável, Bella abriu a porta e, assim Damon sentiu o cheiro de cachorro molhado, soube que o que viria a seguir não seria muito legal. Mas isso não seria problema, não para ele. Pensou, enquanto o sorriso torto tomava conta de seu rosto.
– Jacob, o que faz por aqui? — Bella peeguntou, sentindo as mãos de Damon em seu ombro.
– Você só pode estar brincando, certo? — Black respondeu, incrédulo. — Dá pra sentir o cheiro dele pela floresta inteira, Isabella!
– Okay, e? — fez pouco caso.
– E? E que você, dentre todas as pessoas, sabe melhor que vampiros são proibidos nessa parte. Território dos lobos. — explicou, como se estivesse falando a mesma coisa para uma criança de dois anos, pela décima vez.
– Bem, é ai que está, Jacob, essa parte aqui é minha, ou dos Swan, se você preferir que eu seja mais formal. — um sorriso vitorioso surgiu em seu rosto.
– Mas para passar pra cá, tiveram que passar pelo nosso terreno e não pediram permissão.
– Você está sendo extremamente infantil, como uma criança que procura motivos para não deixar os amigos usarem seu brinquedo favorito. — Bella revirou os olhos.
– Você não dá a mínima, não é, Isabella? — Jacob bufou, irritado. — Sei que pode não parecer, mas nós temos regras por aqui, então por que você não pega seu... ahn, do que devo chamá-lo? Namorado? Você troca mais do que eu troco de roupa, mesmo, então tanto faz, certo? Apenas pegue ele e saiam os dois daqui. — ordenou.
Bella deixou a boca abrir-se num perfeito "o" enquanto analisava o garoto a sua frente. Então era assim que ele lidaria com a rejeição? Ótimo saber, por que, se ele queria que ela deixasse de lado o mínimo de respeito que ainda tinha por ele, havia conseguido.
– Escute bem, Jacob, quem você pensa que é pra me dar ordens? Esse local aqui é meu, se eu quiser, tenho todo o direito de expulsar você daqui. Os fins justificam os meios, ou seja, passei sim por ai e não dou a mínima, sabe, eu achei que você fosse diferente, mas pelo visto estava errada, ser idiota e levar tudo a ferro e a fogo é uma característica permanente de pessoas infantis. Eu sinceramente tenho pena de você, Jacob, seu pai deu tanto duro pra te criar, pra você ser o líder dessa alcateia, mas você não merece, não merece por que é um garotinho mimado que não sabe ouvir um não. Eu sinceramente não te entendo, dizia ser meu amigo quando os Cullen estavam por perto, mas nem um pedido meu, de me deixar fazer as minhas próprias escolhas, você pôde acatar. Diz ser melhor que Edward, mas você e ele estão na merda do mesmo patamar! — ela cuspiu tudo o que estava preso em sua garganta. — Tenha um bom dia e antes que eu me esqueça, vá a merda, mas desta vez, não volte! — dito isso, fechou a porta na cara do transmorfo e virou-se de costas contra a mesma, dando de cara com Damon.
O Salvatore tinha um sorriso orgulhoso no rosto, ele sabia que tinha sido difícil para a Swan dizer tudo aquilo, mas sabia que era necessário, então não podia deixar de ficar feliz por ela.
Mas havia algo de errado no rosto de Isabella. Ela estava pálida e, antes que Damon pudesse ir até a garota e perguntá-la se ela estava bem, tudo o que ele pôde fazer foi assistí-la caindo no chão, desmaiada...
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