Pareciam pedras pontiagudas que a espetavam, estava cada vez mais frio,e apenas o que se escutava era o profundo barulho do silêncio. Helli estava com medo, sentia um ardor nos olhos e uma horrível dor de cabeça, quando repentinamente ela escuta passos distantes, em questões de segundos já não os ouvia mais. Os olhos da garota começaram a lacrimejar até que essas lágrimas chegarem a sua boca, foi quando Helli percebeu que seus olhos na verdade estavam sangrando, o desespero tomou conta de todo o seu corpo, então começou a gritar, aparentemente alguém a percebeu, e Helli volta a ouvir passos que se aproximavam cada vez mais, uma mão toca em seu ombro e uma voz rouca diz:

— O que uma habitante de Midgar faz aqui?

Helli está tremendo tanto de frio quanto de medo, e não responde.

— O que faz aqui!?

— E...Eu, eu não sei, nem tenho ideia de onde estou.

— Você não consegue ver nada não é?

Pergunta para Helli quase que gargalhando e com um tom maldoso na voz. A respiração do sujeito estava mais próxima ao rosto da moça e ele agora segurava os dois ombros de Helli.

— Eu sei o que você é. Tente, você tem a capacidade de enchergar nesse mundo.

— "nesse mundo?" Você é louco.

— Você não está nem tentando,Tente! O que estou fazendo? Vou embora, e deixar você para morrer.

Helli começou a fazer um esforço enorme, seu olhos sangravam ainda mais. Tudo começou a surgir em sua frente, ela estava enchergando, não acreditava no que via, era o homem com quem ela sonhava.

— Não, não pode ser, você existe? Como? Esse lugar... É igual... Não acredito,isso não é real, não é real...

— Do que você está falando? Como assim eu existo? É isso! Foi você que estava me espionando! Agora vou ter que mata-la.

— Não! Você falou que sabe o que sou... e o que é?

Helli tinha muitas perguntas, não sabia em que acreditar, aquele homem se chamava Beocann, e era um elfo, o lugar onde estavam era Svartalfheim,mundo dos anões e elfos Sombrios, Helli era uma Gnorba um ser conhecido por seus poderes psíquicos, apesar dos milênios da existência desses seres a capacidade total de seus poderes ainda eram desconhecidas, Beocann avia roubado um artefato místico,capaz de absorver temporariamente ou permanentemente os poderes de qualquer ser mágico existente, os sonhos que Helli tinha eram visões, que alertavam o roubo desse artefato, o último sonho que teve com Beocann estava acontecendo, em Svartalfheim em tempo real. Tudo veio a tona na mente de Helli enquanto Beocann falava sobre o que ele era, sobre o que ela era e sobre onde eles estavam.

Em Rovaniemi, a cidade natal de Helli, sua mãe e seus amigos estavam preocupados, pois já fazia uma semana que Helli havia desaparecido do quarto de hospital.

— Eu não sei mais o que fazer, tenho medo do que possa ter acontecido com a minha filha.

— Sr. Virtanen, vai dar tudo certo, a Helli vai voltar a salvo para casa, há cartazes por toda a cidade e a polícia está investigando o desaparecimento.

Kalevi fala tentando apesar calma apesar de está apavorado.

— Obrigada querido, você e a Mie estão sendo ótimos, aliás a Mie está lá no quarto da Helli, ela disse que provurava algo.

Kalevi sobe a escada que dá acesso aos quartos e quando chega em frente a porta do quarto de Helli escuta um choro, ele abre a porta lentamente e então vê Mielikki, ela estava centada no chão com um chaveiro na mão ao perceber a presença de Kalevi ela enchuga as lágrimas rapidamente, e vira o rosto.

— Mie eu sei exatamente o que você está sentindo,mas ela vai voltar; temos que acreditar nisso.

Mielikki abraça kalevi e então fala com a voz chorosa e abafada:

— Ela foi a primeira pessoa que gostou de mim do jeito que eu sou, todos me excluíram por toda minha vida escolar.

— Opa é isso mesmo?você está esquecendo de mim? Eu sempre tentei me aproximar de você antes do ensino médio,e todas as vezes você fugia de mim. Se não fosse pela Helli nunca teríamos nos tornado ami... Me desculpa Mie.

— Ok. Eu sei que você não fez propositadamente.

— Sabe eu detesto ver você assim Mie, detesto não ver o seu sorriso, todas as noites eu durmo pensando nele e quanto tempo vai demorar para que eu veja-O novamente.

Ao ouvir aquelas palavras Mielikki foi se afastando, Kalevi a puxou de volta e então a beijou, Mielikki empurra Kalevi.

— Você não devia ter feito isso! Nossa melhor amiga está desaparecida! não devíamos desviar nossa atenção.

Ela se vira e vai embora batendo a porta do quarto.

— Seu idiota! O que você fez!? Parecia o momento perfeito, Como você é burro!

Diz Kalevi para si mesmo.

Em Svartalfheim:

— Beocann por que você está escondendo partes da história de mim? Está com medo? Não é uma sensação comum vinda de um elfo Sombrio não acha?

Helli havia lembrado de todas as histórias que sua vó lhe contava sobre os 9 mundos da Yggdrasil, lembrou dos artefatos que sua vó desenhava e das exportações sobre eles, ela lembrava do artefato que Beocann segurava nos sonhos e acabou interligando tudo. Afinal o que um elfo Sombrio estaria fazendo com um artefato tão poderoso?

— Não estou escondendo nada! Falou deixando sua preocupação transparente.Helli sabia que tinha que pegar o artefato e em seguida matar Beocann. Nas noites mais frias quando chegavam aos -40°C sua doce Vovó contava histórias sobre monstros que os Gnorba matavam por pequenas transgressões. A jovem Helli não enxergava monstros nos seres que sua vó desenhava e descrevia, na época Helli não entendia e pensava que eram apenas histórias mas agora ela entendia o que realmente eram os Gnorba e ela não queria ser igual.

— Beocann eu sei. Tudo faz sentido. Você Roubou o artefato que tem o poder de transferir a magia de qualquer ser.

— Sei que não adianta eu negar, você fingiu não saber de nada, devo admitir me enganou bem. E agora? Vai me matar?

Falou já com a certeza de que seria morto mas seu orgulho o proibia de implorar por sua vida mesmo temendo por ela.

— Não. Não vou matar você mas com uma condição, terá que me entregar o artefato que você roubou.

Helli Não fazia ideia de como usar seus poderes mas aproveitou que Beocann não sabia. Helli precisava que ele a entregasse o artefato, estava apavorada e sabia que se Beocann soubesse iria mata-la sem nem pensar duas vezes também tinha o fato de não ter noção de como voltar para casa e precisava da ajuda dele. Só pensava em voltar para sua mãe e seus amigos, A moça pensava em como eles deviam estar preocupados afinal faziam aproximadamente sete horas que ela havia sumido.

— Como assim? Não vai me matar? Sendo assim não vou lhe entregar nada. Eu seria tolo se assim fizesse aliás quem garante que depois de pegar o artefato você não vai me matar? E também com ele eu posso tirar seus poderes.

Helli tremeu por um momento, se Beocann absorvesse os seus poderes ele a mataria.

— Por que você não fez isso ainda?

Disse Helli ao perceber que se Beocann soubesse como usar já teria feito.

— Me entregue, você não sabe como usa-lo. Ou me entrega ou morre!

Beocann finalmente a entrega o artefato e na mesma hora ele começa a brilhar. Helli não sabe como, mas de alguma forma sabia como usa-lo.

Parecia um tipo de placa, era grossa e triangular com muitos símbolos, tinha uma abertura que a atravesava. Helli pressionou a abertura e a placa se abriu assumindo uma forma losangular.

A garota aponta o artefato em direção a Beocann e absorve seus poderes.

— Não! Sua Gnorba filha de uma puta! PORRA! Eu prefiro morrer . ME DEVOLVE!

— Eu devolvo quando você me ajudar a voltar para casa. A propósito meu nome é Helli e da próxima vez que você falar comigo desse jeito eu vou conseder seu desejo.

— HAHAHAHAHA! Não acredito, Como fui tolo, Você é realmente uma iniciante. Você é bastante inteligente garota, Sinceramente estou decepcionado comigo mesmo.

— Acho que o problema é que você se superestima.

Fala Helli aliviada por ter absorvido os poderes de Beocann.

— Uma Gnorba tem a capacidade de abrir portais para lugares específicos de um mundo ou até mesmo para outros mundos apenas com o poder de sua mente. Ou você aprende a abrir portais ou se arrisca entres os mundos até chegar ao portal de acesso a Midgar.

— É como eu aprendo a abrir portais?

— Não faço ideia aliás não sou um Gnorba.

Fala Beocann com um tom risonho.

— Então parece que vou ter que optar pela segunda alternativa. Então, para que lado devamos ir?

— O que? Eu não vou para lugar nenhum.

— Bem...Eu acho que você não tem escolha. Primeiro eu não conheço esse mundo muito menos os outros, segundo eu estou com seus poderes e terceiro eu estou com seus poderes.

Diz Helli sarcásticame e então Beocann lhe a tira um olhar assustador e fala:

— Acho que sei para onde iremos primeiro. Vamos ver um "amiginho" meu.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.