Eu estava com Anabella passeando na areia da praia. Já deviam ser umas 19h e a lua estava alta no céu. Nós estávamos na companhia de nossas corujas Gillan (a minha coruja) e Hanny (a coruja de Anabella). Quando olhei para a lua, vi uns vultos grandes, achei estranho porque geralmente os pássaros são pequenos e não voam a noite (só se algo os assustasse), mas resolvi deixar para lá.

– Já estou com saudades de Hogwarts. — Anabella falou dando um suspiro.

– Sério? — Perguntei fingindo cara de surpresa — Eu também. — Concordei com ela.

A praia estava silenciosa, só se ouvia o barulho das ondas, foi ai que Gillan começou a piar e eu percebi um bater de asas sobre a minha cabeça, então algo me pegou pelos ombros e me ergueu no ar.

– AAAAAHHHHH — gritei — ME LARGA SEU COISA!!! — Peguei minha varinha de pelo de pégaso e escama de dragão e gritei — EXPELLIARMUS.

O monstro me soltou e urrou de dor. Eu e Anabella corremos, e quando olhei para seu rosto, parecia assustado e meio pálido por causa da luz da lua, eu acho que minha cra devia estar parecida. Olhamos para traz e vimos não só um monstro, mas seis.

– Benevolentes. — Falamos juntas, mas eu não sabia como eu conhecia esse nome.

As benevolentes estavam nos alcançando, então resolvemos parar e lutar, não importava as advertências que recebêssemos por usar magia fora de Hogwarts, mas sim sairmos vivas dessa.

Eu já estava com a minha varinha na mão e Anabella pegou a dela de pelo de unicórnio, paramos e esperamos as benevolentes se aproximarem para atacarmos. Quando elas se aproximaram as atacamos com vários feitiços.

– Droga, de onde vem tantas benevolentes? — Perguntei, mas uma delas veio em minha direção nessa hora e eu desviei. Nós estávamos cercadas por seis benevolentes.

– Não sei, e agora? — Anabella perguntou.

Ataquei uma benevolente, mas acabei me distraindo quando vi três pessoas na praia correndo em nossa direção, dois garotos e uma garota. O garoto do meio foi o que me chamou mais atenção, eu senti como se ele fosse um irmão para mim não sei porque. Em um momento ele estava com as mãos vazias e no outro ele estava com uma espada cor de bronze.

Então uma benevolente me acertou na cabeça e eu desmaiei ouvindo os gritos de Anabella e ouvindo a garota do trio gritar:

– Vamos logo cabeça de alga!