Notas iniciais
Olá! No final acabou que eu nem demorei tanto né?
Quero agradecer aos comentários e sempre ás recomendações.
Vocês minhas leitoras mais fiéis, saibam que são preciosas e que responderei seus comentários com muito carinho. (Em breve)
Espero que gostem do capitulo, embora esteja meio que enchendo linguiça; nada que mudará o rumo da história ou algo surpreendente. Isso só quando eu for invadida com a inspiração.
Ok, chega de blá blá blá.
Boa leitura :33

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O que há de errado comigo?! Desde aquele dia só consigo pensar no idiota do Elliot e no que ele estaria fazendo. Será que dormindo, comendo ou qualquer coisa inútil que ele saiba fazer bem até demais?

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- Lucy... — Alois me chamava com os braços cruzados sobre o peito.

- Ah, oi. — Suspirei colocando o cabelo para trás com uma das mãos. — Desculpa, quê?

- Está com a cabeça na nuvens, Lucy? — Ela me perguntou sorridente.

- Eu? Não, não. Que me perguntavas? — mudei de assunto logo antes que ela me fizesse contar, o que eu sabia que ela logo faria.

- Aquele gostoso no navio do Billy Bond, quem era? — Enlaçou o braço com o meu, começando a me guiar pela proa do navio. — vamos, me conte!

- Harry? — Lembrei dele por uns momentos e do fato dele ser irmão de Elliot. — Hm, convencido, arrogante, mas muito inteligente e ágil com medicina.

- Como pode além de tudo isso ser gostoso daquele jeito? — Ela suspirou e deixou a cabeça cair para trás, sorrindo abertamente.

Após revirar os olhos e rir um pouco dela, observei Elliot, que por acaso estava deitado sobre um amontoado de caixas com um livro rente aos olhos. Parecia importante, já que ele fazia anotações frequentemente nas páginas.

Ele não vestia seu habitual sobretudo negro e pesado; trajava a camisa branca e uma calça preta com as botas de couro e Isso dava-lhe uma aparência mais leve.

Elliot parecia concentrado, já que seu único movimento até perceber que eu o estava encarando fora bagunçar seus cabelos com a mão.

Ele sorriu para mim, radiante antes de voltar ao seu livro.

- Gh. — Me virei rapidamente, assustando Alois que ainda viajava no mundo da maionese; ou no mundo do Harry.

- Ué, o que foi? — Ela arqueou uma sobrancelha.

- Nada. — Cruzei os braços com uma mão embaixo do queixo, pensativa e mordendo a ponta da unha. — Ahn, Alois...?

- Diga.

- O que significa quando você pensa muito em uma pessoa?

-... — Ela ficou me encarando por uns bons segundos; o suficiente para me deixar nervosa.

- Alois!

- Quem é? — Ela abriu um sorriso malicioso ao extremo.

- N-Ninguém. — Me afastei dela, mas logo ela voltou a grudar em mim como chiclete.

- Vamos, me conte! — Ela me balançava e implorava para saber.

- Me solte! Esquece disso, Alois! — Tentei me livrar dela, mas bati em alguém atrás de mim. Quando me virei, vi que era Elliot.

- Oi meninas. — Ele sorriu amigável. Eu não sabia que cara eu devia fazer, por isso eviteis e olhar nos olhos dele.

- Capitão, meu amor. — Finalmente Alois me soltou e agarrou Elliot, mas eu ainda fugia do contato visual. — Algo que queira?

- Hm, na verdade sim. — Ele disse pensativo. — Alois, pegue no meu quarto meus cigarros. Lucy, você vem comigo até minha cabine. Preciso falar com você.... Ahn, a sós.

- T-Tá... — Fui andando na frente, querendo fugir dele e fugir do assunto. Já previa ser escravizada e pisoteada.

Quando entrei em sua cabine, não demorou muito para que ele entrasse logo depois. Sentou-se em sua cadeira e juntou as mãos sobre a mesa, como um executivo faria ao olhar para um funcionário.

- Algo errado...? — Arqueei uma sobrancelha, começando a ficar incomodada com o olhar fixo dele sobre mim.

- Sim. Coisas estão me deixando inquieto, por isso estou me testando. — Ele disse calmamente. — Non funziona. Sta facendo peggiorare le cose. (*Isso não está funcionando. Só estão piorando as coisas.)

- De que diabos você está falando? — Franzi o cenho, boiando totalmente no que ele dizia. — O que eu tenho a ver com isso?

- Muita coisa, Lucy. — Ele se levantou, aproximando-se de mim com as mãos atrás das costas. Por algum motivo que eu não sei qual é, comecei a recuar a cada passo seu em minha direção.

- Capitão. — Alois entrou na sala com um braço estendido e uma caixa de cigarros na mão. Suspirei aliviada por ela ter chegado. — Não sabia ao certo se era esse aqui.

- Esse está bom, eu acho. — Ele desviou-se totalmente do caminho que seguia e foi até ela, saltitante como uma gazela.

Pegou um cigarro de dentro da caixa e o acendeu, batendo de leve contra o cinzeiro sobre sua mesa,o qual já estava cheio de cinzas do dia anterior. Elliot fumava mais do que devia, mas pelo menos não extravasava dos limites.

- O que foi? — Ele me flagrou observando-o. — Quer um cigarro?

- Não, muito obrigada. — respondi irônica. — Prefiro manter meus pulmões sadios e meus dentes ainda brancos.

- Meus dentes estão amarelos?! — Ele correu até o espelho mais próximo, que não era longe. — Não... — Virou-se emburrado para mim.

- Hm. — De fato os dentes dele continuavam branquinhos e enfileirados mais que corretamente, mas não demoraria nem cinco anos para que amarelecem e caíssem, podres. Pelo menos se continuasse assim. — Pare de fumar.

- Por quê? — Perguntou depois de praticamente soprar a fumaça na minha linda carinha.

- Para não morrer aos 21 anos com câncer no pulmão. — Lhe dei um quase soco na barriga, o fazendo derrubar o cigarro que tinha em mãos.

- Você é louca?! — Ele perguntou como se eu realmente fosse.

- Um pouco, capitão. — Cruzei os braços e suspirei. — Mas...

Antes que eu pudesse falar qualquer outra coisa, Nero e Nikki entraram na sala com um copo na mão.

- Ei, quer ver algo divertido? — Ela sorriu pra mim, enquanto eles iam até Elliot.

- Hm?

- O que é...? — Elliot estava confuso ao ver Nero se aproximando dele.

- Tome isso capitão. — Então Nero virou o conteúdo do copo na boca de Elliot, que não teve como recuar ou resistir. Depois disso, o vi revirar os olhos e cair desmaiado no chão.

- Capitão! — Fiquei assustada ao ver ele caindo assim do nada. Já pensei as pires coisas. Elliot morreu já por estar gripado, então Billy Bond vai mesmo dançar na cova dele. — Que... Que...

Tanto Nero como Nikki não conseguiam parar de rir. Caramba, onde estava a graça?

- Vocês o envenenaram e ele morreu? — Arrisquei perguntar. Vai que era verdade; nunca se sabe.

- Não.... — Nikki tentava achar forças para falar e parar de rir. — Ai meu senhor. — Ela respirava fundo para finalmente poder falar. — É que o capitão não consegue ingerir mais de dois copos de álcool por dia. Se tomar o segundo, a reação é instantânea. Ele desmaia.

- Está de brincadeira comigo... — Ainda não conseguia acreditar. Peguei o copo da mão de Nero, que ria como uma hiena, e cheirei o conteúdo. Vodka. — Eu não acredito. Tem certeza que não colocaram veneno aqui?

- Claro. — Nero já estava mais ou menos recuperado do ataque de risos. — Aqui, ó. — Ele deu um Chutinho fraco nas costelas de Elliot, que deu uma risadinhas e um soluço, mas apenas isso. Além de tudo estava bêbado.

- Elliot eu... — Jun entrou na cabine com alguns papéis e apenas ficou estático quando nos viu ali, rindo como três idiotas. Sim, eu me juntei nas gargalhadas. — vocês...

- Sim. — Nikki ergueu o copo para o alto e tomou o que Elliot não tinha tomado. — Saúde, Jun, querido. — Ela deu risada.

- Dessa vez não vou ser eu que vou levar ele. — Jun foi o primeiro a sair fora. Paramos de rir ao perceber que alguém teria que cuidar disso, ou teríamos problemas quando ele acordasse.

- Eu estou indo. — Tentei sair da sala, mas Nikki me puxou de volta. — O que?! Vocês fizeram isso, eu estava aqui na cena do crime, só isso.

- Nero, você é homem, portanto é mais forte. — Nikki achou um argumento, mas não pareceu o convencer.

- Não. — Ele suspirou. — Vamos deixar ele aí por um tempo. Ele vai demorar umas horas para acordar e quem achar ele, leva.

- Ok.

(XXX)

- AAARRG! — Um grito estridente, porém grosso e rouco ecoou pelo navio inteiro, de ponta a ponta.

- Merda, ele acordou. — Lucy afundou a cabeça no travesseiro, mas levantou os olhos para ver o relógio na parede ao lado da pequena janela. Eram três e quarenta da manhã.

- Acordem! Todos acordados! — Elliot saiu furioso batendo com força nas portas de todos os dormitórios, fazendo com que cada marujo acordasse com seus gritos. — Vamos! Acordem logo.

Quando todos estavam acordados, reunidos no corredor, Elliot caminhava de um lado para o outro.

- Você, você e você. — Apontou para Lucy, Nero e Nikki.

- Eu? — Lucy apontou para si mesma.

- Sim, Lucy. Cale a boca. — Ele deu um chute na parede, seguido de dois pulos irritados. — Todo mundo aqui sabe do meu problema com álcool, imagino eu.

- Sim. — Todos, mesmo meio sonolentos, repetiram em som alto.

- Já aceitei o fato de vocês verem diversão nos meus problemas, mas custava me levar, sei lá, nem que seja pra um sofá?

- Está fazendo esse escândalo porque te deixaram jogado no chão? — James perguntou incrédulo, bagunçando os cabelos com a mão.

- Em especial Nero, Nikki e Lucy. — Voltou a apontar para eles.

- E o Jun. — Nero levantou a mão para poder dedar Jun, que abraçava a cintura de Marry.

- O que? — Ele perguntou assustado.

- É. Ele foi o primeiro a dar no pé. — Nikki complementou a informação.

- Arg! — Elliot passou a mão pelo rosto. — Chega. A partir de hoje, vocês vão passar a dormir no chão por dois dias.

- O que?! — Arkane soltou o braço de James e foi protestar. — Mas e quem não fez nada?

- Vai sofrer junto com os outros, ora.

- Ah não... — Shay abaixou a cabeça, deixando os cabelos longos caírem.

- Agora voltem a dormir que amanhã será um dia cheio pra vocês, já que vão carregar muitos colchões até o porão. Muitos!

Notas finais
Então? Gostaram?
Eu espero de verdade que sim. :))
Comentem, recomendem, adicione aos favoritos. Isso ajuda muito.
Espero que tenham gostado, viu?
Até o próximo. :3