Notas iniciais
Olá! Eu sei que demorei de novo, mas espero que esse esteja bom! :)
Tenho consciência que perdi muitos leitores, por isso as que ficaram eu estou dando mais falas e importancia aos personagens.
Sinto falta da M Lollo, da Leyh e de todas que deixaram de comentar :((
Enfim, não se pode fazer nada. Eu também já abandonei fanfics. ;(
Espero que o capitulo esteja bom e.... Até mais! :3

- Sabe de uma coisa que me intriga? — Harry, filho de Billy Bond, se perguntou enquanto refazia a bandagem em minha mão. Harry era o único naquele navio que tinha algum conhecimento médico, por isso fora destinado a cuidar de meu ferimento. Não podia negar que era até aliviante vê-lo, sendo que era o único que falava comigo e que entrava naquele porão imundo onde me prenderam, jogaram e amarraram.

- O que? — Perfuntei sem muito interesse, ainda tentando livrar minha canela daquela corrente pesada.

- Minha mãe devia ser muito bonita para que eu nascesse assim. Rezo cada dia para nunca ter que me preocupar em ficar parecido com meu pai.

- O que aconteceu com ela? — Igonorei sua modéstia; outro ponto em comum com Elliot.

"Arg! Tenho que parar de pensar nesse idiota!"

- Nada. Era uma prostituta qualquer. Vivi com ela até o oito anos pois meu pai havia largado ela sem nem mesmo saber que estava grávida. A partir daí... — Parou de falar por um momento enquanto cortava um pedaço do esparadrapo com os dentes. -... Ele voltou a atracar naquela ilha e alguns acontecimentos ocorreram entre ele e Raven Pettil. Então não me lembro de mais muita coisa...

- Raven Pettil...? — Algumas peças de um novo quebra cabeça foram se encaixando em minha cabeça, e eu não gostava da imagem que formava. — Ahn... E você se lembra o nome de sua mãe?

- Hm... Helen...Helena... Elie! Elie Henry! — Sorriu ele animado, mas quanto a mim, senti uma pontada no estômago.

" -Jun? Quem é Elie? -Peruntei ao observar uma assinatura sobre uma carta amarelada e velha em letras formais e quase ilegíveis de tantos traços cruzados.

- Elie?

- É.

- Elie é a mãe de Elliot. "

(Xxx)

- Carly. Carly! Carly, fale comigo! — Andrew a seguia cada passo que dava, mas ela teimava em ignorá-lo o máximo que podia. — Me desculpe!

- Andrew! — Ela já estava mais que exausta. — Será que não consegue perceber? Não consegue perceber que o que você me disse não vai ser esquecido com um simples "me desculpe"?!

- Então o que quer que eu faça para mostrar-te que estou arrependido?

- Eu quero que você, Andrew, pense. Já pensou se realmente é isso que você quer?! — Ela deu passos longos até o banco de Madeira na cozinha e se sentou, com os cotovelos sobre os joelhos e o rosto afundado nas mãos. — Já parou para pensar se realmente gosta de mim? Uma garota que já foi uma prostituta?

- Carly... — Ele se sentou do lado dela. — Eu sei que esse não é um bom momento... Sabe, a Lucy raptada, está um caos aqui. — Ele suspirou, abaixando a cabeça. — Não tenho certeza se ela estará bem, se está viva, se Elliot está bem, se esta com fome e se recusa a comer, se Jun está o ajudando, se fiz uma comida boa.... Essa situação me faz pensar que a única certeza que eu tenho... É você.

- An...

- Eu sei! Eu sei que o que eu disse foi estúpido! E imploro que me perdoe! Meu mundo já não é o mesmo sem você! — Ele se agachou em frente a ela, que tinha o rosto confuso e triste. — Eu até mesmo pedi conselhos para o Nero! Para o Nero!

- Mas...

- Eu sinto que na verdade... Na verdade eu não consigo nem respirar sabendo que você está brava, triste ou magoada comigo. Eu sou o idiota! — Ele pegou as mãos dela, sentindo como eram mornas entre as suas gélidas.

- Drew...

- Me perdoa?

- Eu... Mas eu era uma prostituta... Você merece muito mais que isso. Eu sou repugnante. — Ela abaixou a cabeça. — Alguém como... Como a Cassie.

- Arg! Esqueça da Cassie! — Ele se levantou, ficando em frente dela. — Eu nunca gostei da Cassie, eu juro. Eu amo você e só você!

(Xxx)

- Marry! — Arkane a surpreendeu pulando sobre os ombros dela.

- Credo! Que te deu?

- Nada demais. Acho que vamos chegar logo. — Ela sorria animada e balançando o corpo. — O capitão está um pouco mal humorado hoje.

- Jun me disse...

- Existe alguma coisa que ele não te diz? — Perguntou ela com um tom de malícia e divertimento.

- Cala a boca. — Ela riu, brincando. — Mas ele me disse que o capitão estava cansado; não dormiu muito noite passada.

- Sério mesmo?

- Hm. Também disse que amanhã pela tarde alcançamos Billy Bond, mas sabe como o capitão é em relação a esse homem... — Suspirou.

- Desde que o Sr. Raven morreu, Elliot vem Fugindo de Billy Bond. — Arkane também abaixou a cabeça, apoiando os braços na grade do navio e olhando as ondas calmas enquanto já entardecia.

- Bom, acho que é melhor pararmos de falar do falecido Capitão e irmos falar com o atual. — Marry a puxou pelo braço e começaram a andar até a cabine de Elliot.

- Capitão. — Arkane entrou na cabine e sorriu para Elliot, que escrevia algo em um papel com pressa. A caneta corria pelo papel em letras demasiado formais e que pareciam com antigas rubricas. Poucas pausas apenas para molhar a ponta no tinteiro.

- Algo em especial?

- Sim. — Marry sentou-se no sofá e esperou que ele levantasse os olhos do papel á ela. — Quando atracaremos e pegaremos a Lucy?

- Hm... Amanhã por via das seis da tarde, talvez? — Continuava a escrever e pouco olhava para as duas.

- Está hesitante por causa de Billy Bond, Capitão? — Arkane soltou a pergunta que até mesmo fez Elliot parar de escrever e apertar com força a caneta.

- Não diga asneiras. Não tenho medo dele; sou Elliot Pettil. — Levantou-se, empurrando para trás a cadeira com brutalidade.

- Teria sido melhor ficar calada. — Marry sussurrou no ouvido da outra, que encolheu-se envergonhada. — Desculpe, Capitã...

- Capitão! — Marry correu até Elliot, que se ajoelhara no chão com o braço apoiado na mesa. Sua expressão era de dor, mas o rosto contorcido tentava disfarçar.

- E-Eu estou bem. — Ele se levantou apoiando-se em Arkane, que o segurava pelos ombros junto de Marry. — Marry.... Peça ao Jun meus remédios e água.

- Claro! — Ela saiu correndo.

- Capitão, olhe aqui. — Arkane virou o rosto dele contra o seu, vendo seus olhos entreabertos. — Mantenha-se consciente, ok?

- Claro, claro...

- Não seja irônico agora! — Ela o levou até o sofá e sentou-se ao lado dele, afastando sua franja da testa e sentindo a temperatura. — Está quente.

- O que há de errado? — James, namorado de Arkane, entrou na sala com alguns papéis, mas logo os deixou de lado e apressou-se em ir até os dois.

- Ele está quente e a cabeça deve doer demais. — Ela explicou enquanto o outro confirmava.

- Eu estou bem, porra! — Elliot afastou a mão de James de sua testa e se levantou, apoiado em Arkane por alguns segundos. — Apenas deixei os medicamentos de lado por um tempo devido a situação. — Limpou o suor do pescoço e suspirou alegre ao ver Jun entrando com Marry pendurada em seu braço. Ela tinha feições preocupadas.

- Elliot, senta aqui. — Jun o empurrou na cadeira e bateu o copo contra a mesa. — Toma. — Entregou os comprimidos e logo o copo novamente.

- Ok, ok. — Elliot fez o que lhe fora "pedido". — Pronto.

- Se você se descuidar desse remédio, será adeus Elliot Pettil. — Jun bateu na mesa. — Gripes não são brincadeira; é coisa séria, Elliot. Aprenda a diferenciar gripe de resfriado.

- Eu só estou tenso. — Ele desviou o olhar, odiava ser repreendido. (Pior ainda quando com razão).

- Todos estamos. — Suspirou Jun, se jogando no sofá com James. Arkane, quase abraçada á uma coluna, abaixou a cabeça.

- Hm, que papel era aquele, capitão? — Marry lembrou-se.

- Apenas uma mensagem que deve ser enviada para um navio conhecido. — Ele votou os pés cruzados sobre a mesa, puxando o chapéu até cobrir todo seu rosto.

- Navio conhecido? — James arqueou uma sobrancelha. — Sutton Hoo, seu navio, tem algum navio conhecido que não seja seu inimigo?

- É... Algo assim. — Ele dizia curto e rápido; não dormira toda a noite, estava exausto. — Me devem favores em todos os continentes; de algo tinham que me servir algum dia.

- Se você diz...

- Mas do que se trata? — Arkane era curiosa, não negaria.

- Descobrirá na hora, ok? — Ele levantou um pouco o chapéu, afim de observar os que lhe acompanhavam. — Nossa prioridade agora é a Lucy. Unicamente a Lucy.

- Claro. — Marry dói a primeira a concordar.

- Como ordem minha, a partir do momento que atracarmos atrás do Kairus Rouften (N/A: navio de Billy Bond), nem que tenham que ferir-se por isso, tragam a Lucy para mim, e viva.

Notas finais
Cmentários? Recomendações? Favoritos?
Hehe
Esperem pelo próximo capitulo, ok?
:)
Tentarei ir rápido .w.