Sutton Hoo - Interativa
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Ok, ok.
Finalmente postei o capitulo. Dessa vez não demorei tanto, mas irei gente esperando ne?
Bom, irei responder os comentários em breve e não me xinguem por ser lerda! :(
Hehe
Boa leitura :)
- Arg! — Shay já estava ficando irritada com a insistência daquele leme em não ser mais rápido ao menos. — Vamos, amigo.
— Hey. — Ela assustou-se ao sentir uma mão sobre seu ombro e a outra no pescoço, afastando-lhe o cabelo.
- Nero, quase me Mata do coração! — Ela se viou, dando-lhe um tapa no peito enquanto ele erguia os braços e ria. — O que o capitão disse? — Ela se sentou no pequeno banco acolchoado próximo do painel de Madeira.
- Hm, nada importante. Sabe como Elliot é meio lento e...
- Direto ao ponto... — Ela revirou os olhos. Sabia que ele não tinha lá grande simpatia por Elliot, apesar de tudo. — Há algo errado ou que precisemos nos preocupar?
- Não que eu saiba, gatinha. — Ele cruzou os braços. — Apenas que Lucy pode estar em maus lençóis agora.
- Coitada. — Suspirou. — Acha que ela vai ficar bem?
- Tenho certeza que vai. — Ele se sentou ao lado dela, começando a dar-lhe alguns beijos pelo pescoço exposto. — Agora você devia ficar comigo. Eu estou tão sozinho ultimamente...
- Muito sozinho. — Riu do fingimento dele. — Nero, você é um péssimo ator. Terrível, aliás. — Sim, ela reclamava mas obviamente gostava.
- E quem disse que eu estou atuando...? — Continuava brincando com ela, agora passando o braço em torno de sua cintura mas sem tirar o rosto de seu pescoço.
- Ah é mesmo?
- Oh, que fofinho. — Paula disse ao entrar na cabine e vê-los ali, mas Nero nem sequer se incomodou muito.
- Apenas dando um abraço amigável á ela.
- Claro, Nero. Se cada pessoa que eu conheço me desse um abraço amigável como esse, acho que eu estaria perdida. — Paula dobrou o mapa que estava sobre o painel.
- Estávamos saindo de qualquer maneira. — Shay se levantou, soltando-se de Nero que se deitou preguiçosamente no banco onde antes os dois estavam sentados. Levou as costas da mão direita até a testa e bocejou.
- E se eu não tivesse chagado? — Paula ria. — O que estaria acontecendo aqui?
- Nem queira saber.
- Nero! — Shay lhe tapou a boca com uma mão e suspirou. — Vamos logo, Paula. — Antes de se afastar do rapaz, lhe apertou o nariz com força. — Bobo.
- Sou um total bobo. — Respondeu a ela que já saia junto com Paula, rindo.
- Ei, Nero! — Andrew entrou um pouco apressado. — Viu a Carly por aí, por acaso?
- Ela não deu um passo dentro dessa sala hoje. — Disse sem nem mesmo abrir os olhos. — Ainda querendo se redimir,príncipe?
- Já falei pra pararem de me chamar assim! — Ele suspirou passando uma mão sobre o rosto. — E eu quero conversar com ela. Não pode ser que ela me odeie do dia para a noite, assim.
- Pode sim. Imagine... Se eu e você somos namorados e eu te jogo na cara o fato de você ter sido um gigolô por muitos anos, ao menos existe uma grande mágoa.
- Não brinque com isso.
- Você sabe que eu odeio brincadeiras. Apenas apresentei os fatos de forma com que você percebesse a cagada que fez. — Suspirou abrindo os olhos por fim. — Peça desculpas e vocês vão acabar se entendendo, gigolô.
- Eu estou tentando, mas ela nem sequer quer me ver!
- Nem eu quero ver essa sua cara feia, mas não é por isso que estou reclamando. — Riu ao ouvir o outro bufando. — Ela só está magoada. Agora vai logo, me deixe dormir.
- Claro... — Revirou os olhos, mas sabia que ele tinha razão. Mas Apesar de tudo, estava realmente tentando se desculpar com ela.
Quando passou por Nikki e Luria decidiu perguntar para elas também.
- Na cozinha. — Nikki cruzou os braços. — Tente não machucá-la ainda mais. Ela realmente está levando em consideração querer sair no próximo Porto.
- Está brincando? — Ele suspirou enquanto prendia os dedos no próprio cabelo. — Arg! Eu vou falar com ela.
(XXX)
- Três minutos para você levantar Elliot. — Jun entrou no quarto do capitão, que ainda estava soterrado de cobertores e travesseiros. — Elliot! — Lhe dei um empurrão quando este não expressou reação.
- Ok, ok... — Murmurou já se levantando. — Me passe minha camisa e minha calça. — Estendeu o braço já pronto para pegar quando Jun o entregou. — Onde está meu café da manhã?
- Na cozinha. — Jun juntava as bagunças de Elliot.
- Lucy me trazia meu café. — Ele suspirou com os braços cruzados após já vestir-se.
- Pois é, agora terá que gritar por outro nome para te trazer, mas como estamos todos ocupados hoje você vai comer na cozinha, como uma pessoa normal, não como um rei.
- Ms eu sou um rei! — Ele disse orgulhoso, vestindo o sobretudo seguido das botas. — O rei...
- Claro, claro. O rei dos sete mares. — Lhe deu um tapinha no ombro. — Agora vá comer e depois nos encontramos na cabine do leme.
- Me abandone aqui, sozinho. Tudo bem, eu não me importo. — Dramatizou com ironia, mas o outro apenas lhe deu as costas e saiu andando. — Ah, claro. Esqueci que essa tripulação não me dá o valor que eu mereço. Oh, vida cruel. — Pegou o chapéu e o encaixou cobre a cabeça.
Saiu andando e apenas passava por aqueles que lhe acenavam ou davam-lhe bom dia. Foi direto para a cozinha.
- Bom dia, capitão! — Luria sorriu quando ele a segurou pela mão e a fez girar. — Sua comida está na bancada. Drew fez agora mesmo. — Apontou para o rapaz que encontrava-se debruçado sobre a mesa mais ao fundo.
- Estou cansado de viver. — Choramingou com os braços estendidos sobre a Madeira podre e o rosto coberto pelo cabelo.
- Ok... — Elliot virou o copo de rum e apenas pegou o pirulito do canto da bandeja de prata. — Acho que vou me afastar. Essa depressão pode ser contagiosa e não preciso disso para piorar o dia.
Jun esperava o capitão na cabine do Leme. Tinha talvez boas notícias, mas esperava que Licy resistisse mais um pouquinho.
— Aqui estou. — Elliot apareceu na cabine com o pirulito na boca e um copo de água na mão coberta pela luva e por anéis.
— Boas notícias. — Ele puxou o pirulito da boca dele, fazendo-o bater em seus dentes e ele reclamar. — Veja. — Lhe passou a luneta.
— Hm... — Elliot a levou até o olho e bem longe, mas não inalcançável, podia ver o navio de Billy Bond. — Em quanto tempo eles chegam no Porto?
— Cerca de um dia mais. — Jun pegou a luneta de volta e a colocou em pé sobre a mesa. — Já aceleramos a embarcação, estamos agora 47 minutos de distancia deles.
— Não é lá grande coisa mas já ajuda. — Ele se sentou no banco confortável. — Me pergunto se Lucy está bem...
(Xxx)
Embarcação de Billy Bond.
— Não se aproxime! - Lucy gritava atrás de um dos sofás de couro marrom com um sapato na mão.
— Calma, minha princesa. — O garoto do outro lado da sala mantinha o bom humor diante do desespero dela. — Nada de mal vai lhe acontecer se você pelo menos parar de me tratar como se eu fosse esquartejar-te.
— E não é isso que vai fazer?
— Claro que não. — Ele se aproximava lentamente para que ela não fugisse. — Nem sequer sabe meu nome...
— E não quero saber. — Ela correu para mais longe ao perceber a proximidade repentina. O garoto não dava medo, era até bem bonito.Os olhos eram negros e a pele bem branca, mas o cabelo era castanho e mantinha sempre um sorriso zombeteiro. Coincidentemente Parecia-se muito com Elliot, até. — Me deixe em paz!
— Lucy, certo?
— Sim. — Ela franziu o cenho. — Por acaso seu capitão sabe que você está aqui vagabundeando e zombando da prisioneira?
— Meu capitão? — Ele Parecia achar graça nas palavras dela. — Billy Bond?
— Ele mesmo.
— Ele é meu pai, não meu capitão.
— O que!?!
Notas finais
Comentem/favoritem/recomendem ;33
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