Sutton Hoo - Interativa
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Espero que estejam mesmo gostando.
Aviso para a leitora WHITE
Seu personagem irá aparecer logo de cara no próximo, por favor me perdoe Dx
Queria colocá-lo aqui, mas não tenho mais como mudar.
Espero que esteja bom o capitulo e não muito grande.
Espero comentários :33
- Muito lento. — Elliot bloqueou o ataque de Maki com um único movimento e sem demonstrar cansaço, embora ela estivesse ofegante e já soada.
- Capitão, eu desisto. — Ela jogou a espada junto com mais algumas outras dentro de um barril, fazendo-a tilintar.
- Ah. Eu posso ir também ou Alguém mais vai querer lutar comigo? — Ele não parecia arrogante, mas sim um pouco abatido pela gripe, que até agora não melhorou. Sem respostas ele apenas deu as costas, já indo embora.
- Estou cansada... — Maki se sentou sobre uma caixa de Madeira e respirou fundo. — Como sempre, não consigo ga....
- Capitão! — Paula gritou preocupada após ouvirmos um barulho vindo de poucos metros. Me virei e pude ver Elliot de joelhos no chão, apoido em um mastro com uma mão.
- Eu estou bem... — Ele se levantou, mas logo perdeu o equilíbrio novamente, sendo amparado por Andrew. — Porra, que dor.
- Que está sentindo, capitão? — Perguntou aquele que o apoiava.
- Minha cabeça... Arg! — Elliot forçou os olhos e suspirou. — Eu estou bem. Não é como se eu fosse morrer por isso. — Se soltou de Drew, que continuou atento caso fosse necessário.
Eu que observava ainda de longe, caminhei em passos firmes até ele que andava cambaleando. O puxei da capa pelas costas e ele me observou assustado.
- O que foi? — Perguntou confuso e ainda com expressão sofrida.
- Você vai me contar o que está acontecendo ou pretende preocupar a todos com mentiras que já sabemos que não são verdade? — Perguntei em tom de ameaça e em um tom que só nós dois podíamos ouvir.
- Mas estou bem.
- Elliot, poupe-me. Eu tenho cara de idiota? Você mal consegue andar. — O soltei, deixando o tecido de sua capa meio amassado.
- Eu juro, eu estou bem. — Deu um sorriso forçado, que não durou muito tempo. — Eu juro por...
- Por Deus, certo. — O dei um empurrão, o fazendo achar graça. — Escute, garoto Ateu, você vai me dizer o que tem por bem ou por mal. Em qualquer caso eu tenho outras fontes.
- Preocupada? — Montou seu melhor sorriso malicioso e nem parecia estar doente.
- Claro que não. Só que eles estão, então considere o fato que você deve uma explicação a todos eles, que por algum motivo gostam mesmo de você.
- Ok, ok. — Ergueu as mãos. — Obrigado, Lucy.
Logo Jun já estava ao lado dele, levando-o para seu quarto. De fato eu podia estar só um pouco preocupada; afinal, querendo ou não ele me salvou.
- Eu estou preocupada. — Maki suspirou e Paula passou o braço por sobre seus ombros. — Ele sempre teve boa saúde.
- Ele vai ficar bem. — Drew suspirou com os braços atrás da cabeça. — Ei, sobre ontem... — Ele se virou para mim. — Sabe como estão as coisas com a Carly?
- Hm, ela está melhor que antes. — Dei um tapinha de leve em seu ombro. — Fale com ela; tenho certeza que ela vai te ouvir.
- Claro que vai. — Disse em tom de ironia. Bom, mas minha parte eu já fiz, dei meu conselho de amiga. Agora é com ele concertar a cagada que fez.
(...)
- Capitão! — Era já a quinta vez que eu o chamava e ele continuava dormindo. — Elliot, acorda! — Pelo visto ficar balançando ele não iria dar muito certo. — Elliot! — Tentei até lhe dar um tapa fraco no rosto, fazendo-o ao menos abrir os olhos.
- O que foi?! — Ele apoiou o corpo no cotovelo, olhando para mim como se eu fosse um alienígena. — São nove da manhã... — Levanou os olhos para o relógio.
- Atracamos.
- Ah, que bom. — Voltou a se deitar e puxou a coberta até o nariz. — Jun sabe o que fazer, diga a ele para descer e comprar o que deve.
- Capitão, levante agora. — Puxei o edredom pesado com uma das mãos e o joguei nos pés da cama. — Temos muitas coisas para fazer; além disso, você tem que descer dessa vez.
- Posso saber o porque? — Finalmentr se levantou e pegou a camisa que estava antes sobre o encosto do sofá vinho.
- Você deve me acompanhar para comprarmos nossa parte da lista. Temos muitos itens e por isso alguns de nós vamos nos dividir e sair. — Lhe entreguei o sobretudo enquanto ele calçava as botas. — Dividir e conquistar.
- Claro, claro. — Resmungou passando a mão entre os cabelos. — E com quem dividimos o Porto?
- Ninguém. — Dobrei a barra de suas mangas enquanto ele ajeitava seu chapéu sobre a cabeça e lhe calcei as luvas. — Pronto, agora vamos que sinto que não temos que ficar muito tempo aqui.
Saí de seu quarto e me apressei em descer as escadas. Depois de tanto tempo senti terra em meus pés, e aquela sim foi a melhor sensação do mundo.
- Calma, Lucy! — Ele segurava o chapéu para este não voar com a ventania enquanto ainda trntava ajeitar alguns aneis sobre os dedos. — Vai mais devagar. — Suspirou.
Quando igualamos o passo, parei de caminhar e virei para trás. Um navio estava já quase atracando. Pensei que não dividiríamos o Porto, mas não me importei muito. Iríamos apenas comprar algumas frutas e partir, de qualquer forma.
Por onde andávamos olhares assustados eram direcionados para Elliot, que tinha um andar elegante e totalmente orgulhoso. De vez em quando parava para olhar seu próprio aviso de procurado pendurado nos postes; parecia gostar e se orgulhar muito deles.
- Não se sente ótima Lucy!? — Caminhava ele na minha frente. Apesar de tudo, todas as cortesãs que cruzavam nosso caminho se atraiam e desejavam claramente Elliot, até mesmo por ser o tão temido... Elliot. Aquilo me estava incomodando, mas deve ser apenas meu senso de justiça que achava que mulheres não deviam se exibir dessa maneira. Com certeza é isso.
- Claro, ótima... — De repente esse passeio fora do navio não estava tão agradável. Encarei uma das cortesãs que erguiam a saia para Elliot, mostrando suas pernas. — Totalmente. — Empurrei as costas do capitão, o fazendo andar mais rápido.
Chegamos na feira e fui logo comprar o que devíamos, enquanto o estúpido do Elliot ficava se exibindo para mulheres taradas e homens invejosos.
- Hm... Rum, maçãs, pêra, salada... — Fui lendo o papel em minha mão, o qual Nikki me havia entregado. — Acho que com isso pagamos o dobro. — Abri a palma da mão, observando algumas moedas de ouro.
- Quanto me cobra pela noite? — Alguém sussurrou em meu ouvido antes de me dar um tapa na minha bunda! Senti uma barba nojenta encostada em meu pescoço.
-Gh. — Fechei os olhos de raiva, já levando uma mão no punho de minha faca. — Sinto desapontá-lo, mas não sou uma cortesã! — Me virei rapidamente, investindo um chute forte contra seu corpo gordo, fazendo-o cambalear para trás e quase cair, pois seus dois companheiros o seguraram antes da queda.
O homem gordo e barbudo tinha cabelos negros, porém os fios grisalhos não passavam despercebidos. Os dentes rangendo eram amarelos e sem contar que fedia! Vestia-se como um capitão, então não demorou em sacar a espada da bainha ao ter o orgulho ferido.
Quando um dos marujos, mesmo que receoso o disse algo em voz baixa, algo como "assustando as pessoas", teve como castigo básico a cabeça arrancada. Logo as pessoas começaram a correr e a gritar.
Olhei para trás e não vi Elliot. Ótimo, justo agora ele tinha sumido!
- Você vai pagar por isso, gracinha. — Seus passos eram largos e firmes, enquanto eu já recuava com um nó na garganta.
"No que eu me meti? No que eu me meti? Mas não podia simplesmente deixar esse tarado ficar me apalpando, certo? Certo! Agora se vira, sua estúpida!"
- Ah... — Senti minhas costas batendo contra a parede fria e me arrepiei com medo, afinal, aquele gordo se aproximava rapidamente e lançou a espada em minha direção. Felizmente eu consegui me desviar, abaixando-me.
Passei por debaixo de suas pernas engatinhando com pressa e já tinha a intensão de fugir, mas senti uma dor agúda em minha mão direita; uma dor impossível de ser ignorada. Provavelmente o grito que soltei depois disso acordou a ilha toda, pois uma faca havia atravessado minha mão.
"Isso vai deixar cicatriz! Isso se eu sair viva dessa. Hm, pessoas precisam de cicatrizes de guerra certo? Mas eu estava só fugindo!" Oh, minha mente estava cheia!
Com a mão equerda tremula, puxei aos poucos aquela lamina para fora de meu corpo. Oh senhor, como doía!
- Agora, vamos terminar com isso... Hm? — Ele abaixou a espada.
-B-B-Bi... — "Ah, era só o que faltava!" Só de ouvir a voz aos gaguejos de Elliot, já sabia quem era o gordo barbudo: Billy Bond.
- Ora, mas se não é Elliot Pettil! Ou devo dizer, Elliot Henry Pettil?! — Bond soltou uma gargalhada irritante e bem alta. Procurei Elliot com os olhos e ele se encontrava mais que pálido, mas também rígido. Ao meu menor movimento, Bond já havia pisado em minha outra mão, impedindo-me de me mover ou levantar. — Não tão rápido, gracinha...
- Lucy! — Finalmente! — Você está machucada... — Ameaçou andar em minha direção, mas recuou ao ser ameaçado por uma espada longa, vinda das mãos de seu inimigo. — Gh.
- Mas que coincidência! Essa beleza é de sua tripulação, Pettil? — Billy me pegou pelo braço e sem muito esforço ou consideração, apenas me lançou contra uma das barracas vazias, fazendo esta ceder ao meu peso e desabar sobre mim. As laranjas que ela sustentava saíram rolando e uma das madeiras caiu sobre o mesmo braço com a mão ferida, fazendo outro grande corte.
- Apenas... Deixe ela em paz. — Elliot abaixou a cabeça com os punhos fechados ao lado do corpo.
- Nostálgico... Você fez essa mesma cara quando me viu com a sua mãe, nove anos atrás. Pobre garotinho... Não esperava ver sua mãe dormindo com outro enquanto esperava no navio com o pai. Mas afinal, cortesãs serão sempre cortesãs, certo, Elly?
- Não me chame assim! — E pela primeira vez na vida, Elliot ficou muito bravo. — Eu sei que minha mãe era uma vadia, e pouco me importa; já fui até Isla Béllea e a queimei, junto com todos que viviam ali!!!
- O quê....? — Ele parou de falar no mesmo momento em que se tocou. — Isla Béllea era minha vila! Minha ilha! Você simplesmente a queimou para se vingar?!
- Lucy... Lucy, me desculpe! — Ele correu até mim, que já estava de pé apoiada na parede. Me afastei antes que ele encostasse em mim, o fazendo recuar. — Você não entenderia...
- Tocante... Mas vocês falam disso depois. — Bond bocejou. — Agora. — Soou como uma ordem, a qual não entendi até ver Elliot caindo no chão com uma grande mancha de sangue se espalhando por seu abdome.
- Capitão! — Me ajoelhei ao seu lado e fui tirar a faca que o outro marujo do outro fincou em sua cintura, mas senti uma imensa dor, me lembrando de que minha mão estava inutilizável. — Arg! Ah! — Apertei esta contra a outra. — O que você fez!!? — Gritei para o estúpido Billy, que riu.
- Não se preocupe, ele está vivo. Não o queremos morto. E a você também; a partir de agora, você é minha. — Começou a rir de maneira medonha.
- Capitão... Acorde! — Tentei lhe dar alguns tapas fracos no rosto, como hoje mais cedo... Mas ele não acordou. — Elliot, não me deixe...
(Tripulação, 3ª pessoa)
Tanto Jun, quanto Nikki, Susan e Maki não estavam muito empolgados para ir comprar as coisas. Minto; Maki e Susan estavam sim.
Geralmente para Nikki e Jun nunca fora algo agradável voltar á terra firme, mas o faziam por ser necessário.
- Certo. — Jun parou próximo de alguns cavalos que pastavam calmamente. — Aqui cerá o ponto de encontro caso algum de nós se perder.
- Certo! — Maki sorria abertamente e bateu continência. — Vamos agora! Eu quero ir comer um pastel e beber algo que não seja rum ou água.
- Nós também temos suco de laranja no navio... — Nikki franzio o cenho.
- Ué, onde a Susan foi?
- Hm... — Eles observaram a garota saltitando mais a frente e suspiraram. — Vamos antes que ela se perda ou meta-se em problemas. — Jun andava sempre com uma mão próxima da espada.
- É. Alexandre nos disse que se qualquer coisa acontecer com ela, estamos mortos. — Maki acariciou o pescoço.
Quando iam avançar puderam ver uma agitação fora do comum e pessoas correndo. Animas fugiam e também uma grande agitação entre os pássaros que fugiam pelo céu.
- Ei, o que foi? — Nikki perguntou para uma feirante que corria desesperadamente.
- Elliot Pettil e Billy Bond....
- Oh, porra!
(...)
E foi assim que eu vim parar aqui.
- Argh.... — Me contorci enquanto minha visão progredia do turvo ao aceitável.
Meus pulsos estavam presos por uma corda, porém estava quase solta, para minha sorte. Consegui livrar meus braços sem esforço algum, mas apenas esses movimentos já faziam minha mão doer como se estivesse sendo amputada sem anestesia e o corte arder como se tivesse jogado ali água oxigenada.
Estava sem minha faca e com meu principal braço inutilizável. Se ao menos eu fosse canhota...
- Capitão! — Observei seu corpo jogado no chão de Madeira e o seu ferimento ainda aberto e sangrando, embora não tanto como antes.
Passei a mão em sua testa, vendo que estava desacordado. Me surpreendi ao sentí-lo com muita febre.
- Lucy...? — Seus olhos se entreabriram. Olhou em volta, percebendo que Billy Bond nos aprisionou em algum canto frio e sujo de seu navio com apenas uma lâmpada fraca e alguns barris próximos de uma coluna grossa de Madeira que sustentava o piso superior.
- Elliot! — Fiquei, por outro lado, feliz em vê-lo desperto. Ele franziu o rosto com expressão de dor, arfando em seguida. — O que foi?!
- Hm... — Levantou a mão que cobria seu ferimento e observou seu sangue manchando sua pele. — Além disso... Minha cabeça dói e está extremamente frio aqui. — Fechou os olhos com força. Deve estar doendo muito...
"Elliot está bem gripado. Se ele se machucar isso vai piorar signitivamente." Lembrei de Jun me dizendo isso. Foi o suficiente para eu me desesperar.
- C-Capitão... — Tentei livrar suas mãos das cordas, mas as suas eram firmes e senti a dor em minha mão como mais uma faca a atravessando. — Ah! — Me afastei, fazendo pressão sobre ela.
- Sua mão... — Ele dizia como se fosse o culpado. — Apenas deixe assim. Não faça esforço.
Estava ajoelhada em sua frente, deixei a cabeça cair e já sentia as lágrimas rolando.
- Desculpe, capitão! — Disse já soluçando. — Isso tudo é culpa minha! Você estava doente, e agora ferido e tudo porque eu sou uma idiota! Se eu não tivesse batido no Billy Bond nós estaríamos bem e...
- Quê? Calma, Lucy! Olhe para mim...- Ele disse mais alto. — Por que bateu nele?
- Ele me chamou de Cortesã e... E me deu um tapa na bunda. — Virei a cabeça antes que ele visse como aquelas palavras foram vergonhosas.
- O que!!??! — Começou a se debater. — Eu vou matar esse desgraçado!!! — Parou repentinamente, sentindo dor no abdome. — Arg... — Bateu as costas contra a parede com força e ficou jogando alguma praga que não entendi ao certo, só senti vontade de rir e quando percebi, ele também tinha um mínimo sorriso em seus lábios.
- Se soltou, boneca? — A porta se abriu em um baque e um cara musculoso me puxou pelo meu braço esquerdo, começando a me levar para algum lugar.
- Hey! Hey! Solte ela! Arg... — Elliot tentou se mexer, mas pelo visto seu abdome estava bem ferido.
- Calado, Pettil. — Este marujo dizia palavras rudes para ele. Pude ver sua espada presa em sua cintura, bem ao meu alcance. Não hesitei. Esqueci da dor de meu braço como mágica e o puxei para dentro daquele quarto com força. Assim, sem demora o joguei no chão, ficando sobre ele com as pernas ao lado de seu corpo. Peguei sua espada e a finquei em seu peito, tudo muito rápido.
Lembram-se de quando eu disse que esqueci a dor na minha mão? Com a rapidez que se foi, ela voltou e mais forte e agúda.
- Arg! — Abafei um grito com alguns pulos, mas logo voltou-me para Elliot que me chamava tinha um tempo.
-... Lucy! Está bem!?
Corri até ele e cortei as cordas que prendiam seus braços e suas pernas. Investiram mais nele do que eu pensava, considerando que só amarraram meus braços e amarraram mal.
- Vamos! — O ajudei a se levantar e saímos daquela cabine. Nesse mesmo momento vi um bote remando até aqui com rapidez pelas águas agitadas. Eram Nikki e Jun, e pareciam super preocupados.
Finalmente tomei uma decisão a qual eu julgo certa. Puxei Elliot comigo até a borda do navio, vendo que o bote estava já muito próximo. Não tinha tempo....!
- Ei! O que está fazendo?! — Ele perguntava irritado. — Você está machucada! Eles estão vindo, Lucy! — Dizia em referencia aos marujos que corriam até nós desde o outro extremo do navio. Engoli em seco, ciente do que ia fazer.
- Capitão... — Murmurei com a cabeça baixa. Ele parou de falar. — Você salvou minha vida uma vez... Te devo a vida e o respeito, certo? — Sorri fraco. — Está na hora de te pagar pelo menos metade dessa divida.
- Do que está falando, Lucy?! — Perguntou irritado; talvez mais irritado que o comum.
- Hey! Pare logo ai! — Virei o rosto e vi que eles já estavam muito próximos. Em desespero já, não pensei duas vezes antes de empurrar Elliot no bote, que já estava encostado.
- Lucy!! — Ouvi antes do ruído de seu baque Contra a Madeira.
Senti meus braços serem imobilizados novamente e apenas olhei para baixo. Estava fraca demais para resistir e dolorida demais para atacar.
- Não se preocupem! — Sorri animada para os três que me olhavam preocupados. — Eu tenho um plano! Levem o capitão!
Tanto Jun quanto Nikki pareceram relutantes com a ideia de me deixar ali, mas a prioridade era o capitão; além do mais, eu já alegava que tinha um plano, embora não tivessem nem uma ideia do que seria de mim agora.
Jun estava incomodado. Sabia que ia contra seus princípios me deixar aqui, e Nikki não era diferente, mas tinham que, antes de tudo, deixar Elliot a salvo. Esse era seu "pacto", afinal. O pacto que você assinava a partir do momento em que ele lhe salvava.
Potejer o capitão, lhe devendo a vida e o respeito. Não tenha medo de oferecer sua vida pela dele.
Eles assentiram, embora Elliot gritasse e mandasse o contrário. Logo o barco foi se afastando...
E o pior de tudo?
"Oh, eu não tenho um plano!".
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