Notas iniciais
Olá leitoras! Depois de um bom tempo eu venho postar esse capitulo para vocês!
IMPORTANTE!
Decidi ressaltar os personagens que menos apareceram, mas quem ainda não apareceu, o que foram poucos, já estão no capitulo 5.
Espero que gostem e queria mesmo que comentassem. Sabe, a fanfic está com muitos personagens, então se os donos não comentarem eu vou ter que tirar personagens, o que não será nenhum sacrifício, mas seria chato pra mim e pra você.
Bom, agora sim podem ler.
Boa leitura!!

-Lucy... — Alguém estava me balançando e sussurrando meu nome.

- Hm...? — Abri os olhos, percebendo que ainda estava escuro e a chuva se transformou em pequenos gotejes. Quem me balançava era Elliot, ajoelhado ao lado de minha cama. — O que diabos você quer?

- Temos um problema. — Ele me balançou ainda mais.

- Chame o Jun. — Me virei de costas para ele, cobrindo-me.

- Ele está dormindo!

- Ah, jura?! E eu não estava? — Me sentei na cama, irritada. — Capitão, que horas são, exatamente?

- 3:45. Dá pra me ajudar? — Suspirou.

- O que foi?! — Me levantei já mais estressada ainda e tentando não acordar as outras, que pareciam dormir profundamente depois de terem lutado tanto durante esse pequeno ataque, o qual Elliot resolveu simplesmente partindo um homem ao meio. Talvez ele não fosse tão infantil e mimado quando quer aparecer ou manter a fama.

- Temos um grande problema. — Ele fechou a porta com delicadeza quando saímos do dormitório. A luz fraca do corredor me mostrou que ele não vestia sua camisa, apenas uma bermuda comum.

- E esse problema seria...? — Ele caminhava lentamente até seu quarto, que tinha a porta encostada e apenas uma vela parecia estar acesa sobre a mesa, deixando o quarto com uma iluminação incomum.

- Eu estava trabalhando, ou quase isso... Quando essa coisa apareceu! — Empurrou a porta rapidamente e pulou para trás de mim, mostrando um gato que estava sentado sobre sua cadeira majestosa e seus papéis e canetas, sem contar com diversos móveis, estavam espalhados pelo chão. — Deve ter entrado no navio da última vez que atracamos... — Segurava meu braço como uma criança amedrontada.

- Mas o que você fez aqui dentro? — Observei um baú virado com algumas jóias e espadas espalhadas ao seu redor.

- Ahn, na minha fuga eu tropecei nisso. — Ele limpou a garganta, porém continuava me segurando com firmeza. — Desde criança... Eu tenho medo de... Gatos. — Confessou enquanto observava o felino que se higienizada sobre sua cadeira acolchoada. — É algo como uma fobia... Diziam para mim que eram bruxas acorrentadas, e se você olha nos olhos deles diretamente... Bom, eu me sinto em pânico.

- O quê? Como assim?

- Além disso, Quando eu tinha cinco anos eu fui atacado por um desses quadrúpedes selvagens... — Levantou os olhos melancólicos como se estivesse lembrando da cena, voltando a ficar choroso. — Agora, livre-se dele.

- E quer que eu faça o quê? O jogue no mar? — Me virei para ele, que acompanhava cada movimento do animal por sobre meus ombros para garantir uma distância segura. — Capitão! — O chamei a atenção.

- Ah, que seja! — Cruzou os braços. — Apenas o tire do meu quarto! Por favor, Lucy!

- Arg! — Saí batendo os pés até o gato, que me observava se aproximar sem demonstrar sinais de agressividade. — Own, gatinho fofo. — Estiquei os braços para pegá-lo quando estava suficientemente próxima e ele simplesmente surtou. O gato saiu correndo por todos os lados e seguiu bem na direção de...

- Ah!!!- Gritou em alto e bom tom quando foi atacado pelo animal.

- Capitão! Acalme-se! — Comecei a tentar tirar o bicho de cima dele, mas ele começou a correr por todos os cantos, batendo em tudo que via pela frente. — Elliot, pare de se mexer!!

- Tire ele de mim! — Tropeçou sobre o mesmo baú, o qual já havia derrubado de mesma fonte, e caiu. Caiu em cima de mim.

Senti um peso sobre meu corpo e abri apenas um dos olhos, vendo o gato caminhar em passos lentos para fora do quarto, mas quando dei conta estava sob Elliot, que até então não parecia ter notado.

- Auch... — Ele abriu os olhos e pareceu tão surpreso quanto eu ao se ver com o rosto tão próximo do meu, mas nenhum de nós tomou uma atitude. Eu estava quase beijando-o! De repente o fato dele estar sem camisa se tornou algo um pouco vergonhoso para mim. Seus olhos castanhos eram confusos e pareciam tentar decifrar algo. Devido á pouca iluminação suas pupilas estavam dilatadas e o cabelo totalmente bagunçado, o que foi consequência de sua fuga pelo gato assassino.

- C-Capitão... — Decidi que era hora de parar de analisar o quão bonito era Elliot e tomar juízo, afastando pensamentos de minha cabeça. Ele, assustado por algum motivo, se jogou para o lado, caindo no chão de Madeira. Limpei a garganta, me levantando.

- Isso não foi proposital, por mais suja que seja minha fama de pervertido. — Se recompôs, levantando-se ainda um pouco atordoado. — Onde ele está? — Se alertou em poucos segundos, lembrando-se do gato. Apontei com a cabeça para o corredor, onde o gato dormia sob a luminária que parecia o esquentar naquela noite fria. — Obrigado, senhor. — Suspirou aliviado. — Tomara que não saia dali.

- É... — Cruzei os braços. — Podemos deixá-lo sair no próximo Porto.

- Hm. — Ele acendia um cigarro, protegendo a chama do isqueiro com a mão. — Não está com frio, Lucy? — Perguntou me olhando de cima para baixo. Repeti seu ato segundos antes de me tocar da roupa que eu vestia. Luria me havia obrigado a usar uma camisa social enorme como pijama. Sua barra batia no meio de minhas coxas e sua manga cobria toda minha mão, ainda sobrando tecido. Sem contar que ainda tinha um short quase imperceptível por debaixo desta. Embora todas dormissem dessa mesma forma, era sem dúvidas incômodo.

- Êh! Não... — Segurei inutilmente a barra da peça, como se aquilo a fosse deixar mais comprida. — De qualquer maneira, vou dormir. — Virei o rosto com o nariz em pé. — Nos vemos depois, capitão.

- Hm. Aliás... — Ele me fez parar já em frente da porta. — Você é gostosa.

- Seu... — Andei até ele com passos pesados. Peguei o cigarro de sua boca com raiva e o apaguei contra o cinzeiro. — Estúpido! — Lhe empurrei com força, fazendo-o bater contra a mesa e seus lápis rolarem para o chão. — Sabe que eu posso pegar aquele gato e o trancar aqui com você, não é? — O encarei ameaçadora, porém ele apenas riu e levantou os braços como quem se rende.

- Apenas dizendo a verdade, Lucy.

- Ah... E não diga nada sobre o que aconteceu aqui para ninguém, certo?!

- Juro por Deus que não direi. — Manteve seu sorriso intacto enquanto eu fazia cara emburrada.

- Claro. — Saí de seu quarto batendo a porta. Agora era torcer para conseguir voltar a dormir.

(...)

- Lucy, cuidado! — Paula tentou me avisar, mas acabei batendo a testa na porta do armário aberto na cozinha. — Você morreu? — Perguntou ao me ver debruçada sobre a bancada.

- Quase. — resmunguei me levantando e voltei a levar os pratos para a pia para poder lavá-los, mas antes fui fechar o armário assassino que me deixaria um galo na testa se eu tivesse batido mais forte. Notei um grande frasco de vidro lotado de... Pirulitos? — Que diabos é isso...?

- Hm... — Ela se pôs na ponta dos pés para poder ver, assim como eu. — Ah. O capitão tem um vicio por isso. Nunca percebeu?

- Isso é...

- Ridículo, eu sei. — Sincera, como sempre. Voltou a se olhar no reflexo de uma das panelas, ajeitando os cabelos castanhos e sedosos. Revirei os olhos e suspirei.

- Boas notícias! — Nikki entrou na cozinha animada.

Desses dias para cá eu e ela ficamos mais próximas. Ela podia ser um pouco agressiva no começo, mas é apenas um mecanismo de defesa, eu acho.

- E essas seriam? — Paula continuava arrumando o cabelo, embora eu já não visse mais nada de errado com os fios já mais que penteados.

- A primeira é que nós vamos atracar em poucos dias. — Ela pegou um pano e foi secando os pratos que eu lavava. — A segunda é que aquele gato que invadiu nosso navio não parece ser uma ameaça. E a terceira é que...

-... Eu não acredito que você realmente disse isso! — Antes que Nikki pudesse acabar a frase, Andrew entra na cozinha com Carly furiosa logo atrás de si. Todas ficamos quietas observando.

- Você quer parar com isso? — Ele se virou para ela, que ficou com a respiração fraca. — Estou já cheio de ficar ouvindo sempre a mesma coisa! Já conversamos sobre isso e...

- Tem razão, Andrew. — Ela disse séria. — Sabe, eu também estou cheia. Você venceu, não vou mais te perturbar com isso, então nem venha falar comigo. — Ela ameaçou ir embora, mas se virou novamente. — Não se preocupe, eu vou descer no próximo Porto. Você não vai ter que se preocupar mais comigo. Eu sou uma pessoa suja, com um passado nojento. Eu amo lembrar disso!! — Então ela saiu, e saiu chorando.

Ficamos em silêncio por alguns segundos, mas Paula logo quebrou o gelo.

- O que foi que aconteceu aqui?

- Arg! O que eu fiz? — Ele cobriu o rosto com as mãos, suspirando profundamente. — Eu sou um idiota.

- O que te fez perder a paciência assim? Você nunca chega nesse extremo, muito menos com ela. — Nikki jogou o pano sobre a mesa de Madeira e se apoiou na bancada ao meu lado. — Brigaram pelo que?

- Bom... Quando eu tinha quinze anos eu fugi do orfanato onde eu vivia... E eu conheci uma garota nesse dia. Ela se chamava Cassie. Eu meio que tinha me apaixonado por ela, algo como "amor a primeira vista", mas naquela mesma noite eu deixei a ilha com Elliot.

- E o que isso tem a ver com a briga de vocês? — Perguntei enquanto lavava o último copo.

- O que tem a ver é que eu sem querer uma vez chamei a Carly de Cassie.

- Você o quê?! — Nós três perguntamos em uníssono, indignadas. — Isso é um crime! — Prosseguiu Paula.

- Não! Carly e Cassie são nomes parecidos! — Ele tentava se confortar com isso, mas não estava dando certo. — Enfim, nesse dia tivemos nossa primeira briga, e ela continuava me perguntando sobre a Cassie, mas eu estava fugindo do assunto, confesso. Eu acabei contando, afinal, não entendo porque ela ficou tão incomodada!

- Ah claro. Um dia você troca o nome dela por o de uma garota que tecnicamente foi seu primeiro amor e quer que ela aceite de boa. — Nikki suspirou. — Memorável.

- Mas é verdade. Só que hoje esse assunto veio a tona de novo e eu acabei perdendo a paciência.

- O que você disse para ela? — Perguntei com tom acusador. Carly parecia sofrer bastante.

- "Se quer mesmo saber tanto de Cassie, saiba que ela era linda e inocente, diferente de você que se vendia para qualquer um." — Disse em tom baixo.

- Ela era...? — Comecei a montar as peças do quebra cabeça e já tinha conclusões bem claras. Paula assentiu pra mim. Então pelo visto Carly se prostituiu antes de entrar para a tripulação e isso era claramente algo que ela não gostava de lembrar. — Não acredito que fez isso com ela...

- Eu sei! — Ele segurou a cabeça com as mãos. — Arg! Eu sou tão idiota! Como fui fazer isso com ela?

- É, você realmente não devia ter feito isso. Caramba, ela só queria explicações. — Paula lhe deu um tapa no ombro.

- Espere... — Alois, que eu nem sequer tinha percebido estar ali conosco, se pronunciou enquanto se aproximava dele. — Vocês estavam fazendo o que quando a chamou de "Cassie"? Não estavam fazendo aquilo, estavam?! — Perguntou eufórica, mas brava.

- Quê?! — Ele parecia assustado com a pergunta, mas ela era Alois, nada menos do que o esperado.

- Realmente acha que não ouvimos vocês dois? Cara, escolham outro lugar. — Ela cruzou os braços. — definitivamente o depósito não é um bom lugar. Ele faz fronteira com o nosso dormitório, e as paredes são finas, meu amor. — Sinceramente, todos ali ficamos um pouco constrangidos. — Ah, relaxa. — Ela riu. — Também vejo a Mary chegando bem tarde no quarto, e algumas vezes com a camisa ainda desabotoada. Ela e o Jun só aparentam inocência.

- Ok, ok... — Empurrei Alois e me coloquei no lugar dela. — Vamos deixar os detalhes de lado, tá? — Coloquei minha franja para trás. — Mas a pergunta dela é boa. E aí?

- Hm... — Ele coçou a nuca. — Estávamos quase fazendo isso.

- O que?! — Nikki me empurrou e eu bati contra Paula, resmungando. — Ela devia ter te esquartejado! Estava pensando no que!?

- Já entendi. — Ele suspirou e caminhou um pouco. — Só sei que ela me odeia agora e eu também, para ser sincero.

- E com razão. — Paula cruzou os braços. — Não esperava isso de você, sinceramente.

Não demorou muito para ela sair junto com Nikki. Estavam provavelmente indo ver como Crly estava, e não devia estar muito animada.

- Pisou na bola, príncipe. — Alois passou um braço por sobre meus ombros.

(...)

Dois dias se passaram desde então. Andrew, que antes vivia sorrindo e cantando, estava definitivamente abatido. Cozinhava com tanta atenção que trocou sal pelo açúcar, cinco vezes. Realmente, comer a comida dele era agora uma aventura. Nunca se sabe quando vamos encontrar algum peixe semi-cozido no nosso prato.

Carly, que o ignorava totalmente, apenas saía do quarto para falar com Elliot, isso se ele pedisse, o que já nem fazia tanta questão, pois segundo ele isso iria passar com o tempo. "Inacreditável sua insensibilidade"

Ah, e falando em Elliot, ele acabou ficando doente de alguma maneira.

- Elliot está bem gripado. Se ele se machucar isso vai piorar signitivamente. — Jun me havia dito. Não que eu estivesse preocupada, apenas curiosa, claro.

- Certo. — Suspirei, já deixando a cabine do Leme.

- Ah, e ele me contou sobre o pequeno incidente no quarto dele. — Disse sem demonstrar interesse, mas podia sentir o deboche em sua voz paciente e calma.

- O que?! Ele jurou por Deus que não diria nada! Jurou por Deus!

- Elliot é Ateu.

- Arg! Aquele filho da puta!

Notas finais
Espero que tenham gostado e que não encha ficado longo ou cansativo.
COMENTEM! Digam o que acham e o que querem, já que isso ajuda muito.
Postei pelo iPad, então não sei se saiu certinho. Tomara que sim.
Qualquer coisa eu arrumo amanhã.
Voltaram para as aulas já? Eu volto amanhã. X.x
Ah, uma leitora me pediu para postar duas curiosidades sobre mim e eu achei super fofo da parte dela. Aqui vai:
1- Eu gosto de fazer uma revisão dos meus capitulos, mas eu os leio em inglês na minha mente. Fica bem mais legal, acredite. Hehe.
2- Sou viciada em clichê, por isso vão ver muita coisa fofa na história.
E novamente, comentem, ok?
Até o próximo, que já está quase pronto :33