Sussurros Infernais
3 Capítulo três - A estrada
Notas iniciais
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Bjin ;33
Eu corria sem rumo, sem nenhuma mínima ideia para onde ir. De repente percebo que estou em frente a uma lojinha abandonada, cujo nome é ‘‘Victoria’s” resolvo entrar em busca de algo para comer , mas piso em um caco de vidro logo soltando um grito de dor. Caminho mancando até uma salinha, onde encontro uma fita vermelha e a amarro no meu pé machucado e em seguida decido dormir no local abandonado.
–x-
Já era noite quando despertei de um longo sono, quando escuto ruídos vindos de uma floresta próxima e sons da madeira rangendo. Os sussurros voltaram só que entendi apenas uma coisa do que diziam: "cuidado com a estrada" quando uma ideia surgiu em minha cabeça.
– Áuuuuuu – tentei imitar o ruído de um lobo, mas logo percebo que é em vão.
Caminho novamente sem rumo e, vejo a civilização de longe e então, decido seguir em frente, porém uma roupa nova cairia bem, pelo menos se eu encontrar alguma roupa.
Virei à esquina onde era iluminada por apenas a luz do luar. A movimentação estava parada não havia muitas pessoas no local então optei que fosse uma boa hora para pegar algumas coisas ''emprestadas''.
Vi um brechó ali perto e ainda estava aberto.
Caminhei em sua direção.
Em frente já havia um jeans e uma blusa branca. Corri e a peguei nas mãos correndo possivelmente longe, só ouvi uma mulher gritando algo.
Corri ate um beco escuro e me troquei, e então minha barriga roncou, olho pro chão e vejo uma nota de dez reais.
Estou com sorte...
Sem pensar duas vezes peguei a nota de dez reais e, corri para um supermercado próximo. Comprei um sandubão e uma Coca-Cola com o nome ‘’Punta’’ no mínimo estranho...
Depois de devorar meu lanche fui caminhar pela cidade que não me lembro muito e, logo vejo uma algazarra e sou puxada para dentro de uma boate.
Dentro o som da musica de Pranchana Jack fazia minha cabeça girar. Coloquei as mãos nos ouvidos para tentar abafar o som, mas vejo que é impossível.
E então o inesperado acontece. Derrubam-me no chão e levo um chute na cara e logo sou obrigada a gritar de dor.
A musica para e as luzes são acesas. Todos olharam para mim.
– Oque é? Tenho cara de cu por acaso? – sempre fui educada em festas.
Todos voltam a dançar, quando um cara gatinho tenta me levantar só que eu acabo pegando na blusa dele, ou um pouco mais em baixo...
Ele da um grito e sai correndo e, logo aparecem dois seguranças me empurrando até a porta onde sou jogada para fora da boate.
Caminho perdidamente na noite escura sem saber por onde ir. Meus pensamentos estavam longes e eu nem havia me dado conta de que eu estava entrando em uma floresta.
Assusto-me com os grunhidos de animais e logo escuto alguém murmurar.
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