Susan of Narnia

8 Susana & Caspian


Notas iniciais
Bem-vindo(a) ao último capítulo de Susan of Narnia. Ele é curto, porque trata somente de uma questão que não faz parte do livro, mas sim do filme. Caso você prefira manter a história fiel ao livro, pode pular esse capítulo (sei que muitos fãs não gostaram dessa licença poética do filmes). Mas se o romance do filme Príncipe Caspian não te incomdou, eu espero que você goste! Boa leitura!

Quando Aslam disse que haveria uma grande comemoração, Caspian ficou curioso. Queria saber logo o porquê. Aslam respondeu “tudo em seu tempo, Caspian”, com simplicidade e sabedoria. Depois Aslam pediu para que Caspian colhesse frutas para a mesa e ele o foi fazer prontamente.

Caminhava pela grama macia e fresca, carregava numa das mãos uma cesta. Caspian imaginava o que estaria acontecendo para que quase todos participassem da organização. Ripchip andava de um lado para o outro, ajudando todos a por uma linda mesa, quando ele saiu para colher frutas.

Como Caspian não sabia exatamente o que aconteceria colheu todas as frutas que viu. Morangos, pêssegos, amoras, ameixas, laranjas, cerejas e muito mais. Na antiga Nárnia, seria uma cesta pesada. Porém Caspian já estava acostumado com a nova Nárnia, e com como o antigo esforço e trabalho que trazia cansaço haviam deixado de ter significado algum para ele.

Andando de volta para o local onde a grande mesa estava sendo posta, Caspian notou um grande movimento. Estou atrasado! Pensou quando viu as pessoas. Caspian geralmente se “atrasava” quando Pedro e Edmundo organizavam de fazer algo e saiam na frente, empolgados demais. Entretanto não havia real atraso. Ele se juntava a eles depois. Hoje, porém, parecia que todos já comemoravam algo e Caspian correu para ver o motivo da alegria além da normal.

Todos estavam ao redor de uma pessoa, com Aslam observando de longe. Quando passou pelo meio de alguns colocou a cesta na mesa. Ainda assim não conseguia ver quem estava no centro de todos.

— O que está acontecendo? – perguntou para Confuso, o jumento que ele havia conhecido depois do final de Nárnia.

— Ora, ainda não sabe?

— Eu acabei me distraindo no caminho para cá.

— A rainha voltou. Quer dizer, uma das rainhas.

Susana? Caspian pensou surpreso e animado.

— Por acaso é a rainha Susana, que era chamada de “a gentil”?

— Isso. Aquela muito bonita, com cabelos longos e escuros. Que não era mais amiga de Nárnia.

— Será possível?

— Tudo é possível para Aslam.

Caspian olhou para Confuso e sorriu. Ele estava certo. Caspian sentiu-se bobo por até ter cogitado não ser verdade e abriu espaço entre todos que cercavam Susana.

— Susana! – ele a chamou.

Ao virar-se para ele Susana não podia acreditar. Era Caspian. O corajoso, lindo e mesmo Caspian de antes. Mas ele estava infinitamente mais lindo que antes. Seu rosto tinha um ar jovial totalmente diferente, mas ao mesmo tempo ele estava o mesmo. Parecia mais alto, mais forte, mais maduro.

Susana também estava mudada. Seu rosto muito mais maravilhoso, seus olhos mais brilhantes, seu sorriso mais sincero. Ela estava mais do que linda agora.

Caspian correu quando lhe abriram espaço e a abraçou. Ele sentiu vontade de chorar e quando desfez o abraço viu que Susana chorava com um belo sorriso no rosto.

— Eu pensei que nunca veria você novamente... – ela disse. – Ou qualquer um aqui.

— Eu digo o mesmo. – ele secou as lágrimas dela e se afastou um pouco.

— Pareceu tanto tempo.

— Para nós pareceu ontem. – ele sorriu.

— É, eu notei que o tempo aqui passa diferente.

— O que importa é que você se juntou a nós. Quando Aslam disse que teríamos uma grande celebração eu nem imaginava que era isso. Eu teria ido antes de todos se soubesse que você viria.

As palavras de Caspian estavam carregadas de amor, mas tanto Susana, quanto Caspian sentiam algo diferente um pelo outro. Era amor, disso eles tinham certeza. Entretanto era diferente. Não era aquele amor que fez Susana beijar Caspian antes de deixá-lo. Mas um amor mais forte, diferente daquela paixão. Ali os dois não seriam mais um casal. Porém ali eles sabiam que seriam felizes e teriam a eternidade para ficar juntos e juntos daqueles que amavam. Susana sempre imaginou que aquilo seria triste, não poder mais ficar junto de Caspian. Mas, na verdade, deixava-a muito mais do que feliz. Pois estar ali na Verdadeira Nárnia, era melhor do que ser esposa de Caspian na antiga. Ou esposa de Richard no outro mundo. E Caspian podia sentir a mesma coisa.

— Uma reconciliação dessas merece uma boa comemoração. – Polly comentou tocando no ombro de Caspian.

— Aslam é misericordioso. – Susana sorriu.

— Muito. Faz parte da natureza pura dele. – Pedro acrescentou.

— Agora estamos todos reunidos mais uma vez! – Lucia disse com um sorriso esperançoso no rosto.

— Bem diferente do que imaginávamos. – disse Caspian segurando a mão de Susana.

— Mas do jeito que deveria ser. – Edmundo completou.

— O que estamos esperando? – Eustáquio olhou para a mesa.

— Exatamente. Tenho certeza de que Susana vai querer provar as comidas daqui. Acredite, Susana. São infinitamente melhores do que tudo que você já comeu nas Terras Sombrias.

— Ah, com certeza. – Edmundo pegou uma ameixa suculenta.

— Vamos? – Caspian a puxou.

— Parece tudo tão impossível. – Susana disse sem jeito.

— Tudo é possível para Aslam. – Caspian respondeu sorrindo, logo depois sorrindo para confuso, que já comia a grama.

Notas finais
Como eu disse, foi curtinho. Imagino que alguns devem estar tristes pelo destino do relacionamento deles. Seria um prazer pra mim ler o que você gostou ou não gostou. Muito obrigada por todos os comentários, carinho e sinceridade. Todo esse apoio vai direto pro meu coração. Muito obrigada pela sua presença aqui ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!