Susan, a filha de um Vingador (3ª Temporada)
2 Andar Stark
Notas iniciais
POV Susan
Depois de ter tomado banho e comido, Nico viajou comigo pelas sombras e reaparecemos no nosso apartamento na Torre.
— Vou preparar uma mochila com as coisas enquanto liga pro seu pai — Nico falou e eu assenti pegando o celular
No segundo toque, meu pai atendeu.
— Bom dia, Su — meu pai atendeu
— Bom dia, pai — falei e pude ouvir o choro do Howard no fundo — Nico vai ficar alguns dias no acampamento pra resolver as coisas, posso ficar aí até ele voltar?
— Claro que pode — meu pai respondeu um pouco nervoso e o choro do Howard ficou mais forte
— Já tô indo aí — falei encerrando a ligação
Nico apareceu com uma mochila com roupas, a bolsa do notebook e a necessaire com itens pessoais.
— Precisa de mais alguma coisa? — Nico perguntou
— Sim, que você tenha cuidado no acampamento, pode ocorrer outro ataque, por favor, fiquem atentos — Susan falou e ele assentiu
— Se cuida — Nico falou dando um rápido beijo e sumiu nas sombras
Coloquei a necessaire na mochila e a pus nas costas, peguei a bolsa do notebook e sai do apartamento. Entrei no elevador e fui para o andar do meu pai. Assim que entrei pude ve-lo tentando acalmar o Howard que chorava no colo dele.
— O que aconteceu? — perguntei colocando as coisas no sofá
— Eu não sei — falou se aproximando com o filho nos braços — E a Pepper teve que ir a empresa.
— Fome? — perguntei
— Dei a mamadeira há menos de 15mim — meu pai falou tentando acalma-lo
— Fralda? — perguntei olhando meu irmão
— Já verifiquei, tá limpa — meu pai respondeu
— Cólica? — perguntei e meu pai me olhou
— Ele pode ter cólica? — meu parecia surpreso e eu ri levemente
— Deixa que eu resolvo — falei pegando meu irmão no colo — Pode levar minhas coisas pro quarto?
— Claro — meu pai respondeu
Sentei no sofá com o Howard no colo, abri os botões do macacão que ele usava e comecei a massagear a barrigada dele suavemente e aos poucos ele foi se acalmando, até que parou de chorar.
— Prontinho maninho — falei fechando o macacão novamente — Passou.
— Você leva jeito com crianças — meu pai falou se aproximando
— Passar todos aqueles dias ajudando no orfanato de Vermont me ensinou algumas coisas — falei pegando o Howard
— Você vai ser uma mãe maravilhosa — meu pai falou se sentando ao meu lado
— Obrigada, pai — falei, ele me abraçou e Howard resmungou nos fazendo rir — Sem ciúmes, cheguei primeiro Howard.
Ele deu alguns gritos agitando os braços e rimos.
— Para de provocar o Howard — meu pai falou pegando meu irmão
— Vai defender ele? — perguntei fingindo indignação e Howard resmungou animado — Que absurdo. Eu vou pro meu quarto. Tchau
— Não liga, depois que ela engravidou ficou dramática — meu pai falou pro Howard — Deixa essa fase passar, você vai adorar a sua irmã.
Meu Pai falou enquanto subia a escada e não pude evitar o sorriso. Howard sorriu também, era maravilhoso ver essa felicidade no rosto do meu pai. Entrei no quarto e decidi ocupar a mente, peguei o notebook e comecei trabalhar, nos últimos anos o Buffet cresceu muito, tivemos que abrir mais filiais pelo País. Nico me ajudou muito nesse processo, ele cuidando das burocracias e do financeiro e eu do controle de qualidade dos profissionais, produtos e serviços. Tudo estava indo cada vez melhor pros negócios.
Fiquei tão distraída com o trabalho que sequer vi as horas, até que meu pai bateu na porta trazendo uma bandeja com meu almoço.
— Você sabe que precisa se alimentar bem — meu pai falou colocando a bandeja na cama
— Me distraí — falei pegando o talher pra comer a lasanha — Obrigada
— O que aconteceu no acampamento? — meu pai perguntou — Você tava agitada demais pra um acidente ontem a noite.
— Um ataque, parte do acampamento foi destruído, muitos semideuses feridos, outros mortos, tava um caos — falei suspirando
— Achei que ninguém pudesse entrar no acampamento, como o atacaram? — meu pai falou
— Dividiu pra separar — falei depois e tomar um pouco de suco — Fizeram parte dos semideuses se rebelarem.
— O ataque foi de dentro — meu pai entendeu
— Exatamente, ninguém esperava por isso — falei e como outro pedaço da lasanha — Onde está o Howard?
— No quarto dele, dormiu enquanto tomava a mamadeira — meu pai respondeu e sorri — O que foi?
— Estou feliz por e ver feliz — respondi e ele sorriu
— E como não poderia estar? — ele falou me olhando — Casei com a Pepper, tenho dois filhos incríveis e daqui a quatro meses, serei avô de uma menina tão maravilhosa quanto a mãe.
— Não faz isso — falei sentindo meus olhos lacrimejarem — Malditos hormônios.
— Não chora, tá tudo bem — meu pai me abraçou enquanto ria
— Isso é culpa sua — falei limpando as lágrimas — Precisava falar essas coisas pra mim agora?
— Desculpa — Ele falou rindo e acabei acompanhando — Agora come direito, não quero saber da minha neta passando fome.
Comi tudo enquanto meu pai observava, assim que terminei, meu pai saiu levando a bandeja, voltei a trabalhar sem prestar atenção nos horários. Só queria que o tempo passasse rápido para que tudo sa acalmasse no acampamento e o Nico estivesse de volta.
As horas passaram e pouco depois do jantar o Nico apareceu, conversamos um pouco e fomos dormir, essa rotina se seguiu nas semanas seguintes. Eu trabalhava em casa, todas as reuniões eu fazia por vídeo conferência, estava sentindo dores nas costas e muito cansaço, por isso evitava sair de casa, sempre que me sentia melhor ficava brincando com o Howard e com o Phil, Nico passava o dia no acampamento e a passava a noite comigo. Cerca de vinte dias se passaram até que tudo estivesse em ordem no acampamento e Nico voltou. Fui visitar o acampamento, saber se precisavam de algo para que eu pudesse providenciar, Quiron me deu uma pequena lista e disse que mandaria entregar o quanto antes. Me reunir com os líderes do chalé e a Thalia que estava acompanhando o Jhon, na praia para vermos o por do sol.
Contei sobre o e-mail que recebi do Samuel, todos sabiam que tinham que ficar em alerta e a Thalia parecia muito pensativa.
— Tá tudo bem, Thals? — perguntei e vi um pouco de medo no olhar dela
— Tenho uma coisa pra contar — Ela suspirou — Sei que vão precisar de todos para proteger o acampamento caso queiram atacar novamente, mas não posso participar dos treinos ou das batalhas.
— O que foi, Thals? — Jhon perguntou quando ela suspirou pesadamente
— Eu tô grávida — Ela respondeu sem olha-lo
Todos nós ficamos surpresos, mas me levantei e fui até ela abracando-a
— Parabéns, Thalia — sussurrei e ela retribuiu o abraço
— Quando soube? — Jhon perguntou se aproximando
— Semana passada, fiz o exame de sangue e o ultrassom — Thalia respondeu se aproximando do namorado — Tô com dezesseis semanas
— Seu ciclo tava normal nos últimos meses — Jhon falou surpreso
— As vezes acontece nos primeiros meses — Thalia respondeu
— Eu vou ser pai? — Jhon perguntando a Thalia que assentiu, ele a abraçou e sorriu — Eu vou ser pai!
Todos se levantaram e foram cumprimentar os futuros papais. Depois de comemorarmos a chegada de mais um membro da família que ganhei, dormimos no chalé e no dia seguinte, Nico e eu voltamos pra Torre.
Finalmente estávamos de voltar pra casa, quando as portas do elevador se abriram no corredor, vimos o Steve fechando a porta do apartamento, Natasha enquanto colocava a lancheira nas costas do Phil. Quando ele me viu sorriu e veio correndo, retribui o sorriso e o peguei no colo quando ele chegou perto.
— Oi tia- Ele falou me abraçando
— Oi Phil — falei e ele me olhou — Vai passear?
— Sim — Ele respondeu e olhou pros pais quando se aproximarem
— O Phil tá louco pra ver o leão — Natasha falou olhando pro filho — Querem ir?
— Fica pra próxima — respondi quando o Phil foi pro colo do Steve
— Hoje ela só quer deitar a tarde toda — Nico falou olhando-os
— A Natasha também ficou assim quando estava nessa etapa da gestação — Steve falou sorrindo
— Vai descansar, Susan — Natasha falou em tom compreensivo — Nos vemos mais tarde.
— Está bem, divirta-se no zoológico — falei e deu um beijo no Phil que sorriu — Até mais.
As semanas passaram rápido, a cada dia me sentia menos disposta a ir ao Buffet, as dores nas costas aumentavam a cada dia, meus pés inchados, minhas pernas doloridas, o cansaço ao fazer as mais simples atividades. Nico teve que assumi a administração do Buffet e as reunião de negociação, de casa eu cuidava da organização e supervisão dos departamentos e os planos dos eventos. Já estava com trinta e seis semanas e seis dias, como estava tendo dificuldade até pra sentar e levantar do sofá por causa da barriga, meu pai sugeriu que ficássemos com ele para ter sempre alguém comigo até a Evie nascer.
Estava na cozinha ajudando a Dora a fazer o almoço, quando a sinto uma forte pontada e gemi de dor colocando a mão da barriga.
— Você tá bem? — Dora perguntou se aproximando
— Estou, foi só a Evie chutando — falei alisando a barriga — Ela já deve está desconfortável com o espaço.
— Logo, logo ela estará com você — Dora falou sorrindo e retribui o gesto.
Logo finalizamos o almoço. Ajudei a por a mesa, hoje todos iriam almoçar aqui. Estava quase terminando de arrumar quando todos começaram a entrar na sala de jantar, certamente o Jarvis os chamou.
— Você deveria estar descansando — Nico falou tirando os pratos da minha mão e puxou a cadeira onde eu me sentaria
— Não aguento mais ficar sentada o dia todo — reclamei e enquanto ele ajudou a sentar
— Sei bem como é isso — Natasha falou colocando o Phil na cadeirinha
— Tentei faze-la desistir de me ajudar com o almoço, mas não consegui — a Dora falou colocando o almoço na mesa
— A Susan é teimosa mesmo — meu pai falou me repreendendo
— Olha, eu só... grr — gemi de dor com outro chute da Evie
— Su? O que foi? — Nico perguntou preocupado
— A Evie tá chutando muito hoje — falei alisando a barriga
— Acertou o osso da bacia? — Pepper perguntou e eu assenti — Doi mesmo
— Pra ela é pior, é umas 20x mais forte — Natasha falou e os demais a olharam — A Evie tem o soro do supersoldado.
— Tá tudo bem, já passou — falei acalmando o Nico
— Tem certeza? — Nico perguntou e eu assenti — Tá bem.
Ele se sentou ao meu lado e todos se acomodaram para o almoço. Quando todos terminaram se reuniram na sala. Começamos a assistir um filme qualquer e senti uma pontada diferente, começava na parte das costas e ia até a base da barriga, durou alguns segundos e um gemido escapou.
— O que foi, Amor? — Nico perguntou preocupado
— Contração — respondi baixo
— Como é? — Nico perguntou assustado
— Calma, é contração de Braxton Hicks — respondi calma
— Certeza que é alarme falso? — Nico perguntou me olhando
— Tenho, mas vou precisar deitar um pouco — falei e ele me ajudou a levantar
— Tudo bem? — Steve perguntou nos olhando
— Está, só a Evie que tá agitada — Nico respondeu por mim — Talvez se ela dormir um pouco, a Evie se acalme
— Qualquer coisa me avise — meu pai falou e eu assenti
Subimos a escada devagar, chegamos ao quarto, Nico me ajudou a deitar e encontrar uma posição confortável pra dormir. Ela se sentou do outro lado e ficou fazendo carinho no meu cabelo isso me ajudou a relaxar e a dormir um pouco. O dia passou e tive mais um pontada, não quis descer pra jantar então o Nico trouxe nosso jantar para comermos no quarto. Assim que terminamos Nico levou a bandeja para a cozinha, fiquei sentada com as pernas esticadas na cama e acariciei a barriga.
— Não vejo a hora de poder te pegar nos braços — falei e a Evie mexeu em resposta me fazendo sorri
Com cuidado, me levantei da cama e fui em direção ao quarto da Evie, abri a porta e me passei a observar o quarto que eu e Nico montamos há alguns meses. A parede a esqueda era lilás com desenhos de rosas roxas em de um lado, as demais paredes brancas. O berço ficava encostada na parede do fundo e a poltrona de amamentação ficava ao lado, na parede a direita tinha uma janela de vidro que ia do teto ao chão, ela poderia ficar Branca como a parede, com uma película preta, totalmente transparente ou com alguma imagem que fosse solicitado ao Jarvis. Na parede do fundo e da frente havia alguns suportes com brinquedos de pelúcia e objetos decorativos personalizados para a Evie, cortesia dos filhos de Apolo.
Abri o armário e peguei a bolsa de passeio dela que era a maior parte Branca, algumas partes em lilás e pequenos detalhes em roxo. Verifiquei se estava tudo certo para o momento do parto. Coloquei a bolsa e volta ao lugar.
— Sabia que te encontraria aqui — Nico falou entrando no quarto
— Precisava ver se tava tudo em ordem — respondi e ele deu ar de riso
— Assim como fez ontem, antes de ontem e todos os dias no último mês? — Nico perguntou com ironia — Está ansiosa pra chegada dela, não é?
— Talvez um pouco — falei enquanto ele me abraçava por trás
— Vamos fica bem, claro, perdendo algumas noites de sono, mas bem — Nico falou e eu ri — Vamos dormir um pouco? A partir de amanhã a nossa princesa pode vim a qualquer momento.
— Vamos — falei concordando e fomos para o quarto.
Nos deitamos e logo acabei dormindo
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