Notas iniciais
Qualquer erro ou sugestão, por favor, comentem oque acharam {se gostaram, amaram, odiaram, acharam lixosa}, estou com um pouco de medo e bem insegura com relação a está fanfic :)

P.S: Se quiserem conversar, é só me seguir no twitter, @fuiprahogwarts, eu sigo de volta, é só pedir.

Boa Leitura!!

A alta sebe margeava e escondia os enormes muros que barrava a entrada, além dos muros um belo casarão se destacava nas trevas. Em algum lugar no jardim, atrás dos arbustos, uma fonte jorrava. Seis caminhonetes estavam estacionadas no pátio, iluminadas pelo luar.
A enorme porta de mármore estava trancada com oito travas pelo lado de dentro, ao lado, o porta guarda chuvas abrigava espingardas. O hall de entrada era suntuosamente decorado, um magnífico tapete cobria quase todo o piso de madeira.
Abaixo da escada de concreto uma porta estava entreaberta, era uma pequena sala de controle, seis telas exibiam os aposentos e os muros que abrigavam a casa, um pequeno computador controlava as telas.
Serena Archibald dormia profundamente. Estivera sentada em uma cadeira à escrivaninha da sala de controle durante cinco horas contemplando as telas para ver se nada de suspeito acontecia, e acabara adormecendo com rosto encostado na madeira fria, ao seu lado encontrava-se uma pistola bersa. A garota usava calças jeans pretas gastas nos joelhos, botas de montaria e um casaco de lã que obviamente caberia duas Serenas. Seu rosto que parecia ter sido feio de porcelana estava escondido por uma longa trança.
Serena resmungou enquanto dormia. Um despertador tiquetaqueava sonoramente indicando que faltavam dois minutos para seis horas. Passos pesados desciam as escadas, Serena levantou-se de um pulo como se estivesse levado um choque elétrico, derrubou a cadeira e apontou a pistola em direção à porta.

— Calma sou eu – Serena baixou a arma quando percebeu que era apenas Brooke, ela tinha o tom da voz rouca e os cabelos loiros – Porque você ainda usa arma? Você sabe que eles não podem entrar aqui.

— Precaução.

— Alguma coisa interessante aconteceu?

Serena riu amargamente.

— Alguns deles, mas já caíram nas... – Serena parou abruptamente.

— O que aconteceu? – perguntou Brooke, percebendo que a amiga tinha ficado pálida.

— Humanos! – exclamou apontando pra uma das telas, Brooke se apressou e pôs no zoom, as duas trocam olhares. Serena engoliu em seco.

Quatorze pessoas estava do lado de fora, eles olhavam desconfiados para os muros.

— Será que esse lugar é seguro? – questionou Daryl.

— Não sei, mas vamos descobrir – disse Rick firmemente – Precisamos subir em alguma árvore alta e dar uma espiada.

— Eu vou – disse Daryl.

— Pai! – chamou Carl.

— Que foi? – Carl apontou para a pequena câmera que se movimentava.

— Será que tem alguém morando aí? – quis saber Rosita.

Ninguém respondeu. Daryl já tinha voltado ao chão.

— Não da pra ver muito bem, mas tem alguns carros, uma fonte e uma casa enor... Vocês estão ouvindo isso? – passos arrastados e grunhidos, rapidamente o grupo se posicionou em forma de ataque, os errantes saiam de trás das árvores, milhares, com passos lentos, mostrando as mandíbulas para eles.

— Não vai dar, são muitos e temos pouca munição. – gritou Abraham.

Na sala de controle as duas garotas olhavam horrorizadas. Brooke fechou os olhos, não suportaria ver aquele povo sendo devorado, Serena nem pensou duas vezes, saiu correndo da sala com Brooke ao seu alcanço, ela pegou uma espingarda abriu todas as travas e a porta com brutalidade, o céu ainda estava escuro, ela saiu pelo pátio em direção ao portão, do lado havia uma alavanca, começou a girar e o portão a abrir.

— ENTREEEM! – gritou.

Um por vez começou a se espremer pra passar pela fresta. Depois que estavam todos dentro do pátio, Noah correu para ajudá-la á fechar, um morto-vivo tentou entrar, mas ficou preso e o portão o esmagou, seu sangue espirrou para todos os lados.

— Alguém de vocês foi mordido? – perguntou ofegante.

— Não! — responderam em uníssono.

— Ótimo – falou – Eu não sei se vocês querem ficar aqui, mas se quiserem, não será minha decisão, então terão que esperar.

Rick olhou para os outros, que levemente acenaram com a cabeça.

— Vamos esperar – disse.

Depois que todos apresentaram-se, Serena os deixou entrar na casa, Brooke observou tudo encostada no batente da porta, depois que eles entraram, ela foi em direção a Serena.

— Será que eles são confiáveis? – perguntou um pouco nervosa.

— Não sei – respondeu dando as costas e entrando na casa.

Todos estavam absortos com a casa, observando cada espaço detalhadamente.

— É só vocês duas? – perguntou Rick.

— Não, tem o meu pai e minha irmã, que no momento estão caçando. – disse Serena com firmeza.

— Quantos anos vocês tem? – a pergunta veio de Carol.

— Catorze, as duas. – respondeu Brooke.

Naquele momento Serena começou a se perguntar se realmente fez a coisa certa em aceitá-los, talvez tenha posto a vida de sua família em risco. Estava absorta em seus pensamentos quando percebeu que o garoto com chapéu de xerife, a cada cinco segundos encostava levemente a mão na arma que estava no coldre na sua coxa, Serena apenas deu às costas.

— Como vocês conseguiram esse lugar? – perguntou Tyreese.

— Não conseguimos, já era nosso, é de família. – ela se endireitou na poltrona – Há uns cento e cinquenta anos atrás ela era uma casa senhorial, mas com o passar dos tempos ela começou a ter alguns problemas de infiltração, então, decidiram botar tudo pra baixo, e depois á reconstruíram, só que com um pouco mais de modernidade.

— Ai meu deus, vem cá! – gritou Brooke.

Todos se levantaram, com as armas apostos, mas era só Brooke brincando com Judith. Serena olhou pasma para o bebê de grandes olhos azuis à sua frente, acreditava que só uma pessoa extremamente burra teria um filho nas condições que o mundo se encontra.

— Não é linda? – Brooke apertava a criança, que mostrava um sorriso de apenas três dentes.

— Muito, qual o nome? –se dirigiu à Maggie, que estava sentada contemplando elas paparicarem o bebê.

— Judith. – neste momento foi ouvido um assovio, vindo lá de fora. Serena e Brooke saíram correndo, Brooke ainda com o bebê no colo, o sol já iluminava o pátio.

Serena começou a girar a alavanca, uma caminhonete MXV adentrou o pátio. Uma garota jovem com seus 20 anos pulou do carro, ela usava um boné dos Yankees, seu cabelo preso em um rabo de cavalo, sua calça jeans estava rasgada em varias partes, suas botas gastas.

— Cara, vocês não tem noção, encontramos um cervo enorme, foi horrível por ele na caçamba do carro, mas ele vai compensar... Merda! Paai! – Audrey, parou perplexa olhando para o bebê que estava no colo de Brooke – Não me diga que deixaram esse bebê no portão.

— Não exatamente – disse Serena cautelosa.

— Como assim “não exatamente”? – perguntou erguendo as sobrancelhas.

Serena olhou pra amiga pedindo socorro, mas a garota só sacudiu os ombros.

— É melhor vocês verem com os próprios olhos – disse Serena à irmã e ao senhor magro e alto com alguns fios prateados na cabeça que beirava aos cinquenta anos, ele tinha acabado de se juntar a elas.

Os cinco entraram na casa, Audrey ficou perplexa ao ver tanta gente na sala de visitas, o pai apenas os olhou com um ar de preocupação.

— Então, quem são vocês? – perguntou o pai, depois de alguns segundos constrangedores.

Rick adiantou-se, ele falou de todos os acontecimentos, desde a fazenda de Hershel, até o santuário Terminus, de como eles tinham sobrevivido aos ataques na prisão, deixando pra trás alguns acontecimentos que ele acreditou não importar. Serena ouviu tudo com muita atenção, pois Rick não tinha mencionado isso, na verdade, ele não havia falado sobre nada.
Depois que Rick terminara de falar, o Sr. Archibald se levantou e com um aceno chamou as garotas para conversarem, elas o seguiram até a cozinha.
Serena e Brooke o olharam esperando alguma resposta.

— O que vocês acham? – perguntou.

— Sinceramente? Muito comovente, acho que depois que tudo isso acabar vou escrever um livro. – falou Audrey com desprezo.

Serena empertigou-se no balcão.

— Então pra você a morte das pessoas que amamos foi apenas um acontecimento comovente? Quer saber vai se ferrar! – explodiu Serena, tomando distância de Audrey e virando-se de frente para enfrentá-la, de braços cruzados.

— Brigar não vai adiantar muita coisa, precisamos decidir se damos uma chance ou não – interveio Brooke pela primeira vez, com a voz tremulante.

Eles conversaram por um bom tempo, Serena e Brooke eram a favor da permanência do grupo, o Sr. Archibald estava divido, já Audrey, queria eles fora.

— Pai pensa bem, é um grupo grande, eles poderão nos ajudar a caçar e a cuidar da casa, e também vocês não precisarão se arriscar tanto lá fora. – Serena percebeu que o pai começou a considerar a ideia, então apelou mais ainda – E o mais importante nós passaremos mais tempo juntos. – sabia que isso iria mexer com coração de seu pai.

— Tudo bem, só uma chance – avisou o pai, as duas garotas se entreolharam e soltaram um sorriso, Serena abraçou o pai, logo em seguida Brooke também. Audrey ficou olhando até que o pai a puxou para um abraço, ela tentou se desvencilhar, mas não conseguiu.

Eles voltaram à sala de visitas, quando os viu Rick se levantou rapidamente, cabeças se viraram para os cinco, todas à procura de uma resposta.

— Vocês podem ficar, mas terão que trabalhar e qualquer pé fora da linha, estão fora. –todos soltaram um suspiro de alivio – Sejam bem vindos.

— Que ótimo! – bufou Audrey – Então, quem quer ser o sortudo a me ajudar com enorme servo que está lá na caminhonete? – perguntou.

— Eu ajudo – disse Tara, se levantando.

— Eu estava pensando no homem ali com cara de mau, o de toca e o com a barba ruiva, não é nada pessoal é que eles são mais fortes.

Enquanto eles pegavam o cervo o resto do grupo subiu com as meninas pra conhecer a casa. O casarão tinha três andares, o andar de cima tinha um longo corredor estreito, no fundo uma janela aberta iluminava as paredes com cor de goiaba, havia sete portas de madeira polida fechadas, o piso era coberto com um longo tapete vinho, quadros com pinturas de pessoas com sorrisos triunfantes erguendo taças de vinho.

— Como de costume, essa casa depois que meus avós morreram ela passou a ser do meu pai, mas ele não gostava de lugares rurais, então ele trocou com minha tinha, pois ela tinha herdado um apartamento em Upper East Side, ela se mudou pra cá e nós fomos para Nova York. – comentou Serena após perceber que Sasha estava observando o quadro.

— O que ela fazia? – quis saber Glenn.

— Trabalhava na ONU – ela se virou e continuou andando – Vocês podem ficar com andar de cima, tem seis quartos e um banheiro, mas se quiserem podem usar o daqui e o lá de baixo — Glenn e Maggie se entreolharam – temos geradores pra vida inteira, mas mesmo assim o banho não pode passar de cinco minutos, e quando um sair do banho espere pelo menos uns dez minutos para ir. – a garota parou na escadaria e virou de frente para o grupo – Podem subir – disse abrindo espaço.

As duas desceram sozinhas, Serena ficou pra trás quando passou pelo escritório e viu seu pai e Rick conversando, ela tentou ficar pra ouvir melhor, mas foi atrapalhada pela sua irmã, que ria em altos brados junto com Tara; Serena ergueu as sobrancelhas para irmã que fingiu não ter visto, atrás vinha Daryl com o semblante fechado e por fim Tyreese que parecia estar perdido.

— Eles estão lá no terceiro andar – disse para Daryl, que por sua vez apenas concordou com a cabeça.

Aproximadamente às 13 horas, todos se reuniram na comprida mesa para almoçar, para o alivio de Serena e Brooke quem cozinhou foi Carol, pois as meninas não aguentavam mais comer a gororoba de Audrey, Serena percebeu que a irmã estava bem amiga de Tara, pois as duas não paravam de conversar animadamente, do lado oposto da mesa Glenn, Maggie, Abraham, Rosita, Sasha e Eugene conversavam também, não tão animadamente quanto as duas. Na sua frente Michonne contava alguma história pra Carl e Noah.
Serena sorriu para seu prato, nem parecia que eles estavam no meio de um apocalipse, rindo a toa e jogando conversa fora, parecia que estavam de férias na casa do campo como nos velhos tempos. Foi interrompida de seus devaneios pelo pai que a chamava.

— As duas, depois do almoço, lá no escritório – elas olharam desanimadas para o Sr. Archibald – Eu dou aulas as meninas, se você quiser eu posso dar aulas ao seu filho. – disse apontando para Carl.

— Interessante, pode deixar, ele estará lá.

— Ta brincando, né? – perguntou Carl com raiva – Eu já sei tudo que eu preciso saber.

— Aí que você se engana, meu filho – se intrometeu o Sr. Archibald.

— Você vai uma vez, se gostar fica se não, pode ir embora — falou Rick.

— Mas... – começou Carl, mas só com um olhar de Rick calou-se.

— É bem legal, você vai gostar – disse Brooke, Serena ergueu as sobrancelhas para a amiga que não percebeu, pois estava olhando pra Carl.

Depois do almoço, os três seguiram para o escritório, em silêncio, mas antes de entrar Serena pegou Brooke pelo braço e a fez parar.

— Que foi? – exclamou em tom defensivo.

— Que papo foi aquele de “É bem legal, você vai gostar’’? Até ontem você estava reclamando das aulas – disse ela em voz baixa – Ta se interessando por ele?

Brooke corou.

— Não sei, talvez – sussurrou. — Desde que começou toda essa confusão a gente nunca teve contato com nenhum garoto, sei lá, ele é bonito.

Serena começou a rir o que deixou Brooke mais avermelhada.

— Vocês não vão entrar? – quis saber Carl, reaparecendo à porta do escritório, impaciente.

— Vamos – responderam as duas juntas apressando-se a seguir Carl.

Às quatro e meia, aquela tarde, enquanto as crianças “estudavam’’, Rick e os outros decidiram limpar a entrada para evitar que os errantes entrassem quando o portão abrisse. Era um dia claro com uma brisa fresca. Daryl e Eugene tiveram uma leve discussão que foi interrompida por um bando de mortos-vivos, na hora Eugene se acovardou e entrou de fininho no pátio, deixando os outros do lado de fora. Depois de matá-los Rick, Daryl, Tyreese e Abraham entraram furiosos, mas não quiseram brigar na frente das crianças que já tinham saído do escritório e estavam no quintal cuidando de Judith.

Rick olhou pra Carl que conversava com Noah, um sorriso brotou no seu rosto, se sentia um homem bem melhor quando seus filhos estavam felizes, apenas um sorriso de Carl aliviava toda a culpa que ele sentia por não poder dar uma vida que devidamente duas crianças deveriam ter, se sentia um lixo de pai quando via Carl com o semblante fechado, com raiva e com desejo de empunhar uma arma.
Supunha que talvez as coisas melhorem na vida de todos, daqui em diante.
Não tinha nem ideia de como agradecer Peter Gene Archibald, sabia que um dia eles teriam que sair dali, mas com um pouco de sorte esse dia iria demorar pra chegar.

Notas finais
Então o que acharam? Bom? Mediano? Ruim? Péssimo? Comentem aí :)

Fotos:

Brooke: http://images.fanpop.com/images/image_uploads/taylor-on-gossip-girl-taylor-momsen-415197_420_560.jpg

Audrey: http://img2.wikia.nocookie.net/__cb20140615022101/nos-rp/images/1/1b/Ariel-winter-instagramariel-winter---instagram-kxksably.jpg

Só lembrando que assas fotos é como as vejo, mas você mesmo pode imagina-las em outras pessoas ou em sua pessoa mesmo :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.