Survivor - Havaí
1 1X01 - SOBREVIVENTES PRONTOS? VÃO!
Notas iniciais
Depois desse capitulo será a primeira eliminação (CONSELHO TRIBAL - CT)
Boa leitura!
Em meio de um pequeno palco entre palmeiras, um homem de aproximadamente 35 anos, alto e magro, aparência casual e um sorriso estampado no rosto.
Olhou diretamente á câmera e disse:
— Olá! Eu sou Chris Hidden. – Colocou as duas mãos no quadril. – Neste programa, vinte pessoas de diferentes personalidades e nacionalidades enfrentarão uns aos outros aqui... – Fez um suspense antes de falar. – NO HAVAI!
A câmera aérea percorreu toda a ilha, mostrando toda sua área, cada vez que se afastava o lugar ficava maior ainda. As árvores, os matagais, as palmeiras e os rios predominavam.
Uma ilha bonita e tropical, o Havaí.
— No início do jogo, serão vintes participantes divididos em duas tribos de dez pessoas. A tribo Volcano será a tribo representada pela cor branca, enquanto a tribo Hawi será representada pela cor preta. As duas tribos irão competir entre si em vários desafios, alguns valendo recompensas e outros imunidade. – Chris virou para a outra câmera.
— Se uma tribo vencer a imunidade, todos eles ficaram intactos nos próximos três dias. Entretanto, a tribo perdedora terá que mandar alguém para casa. É no temido Conselho Tribal onde o mais votado pelos integrantes do time será eliminado. Em um certo ponto, as tribos irão se fundir, dando início ao segundo tempo do jogo, que será explicado em breve. – Sorriu de canto.
— Survivor é um reality de habilidades sociais, estratégicas e físicas, vence aquele que for o melhor, pois só um restará e... esse é o grande SOBREVIVENTE que levará um milhão de dólares para casa!
*ABERTURA*
DIA 1
O apresentador, agora em um grande navio, estava de frente para uma arquibancada, observando todos aqueles vinte participantes sentados.
Vinte competidores ansiosos e energéticos para o inicio de tudo.
Dezenove deles seriam eliminados e somente um iria restar. Essa pessoa é quem ganhará o milhão de dólares.
Alguns deles aparentavam serem esportivos e atléticos, usariam a força física ao seu favor.
Outros mais fracos fisicamente, porém, suas mentes poderiam ser geniais para a estratégia e controle de votos dos conselhos tribais.
E é claro, os mais sociáveis, estes teriam a simpatia e o carisma ao seu favor, podendo conquistar todos os seus colegas, e quem sabe, a vitória.
— SEJAM BEM-VINDOS AO JOGO SURVIVOR. A ILHA AGUARDA POR VOCÊS LOGO ALI. – Chris apontou para o Havaí. – Mas, antes de tudo, vamos ver quem vai para qual tribo, integrantes da Hawi irão para a direita. E os Volcanos para a esquerda.
O navio começou a parar lentamente.
Um calor intenso era o que todos sentiam por causa da forte presença do sol, talvez fosse por isso que todos os participantes estavam usando roupas leves.
— Ingrid, pode se dirigir á direita, você é da tribo Hawi! – Anunciou o nome de uma das participantes.
Na parte da frente da arquibancada, lá estava a moça que seria a primeira integrante da Hawi.
A jovem branca de 21 anos ajeitou os cabelos médios castanhos soltos, abriu um sorriso tímido e se levantou, obedecendo as ordens do apresentador.
Seu jeito de caminhar era discreto, sem chamar muita atenção.
Entretanto, algo muito chamativo era sua altura, 1,54, a mais baixa entre todos.
As primeiras impressões que seus concorrentes tiveram foi: Muito pequena, muito fraca, com certeza não será uma boa concorrente nas provas, mas, quem sabe, uma ótima harmonia para o acampamento, já que seu rosto não disfarça a simpatia.
Depois que a jovem chegou á parte direita do navio, Chris escolheu o primeiro integrante da tribo Volcano:
— Davi, será um adversário de Ingrid, você é da tribo Volcano, vá para a esquerda...
No fundo da arquibancada, o rapaz alto e loiro de 40 anos se levantou rapidamente desceu os degraus das escadas.
Quando Ingrid viu que Davi seria da outra equipe, se sentiu ameaçada, pois, era muito claro que ele era bastante atlético, vestia roupas de exercícios e o passo já era apressado, provavelmente detonaria nas provas de força e resistência.
Ele chegou até a parte esquerda do navio.
Chris pegou dois montes de bandana dentro de uma caixa próxima.
— Davi, pegue suas bandanas brancas, a cor da sua tribo. Ingrid, as pretas são suas. – Arremessou as duas em tempos iguais.
Sem muitos esforços, Davi apenas ergueu o braço e segurou as bandanas com firmeza.
Ingrid deu um pulo no ar e quase não agarrou as bandanas. Ao voltar para o chão, cambaleou um pouco, quase caindo.
— Entregue para todos os outros companheiros da tribo, para conseguirmos identificar com mais facilidade. – Explicou Chris. – Vamos continuar a seleção:
TRIBO VOLCANO (Cor Branca):
— Vitória, 30 anos, Arábia Saudita, turista aventureira.
— Sarah, 21 anos, Canadá, advogada.
— Ana, 33 anos, França, cozinheira.
— Rafaella, 28 anos, Venezuela, modelo e ex miss.
— Yasmin, 32 anos, Rússia, aeromoça.
— Lucas, 39 anos, Austrália, surfista.
— Cauã, 23 anos, Uruguai, aspirante á jogador de futebol.
— Yuri, 25 anos, Costa Rica, atleta.
— Bruno, 37 anos, Inglaterra, tatuador.
— Davi, 40 Anos, Estados Unidos, professor de parkour.
TRIBO HAWI (Cor Preta)
— Alex, 29 anos, Brasil, estudante.
— Leonardo, 33 anos, Argentina, engenheiro.
— Pedro, 29 anos, Estados Unidos, jogador de basquete.
— Taylor, 25 anos, Itália, empresário.
— Henrique, 35 anos, México, lutador.
— Giovanna, 22 anos, Austrália, nadadora.
— Julia, 22 anos, Japão, neta do maior fazendeiro nacional.
— Maria, 21 anos, Alemanha, garota propaganda.
— Nathy, 21 anos, Coreia do Norte, estudante da ciência.
— Ingrid, 21 Anos, Canadá, atriz.
***
Todos colocaram as bandanas de acordo com sua tribo.
Os Hawis e Volcanos se alinharam um ao lado do outro, respectivamente.
Chris explicou o primeiro desafio:
— Agora que estamos com os times formados, vocês terão seu primeiro objetivo no jogo: Pular do navio e nadar até a praia, lá vocês encontraram dois grandes carrinhos-de-mão, um da tribo Hawi e outro da Volcano, dentro dos carrinhos estão todos os seus pertences pessoais que decidiram levar para a ilha junto com suas roupas. Haverá um mapa que levará cada tribo á sua própria praia, a tribo que chegar primeiro no destino continuará com todos os seus itens, enquanto a tribo perdedora irá perder tudo aquilo que estiver no carrinho! – Sorriu maleficamente.
Todos os participantes ficaram espantados e alguns de boca-aberta.
— Já digo para vocês... o destino estará á duas horas daqui! – Franziu a boca.
Davi coloca as duas mãos na cabeça, mostrando apreensão.
— Uau, sério? Duas horas? – Perguntou a loira alta de óculos com a bandana preta, que estava na extremidade da tribo Hawi.
— Isto mesmo, Giovanna... DUAS HORAS.
Chris pegou um apito e o posicionou na boca.
SOBREVIVENTES PRONTOS? VÃO! – As ultimas palavras saíram em voz alta seguidas de um apito alto e estridente.
O primeiro a correr foi Bruno, o cara das tatuagens de aparência grosseira.
Saltou da beira do navio sem olhar para baixo e nem pensar duas vezes.
Seus braços e pernas chacoalharam-se no impacto da água.
— BORA TRIBO VOLCANO! – Berrou ao voltar na superfície do mar.
Todos os homens da tribo Volcano pularam com rapidez sem demonstrar qualquer medo, mesmo para a altura bastante alta.
A única mulher que não mostrou qualquer tipo de receio ou lentidão ao pular foi a francesa Ana.
Os cabelos cacheados de Ana foram bagunçados pelo forte vento, seu corpo era mais redondo e pesado se for comparado com todos os outros, possivelmente a que tinha mais quilos.
— VAMOS PESSOAL! – Tentou encorajar as garotas restantes da tribo.
A cozinheira saltou com os braços e cabeça na direção do mar e fez um profundo mergulho. O impacto foi enorme por causa do peso.
Foi aí que todas as restantes da tribo começaram a pular, uma por uma.
Vitória, a aventureira, ficou mais atrás para se certificar que todas pulariam.
Virou a cabeça na direção da tribo adversaria e não avistou mais ninguém, ou seja, tinha apenas a sua tribo no navio.
Os Hawi foram mais rápidos.
— VAMOS LOGO! ESTAMOS FICANDO PRA TRÁS! – Gritou alto.
Vitória segurou a mão da última garota restante no navio.
Ela tinha cabelos ruivos e era baixa.
Ambas caíram na água em perfeita sincronia.
Não havia mais ninguém no navio.
***
Na praia, duas pessoas já corriam na direção dos carrinhos-de-mão em velocidade máxima.
Giovanna (Hawi) e Bruno (Volcano) disputavam quem chegava primeiro.
Era óbvio o motivo dos dois terem chegado na praia antes dos outros: Bruno foi o primeiro a pular e Giovanna era a melhor nadadora do grupo.
Eles sentiam a areia quente e infernal entrando nas unhas dos pés descalços.
O sol era terrivelmente caloroso.
A velocidade do Volcano ultrapassou a loira e acabou chegando no carrinho primeiro.
Ele agarrou o mapa e começou a observar.
Segundos depois, Giovanna chegou no seu carrinho e pegou o mapa. Outros colegas dela também chegaram logo depois.
— Pra que lado devemos ir? – Perguntou Maria, a magricela de boca redonda.
— TEMOS QUE IR PELA FLORESTA! – Afirmou Giovanna. – Quem me ajuda a carregar o carrinho?
Alex, o brasileiro vestido de regata e Taylor, o italiano de bermuda jeans foram os primeiros a ajudar.
Segundos depois chegou o mais forte de todos: Leonardo, o argentino que pesava noventa quilos. E junto dele veio outro, dessa vez um mais fraco: Pedro, o afro-americano que praticava basquete todo o dia.
A força de Leonardo era imbatível, O carrinho foi levado com mais rapidez por sua causa.
— MAS NÃO VAMOS ESPERAR OS OUTROS? – A voz irritante era de Maria. – Tem pessoas vindo da água ainda!
— NÃO VAMOS PERDER TEMPO! ANDEM LOGO! – Insistiu Leonardo, fazendo força.
Os seis entraram e desapareceram na mata, se dividindo do restante da própria tribo.
VOLCANOS
Enquanto isso, os integrantes da tribo adversária chegavam aos poucos.
Os Volcanos já estavam com a falta de paciência pelo fato de Bruno não conseguir identificar os objetivos no mapa.
— ME DÁ ISSO, DEIXA EU VER. – Davi tomou uma iniciativa puxando o mapa.
— NÃO! – Negou Bruno.
O puxa-puxa no mapa resultou no pior. O papel se cortou ao meio.
— OLHA O QUE VOCÊ FEZ! – Bruno xingou o professor com raiva.
— Sem drama, é só juntar as duas partes. – E fez.
Quando a tribo inteira se reuniu, decidirão que todos os homens carregariam o carrinho.
— Temos que continuar indo pela praia, no litoral! – Avisou Davi.
Os Volcano sofreriam com os pés queimando na areia.
HAWIS
1 Minuto depois
Ingrid surgiu na beira da água ao lado de mais duas jovens de sua mesma idade.
Uma delas chamava-se Julia, cabelos lisos meio encaracolados, a única de biquíni amostrando grande parte de seu corpo magro e tinha olhos bastante expressivos.
A outra era Nathy, tinha a aparência de uma legítima atriz de filme Hollywood apesar de ser Coreana, olhos puxados e cabelo amarrado em forma de rabo de cavalo.
Atrás delas, vinha Henrique, o último homem restante a chegar á praia, nunca foi bom com natação. Rosto comum, roupas simples, um rapaz com aparência bastante normalizada. Quando o mexicano percebeu que as três jovens usavam a mesma cor de sua bandana, resolveu se juntar.
— CADÊ O RESTO? – Henrique perguntou.
— Acho que vi eles entrando na floresta. — Informou Ingrid com calma.
O quarteto começou a correr para a mata.
As três garotas eram incrivelmente lentas, pelo fato de serem pequenas e de terem as pernas curtas.
Henrique conseguiu manter um bom ritmo, mais não deixou de perceber o quanto suas colegas eram quase lesmas correndo.
Será que a velocidade prejudicaria a tribo?
VOLCANOS
1 Hora depois
Os Volcanos estavam com poucas dificuldades pela praia.
Todos os dez membros conseguiam revezar entre si para levar o carrinho.
O trabalho em equipe era bem feito e sem parar.
Um pouco mais atrás, duas garotas conversavam entre si sobre os acontecimentos no navio.
— Obrigado por ter me puxado, entrei em estado de choque quando vi a altura do mar. – Revelou Sarah.
— Farei o que for preciso para ganhar, isso envolve ajudar todos da minha tribo até o fim. – Sorriu. – Da onde você é?
— Canadá e você?
— Arábia Saudita. – Vitória fez uma cara de decepção. – Não é um bom lugar para morar.
A ruiva riu.
A medida de altura entre as duas fazia um grande contraste.
— Espero que não percamos esse desafio, meus óculos estão no carrinho. – Disse Sarah.
— Os meus também estão lá. – A morena acelerou o passo. – Não consigo enxergar direito sem aquela merda.
A conversa da dupla foi interrompida quando outra participante na frente delas parou de caminhar.
O jeito de caminhar dela era desnorteado, andando de um lado para o outro.
Yasmin caiu de bunda no chão desastrosamente.
A dupla tentou ajudar a moça:
— O que houve com você?
— Nada! Só cai sem querer. – Sorriu forçadamente.
O rosto de Yasmin suava, a expressão mostrava cansaço assim como o corpo, praticamente acabado. Eram sintomas de gripe.
— Tá doente? – Perguntou Sarah, estendendo a mão.
— Não, apenas com calor. – Disfarçou, segurando a mão.
Voltaram a caminhar normalmente e os dez membros da Volcano continuaram firmes e fortes na corrida.
HAWIS
E lá estavam os seis membros da tribo Hawi, sentados ou deitados nas folhas e gravetos da selva.
Exaustos, cansados, sem mais forças. Realmente se separar dos atrasados não foi uma boa ideia.
A que menos carregou peso foi Maria.
— EU DISSE QUE TINHAMOS QUE ESPERAR ELES! – A frase da magricela soou em fora de momento.
— Realmente, devíamos ter esperado... – Concordou o estudante Alex. – Provavelmente estamos em grande desvantagem pelo fato de termos parado o carrinho a cada cinco minutos...
— Sem pensamento negativo, pessoal! – Giovanna era esperançosa. – Vamos sair dessa.
Segundos depois, atrás de alguns arbustos, eis que apareceram os outros quatro colegas.
Quando viram aquelas três frágeis meninas, perceberam que o esforço não seria tão grande para recuperar o tempo perdido.
A aposta seria em apenas Henrique.
VOLCANOS
Finalmente, os membros da Volcano chegaram ao seu destino, a área do acampamento.
A área era bastante aberta, a mata ficava longe.
Na lateral direita havia um riacho.
Seria naquele lugar onde o acampamento seria construído.
— Lar doce lar. – Rafaella tinha a voz suave.
A equipe técnica do reality os orientou: aguardar a resposta final do apresentador por um Walkie Talkie.
O comunicador foi entregue ao surfista australiano Lucas.
Todos eles se sentaram no chão, ansiosos pela resposta.
Se chegaram antes dos Hawis, teriam tudo de dentro do carrinho que ajudaria em várias coisas do acampamento e sobrevivência, caso ao contrario começariam com um grande aperto.
Naquele momento de descanso, Lucas observava o céu e as nuvens.
O rapaz tinha cabelos cacheados loiros e usava aparelho na boca.
Tinha apenas um objetivo: Vencer e levar um milhão de dólares para casa, ambicioso e cheio de energia, lutará firme e forte para vencer a competição.
Lucas começou a ter primeiras impressões de todos os seus colegas.
A mais bonita de todas e provavelmente a mais flertadora, Rafaella tinha uma beleza inquestionável. O corpo em forma de violão, o rosto perfeitamente alinhado e os cabelos negros chamavam a atenção. Seus shorts curtos amostrando seu corpo bonito poderiam causar interesse em qualquer homem do grupo. Será que ela usará isso como uma tática?
O mais atlético, Davi tinha cabelos claros e era o mais alto de todos. Foi a pessoa que mais carregou o carrinho pela maior parte do tempo, ou seja, sua força pode ajudar na maioria das vezes. Mas será que alguém do grupo achará Davi uma ameaça mais para frente?
O mais extrovertido, Yuri era o mais baixo entre os homens, seu cabelo era pintado de amarelo e usava roupas de desenhos animados. Sempre tinha uma resposta afiada na ponta da língua. O jogo mal começou e todos perceberam o quanto ele é piadista. Yuri é o tipo de pessoa que nunca deixa a graça e o clima bem humorado morrer. Mas como se sabe se ele não irritará alguém no ocorrer do jogo?
A mais sem animação, Yasmin era a mais magra do grupo, cabelo liso e pele incrivelmente pálida. O suor excessivo e a falta de emoção podia dar uma ruim impressão no resto dos colegas. Ela negava, mais era quase um fato, estava doente no inicio do jogo.
***
*Confessionário Yasmin*
— Comecei o jogo gripada, sinto dores na cabeça e na garganta. Não posso demonstrar minhas fraquezas para o resto da tribo, vai saber se eles me acharão uma inútil por isso, é melhor não dizer...
***
Se tivesse uma pessoa dos Volcanos que realmente ninguém foi com a cara, foi Bruno. O tatuador inglês de barbicha tinha um rosto rabugento e encarava todos com um olhar amedrontador. Forte? Sim. Rápido? Sim. Simpático? Não.
***
*Confessionário Bruno*
— Não gostei de nenhuma daquelas amebas da minha tribo. Não vou fingir que serei amiguinho de ninguém. Minha estratégia ao decorrer do jogo será: Fazer uma aliança com pessoas fortes e no final me livrar de todos, assim que vou ganhar o milhão de dólares, que por acaso, já é meu.
***
Vitória e Sarah estavam sentadas lado-a-lado. Altas risadas e gargalhadas saíam de suas bocas. Foi incrível como já de inicio começaram um forte vinculo de afinidade. Será que ambas planejaram uma aliança logo cedo?
E por fim, os dois últimos, sentados mais distantes e possivelmente os mais isolados: Ana e Cauã. Não tinha nada para se pensar desses dois, eles não fizeram muita coisa ou conversaram com alguém da tribo. Mas para Lucas, esses são os piores, os mais imprevisíveis.
E por assim dizer, essas foram as primeiras impressões dos Volcanos.
15 Minutos Depois
Lucas escutou uma voz saindo do Walkie Talkie de sua mão.
— Alô... Alô? – Perguntou.
Os Volcanos fizeram uma circulo ao redor de Lucas.
A frase de Chris fizeram todos pular de alegria:
— TRIBO VOLCANO? PARABÉNS, VOCÊS VENCERAM O PRIMEIRO DESAFIO DE RECOMPENSA DO SUVIVOR, CHEGARÃO ANTES DOS HAWIS E FICARAM COM TODOS SEUS PERTENCES PESSOAIS!
A comemoração dos Volcanos foi gigantesca, pulavam, gritavam, sorriam e se abraçavam orgulhosos.
Primeiro desafio, primeira vitória.
HAWIS
O carrinho-de-mão dos Hawis era carregado sofridamente por Ingrid, Nathy, Julia e Henrique em um ritmo extremamente lento.
Os outros não podiam reclamar, tinham usado toda a força e já estavam acabados.
Giovanna liderava o caminho, utilizando o mapa.
— VAMOS PESSOAL, PODEMOS VENCER AINDA...
Os olhos de Giovanna fixaram-se em Chris Hidden.
O apresentador os aguardava na área do acampamento.
A cara de Chris não era nem um pouco boa.
Ao se aproximarem, o homem começou a falar:
— Infelizmente, a separação da tribo no inicio do desafio resultou em um grande atraso. A tribo Volcano chegou dez minutos antes de vocês, ou seja, perderam o desafio. – Franziu a boca. – E o carrinho será levado para longe daqui.
Giovanna se sentiu arrasada e decepcionada com todos da tribo.
Todos lamentaram, principalmente Leonardo, que gritou de raiva.
— NÃO ACREDITO NISSO! TIVE QUE CARREGAR ESSA MERDA POR QUASE UMA HORA PRA PERDER TUDO DEPOIS? – Surtou.
A equipe técnica do reality apareceu e levou o carrinho pra longe.
As roupas, os pertences pessoais e os equipamentos para construir o acampamento estavam perdidos.
Primeiro desafio, primeira derrota...
VOLCANOS
Os Volcanos movimentavam o acampamento de várias formas.
A construção era um inicio.
Cauã e Yuri trabalhavam juntos uma espécie de abrigo para a tribo.
Colocavam folhas de palmeiras e troncos de bambuzais em cima de um sustento de madeira.
O lugar não era nem um pouco confortável e a chuva podia facilmente derrubar tudo aquilo.
O resto da tribo estava longe, realizando alguma tarefa importante.
Exceto Yasmin, que descansava enrolada em um cobertor que foi recolhido do carrinho-de-mão.
— O que será que tá acontecendo com ela? – Cauã se referiu a Yasmin. – Foi a única que não fez nada quando chegamos.
— Não se passa de uma mera preguiçosa, mas não vamos chamar a atenção dela logo agora. – Yuri riu. – Cada um terá sua consequência e se ela não começar a agir, a maioria da tribo vai perceber isso...
Naquele instante, Yasmin olhou para a direção dos dois e fez uma cara de curiosa.
Os olhos azuis de Cauã desviaram o olhar.
Ambos fecharam a boca, com medo dela escutar.
Yasmin, ainda enrolada no cobertor, se sentiu desconfortável.
Ela se levantou e caminhou na direção da floresta.
— Acho que ela pode estar doente... – Palpitou Cauã.
— Isso é algo que nunca saberemos se não perguntarmos a ela, meu caro. – Yuri parou de trabalhar.
— E porque não perguntamos? – Arregalou os olhos.
— Porque eu já sei a resposta. Pensa bem: Ela com certeza tá doente só pelo os sintomas, se fomos a questionar sobre isso, ela vai negar até morrer, até porque pessoas doentes na sobrevivência são praticamente como um peso morto, ela sabe que vai ter a maioria dos votos do conselho tribal. Então, a resposta dela vai ser não.
***
*Confessionário Cauã*
— Yuri foi a única pessoa da tribo que conversou direito comigo até agora. Parece ser gente boa, no decorrer do jogo vou tentar permanecer no lado dele.
***
HAWIS
A escuridão da noite predominava o acampamento já feito.
Todos da tribo permaneciam sentados em volta da fogueira.
Ingrid, que estava no meio, tocava uma bela canção de musica country com seu violão.
Podiam ter perdido, mas o clima era agradável.
Duas pessoas faltavam na fogueira.
Leonardo e Pedro caminhavam perto do riacho, isolados.
Leo tinha um objetivo ao conversar com Pedro.
— Se você me ajudar, te protejo nas votações... – Tramou um acordo.
— Estou dentro, preciso logo de um grupo. – Pedro concordou.
— Estou pensando em fazer uma aliança com os mais fortes do time, que é Alex, Taylor e Henrique. Assim ficaremos com cinco pessoas na aliança e podemos eliminar todas as garotas. – Leo esclareceu o plano.
— Isso, isso, isso, bom plano! Só falta puxar eles para o nosso grupo. – Pedro ficou animado. – Cara, se nosso plano dê certo, podemos chegar até a fusão de equipes. – Sorriu.
— Isso mesmo, brother. – Concordou Leo.
Logo no primeiro dia, alianças já começaram a se formar.
***
DIA 2
Acampamento Volcano.
Eram cinco horas da manhã.
Rafaella odiava a ideia de não ter um banheiro no acampamento, as necessidades teriam que ser feitas no meio do mato.
A moça bonita saiu do abrigo construído pela tribo e se dirigiu para a floresta.
Não chamou nenhuma mulher para vir junto, pois todas estavam dormindo.
Enquanto caminhava pela trilha, tentava ir á um lugar longe o suficiente para ter privacidade.
Já tinha saudades de casa, de seu namorado, da cidade, das baladas e das festas.
Realmente não era uma menina típica do interior ou da floresta, sempre viveu na grande cidade.
Encontrou um grande arbusto e resolveu que ali seria o lugar.
— Mijar no meio do mato, até onde que eu tive que chegar para tentar um milhão de dólares. – Sorriu ironicamente.
E começou o processo.
Em alguns metros de distância, dois pés caminhavam nas pontas dos dedos silenciosamente.
Os olhos azuis tinham malícia e maldade no olhar.
Rafaella levantou as calças e ao mesmo tempo, escutou um ruído vindo de trás das árvores e vários sons de passos.
Assustou-se e gritou:
— QUEM ESTÁ AÍ? – Foi até as árvores.
Olhou ao redor e não avistou ninguém, mas sentiu seu pé pisando em algo barrento e úmido.
— Então temos um pervertido no acampamento... – Pegou o objeto nas mãos.
Era a bandana branca da tribo, alguém estava a vigiando.
Mas quem foi?
***
Confessionário Rafaella
— Foi horrível, tipo, TEMOS UM HOMEM PERVERTIDO NO ACAMPAMENTO! Quando eu saí de lá, fiquei sem saber o que fazer. Existem cinco homens na nossa tribo e apenas vou tentar descobrir de quem é a bandana e espero sinceramente que este individuo seja eliminado no próximo conselho tribal que tivermos...Vou manter isso em segredo até eu decidir revelar pra alguém.
***
Os olhos de Rafaella se abriram quando escutou uma voz chamando-a.
— Acorda preguiçosa. – Ana Gargalhou. – Já é quase meio-dia e todos tão trabalhando, vem ajudar.
A miss permaneceu calada e levantou-se aos poucos.
Saiu do abrigo novamente e uma grande movimentação no ambiente era por parte de todos os seus colegas da tribo.
Vitória e Sarah carregavam lenha juntas, atrás delas, havia Davi e Lucas que traziam mais lenha também.
Cauã e Davi partiam as madeiras no meio com os enormes machados em suas mãos.
Ambos suados e cansados.
Rafaella parou por um instante e pensou: Se eu estou com a bandana de alguém, o pervertido está sem a bandana!
Olhou para as testas dos homens e todos eles possuíam as bandanas brancas.
Mas havia um deles que não estava ali, que era o tatuado em que Rafaella não se recordava o nome.
Procurou o homem com os olhos e não o achou por perto.
Resolveu perguntar á Yasmin.
A aeromoça estava sentada de costas para uma árvore enquanto colocava panos molhados em sua própria cabeça.
— Sabe o nome daquele cara tatuado, qual o nome dele mesmo...?
— Bruno! Muito esquisito ele. – A voz de Yasmin era rouca.
— Esquisito porque? – Rafaella ficou curiosa.
— Sei lá, ficou me encarando de cara feia a algumas horas atrás, entrou pra selva e não voltou até agora.
Os pensamentos de Rafaella se encaixavam aos poucos.
— Ele estava com a bandana branca na testa?
— Hum.... não que eu me lembre. – E continuou a passar os panos.
***
Confessionário Rafaella
— Foi Bruno! Aquele filho da puta me espionou de madrugada, tenho quase certeza disso. Infelizmente, não vou fazer nada sem provas concretas.
***
Acampamento Hawi.
Onze da manhã e o sol já era quente.
Todos os Hawis estavam dentro do lago se distraindo.
Usavam suas roupas normais, já que as roupas de banho estavam no carrinho perdido.
Uma bola de vôlei de coco era a atração principal, foi feita por Giovanna e suas habilidades de manutenção.
A bola improvisada era jogada de mãos em mãos em um jogo absolutamente divertido.
Era imperceptível que no geral, a tribo era mais nova e o clima era o oposto dos Volcanos.
Sempre alegres ou fazendo palhaçadas.
Altos sorrisos, altos risos.
Na beira do lago, Leonardo e Taylor permaneciam sentados lado-a-lado.
Em frente deles, Pedro estava de em pé, com os braços cruzados.
— Sobre o que vocês querem falar comigo, caras? – Questionou Taylor.
— Bem, cara, é o seguinte. Todos aqui estão se divertindo e tudo mais, mas tão se esquecendo do fato é que estamos aqui competindo por um milhão de dólares e que se perdemos na prova da imunidade hoje, alguém vai embora para casa, é claro que não quero que seja eu, nem o Pedro e nem você. Sabe porque? Porque somos fortes juntos. Estou te convidando pra uma aliança secreta entre os homens, nenhuma garota pode saber disso. Se combinarmos os votos, podemos eliminar uma-a-uma e chegar até a fusão entre equipes. – Leo se mostrou estratégico. – Quero que pense se quer fazer parte disso ou não.
A cara de Taylor demonstrou espanto, logo no segundo dia, já havia sido convidado para uma aliança.
— Eu... vou pensar nisso. – Ficou inseguro.
— Tá certo.
Leo se levantou, deu dois tapas em um gesto amigável no italiano e saiu junto com Pedro.
— Uau... – Taylor continuou surpreso.
No jogo de vôlei, uma das garotas observava tudo de longe discretamente.
Julia percebeu que Leonardo fazia pequenas conversas longe dos outros.
— O que será que tá acontecendo...— Sussurrou consigo mesma
***
Confessionário Taylor
— Vou pensar bastante se entro pra aliança do Leo, até porque é a recém o segundo dia, tem muita coisa pra curtir e ainda mal conheço essa gente. Se eu entrar, vai ser ótimo porque terei pessoas me defendendo ao meu favor. Se eu não entrar, vou me divertir com todos ao mesmo tempo sem me preocupar com o jogo.
***
Confessionário Julia
— Não vou mentir, está me incomodando muito o fato daquele gordo ter chamado o afro-americano ontem a noite pra conversar a sós e agora veio com um papo pra cima daquele italiano de sotaque irritante. A ÚNICA ALIANÇA QUE PODE TER NESSE JOGO É A MINHA! Mas ainda é muito cedo pra eu escolher os parceiros, Ingrid e Nathy são as que eu mais converso agora, mas são muito ingênuas pra isso. O milhão de dólares com certeza é meu, mas sempre vai ter aqueles pra me atrapalhar.
***
Sede da Prova
Dois círculos no chão era o posicionamento das tribos.
Os Volcanos dentro do circulo branco, na direita.
Enquanto os Hawis no circulo preto, na esquerda.
O apresentador Chris se posicionou na frente das tribos e disse:
— Sejam bem vindos á primeira prova de imunidade de Survivor! A tribo que vencer hoje terá imunidade nos próximos três dias enquanto a perdedora irá mandar alguém pra casa amanha á noite. Como vai funcionar a prova: Será um circuito de três etapas onde todos deverão participar.
— Primeira etapa: Três membros de cada tribo terão uma barra apoiada nas costas. Dois membros da tribo adversária pegarão sacos de areia, pesando 10 quilos cada, e colocaram na barra da tribo oposta, tentando derrubá-los com o peso do saco. Os três da tribo que deixarem a barra cair fazem com que a tribo adversária avance para a segunda etapa. Essa etapa requer força dos que segurarem a barra e agilidade dos que carregarem os sacos.
— Segunda etapa: Duas pessoas de cada tribo passarão por cima de uma piscina sobre a primeira tábua de madeira estreita. Ao chegarem do outro lado, devem pegar um arco-flecha de cada vez, passar pela segunda tábua de madeira e colocar em cima da mesa. Se cair na piscina, tem que voltar pro inicio da tábua. Isso requer bastante equilíbrio.
— Terceira etapa: Três pessoas de cada tribo ficarão posicionados a alguns metros de distância de três pratos enfileirados. Ao receber o arco-flecha do colega, deverão acertar os pratos, fazendo quebrar. Cada membro deve acertar apenas um prato. Quando todos os pratos forem destruídos, a bandeira da tribo vencedora se erguerá.
— Organizem quem vai fazer qual etapa e vamos começar a prova... Pensem bem. – Aconselhou.
As tribos se organizaram e decidiram rapidamente.
Volcano:
Davi, Lucas e Bruno nos pesos. – Primeira etapa.
Sarah e Yasmin carregarão os sacos de areia e colocarão na tribo adversaria. – Primeira etapa.
Vitória e Rafaella na tábua de madeira. – Segunda etapa.
Cauã, Yuri e Ana no arco-flecha. – Terceira etapa
Hawi:
Leonardo, Taylor e Henrique nos pesos. – Primeira etapa.
Nathy e Ingrid carregarão os sacos de areia e colocarão na tribo adversaria. – Primeira etapa.
Julia e Maria na tábua de madeira. – Segunda etapa.
Alex, Pedro e Giovanna no arco-flecha. – Terceira etapa.
***
Bruno, Davi e Lucas já estavam posicionados com as barras nas costas.
A alguns metros de distância, Ingrid e Nathy decidiam em quem focar.
— Vamos distribuir o peso ou colocar tudo em alguém? – Ingrid perguntou.
— Focamos no Lucas primeiro, ele é o mais fraco. – Nathy palpitou. – Depois que ele derrubar a barra, distribuímos os pesos entre os outros dois.
No outro lado, Leonardo se mantinha seguro na barra enquanto seus parceiros nem tanto.
Sarah e Yasmin tentavam entrar em um acordo:
— Vamos revezar, você coloca os pesos no Henrique e eu no Taylor. – Sarah falou estrategicamente. – O Leonardo fica pro final.
— Como você quiser. – Yasmin parecia desconcentrada.
As quatro mulheres posicionaram as mãos nos sacos de areia e aguardaram as ordens do apresentador.
— SOBREVIVENTES PRONTOS? VÃO! – Gritou.
A gritaria e torcida das pessoas das outras etapas foi absurda.
— VAI, VAI, VAI, SARAH E YASMIN. – Vitória torcia ao longe, perto da piscina.
As mulheres puxaram os sacos e correram em direção aos homens.
Era agilidade.
Yasmin, mesmo fraca, tomou a liderança na corrida.
Ingrid e Nathy mantinham-se alinhadas.
Sarah tropeçou, ficando para trás.
— YASMIN FOI A PRIMEIRA A CHEGAR NOS RAPAZES! VAMOS VER QUEM ELA VAI ESCOLHER PARA COLOCAR O PESO!— O apresentador narrava.
Yasmin colocou o peso em Henrique, como o combinado.
O lutador continuou firme.
— HENRIQUE AGORA COM DEZ QUILOS PARA AGUENTAR!
Nathy e Ingrid chegaram, ambas foram em Lucas.
Os joelhos do surfista tremeram um pouco.
— AS DUAS COLOCARAM DOIS SACOS EM LUCAS. VINTE QUILOS!
Finalmente Sarah chegou.
A ruiva não pensou duas vezes e colocou o peso no italiano.
E o tempo se passou.
— TAYLOR, 10 QUILOS! LUCAS, 30 QUILOS! LUCAS, 40 QUILOS! HENRIQUE, 20 QUILOS.— A narração era animada.
A estratégia de Nathy e Ingrid parecia ter dado certo, pois Lucas se manteve bastante instável depois dos 40 quilos.
Os joelhos e braços tremiam e o rapaz usava a força máxima que podia.
— LUCAS É O QUE SOFRE COM MAIS PESO, SERÁ QUE ELE VAI AGUENTAR?— Questionou o narrador.
Os colegas de Lucas gritavam pelo seu nome em incentivo de torcida.
— NÃO DESISTA PARCEIRO. – Davi aconselhou.
— Eu... é MUITO PESADO!
O corpo de Lucas declinava aos poucos para trás.
Soltou a barra e caiu de costas no chão.
— LUCAS FOI O PRIMEIRO A SE RENDER NO DESAFIO! FALTAM 2 PARA OS HAWIS AVANCAREM PARA A SEGUNDA ETAPA! OS VOLCANOS TERÃO QUE SE APRESSAR SE QUISEREM VENCER!
De longe, Nathy e Ingrid comemoravam a primeira conquista.
Mas não podiam perder tempo, havia mais dois para derrubar.
A velocidade de Sarah com os sacos era precária, quase se arrastava para correr e demorava muito para colocar os pesos.
Yasmin se manteve na liderança até então, sem demonstrar grandes fraquezas.
Nathy e Ingrid se mantinham juntas correndo razoavelmente bem.
— PARECE QUE A ESTRATEGIA DAS HAWIS MUDOU, ENQUANTO FOCARAM EM LUCAS PRIMEIRO, AGORA REVESAM OS PESOS. NATHY FOI NO DAVI ENQUANTO INGRID FOI EM BRUNO!— Disse Chris. – DAVI 10 QUILOS, BRUNO 10 QUILOS...
— TAYLOR 20 QUILOS, HENRIQUE COM 30 QUILOS! OS HAWIS PERMANECEM COM OS 3 MEMBROS ENQUANTO OS VOLCANOS PERDEM COM APENAS 2.
Henrique já sentia um enorme peso em suas costas, fazendo uma enorme força para segurar as barras.
A coceira nas mãos de Taylor o atrapalhava na prova.
Yasmin, Nathy, Ingrid e Sarah se cansavam de tanto correr.
1 minuto se passou e por enquanto, somente Lucas desistiu.
— HENRIQUE AGUENTANDO MAIS PESOS ATÉ AGORA, CINQUENTA QUILOS!— Chris ficou impressionado. – TAYLOR QUARENTA, DAVI E BRUNO COM 20 QUILOS. LEONARDO É O ÚNICO QUE NÃO TEM PESOS!
— E aí parceiro, tá ruim pra você? – Taylor sussurrou para Henrique.
— Ah cala a boca... Não é você que tá com cinquenta quilos nas costas. – Henrique alfinetou estressado.
— Tenho mais peso pra você, campeão. – Yasmin chegou sorrindo sarcasticamente. – Quando vai desistir?
— Jamais. – Taylor manteve-se confiante.
Ela posicionou o saco na barra.
— AGORA TANTO TAYLOR QUANTO HENRIQUE AGUENTAM CINQUENTA QUILOS!
A expressão facial de Taylor demonstrava força e seus braços chacoalhavam-se.
— AH... PORRA. – Henrique rendeu-se.
E o pior aconteceu para os Hawis.
Henrique e Taylor largaram a barra e caíram ao mesmo tempo, fazendo com que os Volcanos ficassem em vantagem.
— UAU! GRANDE VIRADA PARA OS VOLCANOS. AGORA, É 2X1, LEONARDO CONTRA DAVI E BRUNO.
— Ah cara, já ganhamos isso. – Davi tirou sarro.
— Vamos ver então! – Leonardo peitou.
Yasmin e Sarah não tinham mais escolha: Agora a areia só ia em Leonardo, a única opção.
Nathy e Ingrid seguiram a estratégia de revezar os pesos.
— Não aguento mais correr. – Sarah parou ofegante e largou o saco no chão.
— NÃO PARE SARAH! – Yasmin gritou ordenando.
— Só preciso de um tempo... – Se mostrou bastante cansada.
— SERÁ QUE A LENTIDÃO DA RUIVA PREJUDICARÁ A TRIBO VOLCANO?— Chris questionou.
— DAVI 40 QUILOS, BRUNO 40 QUILOS, LEONARDO COM APENAS 10 QUILOS!
Ao olhar para o lado, Leonardo observou a diferença de peso que seus inimigos tinham nas costas e pensou consigo mesmo que ia conseguir.
— DAVI 50 QUILOS, BRUNO 50 QUILOS, LEONARDO 20 QUILOS!
Quando Ingrid preparou-se para colocar o peso em Bruno, o mesmo deixou cair a barra no chão inesperadamente.
— ESCAPOU DA MINHA MÃO, MERDA! – Bruno lamentou.
— 1x1, LEONARDO CONTRA DAVI!
— Porra... – Davi se preocupou ao sentir uma alta pressão nas costas.
— DAVI 70 QUILOS, LEONARDO 30 QUILOS. DAVI BATEU O RECORDE DE PESO ATÉ AGORA. É IMPOSSÍVEL NEGAR QUE OS HAWIS TEM VANTAGEM PELO FATO DE APENAS UMA PESSOA, YASMIN, ESTAR COLOCANDO O PESO.
Sarah continuava no chão, exausta.
— VAMOS SARAH, SE LEVANTA! NÃO PODEMOS PERDER POR SUA CULPA! – Escutou uma voz desconhecida.
Eis que Sarah pensou que se perdesse a prova, a culpa realmente seria dela.
Ora bolas, ela não queria ser eliminada, não poderia perder no primeiro conselho tribal.
A canadense se levantou, pegou o saco e continuou a correr.
— SARAH RETORNA A CORRIDA. — Narrava a todo minuto.
Nas barras, os pés, pernas, braços e pescoço de Davi tremiam de força.
Era o último Volcano á resistir na prova.
— NÃO AGUENTO MAIS!
A barra caiu das costas de Davi e o mesmo se jogou no chão, perdendo a prova.
Ingrid e Nathy deram pulos de alegria. Leonardo se superou.
— TODOS OS MEMBROS DA VOLCANO CAÍRAM, HAWI AVANÇA PARA A SEGUNDA ETAPA AGORA!
Piscina dos Hawis:
Maria e Julia teriam que passar pela estreita tábua de madeira.
— Vai primeiro... – Pediu Maria.
— Ok! – Julia se manteve calma.
Deu o primeiro passo na tábua e começou a andar para frente, sem olhar pra baixo.
— Eu consigo, eu consigo. – Sussurrava.
Mas foi inevitável: seu corpo voou para frente, quase caindo da tábua.
O grito histérico de Julia ecoou para todos ouvirem.
— Tenha cuidado, NÃO CAIA DE MANEIRA NENHUMA! Vai engatinhando. – A loira a orientou.
Julia demorou alguns segundos para vencer o medo.
Começou a engatinhar lentamente.
Já estava na metade do percurso.
Atrás dela vinha Maria, caminhando de lado com calma.
Se caíssem na piscina teriam que fazer todo o percurso novamente.
Piscina dos Volcanos:
Rafaella e Vitória no outro lado apenas esperavam a caída de Leonardo para iniciar a segunda etapa.
— LEONARDO JÁ ESTÁ COM 80 QUILOS, O RECORDE!
— Já era... – Gemia tão alto.
Avistaram Leonardo jogando a barra pra frente, desistindo.
— VITÓRIA E RAFAELLA COMEÇAM A SEGUNDA ETAPA AGORA. – Escutaram Chris.
A árabe foi a primeira a agir, respirou fundo e começou a andar para frente.
Percorreu a estreita tábua de madeira com agilidade, de braços abertos para se equilibrar.
Em nenhum momento se desconcentrou.
A velocidade foi incrível.
Rafaella bem que tentou, mas sua falta de equilíbrio não ajudou.
Com apenas três passos na tábua caiu para o lado e o corpo afundou na piscina.
— PRIMEIRA CAÍDA, RAFAELLA TERÁ QUE VOLTAR PRO INICIO.
A miss começou a nadar de volta pro inicio.
Ficou decepcionada, dando desvantagem aos Volcanos.
Vitória conseguiu passar pela primeira tábua antes mesmo do que suas oponentes.
Ela correu até o arco-flecha e pegou com as duas mãos.
— Isso... – Se posicionou na frente da segunda tábua.
Fechou os olhos, respirou firme e começou a caminhar em direção á tábua.
Piscina dos Hawis:
Mesmo inseguras, Julia e Maria também chegaram, as duas pegaram dois arco-flecha e correram para a próxima tábua.
— TODAS JÁ PEGARAM UM ARCO-FLECHA, EXCETO RAFAELLA, AINDA NA PRIMEIRA TÁBUA. SÃO NECESSÁRIOS 3 PARA A TERCEIRA ETAPA!
— Nós vamos conseguir se fomos juntas! – Maria opinou.
— Como assim? – Julia franziu os olhos.
Maria pegou a mão de Julia e foi em direção da segunda tábua.
As Duas Piscinas:
Vitória, intacta nas caídas, chegou até o fim da última tábua e colocou o primeiro arco na mesa.
Correu de volta para pegar os próximos.
Na outra tábua...
— AH MERDA... – Julia deu um grito novamente.
A fazendeira não conseguiu se equilibrar na segunda parte do percurso.
Teve uma queda leve e rápida na piscina.
Segundos depois, Maria também perdeu o equilíbrio, tentou resistir balançando os braços e mãos.
Mas de nada adiantou, caiu de costas na água.
— RAFAELLA AINDA TRAVADA NA METADE DA PRIMEIRA TÁBUA. — Narrou Chris.
O medo de altura era horrível para Rafaella.
Tentava caminhar aos poucos, sem cair.
Julia e Maria nadavam juntas.
Vitória retornou e pegou seu segundo arco-flecha.
Rafaella atravessou a tábua e pegou o último arco-flecha.
Julia subiu as escadas e logo depois Maria também, correram rapidamente para a tábua para tentar novamente de mãos dadas.
As quatro se mantinham empatadas no percurso.
Mas os Volcanos tinham um arco a mais, graças á velocidade de Vitória.
— VOLCANOS NA FRENTE AGORA! — Informou
Os nervos dos colegas assistindo eram terríveis, pois estava muito acirrado.
Julia na frente e Maria atrás, ambas seguravam as mãos uma na outra, enquanto na outra mão tinha o arco-flecha.
Outra queda de Rafaella na piscina foi inevitável, a mesma resbalou na tábua.
Vitória foi a primeira a chegar na mesa novamente, colocando o segundo arco para os Volcanos.
— 2X0 PARA OS VOLCANOS! O TERCEIRO PONTO ESTÁ NAS MÃOS DE RAFAELLA.
Juntas, Julia e Maria atravessaram a tábua e colocaram os arcos na mesa, empatando o placar para os Hawis.
— Eu pego o terceiro arco! – Disse Maria.
— ENTÃO VAI! – Julia apressou.
Maria preparou-se para voltar com cautela.
Cada vez que o tempo passava, o coração de Rafaella batia mais forte, o nervosismo predominava o seu corpo, as mãos trêmulas carregavam o terceiro arco com dificuldade enquanto subia a escada.
Ao sair da piscina, se posicionou na frente da tábua e olhou para frente.
No final, Vitória a aguardava.
— Não olhe para baixo e não tenha medo, apenas siga a MINHA VOZ! – Tentava acalmar a colega.
Rafaella deu passos lentos á frente, bastante ofegante.
Maria conseguiu voltar para o arco-flecha sem quedas, pegou-o e também iniciou a caminhada na tábua.
Ambas empatadas no percurso novamente.
Maria com uma certa vantagem, indo um pouco mais rápido.
Rafaella ainda lenta, mas bastante cautelosa.
Quando a loira olhou para o lado, deu uma pequena risada ao ver que a adversária morria de medo da altura.
— VEM, VEM, VEM! – Julia ergueu os braços para frente.
— Tô indo!
Maria conseguiu finalizar o percurso.
Entregou o arco para Julia, que correu até a mesa e o colocou ali.
— PRONTO! – Novamente gritou.
— HAWIS PARTEM PARA A TERCEIRA ETAPA!— Confirmou Chris.
Alex, Pedro e Giovanna saíram do circulo preto e começaram a correr até os arcos.
Nas tábuas, Rafaella estava perto de terminar a última.
Entretanto, seus pés começaram a tremer, se desequilibrando aos poucos.
— NÃO DÁ! – Se desesperou.
Antes de cair novamente, jogou o arco-flecha na direção da Vitória.
O objeto de caça rodopiou no ar até acertar os seus pés
— Aí! – Vitória Gritou de dor.
A aventureira sentiu uma dor insuportável no pé direito, o arco-flecha a acertou com tudo.
Pegou-o e caminhou mancando até o objetivo, sem perder tempo.
Finalmente o terceiro arco dos Volcanos estava na mesa.
— VITÓRIA ACABA DE COLOCAR O ULTIMO ARCO, VOLCANOS TERCEIRA ETAPA! VÃO!
Cauã, Yuri e Ana saíram correndo do circulo branco.
A velocidade de Yuri era absurda de rápida.
Corria como um gueopardo sem limites.
Cauã e Ana se mantiveram atrás.
— TODAS AS TRIBOS NO ARCO-FLECHA NESSE MOMENTO. OS HAWIS NÃO ACERTARAM NENHUM PRATO AINDA!
Giovanna era rápida nas flechadas, já tinha treinado antes para isso.
Pedro era mais inseguro, porém tinha uma boa pontaria.
Alex bem que tentava, mas as flechas iam longe do alvo.
O menino das piadas finalmente chegou até o posicionamento para atirar.
Colocou o arco em sua frente.
Engatilhou a flecha e preparou-se para disparar no prato.
— Um tiro, uma morte... – Yuri sussurrou antes de atirar.
A flecha de Yuri foi impecável, ágil e com precisão, acertou o prato em cheio.
O rapaz pulou de felicidades.
— UAU! Yuri acerta um dos pratos em seu primeiro disparo, dando liderança para os Volcano. Faltam apenas dois pratos para tribo. Ana e Cauã tem que acertar!
Foram vinte segundos de vários disparos.
As flechas de Ana e Cauã eram boas, mas não chegavam tão perto dos pratos.
Giovanna se manteve regular, mas teve sorte em seu décimo disparo.
A flecha da loira acertou um dos pratos, quebrando-o.
— UHU! – Festejou Giovanna. – Se concentrem galera!
Giovanna dava apoio moral para seus parceiros, Pedro e Alex.
— Deixa comigo... – Pedro deixou a insegurança de lado.
O segundo prato dos Hawis foi destruído pela flecha precisa do afro-americano.
— ISSO! – Ela estendeu a mão aberta.
Deram um toque com as mãos.
— SOMENTE ALEX PRECISA ACERTAR PARA GARANTIR A VITÓRIA DOS HAWIS! – Informou Chris.
Cauã e Ana se desesperaram, faziam disparadas curtas e mal feitas.
O nervosismo e a tensão tomou conta dos dois.
— VAMOS ALEX, VOCÊ CONSEGUE! – Giovana tinha fé.
— BORA CAMPEÃO, SÓ PRECISAMOS QUE VOCÊ ACERTE PRA GANHAR. – Pedro tentava ajudar.
Alex se posicionou firme, respirou fundo, apontou bem e disparou.
A flecha atravessou o último prato e a bandeira dos Hawis se levantou, dando a vitória.
— HAWIS GANHAM A IMUNIDADE!— Gritou Chris animado.
— Não acredito... – Alex ficou bobo.
Giovanna e Pedro grudaram seus braços em Alex, abraçando-o e festejando.
Logo depois os outros Hawis vieram para celebrar a conquista juntos.
Ana e Cauã se encararam decepcionados.
Os Volcanos ficaram de cabeça baixa até saírem da sede.
***
As duas tribos permaneceram em seus respectivos círculos.
— Boa prova, foi muito acirrada, principalmente na metade. Mas como sempre, temos uma tribo vencedora que foi Hawi, parabéns, nenhum de vocês vai pra casa nos próximos três dias. Já a tribo Volcano, amanhã á noite decidiram quem será o primeiro eliminado.
Como o esperado, a face dos Volcanos expressavam tristeza e decepção.
Mas tinha o contraste dos Hawis, que estavam animados e felizes.
***
Tribo Volcano
Lucas e Davi caminhavam juntos pela mata, procurando por lenha.
— Cara... não acredito que perdemos o desafio! Eu to tão puto! – Reclamou Davi, raivoso. – Ficamos aguentando a porra daquele peso pra depois duas pessoas da nossa tribo não conseguirem acertar uma flecha na merda de um prato!
— Sei lá cara, não acho que Ana ou Cauã tenham culpa da nossa derrota. – Bufou. – Eu realmente podia ter aguentado por mais tempo, mas fui fraco. Se temos que achar alguém pra culpar, podia ser Sarah ou Rafaella, não acha?
Davi pensou bastante na pergunta do surfista.
Mesmo assim, respondeu:
— Mano, Rafaella tem pouco equilíbrio e foi um erro enorme ela ter ido na segunda etapa, mas pelo menos, ela tem mais força do que a Sarah. – O alto catou uma lenha do chão.
— Rafaella é linda, faz exatamente o meu tipo de mulher. – Lucas riu.
— Acho que todos querem ela. Mas aquele rostinho bonito pode ter uma mente melhor do que a nossa. – Franziu a boca. – O charme dela pode ser perigoso.
Uma voz grossa surgiu atrás deles:
— Preciso falar com vocês. — Bruno apareceu entusiasmado.
Davi e Lucas estranharam, pois nunca tinham trocado uma palavra com o tatuador.
***
Confessionário Davi
— Do nada, Bruno veio falar comigo e Davi sobre quem devemos votar no conselho tribal. Já que nós três somos os mais fortes da tribo, ele acha que se juntou á nós. Enfim, Bruno realmente é um retardado mental do caralho, mas sua ideia fez sentido. – O loiro riu. – Temos um alvo para eliminar amanhã.
***
A escuridão da noite assombrava os animais da floresta.
No acampamento Volcano, todos sem exceção, estavam ao redor da fogueira.
O clima era tenso.
— Amanhã alguém vai embora... – Sarah cortou o silêncio.
— O que quer dizer com isso? – Ana a questionou.
Sarah ajeitou os óculos vermelhos e respondeu:
— Já tem em mente alguém pra votar, digo, não quero saber em quem vocês vão votar, mas sim se já decidiram... – Se atrapalhou ao falar. – Acho que todos vão votar individualmente aqui, né?
Naquele momento, Davi e Lucas se entreolharam.
Yasmin que se aquecia no fogo, soltou a seguinte frase de sua boca:
— SE VAMOS VOTAR INDIVIDUALMENTE É PROBLEMA DE CADA UM.
A frase da aeromoça deixou o clima mais estranho ainda, praticamente foi uma patada na advogada.
Sarah se levantou e saiu do ambiente.
— Estamos todos nervosos... – Disse Lucas.
— Temos que relaxar o clima galera! – Yuri tentou animar. – QUEM TOPA EM JOGAR CARTAS?
O incentivo de Yuri fez com que todos que estavam ali jogassem as cartas.
Mesmo assim, o clima de tensão não saiu do lugar.
Até uma certa hora da noite, todos foram dormir no abrigo, bastante pensativos.
***
Confessionário Yasmin
— Tenho que segurar a minha língua as vezes, tava irritada na fogueira porque estava morrendo de dor de cabeça. Então a ruiva começou falar coisas sobre a votação de amanha, simplesmente não aguentei. Mesmo assim, fui rude com ela e me senti completamente arrependida.
***
DIA 3
O dia a recém havia começado, eram seis horas da manhã.
Rafaella surgiu na porta do abrigo, ainda desnorteada por causa do sono.
Caminhou até o lugar a onde o arroz do café da manhã estava sendo feito.
Tinha apenas duas pessoas ali: Ana e Yasmin.
Aquela era a hora perfeita para Rafaella revelar seus planos do conselho tribal.
***
No riacho, Sarah, Vitória, Cauã e Yuri se uniram na canoa.
A tentativa de pescar peixes era terrível, nenhum havia abocanhado a isca.
O silêncio foi interrompido e o assunto da votação foi inevitável.
Yuri foi quem iniciou o assunto:
— Não sei vocês, mas acho que Yasmin é a que menos contribui para a tribo, ela SIMPLESMENTE NÃO FAZ NADA. Como vamos ter uma pessoa assim no nosso acampamento?
— Eu acho que ela tá doente, por isso a desanimação. – Cauã opinou.
— Quando perguntamos se tava doente, ela negou. – Revelou Vitória. – Mas eu não acreditei.
Sarah preferiu ficar quieta, suas frases de ontem á noite quase renderam uma briga.
— Eu vou votar nela, com certeza, e vocês? – Yuri perguntou.
— Eu não sei... – Cauã respondeu indeciso.
— Talvez, acho que ela pode ser boa nas provas caso se recupere. – Disse Vitória.
— Mas quando ela vai se recuperar?
A pergunta de Yuri foi esclarecedora de muitas formas.
A conversa prosseguiu adiante.
***
Durante a tarde, todos os Volcanos preparavam suas malas, qualquer um poderia ser eliminado.
Eram os últimos momentos de um indivíduo da tribo.
Os nervos de todos estavam á flor da pele.
Ser o primeiro eliminado em rede nacional era humilhante de qualquer forma.
Alguns ficaram quietos, outros procuraram estratégias e terão aqueles que seguirão a própria intuição.
Os dez Volcanos entraram na trilha ao pôr do sol com o destino de chegar ao conselho tribal, que ficava no outro lado da floresta...
Notas finais
O SEGUNDO CAPITULO JÁ ESTARÁ DISPONÍVEL.
ATÉ A PR?“XIMA!
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