Notas iniciais
Little Candies, fiz uma "aposta" com as meninas do Wattpad, e como ganharam tive que postar capítulo lá antes do combinado. E como regra de vida, se posto em um site, posto no outro também... Então mandem um beijo para elas, pq senão o capítulo era só quinta! HAHA

"Um aviso para as pessoas, o bem e o mal. Essa é a Guerra. Ao soldado, o civil, o mártir, a vítima. Essa é a Guerra." This is War

Olhando aquele pequeno corpo ressonando baixinho na cama, com o rosto totalmente relaxado parecendo um anjo, ninguém poderia imaginar como ela se entregou para ele na noite anterior. Só de relembrar seu membro dava sinal de vida. Ele poderia não nutrir sentimentos por ela, mas obviamente a desejava.

"Pequena feiticeira..." Murmurou para si mesmo, levantando da poltrona de onde a observava. Precisava resolver alguns assuntos, sem contar que muitos nobres ainda estavam no castelo. Mas antes disso iria mandar a ama de companhia dela preparar seu banho e levar o café da manhã na cama. Ela certamente acordaria faminta depois de toda a atividade da noite. Com esse pensamento saiu do quarto com um sorriso brincando em seus lábios.

XXX

"Afonso, pensei que estaria aproveitando a lua de mel" Virgílio o cumprimentou quando o mesmo adentrou a sala de reuniões.

"Não posso ficar na cama quando aquele crápula continua dentro desse castelo" Falou referindo-se a Otávio, muitos reis haviam partido no início da manhã, mas claro que ele ainda estava ali.

"Durante o café da manhã ele aproveitou para conversar com muitos dos reis que restaram no castelo, isso não é bom. Ele pode estar tentando formar novas alianças, e caso isso aconteça ele poderá se tornar uma ameaça majestade" o conselheiro falou, enquanto avaliava o mapa da Cália.

"Destruirei Otávio bem antes do que ele pode imaginar" Falou furioso olhando o mapa também. Toda a Cália era composta por quatorze reinos, sendo quatro deles no Oeste: Os reinos de Correrrio, Went, Frey e Jardim de cima. Todos eram reinos independentes, mas sabiam a quem eles se uniriam em uma guerra.

Dois no Sul: Alfambres e Ninho da Águia, que não tinham formado aliança com nenhum reino, no entanto viviam em harmonia no Sul.

Três no Leste: onde Lastrilha era o maior e mais poderoso, os reinos de Umber e Manderly prometeram lealdade a Otávio, o que fazia dele o protetor do Leste.

E por último tinha o Norte composto por cinto reinos: Trácia jurara lealdade a Montemor desde os tempos de seus pais. Com esse casamento, Artena tinha se unificado a Montemor, trazendo junto o Reino Arryn, que pertencia ao tio da Rainha Cecília, e era leal a Artena. Apenas o rei de Swyty não era leal a nenhum rei, contudo vivia em paz com todos os outros reinos. Sendo assim, Artena e Montemor tinham se tornado o reino mais forte da Cália.

"Aquele velho insiste em não manter alianças com ninguém, se acha totalmente independente!" Afonso falou, referindo-se ao rei Ricardo de Swyty. "Apenas aquele reino impede que eu seja o protetor no Norte."

"Você e o rei Augusto." Corrigiu o conselheiro ainda analisando o mapa.

"Catarina é a única herdeira do trono, e agora que ela é minha esposa, em breve estarei reinando sobre Artena, é apenas uma questão de tempo." Falou de forma estratégica, precisava conquistar Swyty, dessa forma teria total domínio sobre três reinos.

Dessa forma engajou uma conversa com seu conselheiro, elaborando a melhor estratégia. Afinal, rei Ricardo tinha dois filhos na linha de sucessão. O ideal era formar um cerco em seu reino, privando-os tanto da água e da comida. No entanto, caso ele não se rendesse, estaria disposto a invadir seu reino e matar sem piedade Ricardo e toda sua linha de sucessão. Eles teriam que se render, por bem ou por mal. Sorriu com o pensamento de sangue derramado, e automaticamente adrenalina passou por seu corpo. Com isso passou o resto da manhã, esquecendo-se temporariamente que seu maior inimigo estava ali dentro do castelo, andando por seus corredores.

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Catarina acordou quando uma claridade invadiu seu quarto, abriu os olhos e percebeu que Lucíola havia aberto as cortinas, fazendo com que um ar fresco adentrasse o cômodo. Espreguiçou-se e sentiu o corpo todo dolorido. Um sorriso bobo apareceu em seus lábios ao se lembrar o motivo de estar assim. Afonso.

"Bom dia Vossa Majestade, trouxe seu café da manhã" Lucíola falou, apontando para a bandeja posta à mesa ao lado da cama, com frutas, torrada e suco. "Estou terminando de preparar seu banho, deseja comer primeiro?"

"Não Lucíola, preciso de um banho." Falou corando, a criada sorriu de maneira cúmplice para sua senhora e colocou algumas ervas na banheira. Quando Catarina deixou o lençol cair, mostrando seu corpo nu, Lucíola soltou um pequeno grito.

"Minha senhora!" Exclamou ao ver o corpo todo cheio de hematomas da rainha, seu quadril estava arroxeado, assim como partes de seu seio, pescoço, coxa, que variavam do vermelho ao roxo. Catarina olhou alarmada para o próprio corpo, mas sorriu ao lembrar o porque seu corpo estava assim. Ela era extremamente branca o que facilitava hematomas, mas isso só mostrava como sua noite tinha sido incrível.

"Tenha calma Lucíola, eu estou bem. Mais do que bem, me sinto... Completa" Falou por fim, tentando encontrar uma palavra que descrevesse como estava se sentindo. Entrou na banheira e sentiu seu corpo dolorido relaxar.

"Isso quer dizer que a noite com o rei..."

"Foi a melhor experiência da minha vida, nunca imaginei que poderia ser assim ao se deitar com um homem, as sensações, tudo o que ele me fez sentir, Lucíola, acho que estou apaixonada!" Falou de forma rápida e sonhadora cortando a criada. Que sorriu da empolgação da rainha.

"Pela sua feição dá para notar, seu rosto parece se iluminar só em falar o nome do rei. Mas vamos escolher com cuidado um vestido que cubra todas essas marcas." Falou pensando em que roupa sua rainha iria usar.

"De fato, não é de bom tom que esses roxos apareçam, principalmente em uma rainha. Vou precisar de algo no pescoço, um colar talvez" ela ponderou enquanto terminava seu banho, e uma toalha foi colocada sobre seu corpo.

Depois de vestida, seus cabelos eram perfeitamente arrumados por sua ama de companhia. "Quero está a mais bonita possível Lucíola, quero que Afonso me ache a mulher mais bonita que ele já viu" Como poderia em uma única noite olhar para ele de uma forma totalmente diferente? Ela sentia atração e um afeto antes do casamento claro, mas hoje, depois de tudo o que fizeram, ela entregou para ele não apenas seu corpo, mas sua alma.

"Isso não será uma tarefa difícil minha rainha, afinal a vossa majestade é linda. Nenhum homem resiste aos seus encantos" falou, terminando o penteado no cabelo de Catarina e procurando por braceletes que combinassem com o vestido vermelho que ela usava.

"Que horas do dia são?" Perguntou curiosa, olhando o sol alto no céu.

"Está no horário do almoço majestade."

"Tudo isso? Preciso me apresar. Quero ver meus pais antes que eles partam." Falou já se levantando.

Uma batida cortou a conversa de ambas, Lucíola correu para abrir a porta, fez uma reverência e deixou que a Rainha Cecília entrasse no quarto para fechar a porta.

"Minha querida, você está radiante!" a rainha falou se aproximando da filha, pegando seu rosto e analisando o sorriso gigante da filha. Sabia que aquele casamento daria certo, nunca entregaria sua filha para qualquer homem. Afonso lembrava muito seu próprio marido, e por isso sabia que Catarina saberia lidar com o homem, juntos eles iriam encontrar o equilíbrio necessário para governar de forma justa o povo.

"Minha mãe!" Catarina falou esticando os braços para abraça-la. "Estava com medo de vocês já terem partido." Falou no ombro da mãe.

"Não minha filha, alguns reis ainda se encontram no castelo, vão servir o almoço para todos no salão principal, por isso estou aqui. Vim buscar você querida, você é a rainha desse castelo, precisa estar lá para recepcioná-los" falou segurando na mão da filha a tirando do quarto, ambas andavam de braços dados no corredor, de uma forma cúmplice, quando Cecília parou.

"Algo errado mãe?"

"Não minha filha, lembrei que seu pai foi à sala de reuniões encontrar com Afonso e seu conselheiro, vou ao encontro deles para avisar que a refeição será posta à mesa agora, tenho certeza que se deixar eles passam o dia todo lá sem nem perceberem as horas do dia passar, e você vá recepcionar os reis" Rainha Cecília falou, para em seguida dar um beijo no rosto da filha e seguir no caminho no sentido oposto. Catarina respirou fundo, ela era a rainha, a ficha ainda não tinha caído. Precisava aprender rápido como funcionava as coisas nesse castelo, e visitar o povo assim que possível. Sabia que a base de um reino era seu povo, e no que pudesse melhorar suas necessidades assim o faria.

Ao cruzar um corredor deu de encontro a uma moça muito bonita, suas veste não era de criada, no entanto não era da monarquia.

A mulher a olhou dos pés a cabeça, como se a estivesse analisando criticamente.

"Vossa Alteza" Falou em uma reverência, mas mantinha um sorriso irônico nos lábios. Antes que pudesse falar algo, a mulher deu as costas e saiu andando pelo longo corredor. Catarina respirou fundo antes de continuar sua caminhada, ela era a rainha, não tinha porque se preocupar com aquela mulher, seja ela quem fosse.

Notas finais
OK. Afonso está caidinho pela mulher e nem sabe disso... Mas a sede de poder continua lá, e veremos até quando isso começa a se torna um perigo. Catarina toda sonhadora, sério sou apaixonada por ela assim... Mas o mais importante, quem é essa mulher do final do Capítulo? Participem da campanha "Não seja uma leitora fantasma e deixe uma autora feliz" XOXO