Survivor

28 Capítulo 28


Notas iniciais
Comentaram e recomendaram já? ok, podem ler! rsrsr

Vale de Laios 03:00 da madrugada.

Todo o exército estava parado do lado de fora do acampamento inimigo, nenhum som era ouvido. Afonso, Rodolfo e dois generais de guerra estavam na frente, esperando pacientemente. Até que enfim avistaram cerca de quinze homens se aproximando. Rei Tully e o rei Walder se aproximavam sem fazer barulho, junto com suas guardas pessoais.

"Majestades" Rodolfo se pronunciou, os homens pararam e encararam Afonso por um tempo, ele tinha um olhar feroz e um sorriso de satisfação que ameava cruzar seu rosto.

"Nossos homens?" Tully, rei de Correrrio perguntou para Afonso.

"Assim como o combinado, todos os soldados estão em segurança do lado de fora dos muros de Artena, apenas espero por vocês e assim entrarem. O exército de Trácia ficou lá para se certificar que tudo vai ocorrer conforme planejado." Afonso falou, mas os reis entenderam a ameaça oculta naquelas palavras. Ele tinha deixado homens suficientes para o caso de uma traição. "Mas tenho certeza que não teremos nenhum imprevisto, correto?" Ele falou sorrindo sombriamente. Deixando claro que ele não era um homem que dava segundas chances ou que tinha misericórdia.

"Você tem a nossa palavra, nunca queríamos participar dessa guerra. Então agradecemos a chance que a vossa majestade está nos dando." Walder, rei de Frey tomou a palavra.

"E os vigias?" Afonso perguntou, analisando o acampamento em completo silêncio.

"Todos mortos." O rei lhe garantiu, fazendo um sorriso ameaçador cruzar os lábios de Afonso.

"Muito bem, algum dos meus melhores homens irão lhes acompanhar. Seus homens podem se acomodar no pátio do castelo por hora, e tem quartos prontos dentro do castelo para vossas majestade. Ao amanhecer do dia acertaremos todos os detalhes." Afonso falou, e aquele era o sinal que a conversa tinha sido encerrada.

Dois exércitos a menos, nenhum guarda fazendo a vigia. Deu um aceno de mão e seus arqueiros se posicionaram, cercando todo o acampamento. Silenciosamente ele e seus homens invadiram o local, cada um sabia o que fazer. Eles iriam direto nas tendas onde os reis restantes estavam dormindo. Neutralizando os reis, a guerra estaria acabada sem precisar derramar mais nenhum sangue de seus homens. Tinha que admitir, Catarina era uma ótima estrategista, ao formar esse plano.

Seus homens se colocaram em posição, mas ele tinha deixado Otávio para ele. Elissan, um de seus melhores generais e mais dois soldados estavam com ele.

Entrou silenciosamente na tenda e viu Otávio dormindo, sua espada ao seu lado, fez um sinal e assim como um gato silencioso Elissan aproximou-se de Otávio e tirou toda a armadura e armas que estavam perto do rei.

Afonso esperou um pouco, sabia que em alguns segundos os gritos começariam do lado de fora, e queria saborear o gosto da vitória calmamente.

Um soldado entrou na tenda e sussurrou algo no ouvido de Elissan, que se aproximou do rei. "Está tudo preparado como o senhor pediu." Ele falou de maneira baixa, para não acordar o homem.

"Dê o comando agora." Falou firme, e foi quando aconteceu, gritos ecoaram por todo o acampamento, fazendo Otávio acordar em um pulo, procurando sua espada.

"Acredito que você esteja procurando por isso." Afonso falou friamente, apontando para suas coisas, que estavam nas mãos de Elissan. Otávio demorou alguns segundos para processar o que estava acontecendo.

"Mas como?" perguntou confuso, tinha vários homens espalhados no acampamento fazendo a vigília, como ele conseguiu entrar ali? Observou quando Afonso começou a andar em sua direção, seus olhos brilhando selvagemente.

"Eu poderia mata-lo agora, mas qual seria a graça?" Ele disse analisando seu adversário. Otávio sabia naquele momento que tinha perdido, tinham três homens junto de Afonso, todos bem armados. E ele não tinha nada para se defender. Estava trajando apenas sua roupa de dormir.

"Sei que é isso que você deseja, então acabe de uma vez por todas com isso Afonso." Falou, sua voz carregada de sarcasmo. Ele podia até morrer, mas não abaixaria sua cabeça para aquele homem.

"Talvez eu faça isso." Afonso falou sacando sua espada. O rei de Lastrilha pensou que aquele seria seu fim, fechou seus olhos e deixou um sorriso brotar em seus lábios, iria morrer de forma digna, em um campo de batalha. Mas quando a espada cortou sua coxa direita, e sentiu a ardência do inicio do quadril até seu joelho, gritou de dor. O sangue começou a escorrer por ali, e sentiu quando seu joelho foi ao chão sem sua permissão.

"Desgraçado" Gritou, olhando para o corte profundo em sua perna.

"Como eu disse, seria fácil demais. Tragam ele!" Afonso falou firme, se retirando da tenda. Otávio tentou protestar, mas os soldados o seguraram de ambos os lados e o arrastaram para fora. Olhou ao seu redor assustado. Várias tendas estavam pegando fogo, os reis de Manderly, Umber, Went e Jardim de cima estavam ajoelhados com espadas em seus pescoços. Vários soldados seus estavam no chão, com flechas atravessando seus corpos. E os que ainda estavam vivos, tinham se rendido.

Afonso estava em uma biga, uma corda amarrada a ela. Os homens se aproximaram mais, até que outro soldado começou a amarrar a ponta da corda em seus pés. "Esperem, o que vocês pensam que estão fazendo? Eu sou o rei de Lastrilha, protetor do Leste." Otávio gritou quando percebeu o que iria acontecer.

"Você não é mais nada." Afonso falou de onde estava. Rodolfo se aproximou do irmão, avisando que estava sob controle.

"Pode ir irmão, encontro você no castelo." O mais novo falou. Afonso olhou para os quatros reis que estavam ajoelhados ainda com espadas em seus pescoços. "Eles se renderam?" perguntou observando a expressão de cada um deles.

"Todos aceitaram ceder, se poupássemos a vida de seus homens." Rodolfo respondeu.

"Tudo bem, mas por hora leve todos como prisioneiros. Cuidarei de Otávio primeiro, depois decidimos o que fazer com eles." Falou firme, olhou para todo o vale, esperou anos por esse momento, e como era doce o gosto da vitória. Elissan subiu na biga, e com um aceno de cabeça colocou os cavalos para correr.

Otávio caiu no chão, e gritou quando sentiu seu corpo sendo arrastado no chão. Foi apenas questão de segundos e a dor em sua perna foi totalmente esquecida, pois sentia toda as suas costas em carne viva, fora as vezes que sua cabeça bateu no chão duro, tentou de todas as formas possíveis de proteger, mas os cavalos estavam em grande velocidade. Quando a dor ficou insuportável e pensou que enfim fosse morrer os cavalos diminuíram a velocidade, estavam entrando nos portões de Artena.

"Espero que tenha aproveitado a viagem, tem uma pessoa que deseja vê-lo." Afonso disse com um sorriso satisfeito no rosto ao ver a situação do homem no chão, sua roupas estavam em farrapos, sangue escorria por varias partes de seu corpo, ele estava praticamente inconsciente, mas estava vivo. Isso que importava.

"Levem-no para a sua cela." Afonso falou para os soldados que se aproximavam e foi para o castelo. Catarina estava no salão principal, seu coração aflito. Sabia que o plano tinha tudo para dar certo, mesmo assim corriam o risco de serem traídos, de Afonso se machucar.

"Vossa Majestade." Lucíola falou, oferendo um chá. "Vai lhe ajudar a se acalmar." Disse sorrindo docemente para sua rainha.

"Muito obrigada Lucíola." Falou agradecida, a ama se virou em direção a outra mulher, que estava próxima a rainha.

"A senhora deseja uma xícara?" Perguntou oferecendo o chá. Brice sorriu e negou gentilmente.

Passava das quatro da manhã quando Afonso entrou no salão onde elas estavam, e olhou para sua esposa com desaprovação.

"Você não deveria estar na cama descansando? Eu disse que lhe acordaria quando voltasse." Falou aproximando-se de onde Catarina e Brice estavam sentadas.

"Como se ela alguma vez na vida obedece ao que falam para ela." Sua amiga resmungou. "Eu disse que ele estava bem." Ela falou apontando para Afonso.

"Deu tudo certo?" Catarina perguntou com esperança, ignorando as críticas dos dois.

"Eu disse que daria, a guerra enfim acabou meu amor." Afonso falou, segurando as mãos de sua esposa, mas não conseguiu disfarçar o orgulho em sua voz. Essa sem dúvida era uma guerra que entraria para a história, e ele era o vencedor.

Notas finais
Queen Cat é muito rainha mesmo, montou um plano que acabou com a guerra sem derramar uma gota de sangue de seus soldados. Tanto orgulho da nossa menina ❤ Otávio seu momento está chegando, não que sejamos vingativas, meninas doces e do lar como nós, nunca. Apenas coisas necessárias em uma guera! HAHAHA Mais um capítulo e a FIC acaba (vou chorar, desculpe mais eu vou chorar! rsrsr) mas ainda teremos 3 bônus, alguém me pediu a um tempo atrás Delano e Lucíola, aviso logo, terá bônus deles, bônus da Brice e Virgílio e um salto no tempo, quando os filhos estiverem grandinhos... Vamos terminar a FIC sem sangue, e depois? temos "A coroa" quero todas lá. Beijinhos e até! XOXO Little Candies.