Survivor
24 Capítulo 24
"Estou invadindo e tomando forma e então desço do ônibus da prisão. É isso, o apocalipse, oh. Estou acordando, sinto isso em meus ossos o bastante para explodir meus sistemas. Bem-vindo à nova era, à nova era. Bem-vindo à nova era, à nova era." Radioactive
Rodolfo não entendeu o desespero dela, cortou as cordas que amarravam suas mãos, e ela rapidamente tirou no pano em sua boca. "Saia daqui Rodolfo, isso é uma armadilha."
Mas era tarde demais.
"Majestade!" Ouviu o grito de Delano do lado de fora da barraca, Catarina tinha um olhar apavorado. "Você precisa fugir, saia pelos fundos. Por favor." Ela suplicou, mas ele apenas balançou a cabeça negando.
"Eu só saio daqui com você, eu prometi ao meu irmão que lhe levaria para o castelo e é isso que farei." Falou firme ajudando-a se manter em pé e enfim saindo da barraca. Seus homens estavam posicionados de forma defensiva protegendo a barrada, mas estavam totalmente cercados. Cerca de cem homens estavam ali e na frente deles estava Aires, conselheiro e braço direito de Otávio.
"Vejo que você veio em uma operação suicida. Nunca sairá daqui levando a rainha." Ele falou calmamente. "Entregue Catarina e mande seus homens abaixarem as armas."
"Você só chegará perto de Catarina se passar sobre meu cadáver" Rodolfo falou colocando-se na frente dela. Aires apenas riu da situação, era claro a vantagem que ele tinha.
"Isso não será um problema. Homens!" Deu o primeiro comando, mas antes que um confronto se iniciasse Catarina gritou.
"Parem! Eu me entrego de boa vontade." Ela falou, seu cunhado a olhou alarmado, e segurou seu braço antes que ela avançasse. "Catarina, não faça isso."
Ela o olhou com lágrimas em seus olhos. "Eu sou uma rainha, meu dever é proteger meu povo. Não deixarei que mais homens morram por minha causa." Falou decidida e depois dirigiu seu olhar para Aires.
"Apenas me prometa que meus homens poderão ir embora em segurança." Ela pediu, olhando para cada soldado que estava ali disposto a darem sua vida por ela, seu olhar caiu em Delano, e ela viu seu rosto angustiado, ele era totalmente contra a atitude dela, lutaria até o fim de sua vida se isso significasse ela sair viva dali. Ela tentou sorrir para ele, tentando dizer que tudo ficaria bem.
"Seu desejo é uma ordem majestade." Aires falou fazendo uma pequena reverência, ela ergueu a cabeça e passou por seus soldados. Indo até onde Aires estava, mas assim que ficou ao seu lado, ele a puxou ficando atrás dela e colocou uma espada em seu pescoço.
"Você nunca deveria acreditar na palavra de seu inimigo rainha. Mais um lição que você terá que aprender, e agora verá de perto seus homens morrerem." Falou perto de seu ouvido. Ela olhou desesperada para frente. "Mande que eles larguem suas armas."
"Nunca!" Ela respondeu friamente, mesmo tendo uma espada em seu pescoço, não faria isso com aqueles guerreiros, daria ao menos a chance de fugirem enquanto lutavam bravamente. Aires forçou a faca em seu pescoço e sentiu sua garganta arder, quando o sangue começou a escorrer lentamente.
"Pare, vamos largar as armas" Rodolfo gritou aflito, não iria ver a garganta de Catarina ser cortada na sua frente, nunca se perdoaria por isso se conseguisse sair vivo dali.
"Não, vocês lutaram e sairão daqui. Isso é uma ordem! Nenhum de vocês irá largar suas espadas, irão lutar por suas vidas!" Catarina gritou. "Vocês são os melhores entre os melhores, não poderia imaginar nenhum um homem melhor do que vocês para estar aqui ao meu resgate, então lutem. Isso é uma ordem!"
"Isso será interessante de se ver." Aires disse sorrindo e assim ordenou o ataque que iria aniquilar os homens de Afonso.
XXX
"Então você é o famoso rei Afonso" o homem falou rindo, Afonso aproveitou que estava extremamente próximo e deu uma cabeçada nele. O homem cambaleou para trás, mas usou a ponta de seu machado e bateu diretamente na testa do rei, fazendo com que o mesmo caísse violentamente no chão.
O guerreiro levantou o machado e desceu com toda sua força em direção ao peito de Afonso, mas ele foi mais rápido e pegou um escudo que estava no chão e colocou em frente ao corpo, tentando se proteger do golpe. Por um breve segundo os homens que estava ali perto prenderam a respiração, já que o machado atravessou o escudo. Mas ao tirar o machado, levando o escudo junto, Afonso pegou uma lança e usando de toda a sua força cravou na barriga do guerreiro. Levantou ainda forçando a lança, virando dentro da barriga dele forçando assim mais o golpe, o homem olhou para sua barriga, sangue escorrendo de sua boca, entretendo conseguiu acertar um forte murro no rei fazendo com que cambaleasse para longe, e quebrou a lança ao meio, mas a outra metade ainda estava atravessada em seu corpo.
Usando a força que ainda lhe restava usou a parte quebrada da lança e deferiu um golpe em Afonso fazendo o mesmo ir ao chão, mas essa foi sua oportunidade. Pegou uma espada de um soldado morto e avançou no homem mais um vez, aproveitou da distância para conseguir o impulso necessário e em um único golpe cravou sua espada na jugular do homem, fazendo com que ele caísse de joelhos, mais sangue saindo de sua boca. Afonso aproximou-se dele e empurrou mais ainda sua espada, fazendo com que o homem não tivesse nenhuma chance de contra-atacar.
"Sim, eu sou o famoso Rei Afonso de Monferrato." Disse antes que o homem caísse morto em seus pés, seus homens que acompanhavam a luta gritaram eufóricos, e ganharam um novo animo para atacar o inimigo.
Otávio já tinha perdido metade de seu exército para as flechas que continuavam cortando o céu, eles estavam perto demais dos muros do castelo.
"Avancem!" Afonso gritou a ordem e seus homens começaram a marchar em linha, usando seus escudos como barreira e suas lanças como arma para derrubar os homens que conseguiam escapar das fechas.
"Guerreiros agora!" Elissan gritou, e os escudos foram retirados, apenas para que as laças fossem atiradas no exército inimigo, e assim eles partiram para a guerra corpo a corpo.
Afonso entrou em modo de batalha, adrenalina por todo seu corpo e mais uma vez seguiu, desviando, atacando e matando qualquer um que atravessasse seu caminho. Ele era implacável, não errando nenhum golpe. Rei Eduardo de Trácia aproximou-se em seu cavalo, guiando outro para que Afonso subisse no mesmo. Apesar de ser um excelente espadachim não poderiam correr o risco de perde-lo na batalha.
Rei Turell de Jardim de cima aproximou-se de Otávio, preocupado com a situação. "Precisamos recuar!" gritou para que o outro rei pudesse ouvir.
"Eu não irei fazer meu exército recuar, não iremos perder essa batalha!" Falou determinado, sua sede por sangue o impedia de ver a realidade a sua volta. "Você não terá mais um exército se continuar aqui, olhe para a sua frente, já perdemos mais da metade de nossos homens, não temos como avançar, precisamos voltar para o Vale de Laios. Temos arqueiros preparados, se eles avançarem ficaram ao nosso alcance"
Otávio estava furioso, mas sabia que se ficasse teria sua derrota no primeiro dia da guerra. Então mandou que seus homens batessem em retirada. E foi o que fizeram, seu homem começaram a correr em direção ao vale onde estariam seguros, muitos ainda foram mortos no processo, mas Afonso passou com seu cavalo mandando seus homens recuarem. Sabia que se avançassem estaria ao alcance dos arqueiros.
"Eles estão fugindo, é a nossa chance!" Rei Robert de ninho da Águia falou, sem entender o motivo de mandar seus homens recuarem quando a vitória estava tão perto. Foi quando ele viu a chuva de flechas vindo em suas direções.
"É por isso que devemos recuar, espalhe a ordem, todos devem recuar para dentro dos muros de Artena!" Afonso falou, levando seu cavalo de volta para o castelo. Rezando para que seu irmão tivesse conseguido trazer sua Catarina de volta.

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