Surviving On The Hell - Gay Romance
11 União à Prova
Notas iniciais
Pablo, movido pela pressa e curiosidade, abriu o mapa e assim como os outros três, ficou confuso ao analisar o mesmo. Havia vários “X” marcados em vermelho, alguns círculos, uma escritura de descendência asiática entre outras coisas.
― Mas que porra é essa? ― Pablo indagou confuso. ― Isso deveria nos ajudar ou deixar a gente ainda mais desnorteados? ― Continuou em seguida olhando para os garotos.
― O que mais me chama a atenção é a escala do mapa. Olha o tamanho dessa ilha. ― Jordan apontou para o canto do mesmo, mostrando ao pessoal.
― Isso chega a ser ainda maior que Washington... ― Eron arregalou os olhos.
Os quatro novamente ficaram em silencio e continuaram a olhar o mapa com atenção até que num movimento súbito, o loiro arremessa o item no chão suspirando frustrado.
― Por que você fez isso? ― Brandon indaga confuso recolhendo o mapa e segurando o mesmo aberto para tentar entender do que se tratava.
― Eu fiquei mais confuso do que já estava antes de abrir essa merda. Eu ainda não sei onde estamos e pra piorar a minha mão está fedendo por causa disso aí. ― Pablo resmungou.
― Alguém sabe o que isso aqui significa? ― Eron perguntou curioso olhando para a escrita oriental no topo do mapa.
― Ele deve saber. ― O loiro disse apontando para o Jordan.
― E por que eu? ― O oriental indagou confuso.
― Porque é escrita japonesa, idiota. ― Pablo revirou os olhos como se a resposta fosse a coisa mais óbvia do mundo.
― Eu não acredito que eu vou ser obrigado a repetir isso, mas eu sou coreano seu filho de um jumento. ― Jordan ralhou sem paciência. ― E depois, eu mal sei o inglês, imagina outra língua. ― Explicou em seguida.
― Eu queria mesmo saber o que significa esses “X” em vermelho no mapa e esses três círculos. ― Brandon mudou o assunto para evitar uma possível discussão entre o loiro e o oriental.
― Eu estou mais chocado com a quantidade de montanhas, disso aqui. ― Jordan falou surpreso. ― Além desse rio que já parecia enorme do topo da arvore, mas pelo visto o que a gente viu não corresponde nem a um terço de seu tamanho real.
― Outra coisa que me chamou a atenção é que há três “praias” no mapa. ― Pablo ressaltou.
― E essas trilhas... Onde será que elas dão? ― O branquelo perguntou curioso.
― Não faço ideia. ― Jordan suspirou.
― Bem útil esse seu comentário. ― Pablo revirou os olhos.
― E você sabe? Por algum acaso tem algum comentário melhor? ― Jordan pediu sem paciência.
― Como meu pai dizia, melhor ficar quieto do que abrir a boca para falar merda. ― Pablo devolveu.
― E por que você nunca seguiu os conselhos dele? Afinal merda é a única coisa que sai de sua boca quando você abre ela. ― O oriental sorriu provocativo.
― Escuta aqui seu filho de uma... ― O loiro ia xingar, porem foi interrompido pelo moreno.
― Olhem isso aqui. ― Eron apontou no mapa chamando a atenção dos garotos. ― Esse é o local que a gente está.
― O que te faz pensar nisso? ― Pablo perguntou bufando por ser interrompido.
― Por mostrar a areia da praia, por conta da pedra enorme que tampou o nosso caminho ontem, por causa desse lago que eu e o Jordan vimos no topo daquela arvore e por conta desse local circulado, que ao que tudo indica, é aquele buraco que a gente entrou. ― O moreno explicou. – E bem nesse ponto é onde vimos os aviões.
― Ele tem razão. ― O branquelo concorda. ― Mas isso quer dizer que esses outros dois círculos também são buracos? ― Indaga em seguida.
― Aparentemente são bases e não buracos. ― Pablo comenta por cima.
― E por que é que tem bases subterrâneas nesse fim de mundo? ― Jordan pergunta confuso.
― Pera aí que eu vou pedir informação para algum morador daqui. Ah! É mesmo, não tem ninguém nessa merda de lugar pra gente perguntar alguma coisa. ― Pablo sorriu sarcástico.
― Eu fico me perguntando... ― Eron chamou a atenção dos garotos novamente, antes que Jordan aceitasse a provocação. ― O que parece isso aqui para vocês? ― Apontou num ponto específico no mapa.
― Isso é... ― Brandon arregalou os olhos.
― Um monte de casinhas? ― Pablo completou surpreso.
― Acho que é um vilarejo. ― Jordan falou coçando a nuca. ― Eu fico indignado em saber que isso aqui já foi habitado.
― Não deve ser tão chocante assim, afinal alguém teria que ter plantado todas aquelas arvores com frutos, construído as bases subterrâneas, entre outras coisas. ― Brandon deu de ombros.
― Ou pode ter outra explicação... ― Eron iniciou pensativo.
― Qual? Os deuses vieram aqui pessoalmente construir para algum infeliz que caísse de avião? ― Pablo deu um sorriso torto, forçando o máximo de sua ironia.
― Pensem comigo. ― Eron ignorou a alfinetada do loiro. ― Quem em sã consciência habitaria esse lugar? Não há como. Não há nada próximo por aqui e mesmo que seja um “belo lugar” para uma possível férias ou coisa do gênero, eu acho que esse não seja o caso, afinal se essa fosse uma das finalidades da ilha, no mínimo ela seria conhecida e o resgate não demoraria tanto para nos encontrar. ― O moreno explicou. ― Até porque, como vimos lá na floresta, o nosso avião não foi o único a cair nesse lugar.
― Eles tecnicamente não estão demorando, afinal estamos aqui desde ontem. Essas coisas não são de uma hora para outra. ― Pablo deu de ombros.
Depois das palavras do loiro, os garotos ficaram pensativos à respeito do resgate. Ninguém queria admitir, mas era real o medo presente em todos sobre o mesmo demorar ainda mais para vir ou até mesmo nem chegar.
O silencio chegou a ficar incomodo, porém o mesmo foi quebrado com Jordan levantando de supetão e apontando para o horizonte.
― Vocês estão vendo aquilo? ― O oriental disse com mais empolgação do que o necessário.
― Defina aquilo? ― Eron disse também se levantando e forçando sua visão na direção em que o menor apontava.
― Que legal parça. Um monte de nada. ― O loiro deu de ombros.
― Vocês não estão vendo as malas boiando lá na frente? ― Jordan disse indignado.
― Sério? ― Brandon também se levantou surpreso.
― Agora eu estou vendo. ― O moreno concordou.
― Vocês acham que pode ter alguma coisa de útil nelas? ― Jordan pediu curioso olhando para os três.
― É uma possibilidade.
― Então vamos buscar. ― Pablo chamou retirando suas calças e ficando apenas de cueca.
― É o quê? ― Eron disse estupefato.
― Vai dar merda isso aí. ― Brandon interveio. ― Está escuro, as ondas estão fortes e está muito frio. Vocês podem se afogar e mesmo que voltem seguros, as chances de uma hipotermia são muito altas. É melhor ir amanhã quando o sol estiver forte e as ondas mais fracas.― O branquelo explicou negativo.
― Não temos opção. Se queremos as malas com seja o que que tiver dentro, precisamos ir agora. A maré pode levar elas pra longe e não podemos nos dar ao luxo. ― Jordan falou pensativo.
― O tampinha tem razão. Para de fogo no cu e vamos logo. ― Pablo pediu sem paciência.
― Tampinha é a sua rola, idiota. ― O oriental falou sem humor.
― Eu não posso ir. Eu não sei nadar. ― Eron disse sem graça.
― Eu mereço. ― O loiro revirou os olhos. ― E quanto a você? ― Indagou ao branquelo.
― Obvio que eu não vou. A chance de dar merda é de cento e um por cento. Se eu for com vocês eu também ficarei doente e como sou eu quem tem conhecimento na área médica, a melhor chance de vocês sobreviverem é eu ficando, afinal se eu estiver doente não poderei cuidar de vocês. ― Brandon deu de ombros.
― Vocês são dois bundões. Vamos logo japa. ― Pablo chamou se apressando em entrar na água.
― Se ele me chamar de japa mais uma vez, eu vou afogar ele. ― Jordan avisou irritado.
O oriental começou a se despir ficando completamente nu novamente. Brandon olhava com um porco de vergonha para o menor, tentando focar seu olhar apenas no rosto do garoto e não em suas partes baixas, o que estava sendo difícil, embora não fosse algo proposital.
Já Eron não estava tão desconfortável com a situação. Na verdade o moreno nem ligava. Ele estava mais preocupado com o fato de Pablo e Jordan quererem atravessar a agua fria e violenta durante a noite do que a nudez do amigo à sua frente.
Jordan estava preparando para entrar na agua quando Pablo lhe gritou sem paciência.
― Vem logo Japa. Está dando por algum acaso? ― O loiro chamou impaciente.
― Está com pressa desgraça? Enfia o dedo no cu para passar o tempo caralho. Já estou indo porra. ― O menor ralhou entrando na agua e sentindo todo o corpo arrepiar por conta da temperatura.
― Isso vai dar certo mesmo? ― Eron pediu preocupado.
― Se eles não afogarem um ao outro, talvez eles tenham uma chance. Mas vão ter que trabalhar em grupo para isso funcionar. ― Brandon tentou pensar positivo.
― Então eles vão morrer. ― Eron revirou os olhos fazendo o branquelo rir de seu comentário.
― Eu vou cavar os buracos. ― Brandon disse se afastando e indo em direção à barraca.
Eron ficou olhando para os dois que cada vez se distanciavam mais da orla da praia. Jordan e Pablo nadavam com agilidade em direção às malas, mas as ondas fortes dificultavam cada vez mais o trabalho, pois além de atrapalhar o nado dos garotos, as malas eram empurradas cada vez mais pra trás. Haviam cinco malas boiando mais à frente e depois de alguns minutos, os dois finalmente chegaram nelas.
― Eu pego três e você pega duas. Como eu nado melhor e sou mais rápido, será nossa melhor aposta para isso dar certo. ― Pablo disse com os lábios roxos e tremendo de frio.
― Tudo bem. ― O oriental concordou na mesma situação.
Ambos estavam prestes a pegar a mala, quando uma onda forte os pegou desprevenidos, fazendo com que os mesmos afundassem, mas logo subissem à superfície novamente.
― É melhor as coisas dessas malas serem muito uteis, caso contrário eu vou ficar muito puto. ― O loiro resmungou recuperando o fôlego.
― Seja menos loira. Vamos logo porque parece que as ondas estão ficando mais fortes e eu estou tremendo de frio. ― Jordan falou começando a nadar, porém com uma dificuldade maior agora que carregava as malas.
― Espera. Acha que tu consegue segurar as cinco malas? Eu tive uma ideia. ― O loiro chamou fazendo o menor parar.
― Qual? ― Jordan pediu confuso.
― Eu te levo nas minhas costas e você segura as malas. Eu tenho força o suficiente para nadar carregando você e assim as malas não atrapalharam as minhas mãos. O que acha? ― Pablo sugeriu fazendo o oriental ficar surpreso com sua ideia.
― Tudo bem, pode ser. ― O mais velho deu de ombros.
Jordan se aproximou do loiro e pegou as malas de suas mãos pela alça, somando com as suas que já segurava anteriormente. Em seguida ele se pendurou no pescoço do maior e prendeu suas pernas no tronco do mesmo que começou a nadar, mas parou bruscamente ao sentir algo estranho, “grande” e quente em suas costas.
― Mas que porra é essa? Você está pelado? ― Pablo vociferou indignado, empurrando Jordan sem prévio aviso que engoliu um pouco de agua no susto.
― Eu não ia molhar a minha única cueca nessa agua fria. ― Jordan deu de ombros.
― Poderia ter avisado antes de encostar o seu piru na minhas costas. ― O loiro falou enraivecido. ― Quer saber? A culpa é minha por ter sugerido carregar você. Só fica longe de mim e vamos logo. Prefiro demorar o dobro do tempo para chegar do que passar por isso. ― Continuou em seguida.
― Se você diz... Vamos logo. ― Jordan revirou os olhos. ― Sua masculinidade é mais sensível que os sentimentos do Eron, pelo amor dos deuses. ― Completou no final.
― Então agora eu sou obrigado a ficar com a sua rola nas minhas costas apenas para provar minha masculinidade? ― Pablo indagou indignado.
― Quer saber? Deixa pra lá. Vamos embora logo que eu ARGH... ― Jordan não conseguiu terminar, pois uma dor aguda atingiu seu tornozelo, sendo seguido de uma sensação de queimadura forte.
Por conta da dor em sua perna e por mal conseguir mexer ela, Jordan não conseguiu se manter na superfície por muito tempo e acabou afundando, fazendo Pablo arregalar os olhos e puxar o menor bruscamente pra cima.
― O que aconteceu? Tu é retardado? ― O loiro perguntou confuso pela situação.
― A minha perna. Está doendo muito. ― O oriental choramingou. ― Está queimando.
― Tu foi mordido por alguma coisa? Será que ainda está aqui? ― Pablo olhou ao redor procurando por algo que remetesse ao perigo.
― Eu não sei. Foi do nada. Eu não consigo mexer a minha perna. Não tem como eu boiar para poder nadar. ― Jordan disse em desespero.
― Puta que me pariu. Eu não acredito nisso. ― Pablo disse indignado. ― Pelo amor dos deuses. Acho que eu já tive castigos suficientes para um único dia não é? ― O loiro olhou para os céus ao resmungar.
― Do que você está falando? ― Jordan choramingou sem entender.
― Se apoia no meu pescoço, mas não encosta esse seu pinto em mim, senão eu deixo você aqui para morrer afogado. ― O loiro advertiu seriamente.
Jordan fez o que Pablo pediu, enquanto o maior, com um pouco de dificuldade, retirava sua cueca. O mesmo em seguida entregou o item nas mãos do oriental e ficou encarando-o enquanto esperava sua atitude.
― E o que eu vou fazer com isso? ― Jordan pediu confuso.
― Enfiar no cu, desgraça. Veste logo essa porra antes que eu mude de ideia. ― Pablo ralhou sem paciência.
― E por que eu tenho que vestir sua cueca? ― Jordan olhou incrédulo para o mais novo.
― Porque se eu vou ter que te carregar até a praia, pelo menos a sua rola não vai ficar esfregando nas minhas costas. ― O loiro respondeu óbvio.
― Se você diz. ― Jordan deu de ombros.
O oriental tentou a todo custo vestir a peça intima, mas sem sucesso por conta da dor em sua perna toda vez que ele a mexia. Algumas lagrimas escapavam de seus olhos por conta da dor e ardência no local ferido e a demora deixava Pablo cada vez mais impaciente.
― Vai demorar? ― Pablo ralhou.
― Eu não consigo mexer a minha perna. Está doendo muito. Ainda mais que eu só posso usar uma mão já que a outra eu estou segurando em você para não afundar. ― Jordan reclamou manhoso.
― Pelo amor de Caine, eu não acredito que eu vou ter que fazer isso. ― O loiro falou de maneira infantil.
― De quem? ― Jordan perguntou confuso.
― Cala a boca e não se mexa. Eu te juro se esse seu troço aí encostar em mim, em vez de eu te deixar aqui para se afogar, eu vou te afogar pessoalmente. ― Pablo disse irritado.
Jordan, para não abusar da sorte, ficou em silencio enquanto Pablo o vestia com cautela para não encostar em nenhuma parte do mesmo. Embora a situação fosse “tensa”, o oriental achava graça, afinal ver Pablo lhe vestir a cueca era no mínimo cômica.
― Ai caralho. ― Jordan reclamou quando o loiro puxou sua perna para vestir a cueca.
― Cala a boca. Já não basta eu passar por isso, eu não tenho que ficar escutando suas reclamações. ― O loiro respondeu sem paciência.
Eron olhava a cena de longe sem conseguir entender muita coisa, afinal ele mal enxergava. Tudo o que ele conseguia ver era a silhueta dos garotos. Não conseguia entender ao certo o motivo de eles estarem tanto tempo parados no mesmo lugar, ainda mais que as ondas estavam cada vez mais fortes e a noite cada vez mais fria.
― Alguma novidade? ― Brandon o pegou de surpresa, chegando ao seu lado de repente.
― Nenhuma. Eles estão parados lá há um tempão e nem se mexem. ― O moreno respondeu preocupado.
― Se eles estão vivos, já é um progresso. ― O branquelo deu de ombros.
― Mas está frio. Se eu que estou seco e perto da fogueira estou com frio, imagina eles? ― Eron ressaltou.
― A gente não pode fazer nada. Só esperar. ― Brandon suspirou derrotado, admitindo a si mesmo que compartilhava da mesma preocupação que o moreno.
― Eu estou ficando louco ou o Jordan está subindo nas costas do Pablo? ― Eron arregalou os olhos confuso com a cena.
― Não... Pablo nunca deixaria uma coisa dessas. Eles se odeiam. Deve ser sua imaginação. ― Brandon forçou o olhar em direção aos garotos, mas não tinha tanta certeza, afinal eles estavam muito longe.
O loiro finalmente havia vestido sua cueca em Jordan, pegando o mesmo e o colocando em suas costas. Apenas três malas estavam na posse dos garotos, já que duas se perderam durante toda a confusão. Pablo ajeitou o oriental para que ele não encostasse suas pernas em seu membro, afinal agora quem estava completamente nu era ele.
Com Jordan pendurado em suas costas e segurando as malas, Pablo começou a nadar o mais rápido que pode em direção à orla da praia, para finalmente sair daquela situação, que em sua cabeça era ridícula e desnecessária. Quase cinco minutos foram gastos, entre algumas engolidas de agua e fortes ondas se quebrando sobre os dois, e quando Pablo finalmente chegou numa parte onde seus pés já podiam tocar a areia, ele chamou Eron e Brandon.
― Será que vocês podem vir ajudar? Essa desgraça não consegue andar. ― O loiro falou pegando Eron e Brandon de surpresa.
Além de Pablo realmente estar carregando o menor em suas costas, o loiro estava completamente nu e principalmente estava ajudando a pessoa que ele mais odiava. O moreno e o branquelo se surpreenderam ainda mais por um não ter afogado o outro e sim ambos se ajudarem.
― Se chover hoje por culpa de vocês, eu vou ficar muito puto. ― Brandon provocou correndo em direção aos garotos, porém não conseguindo deixar de reparar no tamanho do membro do loiro.
― Vai se foder. ― Pablo disse irritado pegando as malas das mãos do menor e indo em direção à tenda.
― O que aconteceu? ― Brandon mudou seu foco para Jordan, ajudando o oriental chegar próximo à fogueira.
― Minha perna. Ela começou a doer do nada e agora não para de queimar. ― Jordan reclamou sendo ajudado pelo branquelo.
Eron ainda estava estático olhando para o corpo do loiro completamente nu. Ele realmente tinha um corpo bonito e bem definido, além de um membro avantajado, embora o seu fosse maior e ligeiramente mais grosso. O moreno estava tão perdido em sua visão que nem viu o loiro se aproximar dele com a cara fechada.
― Quer tirar uma foto? ― Pablo revirou os olhos. ― Aposto que vai durar mais tempo.
― Desculpa. ― Eron pediu sem graça. ― Você está tremendo de frio e seus lábios estão roxos. ― O menor disse desesperado correndo até a tenda e pegando um cobertor para Pablo assim como a toalha para que o mesmo se enrolasse. ― Fique próximo da fogueira e se cubra.
― Que seja. ― Pablo deu de ombros fazendo o que o magrelo orientou.
O loiro usou a toalha para se secar e em seguida pegou sua roupa de onde tinha deixado para vestir a mesma, mesmo sem cueca, para depois se enrolar no cobertor e se sentar próximo à fogueira para tentar aquecer o seu corpo.
― O que aconteceu com ele? ― Eron disse se aproximando de Brandon e Jordan que gemia de dor.
― Ao que tudo indica, a responsável por isso é uma agua viva. ― Brandon suspirou frustrado. ― Eu não tenho nada na maleta que pode ajudar.
― Ele não pode ficar assim. ― O moreno disse preocupado. ― Trás ele mais pra perto da fogueira.
Brandon, mesmo que intrigado, fez o que Eron lhe pediu, se assustando com a próxima ação do garoto. O moreno começou a se despir, ficando apenas de cueca e sentando o mais próximo da fogueira enquanto era observado por Brandon e Jordan que ficaram confusos com a situação, além de Pablo que olhava incrédulo para a cena.
― Coloca ele sentado no meu colo. ― Eron pediu.
― É o quê? ― Pablo arregalou os olhos, indignado. ― Mas que porra é essa?
― Rápido. Ele está tendo uma hipotermia, além do problema na perna. Vou usar o calor do meu corpo para esquentar o dele. Enquanto isso você vê o que pode ser feito em relação a perna dele. ― Eron falou sério.
― Tudo bem. ― Brandon concordou afoito, colocando Jordan com cuidado sobre o colo de Eron e o secando com a toalha recém usada por Pablo em seguida.
O oriental tremia de frio, enquanto choramingava por conta da sua perna que doía e queimava por causa do veneno da agua viva. Eron abraçou Jordan com força para tentar transmitir o calor de seu corpo para o do mais velho, enquanto Brandon tentava manter a calma para tentar resolver a situação da perna de Jordan. E também tinha Pablo que olhava os dois sem acreditar no que via.
― Por que você não teve essa preocupação toda comigo? ― O loiro perguntou ofendido, mas se arrependendo em seguida e reformulando sua frase para algo mais agressivo. ― Precisava dessa viadagem toda? ― Falou em sequencia sentindo seu rosto queimar de vergonha.
― Qual é? Isso tudo é vontade de sentar no colo dele e ser abraçado? ― Jordan provocou.
― Vai se foder. ― Pablo lhe mostrou o dedo médio.
― Mesmo quase morrendo de hipotermia e morrendo de dor na perna, você ainda arranja disposição para tretar? ― Brandon olhou repreensivo para o oriental que deu de ombros.
― Falando nisso, por que você estava pelado? ― Eron pergunta ao loiro.
― Eu tive que dar a minha cueca para esse desgraçado para poder carregar ele, afinal eu não era obrigado a sentir o pau dele nas minhas costas. ― O loiro revirou os olhos.
― Me surpreende você ter ajudado ele. ― Brandon falou mais para si mesmo do que para os outros escutarem.
― É muito bom que nessa mala tenha coisas muito úteis para compensar tudo o que eu passei, caso contrário eu vou ficar muito puto. ― Pablo resmungou.
― Vamos deixar isso pra depois. O importante agora é o Jordan. ― Eron pediu, fazendo o Loiro lhe olhar indignado.
― Até tu magrelo? ― Pablo soou ofendido. ― Eu também estou morrendo de frio e vocês não estão nem aí pra mim.
― Serio isso? ― Eron segurou para não rir .
― Parece uma criança fazendo birra. ― Brandon revirou os olhos.
― Hello! Minha perna vai entrar em necrose aqui. ― Jordan dramatizou.
― Se controla você também. ― Brandon repreendeu. ― Eu disse que isso ia dar merda, mas ninguém me ouviu. Agora o que eu vou fazer com veneno de agua viva... ― Brandon não terminou sua frase, pois arregalou seus olhos e sorriu com a ideia que acabara de ter.
― O que foi? ― Jordan perguntou confuso.
― Acido Úrico! ― O branquelo falou num tom óbvio.
― O que demônios é isso? ― Pablo indaga sem entender.
― Tecnicamente é urina. ― Eron respondeu tranquilamente.
― É o quê? ― Jordan gritou exasperado. ― Você inalou o cheiro daquele buraco por muito tempo. Não é possível que você pretenda mijar na minha perna para sarar a ferida. ― Jordan falou indignado.
― Isso vai ser engraçado. ― Pablo começou a gargalhar, enquanto os três lhe encaravam sem entender. ― O que foi? Já estava na hora de alguém além de mim começar a se ferrar. Só eu estou tomando no cu ultimamente. ― O loiro deu de ombros.
― Isso é sério? ― Jordan pediu manhoso ao branquelo que concordou suspirando.
― Como a gente não tem remédio, essa é a única alternativa. ― Brandon deu de ombros.
― Se quiser eu posso mijar. ― Pablo falou com um sorriso maligno.
― NÃO!!!! ― O oriental gritou. ― Prefiro que o Brandon faça isso. ― Falou em seguida.
― E-eu? ― O branquelo gaguejou sem graça. ― Por que eu? ― Indagou em seguida.
― Por que eu não confio nele, mas confio em você. ― Jordan respondeu óbvio.
― Não vai rolar. ― Brandon responde desviando o olhar envergonhado.
― Por que não? ― Jordan disse confuso.
O branquelo ficou um tempo em silencio, pensando numa desculpa melhor além da “eu estou morrendo de vergonha e não quero mostrar o meu pinto para vocês” até que finalmente teve uma ideia para responder.
― Eu acabei de mijar. Eu não estou com um pingo de vontade agora. ― Disse confiante pela desculpa.
― Se quiser eu posso fazer esse “sacrifício”. ― Pablo provocou com sarcasmo.
― Sai de perto de mim. ― Jordan apontou para o loiro. ― E que tal você Eron? ― Jordan pediu ao moreno.
― Por que você mesmo não mija na perna. Não seria menos desconfortável? ― O moreno perguntou confuso.
― Faz sentido. ― Brandon ressaltou.
― Eu não estou com vontade também. Eu mijei quando estava na agua. ― O oriental respondeu frustrado.
― Para o seu bem, eu espero que não tenha sido enquanto estava nas minhas costas. ― Pablo ameaçou irritado.
― Tudo bem. ― Eron se deu por vencido. ― Você ainda está tremendo de frio. ― Suspirou frustrado. ― Esquenta ele aqui Brandon. ― O moreno pediu olhando para o branquelo que arregalou os olhos.
― Por que tem que ser eu? ― Brandon disse indignado.
― Algum problema? ― Eron perguntou confuso. ― Não pode ser o Pablo, afinal além do motivo mais óbvio que é os dois se odiarem, ele também está gelado por causa da agua e do frio.
― Tudo bem. ― O branquelo se deu por vencido.
Brandon começou a retirar sua roupa ficando apenas de cueca, assim como Eron e Pablo estava. Ele ajudou o oriental ficar em pé para que Eron pudesse se levantar e em seguida tomou o lugar do moreno, pegando Jordan em seu colo e o abraçando para esquenta-lo.
Em seguida, Eron estica a perna do menor com cuidado para não machuca-lo e suspira derrotado, aceitando o que tinha que fazer. Com um pouco de vergonha, ele retira seu pênis para fora da cueca fazendo tanto Brandon e Jordan quanto Pablo arregalarem os olhos com a visão.
― Puta... ― Jordan iniciou.
― Que me... ― O branquelo continuou em seguida.
― Pariu... ― Pablo finalizou.
Eron, sentiu as maçãs de seu rosto ficarem rubras, além do sentimento de vergonha percorrer cada célula de seu corpo. A primeira coisa que ele fez, depois de ouvir o comentário feito pelos três, foi guardar seu membro na cueca novamente, para em seguida desviar o olhar.
― Isso não é um engenheiro, é um ator pornô. ― Brandon disse indignado.
― Essa porra é maior que o meu. ― Pablo disse em seguida compartilhando a indignação do médico.
― Seu pai é um jumento? Isso aí chega a ser um exagero. ― Jordan sorriu maliciosamente para o moreno que revirou os olhos.
― Vocês querem parar? ― Eron pediu envergonhado.
― Foi mal. ― Eles disseram uníssonos.
― Desculpa Eron. ― Jordan disse rindo do nervosismo do mais novo.
― Mija logo por que é o que o povo está esperando. ― Pablo falou sem paciência.
― Que povo? ― Brandon indagou confuso. ― Não é como se pessoas estivessem assistindo o que a gente está fazendo. ― Explicou deixando o loiro entediado.
― Esquece. ― O loiro revirou os olhos.
― Tudo bem, mas sem comentários desnecessários. ― Eron pediu sem graça.
― Ta bom. Só toma cuidado para não encostar seu pinto na minha perna. ― Jordan provocou desatando a rir.
Eron bufou irritado, se afastando do oriental que não conseguia parar de rir de sua piada. O moreno se aproximou do loiro e apontou para Jordan que parou de rir no exato momento que entendeu do que se tratava.
― Ele é todo seu. ― Eron disse ao loiro que sorriu de forma maligna.
― Deixa comigo. ― O loiro respondeu empolgado.
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