Notas iniciais
Heey meus amores, eu voltei haha. Primeiramente quero agradecer os leitores ShalaNala, Matheus Aparecido, Nialler Hayne, Zephtx, Lady L & HazzaStazza. Pelos comentários no último capítulo. E como finalmente chegamos ao nosso décimo capítulo quero agradecer as nossas quatro recomendações feitas por SamucaDinho, Matheus Aparecido, HazzaStazza e Alanna. Obrigado por esse carinho.

Pablo, Eron, Jordan e Brandon estavam encarando a entrada subterrânea com receio. Um olá foi soltado por Brandon no topo da entrada, porém nada além do eco de sua fala foi ouvido em retorno. Eron com curiosidade pega uma pequena pedra e solta no mesmo, que depois de alguns segundos bateu em algo que provavelmente seria o chão no final da base fazendo o barulho recorrente da ação.

― É fundo. ― O moreno falou surpreso. ― Vocês vão querer descer? ― Indagou curioso olhando para os outros três.

― Eu não entro nessa porra nem fodendo. ― Jordan disse exasperado. ― Já tive emoções demais por um dia. ― Concluiu em seguida.

― Depois sou eu é quem sou frouxo. ― Pablo revirou os olhos, porém temeroso ao olhar para o buraco e não conseguir enxergar nada no mesmo.

― A gente realmente precisa? Não era apenas pra gente pegar as frutas e voltar para a nossa tenda? ― Eron perguntou confuso.

― Vai me dizer que ninguém está curioso com o que tem lá em baixo. Qual é? Isso pode nos dar uma pista de onde estamos e sobre os aviões. Isso não se criou do nada. Alguém teve que projetar e construir esse troço embaixo da terra. ― Brandon explicou.

― Fique à vontade para descer então. ― Pablo deu de ombros.

― Obrigado Líder. ― O branquelo disse com ironia.

― O que foi? Eu já estou todo cagado e ultimamente uma força maligna e sobrenatural vem conspirando contra a minha pessoa fazendo com que eu tome no cu toda hora. Não quero dar mais oportunidades para a minha situação piorar. ― O loiro falou cruzando os braços emburrado.

― Essa é nova. ― Eron sorriu com o comentário do maior. ― Se vocês fazem questão... Eu vou. ― O moreno se voluntariou, deixando ambos surpresos.

― Você tem certeza? ― Jordan perguntou preocupado.

― Na verdade não, mas ficar aqui admirando o buraco não vai nos ajudar. Vamos logo ver o que tem nesse lugar e vamos fazer o que a gente realmente veio aqui pra fazer para poder voltar logo para a orla da praia. ― Eron respondeu dando de ombros.

O moreno se segurou na borda da tampa e apoiou o seu pé na escada, descendo a mesma degrau por degrau com cuidado já que não conseguia enxergar o que estava abaixo. Depois de descer o que em sua mente eram aproximados seis metros, o moreno finalmente encontra o piso do local, embora ainda não tivesse nenhuma visão do ambiente. O buraco era relativamente úmido, com um odor incômodo e desagradável, e quando a visão de Eron foi se acostumando com a escuridão, silhuetas foram se formando e aos poucos revelando o local.

― Você ainda está vivo, magrelo? ― Pablo gritou do topo da escada, demonstrando muito mais curiosidade do que preocupação.

O oriental olhou indignado para o loiro, lhe desferindo um leve tapa em sua nuca, enquanto Brandon olhava repreensivo e Pablo lhe olhou com mais indignação ainda por ter apanhado.

― É logico que ele está vivo retardado. Você tem demência? ― Jordan falou repreensivo.

― Perguntar não ofende. ― Pablo deu de ombros.

― A maior ofensa aqui é o seu nascimento para a humanidade. Puta que me pariu. ― O oriental falou irritado.

― Olha. Eu prefiro descer e enfrentar o que quer que esteja lá embaixo do que ficar aqui escutando a troca de farpas de vocês dois. ― Brandon revirou os olhos e começou a descer a escada. ― Estou descendo Eron. ― Falou em seguida.

― Tudo bem. ― O moreno assentiu. ― Está tudo tranquilo por aqui.

― Eu vou junto. ― Jordan falou seguindo o branquelo.

― Eu é quem não vou ficar aqui em cima sozinho. Vai que aquele macaco maldito aparece de novo. ― Pablo falou exasperado.

Não demorou para que os três se juntassem à Eron que ainda estava se acostumando com o breu e tentando identificar o que via. Os garotos estavam se sentindo perdidos e um não desgrudou do outro, literalmente.

Jordan sentiu uma mão segurando na sua, porém não a recusou, apertando a mesma firmemente, pensando ser a de Brandon.

― Mas que cheiro é esse? ― Pablo disse com nojo. ― Espremeram um gambá aqui dentro?

― Eu não sei? Você se sente espremido? ― Jordan provocou.

― Se vocês não pararem de brigar, eu vou amarrar vocês dois abraçados com cipó até que fiquem melhores amigos. ― Brandon ralhou sem paciência escutando um nunca dramático dos dois como resposta.

— Que nojo! – Reclama Pablo

― Eron? ― O oriental chamou temeroso já que desde a descida dos três, o moreno não pronunciou qualquer palavra.

― Eu estou aqui. ― O moreno respondeu um pouco mais adiante.

― O que está fazendo? ― Brandon perguntou tentando se situar já que não enxergava um palmo à sua frente.

— Tudo o que tem aqui é um cheiro horrível e um pouco de escuro. Quer saber? Já deu pra mim eu vou embora. ― Pablo reclamou.

Eron ainda em silêncio continua caminhando para o canto. O mesmo enxergou no canto da parede um interruptor fluorescente e apertou o item fazendo com que uma fraca e falha luz iluminasse o ambiente, revelando a todos o que o lugar continha.

A primeira coisa que Jordan fez, antes de olhar ao seu redor, for ligar a mão que estava segurando a sua até o corpo de seu dono, arregalando os olhos ao ver que ela pertencia à Pablo.

― Mas que porra é essa. ― Eles falaram praticamente juntos ao se darem conta da situação.

― O que foi? ― Brandon perguntou confuso.

― Esse débil mental estava agarrado na minha mão. ― O loiro disse dramático, limpando a mesma em sua calça.

― Você foi quem segurou na minha primeiro. Eu só fui solidário pensando que o bebê precisava de conforto. ― Jordan disse nervoso se desvencilhando da culpa.

― Mudando de assunto, para que eu não me estresse, que droga de cheiro é esse? ― Brandon indagou olhando a sua volta.

― Parece que alguém morreu aqui. Tá quase igual ao japa antes do banho. ― Pablo disse com cara de nojo.

― No cu. Vai tomar no cu. ― O oriental mostrou o dedo médio.

― Parece que isso aqui está abandonado há anos. ― Eron disse ignorando a discussão dos dois.

― O que te leva a crer nisso? ― Jordan perguntou analisando o ambiente.

― O lugar em si. Fora a quantidade absurda de ratos mortos, fungos, bagunça e itens enferrujados. ― O moreno explicou.

Os três olharam a sua volta com calma analisando tudo o que viam. Era uma espécie de base subterrânea. Tinha uma mesa de madeira toda podre e desgastada num dos cantos do lugar, cheia de bugigangas e pedaços de ferro todos enferrujados sobre a mesma. Havia uma espécie de armário metálico, também enferrujado, próximo à mesa com um baú de tamanho médio lacrado próximo a ambos. Havia várias gaiolas com ossos de animais e pele apodrecida espalhados por todo canto e vários ratos e diversas outras pragas caminhando livremente pelo ambiente.

― Isso aqui está pior que o meu quarto. ― Pablo disse horrorizado.

― Nem quero imaginar como é o seu quarto. ― Eron disse com cara de nojo. ― Embora o meu não seja muito diferente. ― Falou num tom baixo apenas para si.

Um rato surge do meio do nada fazendo com que Pablo pule em cima da escada levando um susto.

— CHEGA! ― Grita o loiro. ― Isso aqui é loucura, eu não vou ficar aqui nesse lugar infernal. Divirtam-se morrendo aqui em baixo.

― Odeio concordar com a Barbie aqui, mas o que a gente está fazendo aqui em baixo mesmo? ― Jordan disse nervoso, quase pulando no colo do branquelo quando o rato enorme passou próximo à sua perna.

― Atualmente, estamos propícios a pegar diversos tipos de doenças e infecções de acordo com o que eu vejo. ― Brandon respondeu sentindo um leve arrepio percorrer por sua espinha. ― Não vejo outra utilidade para esse local.

― Isso aqui é um mapa? ― O loiro indagou surpreso se aproximando da mesa, vendo o pedaço de papel velho e desgastado sobre o local.

― Maravilha. ― Eron disse empolgado se aproximando. ― Aqui deve realmente ter muita coisa útil. ― O moreno falou olhando ao seu redor.

― Não creio que tenha. Vamos logo sair daqui e ir para a orla da praia. A gente já perdeu muito tempo. ― Brandon advertiu sério.

― Eu também acho. Aqui possui umas ferramentas interessantes, parece que essa ilha foi habitada há alguns séculos atrás. Vamos logo pegar as drogas das frutas e partir, eu normalmente gosto de visitar lugares antigos, mas creio que esse lugar aqui não é um bom lugar para explorar. ― Jordan disse com repulsa do lugar.

— Fico imaginando os milhares de microrganismos que vivem aqui. ― Diz Brandon olhando para os animais em decomposição nas gaiolas.

— Esse cheiro está fazendo os meus olhos arderem. ― Eron reclamou. ― Acho melhor irmos embora mesmo.

Os quatro deram uma ultima olhada ao redor antes de rumarem em direção à escada para sair do local, entretanto pararam bruscamente ao escutarem as palavras do moreno.

― Aqui seria um excelente lugar para se abrigar, não acham? Se fizermos uma limpeza, acho que vai ser um local bem legal para passar a noite. ― Eron comentou de maneira aleatória fazendo os três lhe encararem como se este fosse desprovido de suas faculdades mentais.

― Tu fumou orégano vencido enquanto estava em cima daquela árvore? Só pode. ― Brandon falou com o cenho franzido para o garoto que riu do comentário do branquelo.

― Eu não fico aqui nem fodendo. Nem pagando. Nem que os deuses viessem pessoalmente me ordenar. ― Pablo falou exasperado. ― Esse lugar está cheio de ratos, baratas, bichos mortos e apodrecidos e podemos pegar alguma DST apenas por estar aqui dentro respirando esse ar. ― Explicou cruzando os braços em frente ao seu peito.

― Desculpa Eron, mas vou ser obrigado a concordar com o Pablo. Nem ele que é um neandertal babaca daria uma sugestão dessas. ― Jordan disse indignado, recebendo um “vai tomar no cu” do loiro que revirou os olhos para a analogia desnecessária.

— Só gostaria de deixar bem claro que você tem que fazer sexo sem proteção para realmente pegar uma DST. Ou ter contato com o sangue de alguém que tenha, isso não vem pelo ar. ― Brandon ressaltou.

— Calem a boca. ― Responde Pablo subindo a escada mais rápido para sair daquele lugar.

― Vocês não estão compreendendo o contexto. ― Eron deu de ombros. ― Primeiro que foi um comentário retórico já que aqui em baixo as chances do resgate nos encontrar será zero. Querendo ou não vamos ter que continuar na praia pois é a melhor chance que temos.

― Então porque você disse que aqui seria um excelente lugar para nos abrigarmos? ― Brandon indagou confuso.

― Pensem bem. O lugar é coberto, tem luz elétrica, ou quase, é espaçoso e não tem perigo de entrar animais selvagens ou coisa do tipo. Uma limpeza seria o suficiente para tirar essas tralhas enferrujadas e coisas mortas. ― O moreno explicou.

― Mas isso daria muito trabalho. Fora que a menos que tu tenha um desinfetante ou coisa parecida com você, o cheiro não sairia mesmo que tirássemos essas coisas daqui. ― O oriental respondeu fazendo uma careta de nojo.

— Tem algo que me deixou meio pensativo. ― Brandon iniciou coçando a nuca. ― Não é possível que tenha eletricidade aqui se for uma ilha deserta.

— Que coisa. ― Diz Jordan. ― Agora que você falou eu estou meio bolado com isso. Acho que nós deveríamos voltar e tentar ver se tem fios.

― Eu é quem não vou tocar nessas merdas. Eu tenho amor à minha saúde, sabia? ― Pablo ralhou histérico.

― Não vamos ficar aqui. Eu já disse que foi um comentário retórico. ― Eron suspirou cansado.

― Vamos sair logo daqui e fazer o que já era pra gente ter feito. Pegar as frutas e voltar para o “acampamento”. ― Brandon disse olhando ao seu redor.

— Espera! ― Diz Jordan. ― Eu preciso verificar aquilo, se tiver eletricidade aqui, podemos ter a chance de fazer algo, não sei, mas pode ser útil.

— Eu não entro nesse bagulho nem morto. ― Pablo falou cruzando os braços.

Jordan volta correndo para a base e da uma olhada na lâmpada e sente uma decepção em seu corpo ao notar que era uma lâmpada de emergência. Então o Oriental sobe as escadas.

— São apenas luzes de emergência. ― Jordan disse triste.

— Acho que vocês estão viajando demais. ― Pablo deu de ombros.

Eron se aproxima da entrada e então fecha a tampa metálica deixando o local como estava antes do loiro tropeçar no mesmo. Eles voltaram suas atenções para as árvores discutindo a maneira mais eficiente de pegar as frutas, ficando acordado que Eron buscaria as que ficavam sobre o topo das árvores já que tinha mais facilidade para escalar a mesma, enquanto Jordan recolheria as que ele jogava. Já Brandon e Pablo iriam pegar as que estavam em seus alcances nas árvores mais baixas, já que os dois eram os mais altos do grupo.

Estava tudo decidido, quando Eron arregala os olhos junto com Brandon ao ver uma enorme aranha peluda escalando os ombros de Pablo, enquanto Jordan segurava para não rir do que estava prestes a acontecer, prevendo o provável escândalo que o loiro faria.

― O que foi? ― Pablo perguntou confuso com os olhares sobre ele. ― Perderam o cu em mim? ― Disse irritado pela falta de resposta.

― Não se mexa. ― Brandon disse cauteloso.

― Não faça nenhum movimento brusco. ― Eron abaixou seu tom de voz se aproximando lentamente do loiro.

Pablo, confuso, olhou para trás para ver se havia algum animal atrás dele ou coisa do gênero, porém se surpreendeu ao ver o enorme aracnídeo em seu ombro. Seus olhos arregalaram e o mesmo entrou em desespero.

― Pelo amor dos deuses, tirem esse bicho de mim. ― O loiro sussurrou temeroso ao que a aranha continuava a andar pelo local.

― Fique parado. ― Eron disse enquanto se abaixava para pegar uma espécie de vara no chão para voltar a se aproximar de Pablo que estava praticamente petrificado olhando para a aranha.

Eron, com um pouco de força, acertou a vara no ombro do loiro que fez uma careta de dor por conta do golpe. A aranha foi acertada e cheio, porém, para o desespero de Pablo, a mesma, além de ser fêmea, estava “gravida” e ao ser esmagada pela pancada centenas de pequenas aranhas começaram a correr por todo o corpo do loiro que começou a gritar histérico por conta de sua atual situação.

― Pelo amor dos deuses, tirem essas porras de mim. ― Gritou desesperado batendo suas mãos pelo próprio peito e braços para afastar as aranhas.

O moreno que ainda segurava a vara, começou a bater a mesma rápida e repetidas vezes por todo o corpo de Pablo na intenção de matar as aranhas, mas ao mesmo tempo “machucando” o loiro que gemia e reclamava das pancadas. Em determinado momento, Pablo nem ligava mais para as aranhas em seu corpo, a única coisa que ele queria era que o moreno parasse de lhe surrar com a vara.

― Para com isso. ― O loiro pediu falho de seus reflexos tentando se desviar de Eron e sua vara.

Jordan gargalhava com a cena, se divertindo com a desgraça do loiro e a determinação de Eron em retirar as aranhas do corpo do maior. Brandon assistia tudo com um sorriso divertido estampado em seu rosto ao ver que Eron estava sendo muito mais nocivo do que as centenas de aranhas.

Depois de alguns minutos de tortura, Pablo conseguiu segurar as mãos de Eron e lhe tomar a vara jogando a mesma longe, pegando o moreno de surpresa com sua ação, já que o mesmo estava tão entretido com os aracnídeos que nem escutou as reclamações do maior.

― Você está tentando me matar? ― O loiro dramatizou.

― Eu só queria matar as aranhas. Seria complicado se elas te machucassem. ― O moreno respondeu confuso.

― Eu não sei se você percebeu, mas a única pessoa que estava me machucando era você. ― O loiro disse tirando sua camisa, para em seguida remover seus tênis e calça, ficando apenas de cueca.

Pablo chacoalhou suas vestes com força para remover quaisquer vestígios de aranha dos mesmos, enquanto Jordan se aproximou lentamente com um sorriso maligno nos lábios desferindo um forte tapa no topo da cabeça do mais novo.

― Mas que porra... Perdeu o amor em sua vida? ― Pablo ralhou furioso.

― É que tinha uma escalando sua cabeça. ― O oriental deu de ombros.

― Pelo menos elas já não estão mais em você. ― Eron disse tomando folego por conta da situação.

― Eu disse que haviam forças sobrenaturais conspirando contra mim. ― Pablo falou irritado vestindo novamente suas roupas. ― Eu nem sabia que os filhotes dessa bosta ficavam dentro dela.

— Algumas aranhas carregam seus filhotes no seu próprio corpo. ― Jordan deu de ombros.

― Sorte que você não foi picado. Isso seria um problema já que não teríamos nenhum antidoto ou coisa parecida. ― Brandon se pronunciou aliviado.

― Vocês sabem que estava tudo bem e que não tinha perigo algum de qualquer coisa acontecer não é mesmo? ― Jordan comentou cruzando os braços, chamando a atenção dos três que lhe encaravam confusos.

― O que quer dizer? ― Pablo indagou terminando de calçar seu tênis.

― Do que você está falando? ― Eron pediu confuso.

― A aranha. Ela não era venenosa. Ela se alimenta de outros insetos e tudo mais, mas não picava. Não tinha nenhum perigo para ele. ― Respondeu fazendo todos arregalarem os olhos. ― Era só ter tirado ela de cima do ombro e seguir com a vida. ― Disse rindo da expressão que todos fizeram.

― E tu só me avisa agora? ― Pablo ralhou furioso. ― Eu estou cheio de hematomas e levei uma surra de vara, além de ter milhares de aranhas correndo pelo meu corpo sendo que se você tivesse contado nada disso teria acontecido. ― Concluiu com indignação.

― Primeiro que ninguém me perguntou nada e segundo que foi engraçado pra caralho. ― O oriental desatou a rir novamente, fazendo o ódio de Pablo aumentar na medida que o loiro se aproximava do mais velho.

― Engraçado vai ser o jeito que você vai andar a partir de agora depois que eu enfiar a minha rola no seu cu, seu filho da puta. ― Pablo ameaçou se aproximando cada vez mais do oriental que correu e se escondeu atrás do Brandon, não conseguindo parar de rir.

― Pablo, isso não é... ― O branquelo não teve chance de terminar a sentença, já que o loiro havia lhe interrompido.

― Tem razão, eu vou é enfiar o meu punho no cu desse desgraçado. ― O loiro disse sem se intimidar.

Eron suspirou frustrado por conta da briga e interveio se colocando entre o mais novo e Brandon, que ainda tinha Jordan escondido atrás dele. O moreno colocou sua mão no peito de Pablo o segurando no lugar.

― Se controla Pablo. ― Pediu calmamente ao maior que lhe encarou de maneira nada amigável. ― Já passou e você está bem.

― Não graças a ele. ― O loiro disse cruzando os braços emburrado. ― Ou a você já que tu me deu uma surra com aquela vara.

― Primeiro que eu só estava tentando ajudar e depois foi você quem pediu para que eu as tirasse de você. ― O moreno se defendeu.

― Já chega desse assunto. ― Brandon novamente interveio, vendo que o loiro estava prestes a retrucar Eron. ― Vamos logo pegar as frutas e voltar para o acampamento. Eu preciso de um banho e de um pouco de paz. ― Disse começando a caminhar em direção às arvores para colher os itens, deixando Jordan exposto.

Pablo fulminou o oriental com o olhar, mas não se aproximou dele. O loiro seguiu na mesma direção que o branquelo e foi em às arvores para pegar as frutas, deixando Jordan e Eron pra trás. O moreno seguiu na direção oposta dos garotos, rumo à um enorme pé de manga tendo Jordan em seu encalço.

Os garotos passaram aproximadamente meia hora colhendo frutas, com Eron escalando as arvores mais altas para pegar as mesmas, jogando para Jordan que recolhia tudo e guardava na mala enquanto Pablo e Brandon colhiam as que estavam em seu alcance. Não demorou muito para que eles enchessem a mala com as frutas colhidas, sentando-se no sob uma das arvores para comer algo, já que se sentiam famintos.

― A gente vai comer e depois vamos voltar okay? ― Pablo se pronunciou, onde os garotos assentiram.

― Até que foi produtivo. Tem fruta o bastante para pelo menos uns dois dias. ― Brandon comentou olhando para a mala cheia.

― O bom é que não vamos precisar racionar. Caso acabe a gente volta aqui e pega mais. ― Jordan sugeriu.

― Mas se tudo der certo, a gente nem vai precisar já que o resgate pode chegar antes. ― Eron lembrou pegando todos de surpresa.

Todos ficam em silêncio respirando fundo e decidem voltar para a praia. A Tarde começava a aparecer e o sol já estava indo embora. Outro dia estava acabando e nada do resgate aparecer, isso deixou os meninos um pouco apreensivos. Eron foi tirar sua camisa e foi lavar em um canto da praia e Pablo resolveu tirar a sua roupa também e ir lavar ao lado do moreno.

— Parece que vamos passar outra noite aqui. ― Diz Eron baixinho puxando assunto, porém Pablo não fala nada. ― Sabe ignorando tudo esse lugar realmente é um lugar bonito, é um lugar que eu gostaria de estar, se não estivesse tão... Preso. ― Pablo solta o ar e resolve sentar na água e observar o pôr-do-sol.

— Você sempre foi tão assim? ― Pablo perguntou olhando para a praia.

— Assim como? ― O moreno perguntou confuso.

— Tão idiota. Você sempre tenta puxar assunto comigo, tenta me ajudar e você sabe que eu não faria o mesmo por você. Sem contar que você já falou que esse lugar é bonito tipo umas mil vezes. ― Pablo responde sem paciência.

— Eu nunca pedi que você fizesse algo de volta para mim. A gente está em uma situação onde não temos muitas escolhas além de suportar um ao outro e ajudar um ao outro e eu gosto de vocês todos. Você sabe ser legal quando quer, pena que isso quase nunca acontece. ― Eron responde.

― Você é trouxa, isso sim. ― Pablo revira os olhos.

― Já ouvi muito isso. É de família. ― O moreno sorriu dando de ombros.

— Você tem medo de que eles possam nunca achar a gente? ― Pablo perguntou com a voz baixa, mudando de assunto.

— Sim, tenho, mas por enquanto eu só estou aqui fazendo o que posso, eu sei que tudo vai ficar bem uma hora. ― Eron responde fazendo desenhos na areia

— Como pode ter certeza? ― O loiro pediu nervoso.

— Eu tenho fé. Por enquanto não podemos fazer muita coisa, nada além de sobreviver. Mas essa situação poderia ser pior, nós podíamos estar sozinhos mas temos um ao outro e somos quase que como uma família. ― Eron respondeu.

— Família é? Tu é muito trouxa cara. Mas pelo menos é mais suportável do que os dois ali. ― Pablo deu um sorriso de lado.

— Meninas! ― Gritou Brandon ― A fogueira está acesa, venham aqui para ver o que podemos fazer de jantar.

— Já estamos indo! ― Grita Eron de volta. ― Você vem?

— Eu vou terminar de lavar a minha camisa que tá toda cagada graças aquele macaco maldito. ― O loiro falou fazendo bico.

— Tudo bem não demora muito aí. ― Eron deu um sorriso e foi em direção a Brandon e Pablo apenas ficou observando o moreno se afastando.

A noite finalmente chegou e todos estão sentados perto do fogo. A lua cheia ajuda a iluminar a praia e os meninos ficam conversando sobre coisas aleatórias enquanto se conheciam melhor. As palavras de Eron ficam batendo na cabeça de Pablo, porém o loiro achou que aquilo era apenas baboseira de um garoto inocente e então decide voltar para o seu estado normal.

― Eu fico me perguntando em que lugar do cu do mundo a gente está para não terem encontrado a gente ainda. ― Pablo disse pensativo.

― Isso é fácil de descobrir. ― Brandon respondeu chamando a atenção dos garotos. ― É só olhar no mapa que pegamos naquele buraco. ― Explicou em seguida.

― O mapa! Eu nem me lembrava dele. Sorte que eu não deixei cair enquanto o magrelo me dava uma surra.― Falou em seguida abrindo o mesmo diante de todos.

— Desculpa. ― Diz Eron envergonhado.

— Tá, tá agora vamos focar nesse mapa. ― Jordan pediu impaciente.

― Mas o que é isso? ― Brandon disse surpreso.

― Ta certo isso produção? ― Pablo disse espantado.

Notas finais
Quero desejar feliz Páscoa para todos os nossos leitores e quero também lembrar a você que lê e não comenta, deixa um comentário vai rs.