Surtos Da Meia-noite
3 Capítulo 3 - Lacerta Bruto na Floresta Densa
Notas iniciais
Minhas pálpebras tornaram-se leves, e aos poucos se abriam. A minha visão um pouco embaçada, começou à ficar cada vez mais clara, até observar o armário branco de um hospital que talvez nunca havia visto. O clima estranho que deixava por estar largada em um local que não havia ficado uma vez na vida, deixou meus sentimentos completamente embaralhados, não sabia se devia rir ou chorar.
Minha mãe simplesmente teve a ideia de me deixar jogada em uma cama desconfortável, com uma agulha espetando meu punho, um soro que escorria lentamente e me deixava com uma sensação de incomodo à todo momento. Não havia gostado de local, de modo algum. Mexi um pouco, o que fez a agulha que antes estava presa em mim, escorregar, e assim soltar. O barulho do monitor cardíaco disparou, como se eu houvesse morrido, mas na verdade, apenas havia retirado. Um médico correu pelo corredor, vi pela grande janela que se dava para lá, infelizmente, de algum modo as cortinas não estavam fechadas. Daí eu me pergunto: Cadê minha privacidade? Fugiu, é claro, essa é a única resposta. O homem segurando sua prancheta de madeira, adentrou na sala, com seu jaleco voando ao sentido contrário de seu movimento rápido. Então, ele me observou, viu que eu estava bem. E deu um sorriso malicioso, talvez, de algum modo ele havia ficado bravo. Ele pegou sua caneta que estava presa em um de seus bolsos brancos, e escreveu alguma anotação, na qual eu não tive nem a ideia de pensar. Ele então deu mais um sorrisinho e apontou o dedo para mim.
— Você... Não irá destruir minhas chances. Não irá mesmo. Annie Stafford, me aguarde... — Ele disse, com seus olhos quase pegando fogo de tanta ira.
— Mas que diabos você está falando? — Perguntei confusa.
— Apenas espere. Ou melhor, não espere por nada. Fique calma, que você verá, no futuro talvez. No passado ou no presente... Não há como distinguir em que tempo será ou foi. Desculpe, mas não fique ansiosa por nada... — Ele disse abaixando sua cabeça, olhando para meu rosto de modo malicioso, daí surgiu um sorriso que eu quase dei um soco na cara dele para que desfizesse de um modo ou de outro. Raiva. Esse era o meu sentimento sobre ele.
— Enfim, tenha uma boa recuperação, mocinha... — Disse ele de forma doce, mas ainda deixando um mistério no ar.
Ele então se aproximou de mim, e mandou eu ficar calma, e de maneira bruta ele enfiou a agulha novamente em meu punho, e quase me fez rugir de tanta raiva de tanta dor. Olhei para o homem parecendo um pouco agradecida e ao mesmo tempo não. Meu sentimentos, novamente estavam confusos. Acho que toda essa revira-volta sobre fantasmas, e outros monstros, não me deixa nada mais que cansada e confusa. Não tenho tempo para relaxar, à todo segundo tenho que estar atenta e preparada para um ataque, ter um plano A e B. Mas, não, eu tinha que ser a garota escolhida para presenciar um dos acontecimentos mais estranhos da face da terra. Óh diabos, odeio e amo tudo. Mas, triste eu não fico, só posso ficar ansiosa e feliz. Acho que é assim que devo pensar, pelo lado científico e positivo, não quero me envolver com religião, e acabar me ferrando por causa de teorias que provam que algo desse mesmo gênero é considerado ruim.
Enfim, eu tinha que ficar calada, e relaxada, pelo menos no hospital. Não devia pensar demais, mas por causa daquele médico maldito fiquei pensando em suas palavras e o quanto ele era suspeito e falso, teria de montar uma lista com todas as pessoas que eu considero suspeitas e que devem sair do meu caminho, para que eu possa ficar um pouco mais livre de monstros.
Me mexi um pouco na cama, mas de alguma maneira eu estava tremula, talvez fosse por causa do que aconteceu de madrugada. Estava exausta, e ao mesmo tempo com medo que aquilo acontecesse novamente. O que eu faria? Gritaria? Fugiria? Eu era muito covarde, burra e frágil. Quando eu tenho a chance de ganhar algo, na hora que estou quase conseguindo, algum incidente estranho me acontece e tudo muda. Tudo que aparece para mim dá errado, ou me dá medo e eu fujo. Eu não tenho escolhas, eu só faço tudo errado. Não sei como, mas eu ainda quero mudar o meu futuro. Mas, acho que muita pouca gente passou pelo o que eu passei, uma maldição em família talvez. Todos que são meus familiares morrem, por isso, que de família eu tenho apenas meus pais. Meus avós, tios e outros todos morreram de formas bizarras, e de modo frequente eu ia à enterros, até que tudo se acabou, e só restou o fundamental.
Observo a janela que se dá para o corredor, e vejo minha mãe conversando com o médico, e na hora que ela se movimenta, percebo que ela não está sozinha, e está bem acompanhada, mas de maneira que me deixe envergonhada, era Benjamin, o garoto de minha sala no qual eu gostava. Ele tinha cabelos castanhos, e seus olhos eram realmente azuis, de modo quase-branco, mas o que me deixava encantada era os traçados mais escuro, e o contorno de seu olho era quase verde. Seu olho era realmente diferente dos demais garotos que eu já havia visto. Porém, isso não é tudo, ele é doce comigo, sempre foi. Ele se aproximava cada vez mais de minha sala, e mesmo que não estivéssemos próximos, eu estava envergonhada, praticamente vermelha.
O médico o conduziu até a porta, e a abriu. No momento eu quase me joguei no chão de tanta emoção, o garoto poderia até ser meu amigo, mas, de qualquer maneira acho que é uma honra recebê-lo em meu momento doentio, já que ele foi o único que quis me visitar. Pois é, daí você descobre os amigos verdadeiros e os falsos. Benjamin, talvez fosse perfeito, mas ele se importando comigo desta maneira, já passa dos limites. Isso que me traz ideias ótimas sobre seu respeito.
Ele adentrou na sala sorrindo, eu retribui. Minha mãe fazia gestos estranhos para que eu me aproximasse dele, mas eu apenas olhei para minha cama, para ela perceber o estado que eu estava, e que não poderia nem ao menos me levantar sem a ajuda e permissão do meu médico supervisor, que pelo o que vi, não era nada gente boa. O médico vinha junto à minha mãe, e de algum modo, ou de outro, eu o observava atentamente, principalmente suas mãos para ver se ele carregava algo consigo, mas, afinal tinha que me lembrar que qualquer quarto em um hospital tinha vários tipos de armas, nas quais a morte era fácil, sangrenta, e rápida. Observei-o bem, até que o vi encostar na maçaneta da porta, e a trancou, escondendo a chave em algum de seus bolsos. Ele sorriu para mim, parecia que havia percebido que eu o observava. Desviei meu olhar para Benjamin, que logo começou um diálogo comigo..
— E aí, Annie. Melhorou? Soube que você desmaiou uma duas vezes, e ... eu fiquei preocupado, decidindo visitá-la. Além do mais, amigo que é amigo, sempre apoia o outro... É, então pode contar comigo. — Disse Benjamin com seu jeito doce e sua habilidade de usar palavras.
— Melhorei sim... É, eu percebi que é meu amigo. Aliás, tenho uma má notícia para mim mesma, só uma pessoa me visitou até agora. Você. Imagina só, eu não tenho realmente muitos amigos... Isso é uma desgraça! Acreditei em Effy, pensando que talvez ela pudesse vir, mas como sempre, ela não vem me ajudar nos momentos difíceis. Effy realmente sempre tem uma desculpa pronta para reagir contra minhas argumentações, e eu sempre fico do lado dela. Eu sou... uma burra! — Disse dando uma simples pausa. — Ah, desculpe por isso... É que eu não aguento. Mas... Obrigada Ben, você é um exemplo de amigo.
— Ãhn... Pode se confessar, eu posso ser um ombro amigo, um ombro para chorar. Eu que agradeço por ser minha amiga, Annie. — Benjamin disse dando uma piscadela.
— Oh, Ben ... Eu queria tanto lhe abraçar, mas estou sem oportunidade de me levantar, desculpe. — Eu disse um pouco chateada.
— Eu posso! Eu posso! — Disse Benjamin.
O garoto com um sorriso largo se aproximou de mim, que estava sentada na cama, e logo me deu um abraço bem apertado. O momento estava perfeito, mas, tinha que me lembrar que minha mãe estava no canto da sala me observando. Ela já sabia sobre minha paixão por Ben. Ela tentava me ajudar, me jogando contra ele muitas vezes. Não sei, minha mãe era uma daquelas que te ajuda em todo tipo de momento, sem constrangimentos, e poderia ser considerada a melhor do mundo. Realmente, eu amava minha mãe por isso, por ser sincera e ajudar-me em assuntos amorosos e outros. Mas muitas vezes ela enxia o saco. Ela se aproximou do meu abraço com Benjamin, e eu tentei expulsá-la com gestos de mão. Benjamin se soltou, sentou-se no canto de minha cama, e permaneceu me observando.
Ajeitei-me na cama, e minha mãe sentou ao outro lado, o lado oposto do qual Benjamin estava sentado.
— Então, preciso deixá-los a sós? — Disse Isobel.
— MÃE! Tá, pode ser! — Disse um pouco brava.— Tchau Sra. Stafford. — Disse Benjamin de um modo educado.
Minha mãe acenou, e o homem a acompanhou até a porta, e cuidadosamente de forma discreta ele destrancou sem que ela vesse. Mas, de qualquer maneira, eu ainda estava vendo todos os seus atos. Ele então trancou a porta novamente, e fechou as cortinas. Eu olhei para Benjamin, um pouco assustada. Ele pareceu confuso com minha expressão. Então eu o belisquei e apontei discretamente para a direção do homem, o garoto sem ao menos disfarçar se virou e ficou observando. A sala estava completamente lacrada. As paredes brancas estavam parecendo estranhas. O homem pegou sua prancheta, e anotou algo secreto novamente.
Eu fiquei um pouco assustada, mas não demonstrei os meus sentimentos. Porque novamente, eu queria não parecer a garota fraca que eu sou, e ser um pouco diferente das demais meninas do mundo. Não sei, eu tinha um olhar meio preconceituoso, por que a maioria eram frágeis e sentimentais. Mas eu era igual, porém nunca demonstrava ser o que eu era. Eu talvez fosse forte o suficiente para não gritar à todo momento, ficar em depressão, chorar sem motivo algum. Não, eu tenho minha tática para ser notada de forma boa. Não quero que denigram minha imagem chamando-me de emo, ou algo do gênero. Dá raiva como a sociedade quer julgar sem ao mesmo ser juiz, juri ou algum cargo que esteja envolvido com o tribunal, julgamento e justiça.
Observei o local, com meus olhos paralisados aos papeis de paredes azuis com alguns detalhes brancos, que em sua parte debaixo começava a mofar, e aos poucos ir saindo da parede, deixando-a descascada, simples e preta de tanto mofo. Observei o ladrilho do chão que aos poucos ia se rachando, fazendo algumas fendas no chão, e por sorte minha, estava no nível térreo do hospital. A terra começava a cobrir o pouco de chão que sobrava por ali. O gesso contornando a parede e o teto começava à rachar e deixar alguns pedaços cair no chão. A parede, ao menos, agora, começou à rachar por causa da grande quantidade de umidade contida por causa do mofo. O armário começou à tremer, o vidro que havia na porta, agora havia se quebrado, mas logo, por acaso o armário caiu no chão. Eu tirei a agulha de meu punho, e levantei-me rapidamente da cama que logo estaria quebrando, e eu poderia sofrer riscos graves.... Mas, logo o apoio de meu soro foi se enferrujando, e despencou-se no chão, com o soro estourando e assim esparramando pelo chão todo. Agora o pior que estava me acontecendo era que: o chão estava corroendo. O teto despencando, e as paredes quebrando-se, até quase se desparecerem, exceto a que estava a porta e a que estava a janela. Que ficaram quase intactas, ao menos quebradas ao lado dos objetos. Fiquei com medo. Quase tudo havia desparecido, estava apenas eu, o médico e Benjamin em uma floresta estranha.
O homem disse algumas palavras em uma língua desconhecida, e fez as últimas paredes e vestígios realmente desaparecerem. A floresta contia algumas espécies arbustivas, e muitas árvores de 40 metros para cima. O barro quase não aparecia por causa das folhas que estavam tampando, mas, exceto o lugar onde estava a sala. Benjamin, de algum modo, estava fungando, parecia um tanto assustado, assim como eu. O homem, que antes era um médico, mas agora eu não tinha tanta certeza do que era, estava rindo maliciosamente. Pensei no que ele havia me dito mais cedo, e deduzi que minha primeira impressão sobre ele estava realmente correta.
Observei o homem de modo encorajador, e em um piscar de olhos, ele começou à se transformar, mas, antes ele começou à gemer, ou fazer algo assim. Até que começou à aparecer uma costa, onde sua coluna vertebral estava completamente visível, seu corpo era magro e peludo, sem contar que a maioria de seus ossos estavam aparecendo, agora havia 4 patas, e ambas eram curvadas e com caroços, o seu rosto era peludo, havia um chifre ao meio de sua testa, seus olhos tinham uma cor avermelhada. Ele havia apenas uma orelha pontuda de um lado, a outra parecia ter sido cortada. Observando-o melhor, percebia que ele tinha um rabo comprido, sem pelos, com uma coloração marrom, assim como seus pelos, mas, de alguma maneira poderia se ver as escamas de um réptil. Ele mexia sua boca, e sua língua era igual de uma cobra peçonhenta. Ao observar, com certeza se dá pavor. Eu escondi Benjamin por trás de mim, eu queria protegê-lo, mas ele também queria o mesmo que eu.
O médico com sua forma estranha, de alguma forma, me lembrei de uma história que minha mãe contava antes de eu dormir, para que eu pudesse dormir de uma vez para não ficar com medo na realidade, costumes antigos, mas minha mãe insistia em usar no cotidiano, igual era usado com ela. O nome do monstro que o médico é lacerta bruto. Não quis ficar pensando nisso, mas, eu tinha que me lembrar de como sair da floresta, mas não me lembrava da história, além do mais, nem sabia se tinha isso nela.
O lacerta bruto, logo se aproximou de mim, e tentou me dar uma rabada, mas, felizmente eu pulei e o rabo passou por debaixo de minhas pernas, mas já Benjamin não havia conseguido. Ele caiu no chão, e ficou completamente embarrado, eu lhe dei um sinal para que corresse e se escondesse enquanto cuidava do monstro, mas ele se levantou e foi à minha frente. Ele então deu um soco bem no rosto desconfigurado do monstro. Mas, o que aconteceu foi: O rosto do monstro era como aço, e o punho de Benjamin apenas ficou dolorido e o fez rugir de tanta dor. Eu estava com medo, e não sabia o que deveria fazer para sair dessa floresta. O médico/monstro logo abriu sua boca, e eu vi dentes enormes, com mais ou menos 5 centímetros de altura, e suas pontas afiadas poderiam perfurar até metal. Eu estava ferrada. Tentava bolar uma tática, mas não tive ideia. O Benjamin não podia morrer, não poderia se ferir. Eu então o empurrei na terra, e ele rugiu de raiva, porque já havia caído duas vezes consecutivas.
Sussurrei em seu ouvido minha estratégia: Que ele distraísse o monstro e eu o atacasse pelas suas costas, e assim, o matasse. Mas, antes mesmo que eu pudesse me levantar, notei que o tamanho do monstro havia se aumentado, e estava com no minimo 3 metros, mas como ele ficava sobre quatro patas seu tamanho ficava ao menos um metro e meio, e seus membros, de algum modo estavam enormes. Mas, ao menos, ele não estava maior que eu sobre quatro patas. Tinha esperanças, mas, por outro lado ele estava duas vezes mais forte que eu. Senti algo se entrelaçar em meus pés. Eram suas patas, com garras enormes de 10 centímetros, com as pontas um pouco lixadas por causa que o animal arrasta suas garras no chão e em superfícies como as árvores para lixar e não ficar muito grande, para não ocasionar incomodo. Mas, se aquilo encostasse minha pele, com qualquer movimento meu ou dele, ocasionaria ferimentos gravíssimos. As patas do monstro em volta de meus pés, apenas me puxaram para mais perto dele, e perfuraram um pouco de meu tornozelo.
Ele então, havia me pegado com as patas dianteiras, e conseguiu equilíbrio para me segurar, e me levar de ponta cabeça para um nível alto acima do solo. Comecei à me mexer, tentando me soltar. Teria que fazer um tipo de abdominal bem mais complexa e forçada só para eu conseguir me soltar. Tudo é tão difícil! Ainda mais, depois de eu fazer esforço eu ia cair no chão, e poderia desmaiar. Não... Benjamin teria que fazer a minha parte do plano. Queria vê-lo, mas ele estava na frente do monstro, eu mexi minhas mãos em sentido anti-horário para que ele entendesse que nossas partes do plano fossem trocadas, se ao menos ele conseguisse entender o que eu estava tentando demonstrar. Poderia até ser difícil, porém, em algum momento ele iria matar o monstro, mesmo que eu esteja morta. Ele rodeou o monstro. E foi direto à suas costas, mas algo surpreendente, que eu até gostei, porque eu estava segurada de ponta-cabeça e meu sangue apenas descia para minha cabeça, e a pressão estava começando à me incomodar. Mas, por fim, o monstro me soltou, e eu tentei me virar no ar para cair de barriga, com os membros esticados para fora do corpo, para que não quebrasse nenhum osso.
Por minha sorte, o solo estava fofo o bastante para não quebrar nenhuma costela. O monstro, de uma forma incrivel retornou ao seu tamanho normal, à seu tamanho humano de um metro e setenta e cinco. Sua coluna ainda estava torta, mas Benjamin era meio lerdo e não conseguiu matá-lo. Então, quando Benjamin foi arremessado em uma árvore, eu dei um pulo alto, e cai em cima das costas do monstros. Quando ele iria se virar, eu deslizei o mais rápido possível para sua região cervical. Segurei seu ombro direito, e segurei seu pescoço pelo lado esquerdo, fiz pressão um contra o outro, e por fim quebrei seu pescoço com um pouco de esforço. O monstro caiu no chão, e eu rolei até o solo batendo minha barriga novamente. Tive dores abdominais, mas consegui caminhar. Segurei a mão de Ben, e fomos andando até à uma construção no meio da floresta que ia se erguendo rapidamente. A porta estava trancada, então, entramos pela janela do local, caindo no chão duro, e novamente estávamos no hospital. Porém, estávamos no mesmo estado, completamente machucados, cansados, e com pouco raciocínio. Andei até a porta que estava sendo batucada fortemente por minha mãe, ela me segurou e me deu um abraço forte. Olhei para a sala, e infelizmente não vi médico algum. Havia matado o monstro.
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