Notas iniciais
Hello soldiers!! Demorei porque um professor passou um trabalho de cinco páginas e eu tive que usar todo o meu tempo para fazê-lo, Queria agradecer a todos que estão acompanhando, chegamos a 101 leitores *o* Não sabem como isso me deixa feliz!! Obrigada mesmo, vocês são incríveis!! Vou dar uma dica, o título do capítulo não é o que parece... Kkkkkk Tradução do gif: Amor - Indefinível.

Ele nunca se permitia dormir até tarde, pulava da cama antes do amanhecer, fazia seus exercícios matinais e ia para a SHIELD treinar. Porém dessa vez não conseguiu nem se mover quando seus olhos se abriram, pois deu de cara com o rosto de Natasha a centímetros do seu. Steve sorriu ao vê-la afundar o rosto em seu peito quando a luz do Sol começou a entrar pela janela e acariciou as costas da ruiva devagar.

Ele pensou em se levantar e preparar algo para eles comerem, mas não queria sair dali, ficar perto dela lhe dava a melhor sensação do mundo. O soldado estava tão distraído pela beleza de Nat que não percebeu quando ela acordou.

A espiã balbuciou algo que ele não compreendeu e pegou o travesseiro debaixo de sua cabeça, acertando o mesmo no rosto do loiro sem força.

— Não olhe pra mim, fico horrível de manhã — ela disse com a voz sonolenta e ele sorriu, retirando o travesseiro de seu rosto e voltando a ter uma visão privilegiada da bela ruiva.

— Duvido muito — o loiro penteou uma mecha do cabelo dela para trás de sua orelha e lhe deu um beijo na testa.

— Que horas são? — ela se espreguiçou e voltou a se encolher nos braços dele, abrindo os olhos para poder olhar fundo nos azuis a sua frente, que tinham um brilho incrível na luz.

— Sete ou oito da manhã. Não faço ideia — Steve continuou a acariciar as costas nuas de Natasha por mais algum tempo antes de ela se apoiar nos cotovelos e fazê-lo se deitar de barriga para cima, deixando-a com metade do corpo sobre o dele. — Maria nos deu o dia de folga.

— É mesmo? — ela deu um sorriso malicioso e depositou um beijo no peito do herói, a ação o fazendo sentir um arrepio agradável percorrer seu corpo. — Tenho certeza de que podemos encontrar algo bem interessante para fazermos com essa folga.

— Como conversar sobre aquele assunto em particular? — ele a viu erguer a cabeça, olhando-o com uma expressão questionadora.

— Isso não é tão interessante — ela se levantou e andou na direção do banheiro enquanto Steve a encarava de onde estava.

Ele percebeu que Natasha não iria querer falar sobre aquilo tão cedo, então decidiu não pressioná-la. Eles teriam muito tempo para isso, agora tudo o que ele queria era passar horas na companhia da pessoa com quem ele se sentia mais a vontade no mundo. Não havia dito a ruiva como se sentia, nem mesmo no calor do momento na noite anterior porque não estava certo sobre seus sentimentos por ela, não sabia se estava confundindo as coisas ou se realmente a amava.

Steve, então, se levantou e foi até seu armário para vestir uma cueca boxe branca. Em seguida andou até o banheiro e notou que a porta estava aberta, permitindo que ele visse Natasha de frente para o espelho. O soldado se aproximou e parou ao lado dela, vendo-a dar um sorriso com a boca fechada, já que estava bochechando com um enxaguante bucal de hortelã.

Ele pegou sua escova de dentes e começou a fazer sua higiene pessoal, mantendo os olhos no próprio reflexo quando a ruiva cuspiu o enxaguante na pia e andou na direção do chuveiro A primeira coisa que lhe veio a mente no momento foi sair para dar privacidade a ela, mas pensou que se Natasha quisesse que ele saísse, teria pedido.

Olhando para o lado, Steve conseguia ver a silhueta do corpo da espiã com a água caindo sobre ele e algo dentro de si desejou que o vidro do blindex fosse mais fino para poder vê-la por completo.

Quando terminou de escovar os dentes, o loiro se preparou para deixar o banheiro, sendo impedido no momento em que ouviu a voz dela.

— Steve, não consigo achar o sabonete — ela desliza o vidro para o lado e encosta a cabeça na borda do mesmo, um sorriso de canto em seus lábios.

— Está na prateleira do meio — ele respondeu, dando alguns passos para perto do box e apontando para o lado.

— Eu já olhei nela. Se importa de entrar aqui e me ajudar a procurar? — Natasha arqueou uma sobrancelha ao ver que ele não entendera o que ela realmente queria. Vê-lo parado com aquela expressão confusa no rosto a fez dar uma risada. Quando ele finalmente entendeu, alguns segundos depois, assumiu um semblante surpreso e soltou um leve "oh" por entre seus lábios.

Natasha revirou os olhos e abriu mais a porta do box para ele poder entrar. Steve já estava nu novamente e dentro do chuveiro com ela segundos depois, sentindo-a pressionar seu corpo encharcado contra o dele. O loiro usou seus próprios lábios para fazer o contorno dos da espiã quando seus rostos se aproximaram, as mãos do herói logo procuram afogar-se no cabelo ruivo para acariciá-lo. Assim que o beijo realmente começou, ambos puderam sentir uma onda de êxtase atravessar seus corpos. Naquela manhã, eles fizeram amor mais uma vez no chuveiro, se esquecendo completamente dos problemas que tinham, tendo as preocupações substituídas por tranquilidade.

Depois de alguns minutos, Steve saiu para deixá-la terminar seu banho e foi para a cozinha, já trajando uma calça jeans e uma blusa branca. Romanoff terminou de secar seu cabelo curto e saiu para o quarto, pegando suas roupas que estavam espalhadas pelo chão e colocando-as de volta.

Sentiu um cheiro divino vindo da cozinha e tratou de ir para lá, encontrando Steve preparando bacon com panquecas para o café da manhã.

— Quem diria que você cozinhava bem, Rogers — ela se sentou no balcão ao lado do forno e olhou para a comida, que parecia ótima.

— Tenho muitos talentos ocultos, Romanoff — ele sorriu. — Acho que vou ter que descer para comprar café porque o meu acabou.

— Pode deixar que eu vou, continua cozinhando porque eu estou faminta — a ruiva se inclinou na direção dele. — E é bom você ficar ciente de que eu gosto muito de repetir o prato.

O soldado teve a impressão de que ela não falava apenas da comida. Natasha deu um sorriso de canto e desceu do balcão, indo na direção da porta e deixando o apartamento em seguida.

Depois de comprar o café em uma loja bem ao lado do prédio de Steve, Romanoff caminhou tranquilamente pela rua, porém parou bruscamente ao ver a figura esguia e loira de pé na porta do edifício.

Yelena fez um sinal para Natasha segui-la até uma rua próxima, e mesmo que quisesse apenas subir para o apartamento de Steve e deixar aquela vadia falando sozinha, ela o fez. Belova parou de andar ao chegar na parte de trás de uma loja e esperou a outra chegar.

— Disse 24 horas, não se lembra? — Nat indagou, visivelmente irritada.

— Decidi encurtar o prazo, já que faço as regras. Hora de uma resposta, Natalia.

A ruiva revirou os olhos ao ouvir seu verdadeiro nome saído da boca da loira.

— Acho que terá que me matar porque eu não vou trabalhar para você.

— Morte, — Belova riu, removendo sua jaqueta de couro e a jogando no chão. — Seria bom demais para você.

Natasha soltou a sacola com o café no momento em que Yelena começou a desferir uma série de socos nela, porém os mesmos eram desviados pela Viúva. Belova atacava a uma velocidade absurda, dificultando cada vez mais para a ruiva bloquear seus golpes. Quando a loira menos esperava, Nat segurou seu punho e a puxou para perto, acertando um soco em cheio bem no nariz dela, mas isso não pareceu afetá-la, mesmo que tivesse deixado uma bela quantidade de sangue escorrendo por suas narinas.

Yelena acertou uma joelhada na barriga da heroína, que por mais que se esforçasse para não se curvar, não conseguiu evitar de inclinar o corpo levemente para frente por conta da dor aguda. Belova segurou a cabeça dela com as duas mãos e empurrou a mesma para baixo no momento em que acertava uma joelhada em seu queixo. Romanoff novamente fez força para não cair, porém sentiu suas pernas falharem por um momento por conta da dor e foi obrigada a colocar um joelho no chão para se apoiar. Yelena aproveitou a situação para acertar um chute circular em seu rosto, jogando-a com força contra a parede de tijolos.

Romanoff pôs uma mão na mesma para se recuperar do golpe e pôr-se de pé, mas ficou imóvel ao sentir uma lâmina afiada pressionada contra seu pescoço.

— Eu não te mataria agora. Primeiro vou matar seu soldadinho, e então o cara das flechas e a família dele, depois até iria atrás do Stark e da namorada inútil dele. E você assistiria a tudo de camarote — Yelena sussurrou perto do ouvido de Natasha, que trincou o maxilar, furiosa. — Ah, sim, e quando terminasse com eles, iria te fazer sofrer de maneiras que nunca imaginou ser possível. No final, me imploraria para morrer e eu, como uma pessoa de coração generoso, concederia seu pedido.

A ruiva tentou se virar e tirar a faca das mãos dela, porém Yelena foi mais rápida e acertou um chute em suas costas, segurando o cabelo ela e a mantendo parada.

— Acredite, você ainda vai me implorar para morrer e eu farei as honras. Isso tudo pode ser evitado se aceitar minha proposta.

A espiã permaneceu com uma expressão neutra ao senti-la fazer um pequeno corte um pouco abaixo de seu queixo.

— Vou refazer a pergunta. Natalia Alianova Romanova, você aceita trabalhar para mim como minha assassina pessoal? — a loira puxou ainda mais o cabelo dela para trás, fazendo-a encará-la. — Só teria que fazer os trabalhos que meus outros empregados não conseguissem, ninguém mais iria se machucar e você nunca mais me veria novamente. Não é uma oferta ruim.

Os olhos verdes de Natasha queimavam com uma ira imensurável. Ela queria arrancar a cabeça de Belova e queimar cada pedaço do seu corpo, mas sabia que não conseguiria fazer isso tão cedo. Yelena não era mais uma espiã principiante que era facilmente manipulável, ela havia aprendido e se tornara quase tão esperta quanto a ruiva... Quase.

— Tudo bem — Romanoff sussurrou. Entraria naquele joguinho dela e a mataria quando tivesse chance, era paciente o suficiente para fazer isso sem levantar suspeitas, só queria seus amigos fora disso.

— Desculpe, não ouvi. Pode repetir? — Yelena sorriu debochadamente, pressionando mais a faca contra o pescoço da ruiva.

— Eu aceito trabalhar para você — Natasha a sentiu largar seu cabelo e andar para longe. — Se você deixar os outros Vingadores em paz.

— Tem a minha palavra de que ficarão fora disso, se você for obediente — Yelena guardou sua faca e pôs a jaqueta novamente. — Lembre-se, Natalia, você já foi a melhor, mas esses tempos se foram. Está amolecendo, isso vai acabar te matando.

A loira limpou o sangue escorrendo de seu nariz com as costas da mão e saiu andando pela rua deserta.

— Entrarei em contato para lhe dar sua primeira missão, sei que fará um bom trabalho.

Natasha se levantou e estalou as costas, sentindo uma dor absurda em suas costelas e no local em que tomara o golpe de Belova. Pensava em como explicaria aqueles hematomas novos para Steve, ele iria surtar se a visse dessa forma, mas não queria deixá-lo depois do que acontecera na noite anterior e naquela manhã, não podia simplesmente ir para o seu apartamento e fingir que nada havia acontecido.

Teve que elaborar a história mais clichê, porém mais plausível, para contar a ele enquanto subia as escadas do prédio antigo. O loiro abriu a porta não muito depois de ela ter batido e o sorriso em seu rosto desapareceu quase que imediatamente quando o estado da amiga. Seu supercílio estava levemente aberto e sangrava, a lateral de seu rosto estava vermelha e havia um corte em seus lábios.

Ela não esperou ele surtar, entrou rapidamente no apartamento e fechou a porta atrás de si, colocando as mãos no peito dele para tentar deixá-lo calmo, sem sucesso.

— O que aconteceu? Quem fez isso? — ele praticamente gritou, tentando ao máximo se controlar para não sair e procurar pelo responsável sozinho.

— Steve, fica calmo — ela levou uma das mãos ao rosto dele, acariciando a bochecha do soldado com seu polegar para acabar com aquela raiva. — Uns homens tentaram me assaltar, você sabe que eu não consigo me fazer de vítima. Acredite, eles saíram bem machucados também.

Steve fechou os olhos por um segundo e suspirou, sacudindo a cabeça em sinal negativo.

— Não devia ter deixado você ir sozinha.

— Teríamos batido neles do mesmo jeito — ela deu um sorriso fraco, puxando-o para perto e o abraçando. — Não se culpe, foram só uns arranhões, deveria ter visto como deixei eles.

Steve a ajudou a se sentar no sofá e a manteve perto, percebendo a expressão de dor da espiã mesmo que ela estivesse tentando escondê-la. O soldado não tinha certeza se acreditava no que ela dissera, Natasha apanhar de um grupo de assaltantes comuns era bem improvável. Ele pensou que ela devia estar fraca por conta da missão na noite anterior e por isso não havia dado 100% de si na luta.

— Aposto que agora você nunca mais vai me deixar sair na rua sozinha — ela brincou, vendo-o deixar de ficar sério e sorrir para ela.

— Sei que consegue acabar com qualquer um que se meter com você, não precisa de mim para te proteger, mas quero que saiba que sempre estarei aqui para te ajudar — o loiro penteou uma mecha de cabelo ruivo para trás da orelha dela e lhe deu um beijo na bochecha, bem no canto de sua boca. — Agora vamos cuidar desses arranhões.

— Não posso comer antes? — Natasha inclinou a cabeça para o lado e fez um pequeno bico, como se implorasse. A verdade era que ele odiava vê-la com um arranhão se quer, não aguentaria passar mais um minuto vendo aquela pequena trilha de sangue escorrendo pela lateral o rosto de Romanoff.

— Prometo não demorar — Steve se levantou e pegou o kit de primeiros socorros em seu banheiro, voltando para a sala e sentando-se no sofá em pouco tempo.

Enquanto o loiro limpava o sangue e fazia um pequeno curativo no machucado, Natasha encarava seu rosto sem desviar o olhar nem por um segundo. Poderia ficar ali com ele o dia todo, isso era o que ela mais queria, passar horas deitada ao lado dele, conversando, o abraçando, o beijando... Parecia o dia perfeito para ela.

— Não quero que as coisas fiquem estranhas entre nós — ela falou quando ele terminou.

— Não vão, ainda somos amigos, certo? — ele sorriu e ela deu uma risada.

— Amigos não dormem juntos, Steve. Não quero deixar de ser sua amiga, mas eu não quero ignorar o que aconteceu.

— Nem eu. Nunca vou me esquecer da noite passada, nem de hoje de manhã — ele pareceu escolher bem as próximas palavras. — Não menti quando falei que não escolhi a Sharon, acho que nunca vou sentir por outra o que sinto por você.

A ruiva quis desviar o olhar para o lado, mas simplesmente não conseguiu. Ela pensava que ele merecia muito mais, ela nunca poderia dar a Steve o que ele realmente queria, ela era uma espiã, não podia se dar ao luxo de ter alguém como o soldado junto dela daquela forma.

— Steve, não sei se daria certo. Acho que é por isso que eu sempre quis que você encontrasse alguém especial, porque eu nunca consigo ficar com quem é especial para mim — Natasha o sentiu segurar sua mão.

— Há alguns dias me falou que eu precisava encontrar alguém que me faça esquecer as coisas ruins que aconteceram, que me ajude a seguir em frente e coloque um sorriso no meu rosto, — ele entrelaçou os dedos nos dela e manteve seu olhar no rosto da ruiva. — Você é esse alguém. Se não sentir o mesmo por mim, podemos parar por aqui, mas se sentir, acho que devemos pelo menos tentar.

Romanoff deu um sorriso com a última fala dele. Steve era mesmo o cara perfeito, qualquer garota se mataria para ficar com ele e ali estava ela, bancando a difícil. Era força do hábito, o que Natasha mais queria era dizer o que realmente estava sentindo, mas não conseguiu encontrar as palavras certas. Ao invés disso se inclinou para frente e uniu seus lábios ao dele, beijando-o de forma suave, porém apaixonada.

Eles foram interrompidos quando o telefone da espiã tocou. O loiro se afastou o bastante para que ela pudesse pegar o celular, que ela havia se esquecido estar lá por ele ser muito fino e leve. Ao ver o número bloqueado, a agente voltou a ficar séria e atendeu.

— Romanoff falando.

Josh Muhtrue, Sidney, Austrália. Mais detalhes serão enviados por mensagem. Não me decepcione, Natalia — Natasha quase quebrou o aparelho em suas mãos ao ouvir a voz de Yelena do outro lado da linha.

Steve se levantou para pegar o café da manhã na cozinha e por sorte não viu Natasha xingando a loira o mais baixo que conseguiu. Encerrou a chamada e logo recebeu uma mensagem com mais detalhes do seu alvo.

— Tudo bem? — perguntou, entregando um prato com panquecas e bacon para ela e sentando-se ao seu lado no sofá.

— Uma missão da SHIELD que só eu posso fazer. Vou ter que viajar hoje a noite — mentiu, começando a comer.

— Pensei que a Maria havia dito que estávamos de folga hoje — ele franziu o cenho.

— É uma emergência, preciso resolver rápido, mas volto em dois dias — a ruiva deu um sorriso confiante para ele. — Então pensaremos em algo divertido para fazermos.

Ele ainda pareceu achar a situação estranha, mas deu um sorriso para ela. Natasha mentia para viver, mas odiava mentir para Steve, mesmo sabendo que era necessário. Só esperava conseguir terminar o serviço com os novos hematomas que havia ganho. Mal havia começado e já queria acabar com tudo para pegar Yelena desprevenida, porém sabia que deveria esperar o momento certo. Por hora aproveitaria aquele tempo com o soldado, pois ele era um dos únicos que a fazia se esquecer dessa vida nada normal que tinha.

Notas finais
Sei que não parece, mas essa troca de porrada das duas foi dolorosa para ambas porque elas batem muito, muito forte kkkkk E infelizmente os gifs fofos acabaram :( Mas keep calm, vou achar alguns novos para os próximos capítulos, não chorem!! Bom, espero que estejam gostando!! Comentem, favoritem e, se quiserem, recomendem, me deixariam mega happy :D Un beso mis amores :*