Surprises of Fate
3 Capítulo 2 - I need your help!
Notas iniciais
Caroline falava no telefone pedindo nosso jantar, enquanto eu estava tentando preparar o Cary antes mesmo dele chegar.
– Vamos Cary, venha jantar comigo e com a Car seu amigo desnaturado – falei tentando o convencer.
– Porque eu acho que você está com interesse na minha visita sua vadia? – revirei os olhos. Cary com certeza era uma das pessoas que melhor me conhecia.
– Por favor Cary, você tem razão, eu preciso conversar sério com você. – Ele estava conseguindo me deixar mais nervosa ainda, só por essa sua chatice de não querer vim. – Eu juro que enquanto jantarmos conto tudo e você pode voltar logo para o seu amor – Meu amigo estava namorando o Alef a 1 ano, e estavam firmes e fortes.
– Certo, certo! Daqui meia hora estou chegando aí, peça comida japonesa. – desligou sem me dá tchau. Sabia que uma hora ele ia dá o braço a torcer e vim, por isso pedi a Car para pedir logo nosso jantar.
Fui em direção a cozinha e Caroline ainda falava no telefone com a atendente do restaurante gesticulando loucamente com as mãos. Sentei-me no balcão e fique esperando minha amiga terminar a chamada e comecei a pensar como iria falar para o Cary o que eu queria dele.
– Então o Cary vem, certo? – Car perguntou enquanto guardava o celular no bolso.
– Sim. Car você precisa me ajudar a convencer aquela bicha estressada, você sabe que quando ele quer ser chato, leva uma eternidade para convencê-lo.
– Vou fazer o que posso pra te ajudar amiga, mas você sabe que uma hora ou outra ele vai ceder isso para você, o Cary é louco por ti – Isso a Car tinha razão, meu amigo sempre faz tudo o que eu quero e esse é o motivo que ele diz que sou “mimada” em relação a ele.
– Mas isso é totalmente diferente. Vou guardar as coisas que compramos agora a tarde enquanto ele não chega – cheguei ao meu quarto e todas as sacolas estavam jogadas na minha cama. Fui tirando as roupas cada uma de uma vez as analisando e colocando no meu closet organizadamente, juntamente com meus sapatos novos.
Guardei algumas maquiagens e produtos que tinha comprado no banheiro e forrei novamente minha cama. Escutei a campanhinha tocando e sai correndo para atender.
– Olá vadia – Cary entrou e se acomodou no sofá.
– Olá espaçoso – beijei seu rosto.
– Cadê a outra vadia? E minha comida japonesa? – olhou o apartamento em busca da Caroline.
– Estou aqui sua bicha escandalosa – Car entrou na sala sorridente – E a NOSSA comida japonesa está chegando e por favor não nos deixe sem comida como da última vez. – sorriu sarcástica.
Cary revirou os olhos para ela e virou em minha direção.
– Então gata, o que queria falar comigo de tão urgente que me tirou do meu ninho de amor? – perguntou sorrindo.
– Desculpa por isso Cary, mas precisava de você aqui hoje. – falei nervosa.
– Aqui estou vadia. Vamos lá, conte-me. – A campanhinha tocou novamente, Car levantou e atendeu a porta. Era nossa comida, pagou ao motoboy e agradeceu. – Ótimo, vamos conversar comendo. – sentou-se no chão perto da mesa de centro da sala apontando pra ela e mandando a Car colocar lá. Sentamos todos em volta da mesa e começamos a comer.
– Então Cary, você sabe muito que eu quero ter um bebê – falei tentando ficar calma.
– Ai meu deus, você ta grávida? – falou com seu jeito bicha de ser.
– Não, ainda não. – coloquei mais um pouco de comida na boca e continuei falando – Decidi que vou fazer fertilização em vidro, mas não quero ir a um banco de doadores. Tenho medo de algo acontecer errado e meu filho nascer com problemas ou com genes de serial killer – falei rindo.
– Você e sua imaginação fértil – Cary falou mexendo na caixinha.
– E por isso vou precisar da sua ajuda – falei rapidamente. Cary me olhou com os olhos arregalados e com os palitinhos parados no ar. – Calma Cary, respira – falei olhando pra criatura vermelha na minha frente.
– Da minha aj..ajuda? Como assim Elena? Eu não vou transar com você, não gosto de mulher você sabe! – me olhou espantado.
– Óbvio que você não vai transar com a Elena né Cary, pensa um pouco amiguinho – Falou Car impaciente.
– Eu apenas quero que você seja meu doador de esperma Cary. Nós vamos a uma clínica especializada, e tudo vai acontecer in vitro. Quero que você seja o pai do meu filho porque sei que ele vai nascer perfeito em todos os aspectos. – Cary era um homem muito bonito, musculoso, alto, cabelo cortando estilo militar e com lindos olhos verdes, as mulheres que não sabem que ele é gay, caem em cima.
– Lena eu não sei... – falou com receio – Isso é muito estranho. Você vai ter um filho com seu melhor amigo!
– Cary justamente por isso, porque eu confio em você.
– Cary, dá logo o que a Elena quer e pronto. Você não vai transar com ela sua bicha, apenas dá o esperma a ela e pronto. – Car falou jogando o palito da sua comida nele.
– Mas...
– Se for por questão de assumir o bebê não tem necessidade Cary, pode ficar tranqüilo quanto a isso, eu só quero o meu filho. – encarei seus grandes olhos verdes.
– Elena, óbvio que não é por isso. Mas tem o Alef também – falou pensativo.
– Pode dizer a ele que você não vai ter nenhuma responsabilidade com o bebê, vai ser apenas o doador. Por favor Cary, me ajuda a realizar meu sonho. – pedi manhosa. Sabia que uma hora ou outra ele ia acabar cedendo, era apenas questão de insistência.
– Elena Gilbert, o que eu não faço por você? – levantou colocando as mãos na cintura.
– Então quer dizer que você vai ser o pai do meu bebê? – levantei pulando.
– Só vou fazer isso porque sei que é o seu sonho, e porque você é como uma irmã pra mim! – pulei no seu colo o abraçado forte.
– Obrigado, obrigado e obrigado Cary. Ai meu deus, eu vou ser mãe! – estava mais do que radiante.
Depois disso terminamos de jantar, falando sobre como tudo ia ser. Combinei que iria a minha ginecologista amanhã para solicitar a parada das pílulas e agendar a primeira consulta para inseminação, já que minha médica também trabalhava com essa parte. Cary foi para casa depois de muita conversa, dizendo que agora precisava contar a novidade a Alef e convencê-lo a não ficar com raiva ou algo do tipo.
– Elena seu celular está tocando – gritou Caroline do seu quarto. Corri para o meu quarto pegando o celular que tocava em cima da cama, e sorri ao olhar quem era no visor.
– Ei tia Jenna – falei sorrindo – que saudades.
– Saudades, saudades e não vem visitar a família, muito bonito Elena. – Falou tentando parecer séria – Pode me dizer quando você vem nos visitar? – Já estava pensando seriamente em viajar para Mystic Falls agora nas festas de fim de ano, e com o Cary aceitando a minha proposta preciso ir para conversar com minha família sobre minha decisão.
– Tia eu já estava pensando em ir agora no fim do ano para passar as festas aí, e tomei uma decisão que preciso comunicar a vocês, então estou embarcando pra ir no dia 23 pela manhã – sorri. Precisava lembrar de amanhã pela manhã comprar minha passagem.
– Que maravilha Lena. Miranda está muito feliz que você venha – falou sorrindo.
– Ok tia, dia 23 estou aí. Agora preciso dormir porque amanhã tenho alguns compromissos. Amo todos vocês, até logo.
– Claro querida. Boa Noite e até logo – Falou docemente. Desliguei a ligação e cai na cama.
Cary aceitou a minha proposta e eu finalmente vou ter meu bebê. Preciso lembrar de comprar minha passagem pra Mystic Falls amanhã antes dos preparativos para festa e da minha consulta com a ginecologista, espero que minha família me apóie na minha decisão. Céus, e ainda tem essa festa. Ainda tenho que aturar o Damon e suas cantadas chatas e as tentativas de me levar pra cama. Preciso redobrar minha paciência.
Com esses pensamentos e pensando em um lindo bebê de cabelos cor de chocolate, acabei adormecendo.
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