Surpresas do Coração
1 Capítulo 1
Uma semana, esse era o tempo o qual frequentava aquele inferno que chamavam de Hogwarts. Nunca tinha sido tão difícil ser uma estudante. Sarah sempre foi uma garota bastante solitária devido ao seu jeito peculiar com os animais e poucos perdiam tempo pronunciando uma ou mais palavras consigo. Acabará na Sonseria, esse era o nome do demônio que começou a enfrentar todos os dias. Pessoas arrogantes, cada um por si e isso a deixou em maus lençóis, pois por culpa desse monstro, ela não tinha amigos. A verdade era que nunca foi de fazer amizades, sempre preferiu a solidão, era mais prático, no entanto mais uma escola que frequentava, mais uma vez sem qualquer tipo de amizade, ao menos tirava notas altas. Ter tido um professor particular desde os cincos anos de idade foi um dos melhores investimentos que sua mãe fizera.
Sarah Wright, um nome pequeno e simples, bastante comum como qualquer outro. Sarah tinha longos cabelos negros, assim como seus olhos. Seus óculos redondos eram quase maiores que o seu rosto os quais eram cobertos por uma franja. Ela era baixinha, magra e seu uniforme era grande sobre seu corpo, as pessoas mal acreditavam que ela estava no quinto ano. Nasceu e cresceu na Noruega, um país tranquilo e bem distante de qualquer noticia estranha, um país o qual se viciou em animais e criaturas mágicas. Daria tudo na vida para ser um animago. Com meros 15 anos, já havia conhecido todo o continente europeu e frequentado quatro escolas de bruxaria e nenhuma delas foi tão humilhante como estava sendo em Hogwarts. Pois por culpa da sua adorava mãe que aceitou com muito gosto ser a nova Ministra da Magia do Reino Unido, ela teria que ficar confinada nesse castelo por mais dois anos.
Era um dia como qualquer outro em Hogwarts, era verão e começo das aulas, um sol muito forte alcançava os arredores do castelo. Um céu azul que ninguém desejaria tocar não era decorado como uma sequer nuvem. Sarah estava sentada em um banco nos jardins, a escola para ela havia se tornado um dos piores pesadelos que poderia conhecer na vida. Mesmo durante os inverta-los queria fugir e foi isso que passou a planejar desde o dia em que pisou naquele lugar. Passava horas lendo sobre a escola e seus feitiços de proteção, como também decorava os horários dos professores, as rondas de monitores e do zelador. Sabia que antes de virar o mês, já estaria fora de lá.
– Oi, eu posso me sentar aqui? – Antes que percebesse, uma garota de cabelos longos castanhos muito cheios e espessos sentou-se ao seu lado e abriu um livro. Sarah nada disse, apenas murmurou algo que deu a entender que podia então a garota se acomodou, mas não conseguiu se concentrar, pois tinha a certeza que nunca virá Sarah antes pelos arredores de Hogwarts. – Qual é o seu nome?
Seus devaneios foram interrompidos, Sarah levantou o rosto e encarou a garota que sentara ao seu lado. Não estava acreditando que alguém lhe dirigiu a palavra, mas a morena logo desconfiou e que talvez aquela garota quisesse algo, como um lápis, uma borracha, ou então a lição de casa emprestada. Já havia acontecido antes, Sarah já havia alimentado esperança com uma garota certa vez por ter puxado assunto só para ter a lição de casa emprestada, no dia seguinte, a garota nem lhe olhava no rosto.
– Sarah, por quê? – Respondeu na defensiva, sabia que se agisse assim descobriria logo de cara quais eram as intenções da pessoa.
– É que eu nunca lhe vi por aqui, então quis saber quem você era. – A garota deu os ombros. – Sou Hermione Granger, sou da Grifinória. – Hermione não conseguiu conter o orgulho da casa o qual frequentava e nem de esbanjar um sorriso simpático também.
– Hm, que bom. – Confusa, Sarah sorriu levemente, mas sua fisionomia logo voltou ao normal. Apenas observava a garota.
– Nossa, você está lendo Hogwarts: Uma História. Meu preferido sabia? – Hermione tirou da bolsa o mesmo livro, porém um pouquinho mais gasto.
– Por que está conversando comigo? – Sarah ajeitou os óculos no rosto e encarou Hermione notando que a mesma tinha um jeito mais delicado de se vestir apesar de não ter uma beleza rara, se esse fosse o caso, tinha quase que certeza que ela seria da Corvinal e não da Grifinória.
– Por que quero ser sua amiga, não pode? Você não quer? – As perguntas atingiram o peito de Sarah como uma flecha, sentiu o mesmo doer e talvez até sangrar por dentro. Logico que ela queria, mas havia certos porém.
– Ninguém nunca quer ser minha amiga. – A morena fechou o livro o qual segurava. – Não é normal querer ser e antes que tente, vou lhe deixar claro. Não vou lhe emprestar a lição de casa. – Sem dizer mais, Sarah começou a guardar suas coisas.
– Não, por favor, você entendeu errado, Sarah. – Hermione segurou o braço dela para que a impedisse de continuar. – Posso ser sincera? Depois que eu lhe confessar tudo, você decide se quer ir ou então ficar. Tudo bem?
– Tudo bem. – Com a resposta de Sarah, Hermione soltou seu braço.
– Eu vi o dia em que chegou, andou até a sala do diretor ao lado de sua mãe que logo a reconheci dos jornais e quando saiu da sala do diretor carregava consigo o uniforme da Sonserina. Eu logo pensei quando contei aos meus amigos que você era mais uma mimada transferida do exterior, mas com o passar da semana quando fiquei na expectativa de vê-la afrontar outros alunos de outras casas, até os mais novos da Sonserina e se juntar a Draco Malfoy, eu fiquei realmente surpresa. – As palavras de Hermione surpreendia Sarah a cada vírgula, a cada ponto. – Todos os dias você acorda, come sozinha longe de todos na mesa, vai para as aulas, tira notas boas e nos intervalos e finais de semana você fica aqui no jardim lendo. Invisível. Então cheguei à conclusão que você não é de muitos amigos, e que gosta de ficar sozinha, que não é uma pessoa ruim, só uma garota que quer terminar os estudos e fugir desses muros. E agora conversando com você notei que você andou sendo bem injustiçada durante alguns anos em que viveu em sociedade. – Ao terminar, a garota soltou um leve suspiro.
– E o que te faz achar que está certa? – Sarah levantou uma das sobrancelhas tentando ler o que a colega pensava.
– Eu vi em você eu no primeiro ano em Hogwarts. Eu errei? – Seu olhar, sua expressão transbordava sinceridade, e Sarah não podia negar aquilo.
– Não, mas eu sou da Sonserina, seus amigos vão achar “ruim” e os da Sonserina vão começar a me notar e vão achar ruim também e minha vida escolar começará ser um desastre. – Levantou-se decidida.
– Pare. – Hermione puxou Sarah de volta ao banco. – Ai é que você se engana. Sua vida escolar será perfeita.
– Como pode ver perfeição nisso? – Indignada, esperou uma resposta convincente de Hermione.
– Vou te contar uma coisa. No começo, assim que entrei em Hogwarts, no primeiro ano, como disse agora pouco, eu era assim que nem você, sem amigos, tudo era difícil, mas eu me movi para ter amigos e conheci meu melhor amigo hoje. Ele sempre me mete em confusões, e no começo, quando aconteceu pela primeira vez, eu odiei muito, porque se eu nunca tivesse o conhecido, minha vida seria tranquila, mas com o passar dos anos me arrependi completamente de um dia tê-lo odiado. Pois sem ele, minha vida não seria cheia de aventuras, aprendizados e acima de tudo, uma família. Entende o que quero dizer? – Disse já sem mais esperanças de ter Sarah como amiga.
– Eu sou esquisita. – Sarah fechou a cara e cruzou os braços.
– Porque você se acha esquisita e outra, não acredito que você seja mais esquisita do que meu refinado grupo de amigos. – Hermione não pode conter uma risada ao lembra-se do colega Neville Longbottom que adorava plantas e conversava com as mesmas.
– Ainda sou esquisita. – Sarah murmurou coçando a cabeça pensativa.
– Mas enfim, vai me dizer seu sobrenome ou não? – Fingindo estar séria.
– Wright, Sarah Wright. – A garota esticou a mão para selar a apresentação.
– Muito prazer Sarah Wright. – Hermione apertou a mão de Sarah abrindo um sorriso para a mesma o qual foi retribuído da mesma forma.
– Ah, uma pergunta Hermione. – Sarah mordeu o lábio inferior.
– Qual é?
– Quem é Draco Malfoy? – A pergunta fez Hermione soltar uma gargalhada.
– Vamos, temos aula de poções agora. – Hermione recolheu suas coisas e ajudou Sarah com a suas.
Sem dizer mais nada, Sarah seguiu para a sala de aula acompanhada de sua nova amiga que parecia não conter as risadas, o que a fez sorrir, sorrir como se nada mais fosse importante. Talvez fosse verdade, talvez fosse perfeito tê-la como amiga, pois tinha certeza que seu ano escolar havia mudado para sempre. Aquele era definitivamente um bom começo.
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