Surpresas da Grécia
8 Capítulo 8 - Fantasia ou realidade?
Notas iniciais
BEIJOS COM GLITTER, DA AUTORA DIVAH DE VCS!
Capítulo 8 – Fantasia ou realidade?
Annabeth estava esperando Thalia quando uma das piores dores de cabeça da sua vida a acometeu. Ela chegou a pensar: ‘’Justo agora? Bom, vou tirar meus pés da água.’’ Mas suas pernas ficaram moles, e todo seu corpo também quando um breu cobriu sua visão.
O sonho que sempre tinha com o espaço aberto mudou um pouco. Duas crianças estavam sentadas no pé da árvore que dava flores rosas. O menino sentava de frente para a menina. A menina com os cabelos loiros sorria muito para o garoto. Ele possuía olhos verdes e cabelos pretos.
_Eu preciso te dizer uma coisa... – Disse o menininho hesitante.
_Fale. É um segredo? Eu guardo, juro que guardo. Ainda mais um segredo seu, Percy. – A espinha de Annabeth gelou. Percy? Não, não era possível.
_Eu...acho...que te amo. – Annabeth começou a achar que agora seu sonho estranho não passava de um pesadelo horripilante. ‘’Eu quero acordar! Eu preciso acordar!’’ – Pensava ela.
_Eu também acho que te amo... – Falou a menininha sorrindo e pegando na mão do garotinho.
_Fiz uma coisa pra você. – O menininho que também se chamava Percy, remexeu no bolso de seu shorts e tirou de lá um arame retorcido em forma de círculo. Ele colocara uma pedra branca linda como pingente. A menina sorriu e estendeu o braço automaticamente e ficou tocando e admirando a pulseira.
O menino perguntou: _Você gostou, Annie?
‘’NÃO! Não é possível! Annie...é o apelido que só meu pai sabia, não tem como esse garoto saber a não ser que...’’ – O pensamento de Annabeth foi interrompido por outro sonho.
_Você NÃO vai se encontrar com esse garoto! Ele é filho de um pescador! Eu sou sua mãe e você não pode me desobedecer. – Sua mãe. A imagem era inegável. Era sua mãe, um pouco mais jovem, mas era.
_Mãe, o que está fazendo? A senhora conhece o Percy. Ele e Thalia são meus melhores amigos. A gente ia só no cinema. – A menina já estava um pouco mais velha, com uns 9 anos mais ou menos. Seu cabelo era loiro e comprido. Ela vestia uma jaqueta curta jeans e um vestido branco. Seu único acessório era a pulseira de arame torcido com a pedra branca. A mesma pulseira da outra menininha. Elas podiam ser a mesma pessoa. Essas meninas podiam ser lembranças dela. Podiam ser ela.
_Você sabe muito bem que...eu não gosto deles. São más companhias pra você.
A menina a encarou chocada.
_Más companhias? Ora mamãe, sabe muito bem que Thalia e Percy não usam drogas e nenhum de nós toma álcool. E más companhias só podem ser pessoas que fazem isso.
_Eu tenho medo deles te deixarem sem gosto pelo estudo.
_Isso nunca vai acontecer. Eu até estou ajudando o Percy em matemática e a Thalia em ortografia.
_Eu não quero que você saia hoje! Esse é o meu único motivo. Vai ficar em casa.
_Mas mamãe, eu não fiz nada de errado.
_Não importa! Você está me estressando! E eu já disse pra tirar essa tranqueira do braço. Tanta jóia que você tem e usa um troço desse. Me dá aqui. - Disse a mãe de Annabeth estendendo a mão.
A menina colocou a outra mão protegendo o braço e recuou alguns passos. Foi contra uma parede. Ela meneou a cabeça de modo negativo.
_Desculpe mamãe. É um presente. Não pode tomá-lo de mim.
A mãe puxou o braço da menina que protegia a pulseira, e arrebentou o fino arame que a menina havia se dedicado a cuidar por tanto tempo, a pedra caiu perto dos pés de Annabeth, a menina olhou para a mãe, estática. Se ajoelhou e pegou a pedra e com lágrimas nos olhos pronunciou pela primeira vez as palavras que mais temia ouvir:
_Eu te odeio!
Com um barulho de porta sendo fechada, Annabeth acordou. Ela olhou para suas vestes, e viu que estava vestindo roupa de hospital. Observou que além de estar no soro, estava com o dedo indicador ligado a um aparelho que fazia barulho. Provavelmente controlava seus batimentos cardíacos.
Sua cabeça doía e ela olhou para os lados. Resmungou um pouco de dor. Logo uma voz conhecida veio até ela. De forma suave, mas próxima o bastante para sentir o cheiro inconfundível de maresia. Percy. Oh, ela tinha tantas perguntas para ele. Mas, foi perguntar para ter certeza que sua intuição estava certa. Queria sair de forma clara, mas mal conseguiu pronunciar o nome dele.
_P..Pe... – Ela tentou franzir o cenho por estranhar sua voz quase nem sair, mas sua cabeça doía tanto que não conseguiu.
_Sim, meu amor. Sou eu, Percy. – Ele pegou na sua mão, e desta vez junto com a sensação aconchegante veio a lembrança dos dois pequenos. Por que ele também mentira para ela? Ela afastou levemente. Percy estranhou o movimento.
_Algo errado, meu amor? – Ele a estava irritando com tanto cinismo. É claro que ele havia mentido que não conhecia ela para se aproveitar.
_En....Enfe... – Não era isso que ela queria falar. Ela queria falar: ‘’ Não quero você aqui. Traga uma enfermeira.’’ Por que não conseguia formular as frases?
_Ah, sim. Eu chamo a enfermeira pra você. Já volto com ela.
_Que...que...ro...q..que...vo...vo...cê....v..vá...em...em....bo..bo...ra. – Com muito esforço, Annabeth conseguiu pronunciar a frase. Não foi fácil. Ela se cansou muito. Claro, que ela estava pior do que um gago era visível porque com certeza ele não tinha uma dor de cabeça tão forte, e suas pernas não doíam tanto e com certeza eles também conseguiam mexer e sentir as pernas.
Annabeth soltou um pequeno gemido. Percy, embora tivesse ouvido a frase dela continuou de seu lado. Estava muito preocupado com ela. Annabeth tinha entrado em coma durante dois meses e não dava nenhum sinal de vida. Os médicos chegaram até a cogitar a hipótese de desligar os aparelhos, mas Selena foi no hospital e como ela é muito influente a questão foi resolvida. Todos os dias Percy ia até o hospital para vê-la, na esperança de que um dia acordasse. Ele não podia estar mais feliz.
_O que foi? Sente dor? – Perguntou o rapaz ao lado da cama.
Ela apenas conseguiu apontar para as pernas.
_Suas pernas? Está com frio?
_N...nã..não. Po..por...qu...que nã s..sin...sinto...mi..minha pe..penas? – ‘’Ah! Que droga. Por que não consegui formar a frase?’’
Ela bateu levemente em forma de soco na cama, já que não podia expressar a frustração em seu rosto, caso contrário pioraria sua dor de cabeça.
_Já sei. Por que não sente suas pernas? É que...lembra de seu acidente aos 13 anos que te dá uma dor de cabeça horrível e outros sintomas até hoje? – Aonde ele queria chegar? É claro que ela se lembrava, sofria com isso há muito tempo. Ela afirmou com o polegar. Ele viu e continuou. – Você teve um dos baques...bem, quando estava perto da água. E você caiu e engoliu muita água, ficou um certo tempo lá até que Thalia te salvou e chamou o socorro e avisou todo mundo. Daí, bem...você passou um certo tempo...dormindo. – Ele realmente achava que ela era idiota? Ela tinha ficado em coma. Ah, meu Deus! Quanto tempo ela tinha ficado em coma? Ela com certeza tinha ficado com a expressão de surpresa no rosto, pois foi como se Percy tivesse lido seus pensamentos.
_Bem, você ficou em coma por 2 meses.
_O...o...q...que? — Gaguejou Annabeth surpresa. Mas, 2 meses...
_O que foi minha linda? – Perguntou Percy preocupado.
_M...min...minha...mã..mãe... — Annabeth conseguiu dizer apenas isso. 2 meses era o prazo que ela tinha para trabalhar na empresa e voltar para os Estados Unidos. Mas, ela não queria voltar. Ela tinha até fugido com medo de voltar. E o que ocorrera depois? Annabeth segurou sua testa com as duas mãos. A dor era insuportável. Percy viu e ficou desesperado.
_Eu vou chamar uma enfermeira. – A idéia de que alguém a deixasse sozinha naquele local não era cabível pra ela. Embora, Percy parecesse muito cansado, ela ainda precisava da sua presença. Tinha medo de ficar sozinha. Tinha medo de dormir e não acordar por sabe Deus lá quanto tempo. Ela segurou a mão de Percy e a apertou. O olhou suplicante.
_Calma meu anjo. Eu não vou te deixar sozinha. Tem uma campainha que a gente aperta e as enfermeiras escutam. — Annabeth balançou a cabeça devagar acenando que entendia.
Percy se levantou da cadeira em que estava e apertou um botão como um interruptor de lâmpada. Annabeth tinha muita dor. Ela estava cansada, mas tinha medo de dormir.
_Pe...Per...Percy...e....eu..n...nã...não....qu...que...quero....do..dor...dormir.
_Ah, mas...Annie, você está cansada! Pra se recuperar melhor tem que dormir.
_M...mas... – Annabeth ia tentar dizer que dormiu por 2 meses, não precisava mais dormir, era bem verdade que estava cansada e com dor mas com certeza não queria dormir. Ela foi interrompida pela entrada da enfermeira.
_Ela está com muita dor de novo, mas ela acordou, ela falou comigo e nossa! Eu devo estar parecendo um louco, não? – Perguntou Percy olhando para a enfermeira. A enfermeira negou e sorriu. Tinha um jeito gentil e delicado.
_É muito bom que tenha acordado, Annabeth! Você é uma garota forte. Vai se recuperar e sair daqui rapidinho. – Disse a enfermeira pegando uma seringa com um líquido. Annabeth recuou o braço que continha a ligação do seu soro.
_Calma, eu vou só colocar um pouquinho de remédio pra você melhorar. Eu prometo que não vai acontecer nada de mal com você. Depois disso, seu namorado vai te ajudar a dormir. E vai ficar tudo bem. – Disse a enfermeira de modo gentil. Annabeth olhou Percy. Ele balançou a cabeça de modo afirmativo. Lentamente, Annabeth estendeu o braço e permitiu que a enfermeira colocasse o remédio. Depois das dores de cabeça isso era a pior sensação. Assim que entrou em contato com seu sangue, Annabeth sentiu uma queimação horrível. Não pôde evitar de gritar. Percy ficou desesperado.
_O que está acontecendo? Não era um remédio para tirar a dor dela?
_Sim – Admitiu a enfermeira ao rapaz – Mas, quando se coloca o remédio os pacientes sentem um tipo de queimação na veia. E isso dói muito. – A enfermeira colocou a mão num dispositivo que estava em seu ouvido – Tenho que ir. Há outros pacientes, me perdoe Annabeth. Logo vai melhorar. Eu não podia estar te dando isso, mas vai ser um segredo nosso. – A gentil mulher tirou de um dos bolsos de seu jaleco uma pequena bolinha embrulhada em um papel roxo. Uma trufa. Ela entregou à Percy e disse que era para ele dá-la a Annabeth. E logo depois, saiu do quarto.
Percy colocou o chocolate na boca de Annabeth. Ela achou delicioso, e quase sem perceber havia passado a dor de cabeça e a dor que o remédio trazia a ela. Ela apertou a mão dele. Ele sorriu, ela também.
_Oh, meu amor eu fiquei tanto tempo sem ver esse sorriso maravilhoso! E eu estou tão feliz. – Disse Percy fazendo carinho na mão de Annabeth. Ela já havia engolido o chocolate há muito tempo. Ela estava com a outra mão livre, apontou com o dedo indicador para ele e depois para seus próprios lábios. Queria tanto um beijo dele. Ela necessitava de um beijo dele. Ele entendeu. Se aproximou devagar dela, ela adorou. Ele simplesmente era um cavaleiro. Seus lábios se tocaram. A mesma sensação quando beijou ele da primeira vez tomou conta de seu corpo. Um choque bom. Sua boca em contato com a dela era quente, e seus lábios grossos. Como ela sentiu falta dessa sensação. Com a mão livre, Annabeth ergueu o braço devagar e pousou sua mão sobre a cabeça dele. Suas línguas travaram uma leve batalha. Ele soltou seus lábios apenas para respirar um pouco. Logo depois voltaram a se beijar. Ela finalizou o último beijo mordendo de leve o lábio inferior dele. Ela queria tanto perguntar pra ele sem gaguejar e sem se cansar tanto.
_Por que mentiu pra mim? – Ela tinha conseguido. Apenas pensou na frase e formulou-a em sua mente depois sua boca fez o trabalho de perguntar para ele. Ela ainda segurava sua cabeça próxima a ela, Annabeth olhou para os olhos dele e ele para os dela.
_Tive medo de que não acreditasse em mim. – Disse ele olhando para os olhos dela – Imagine, os meus sentimentos quando te vi. Imagina a vontade que fiquei de te abraçar e de te beijar e te prender em meus braços pra sempre pra que nunca mais me deixasse? Eu não podia simplesmente despejar tudo isso em você. E quando você disse aquilo na casa de Thalia eu fiquei louco de raiva com a sua mãe. Como ela pôde fazer isso com você? Se aproveitar de seu acidente para que esquecesse da gente. Para que esquecesse de mim? De nós? – Ele ficou com lágrimas nos olhos. Tocou o rosto dela delicadamente. _Eu nunca te esqueci, Annabeth! Quando você....quando você apareceu lá em casa eu te achei familiar. Mas, quando eu te levei pra você admirar aquele lugar e você disse sobre as crianças....sobre nós....daquele jeito....eu tive certeza de que era você.
_Eu te amo. Eu nunca gostei de ninguém quanto eu gosto de você. Imagine um amor tão forte que depois de um acidente a pessoa ainda sonha com seu amado? É meu amor por você. Eu tenho certeza de que....de que tudo isso aconteceu mesmo....eu fiquei muito chateada com minha mãe por ela pensar só nos interesses dela. Eu... – Ela foi interrompida por outro beijo dele. Ela apertou seus cabelos levemente. Ele continuou beijando ela. Depois desceu para seu pescoço distribuindo um monte de selinhos na parte do ombro dela.
_A gente está num hospital. – Falou ela brincando.
_Eu sei. Já falei que esqueço onde estou quando fico com você, não falei? – Perguntou ele sorrindo para ela abertamente. Ela sorriu também e dessa vez passou sua mão pela gola da camisa de Percy, ela o olhou e passou levemente a mão dentro da camisa dele. Sentiu seu peitoral definido.
_Vamos parar, tá legal? Vocês transam quando ela sair daqui. Porque, vamos combinar...é mega estranho fazer sexo num hospital. – Disse uma voz familiar na porta.
_Thalia? – Perguntou Annabeth sorrindo. Percy se afastou dela e foi até a morena.
_Desde que parte você ouviu? – Perguntou ele sério para ela. Ela empurrou ele de lado e continuou andando até a maca de Annabeth.
_Tudo.
_Thalia, que saudade! – Disse Annabeth abraçando a morena com força.
_Que saudade digo eu! Você quer me matar do coração, menina? – Perguntou a amiga retribuindo o abraço.
_Oh, Thalia....eu...eu tenho tantas perguntas! Você também sabia. – Não foi uma pergunta. Annabeth afirmou que Thalia também sabia sobre toda a situação. Thalia, que estava segurando a mão de Annabeth olhou para a janela.
_Acho que sabe porque eu mantive segredo. – Disse Thalia à Annabeth.
_Sim, eu sei. E eu sinto...eu sinto tanto! – Falou Annabeth com a voz embargada.
_Ei, não quero fazer você chorar! Tem que estar feliz. Deus, eu...fiquei muito preocupada quando você decidiu tirar um cochilo por 2 meses e não avisar ninguém antecipadamente! – Thalia brincou. Todos sorriram.
_Mas, agora ela acordou e está maravilhosa! – Disse Percy sorrindo.
_Graças à vocês. Obrigada por me salvar, Thalia. – Disse Annabeth apertando a mão de Thalia. – E obrigada por você ser um namorado tão atencioso. – Annabeth complementou olhando para Percy.
_Agora, vocês têm que sair pra nossa paciente se recuperar. Ela precisa dormir. – Disse a gentil enfermeira entrando no quarto de novo.
_Eu dormi por 2 meses! Não preciso mais dormir. – Respondeu Annabeth brincando, mas com medo.
_Vai ficar tudo bem, Annabeth. Não se preocupe, você não vai voltar ao coma. Agora, eu vou dar um tempinho à vocês para se despedirem. Você precisa descansar.
_Tudo bem.
_Tchau amiga, se cuida. – Disse Thalia abraçando Annabeth. – Eu espero você lá fora. – Complementou a morena olhando para Percy.
_Eu vou ter que ir. Se cuida, meu amor. – Percy beijou Annabeth demoradamente.
_Vou sonhar com nossos beijos. – Disse Annabeth sorrindo para ele.
_E eu vou esperar ansiosamente até amanhã pra te ver. – Falou o moreno já na porta. Ele saiu. Agora, Annabeth estava a sós no quarto com a enfermeira.
_Obrigada por cuidar tão bem de mim. Posso saber seu nome?
_Claro, querida...me chamo Sally. Sally Jackson.
_Prazer, Annabeth Chase. – A mulher franziu a testa ao ouvir o sobrenome de Annabeth.
_Chase...me parece familiar. Da TV ou algo assim.
_Ah, sim. Lhe é familiar porque você já deve ter escutado o nome Selena Chase. – Os traços de confusão no rosto da gentil mulher se tornaram de espanto.
_A advogada é sua mãe?
_Infelizmente, sim.
_Não tem uma relação boa com ela, né? — Annabeth negou com a cabeça. – Bem, você tem que descansar pra amanhã receber mais visitas.
_Tá. Obrigada, Sally.
_Não tem o que agradecer. Durma bem.
Annabeth não teve sonhos. Apenas descansou. Quando acordou um rapaz alto, loiro e de olhos bem azuis estava de pé ao lado de sua maca.
_Quem é você?
_Ah, sou Jason Grace, prazer.
_Annabeth. Por que está aqui?
_Bom, eu queria ver como você estava. Peço mil desculpas por não poder ter vindo antes. Você ia trabalhar comigo, na empresa de seu pai quando aconteceu o acidente.
Annabeth sentiu um frio na espinha. Jason. Era o cara que queria ficar com a empresa dos pais dela na cara dura.
_Espero que não tenha assinado os papéis.
_Que papéis?
_Aqueles que iam te dar o direito de ter quase a metade da empresa. Direitos esses que deviam ser meus. Já que sou a herdeira da família e não puxa-saco da minha mãe. Eu tinha que estar junto.
_Ah, quanto a isso não se preocupe. Os papéis não foram assinados. E se quer saber não sou puxa-saco da sua mãe. Pelo contrário, discordo veemente de algumas de suas decisões como por exemplo: a decisão que ela tomou com relação a sua vida amorosa e conjugal.
_Que...De que diabos você está falando?
_Ela quer você casada comigo. Porque meu pai é dono de uma das maiores empresas de advocacia. Ela quer transações entre as empresas.
_O que? Vá embora! Saia daqui agora! Saia! – Falou Annabeth perturbada.
_Calma. Eu não quero você casada comigo. Eu apenas vim ver como você estava. Acho a idéia incabível.
_O que você quer afinal? Se era me atormentar conseguiu o que queria. Agora, por favor saia daqui.
_Está bem, eu saio. Desculpe por isso. Não era minha intenção. Desejo melhoras a você, se você conviver comigo por apenas um tempo vai perceber que eu não sou esse monstro que você pintou no seu imaginário.
Annabeth não respondeu nada. Apenas olhava para a janela e se perguntava:
‘’Quando eu vou parar de me surpreender com o que minha mãe faz? Quando eu vou parar de fantasiá-la como boazinha?’’
Notas finais
P.S.: Não esqueçam da sugestão dos nomes. Não decidi se o personagem vai ser garoto ou garota.
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